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Fiz um trato com um estranho

Autor: Safadinha
Categoria: Heterossexual
Data: 03/04/2004 06:01:20
Nota 6.00
Assuntos: Heterossexual
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Há dias sinto-me esquisita, angustiada... não, não sei se é o termo correto... não sei bem como explicar, mas é uma sensação estranha, nada me satisfaz e ando sempre à procura de qualquer coisa que não sei o que é. A sensação desespera-me cada vez mais, num crescendo contínuo que dura há bastante tempo. Tenho tudo a meu favor, um namorado apaixonado, tenho um emprego que me coloca permanentes desafios, tenho uma vida desafogada financeiramente, tenho amigos com quem posso falar, almoçar ou jantar, tenho tempo livre em quantidade suficiente que me permite ir à academia ou fazer o que bem entender, mas o fato é que me falta qualquer coisa de essencial mas não faço a mínima idéia do que possa ser. Esta sensação de desespero chegou a tal ponto que me provoca freqüentemente variações de humor inacreditáveis. Sem razão aparente, implico com qualquer coisa. Quem acaba sofrendo mais com isto é o meu namorado, que mora no Sul. Nos vemos a cada 15 ou 20 dias nos finais de semana. Quando nos encontramos, é sempre com muita paixão, muito sexo, muito carinho, mas na última sexta, quando ele chegou, ao invés de ganhar meus abraços e beijos, reclamei por ele ter cortado o cabelo. Primeiro porque o corte estava mal feito e quando me perguntou qual era o problema disso, visto que se podia acertar quando fizesse a barba de manhã, explodi mesmo. Então... andava a gastar tempo e dinheiro para ir para cortar o cabelo e depois remendar o trabalho mal feito em casa? Era só o que faltava, tinha que voltar ao mau profissional e pedir o dinheiro de volta ou o cara corrigir o que fez mal. Enfim, a discussão descambou por completo, com o meu namorado sem saber o porquê deste meu estado de espírito; nem eu o sei! O que mais me irrita é saber perfeitamente que o cabelo dele estava ótimo. Tinha mesmo vontade de discutir por discutir e todas as tentativas de aproximação e de reconciliação que ele fez foram friamente repelidas. O meu amor vindo de Porto Alegre, louco para me ver, me ter, e eu a ele, e discutindo por nada. Um final de semana perdido por nada. "Aqui está o seu peixinho", disse-me o garçom sorridente, esforçando-se por ser simpático. Não lhe dei qualquer importância e assim que me colocou o prato à frente e se foi, comecei a almoçar sem vontade. A minha mente deambulava por longe e acabei por não comer quase nada, decidindo voltar ao escritório. O garçom aproximou-se perguntando se queria outra "garrafinha d'água" ou se preferiria uma outra "bebidinha". Pedi a conta, o garçom atrapalhado por ver o prato quase cheio perguntou-me se o "peixinho" não estava bom e secamente respondi-lhe que estava sem muito apetite e que queria só pagar. O garçom voltou com a "continha" e eu já desesperada com tantos diminutivos, a minha vontade era de dar-lhe um "soquinho" no nariz! Mas voltei ao escritório. Mal tinha sentado em minha mesa, o telefone tocou. Não atendi porque a minha secretária ainda não havia retornado do almoço. Desligou e logo em seguida toca o meu telefone particular. Atendi e ouvi uma voz grave e profunda. "Boa tarde, estou falando com Safira?" "Sim, boa tarde..." "O peixe estava mesmo mau mas não era razão para não comê-lo, precisa se alimentar... é a sua insatisfação com as coisas que a impede de se alimentar convenientemente?" "Desculpe, mas quem está falando? Quem é o senhor?" "Sou, ou melhor, espero vir a ter o privilégio de ser o seu amo e senhor. Volto a contactá-la dentro de alguns dias. Pense bem no assunto." E desligou o telefone. Fiquei primeiro atônita, a olhar assustada para o telefone. Depois foi a irritação que começou a crescer. Quem era aquele cara, quem se julgava ele ser para me falar assim? Mas que atrevimento! Como sabia do peixe? O meu número particular e da minha insatisfação? Nunca falei dela a ninguém, como podia ele saber? Sem perceber como, estes pensamentos foram sendo substituídos por uma espécie de bem estar geral, um bem estar que tinha tanto de físico como psicológico. Devia ser da segurança que aquela voz transmitia ou então da sua calma agradável. Mas que coisa mais maluca, em vez de ficar indignada com aquele atrevimento todo, com aquela proposta, dou por mim a pensar se a devo aceitar ou não! Queria aquele homem que eu fosse a sua escrava sexual? Que pretendia ele de mim? Logo eu que não gosto de violência no sexo. Nunca me imaginei numa situação dessas, de ter dor para ter prazer ou mesmo que fosse só numa situação de submissão. Aquelas histórias do Sade e do Masoch nunca me despertaram qualquer interesse, mas vejo-me agora a imaginar como será me pôr nas mãos de um homem, de um homem que não conheço, que nunca vi antes, e sujeitar-me a qualquer capricho que ele evidenciasse, preocupada apenas em satisfazer qualquer vontade por ele manifestada, contente por sofrer se necessário para que ele tivesse prazer. O meu estado de excitação é notório, a respiração está alterada, o pulsar do coração é arritmo, e sinto a minha calcinha molhada quando, sem pensar no que estou a fazer, me toco. Aquela voz me preenche e me satisfaz de uma maneira como se dela me alimentasse; e a excitação não pára de crescer, tenho que fazer qualquer coisa. Levanto-me e vou ao banheiro, dispo-me e me toco, desesperada por ter prazer. O meu dedo percorre toda a área da minha bocetinha, afasto os lábios até chegar ao grelinho onde faço movimentos circulares com um dedo; volto a repetir o processo com os dois dedos e o repito outra e outra vez... a quantidade de lubrificação é muita e me permite usar a outra mão para se concentrar no grelo, durinho, enquanto com a outra procuro o ponto G, enfiando para isso os dois dedos. Alucinada, tento fazê-lo com o polegar e consigo mesmo, fazendo pressão em círculos e em vaivém com a unha. Na posição em que a mão está, os meus dedos tocam a região do cuzinho e começo a acariciá-lo. Aquela voz profunda encoraja-me e com os dedos bem lubrificados com o meu néctar, tento introduzir lá o indicador... mmmmmmmm, entra com facilidade, dando-me a sensação de perversidade maravilhosa por ser eu a fazê-lo. Sinto agora um prazer completo ao tocar-me assim em todos os meus pontos mais sensíveis e começo a sentir a aproximação do orgasmo... acelero e enfio outro dedo no cuzinho, sinto um pouco mas faz com que o orgasmo chegue, agudo e rápido. Mais devagar agora, paro de estimular o grelinho, enfio a mão por dentro da blusa e acaricio os meus seios, os bicos durinhos... a sensação agradável é substituída por uma urgência em chegar a um novo orgasmo e acelero os movimentos na minha amiguinha inseparável, a bocetinha, e também no cuzinho, em simultâneo, agora só em vaivém, num crescendo poderoso, já sem qualquer dor, só um prazer imenso, forte, que me enche e faz com que ele finalmente chegue, mas agora diferente, duradouro e mais grave, fazendo com que todo o meu corpo goze profundamente... e o orgasmo dura e continua, e eu o mantenho desacelerando os movimentos mas continuando com eles firmes... sinto-me levitar, tamanho é o prazer que sinto, nas nuvens... começo a sentir pequenos orgasmos, mais agudos, de tal forma que acabo por parar por completo, continuando ainda a gozar desses pequenos orgasmos que me fazem estremecer, até que esses param e me dou por satisfeita, sem mexer um músculo que seja. Que delícia! Que delícia! Não sei quanto tempo passou, mas acabei por me levantar e olhar-me no espelho, incrédula. Como sou safadinha. Nunca tinha me masturbado no banheiro do escritório. Apesar de oferecer com alguma freqüência o meu cuzinho ao meu namorado e a outros que apreciam, eu mesma nunca tinha enfiado os dedos lá... apesar de saber que era capaz de me dar um gozo imenso quando lá sou estimulada, principalmente quando com os homens com quem fiz sexo anal, usavam as línguas na minha bunda, abrindo as bochechas e deliciosamente passando-as no cuzinho, mais como forma de lubrificação para a penetração que preocupados em me dar prazer. O fato é que eu chegava por vezes a ter uma espécie de orgasmo anal. Cheirei as minhas mãos e sentindo o gostoso odor projetou-me imagens de extremo erotismo na cabeça. Rapidamente desisti da idéia de me voltar a masturbar e enchendo os pulmões de ar, para me dar coragem, lavei as mãos, me lavei no chuveirinho, vesti-me e saí do banheiro sorridente. Não conseguia deixar de ouvir a voz do cara, de pensar o que haveria de fazer relativamente a ele, nem por um minuto sequer... e a única vontade real que tinha era de pegar o primeiro avião para Porto Alegre, correr para o meu namorado para que ele me satisfizesse por completo. Sempre que o meu telefone particular tocava, o atendia com a voz trêmula, pensando na eventualidade de ser o meu novo mestre. Estava decidida! Mesmo inconscientemente já tinha aceito aquela voz para meu mestre. Iria satisfazer-lhe todas as vontades alegremente, por maior que fosse o sacrifício que isso implicasse. Iria colocar-me nas mãos dele e que fosse o que Deus quisesse! Iria confiar cegamente naquela voz. Os meus pensamentos foram interrompidos por um novo telefonema e ouvi, grata, a voz do meu mestre: "Que a faz se decidir por ficar em minhas mãos tão rapidamente?". A autoconfiança demonstrada desarmou-me por completo e não pensei sequer em lhe perguntar como sabia ele o que eu tinha decidido ou se tinha sequer considerado a sua proposta. Limito-me a responder a verdade, como não podia deixar de ser, e digo-lhe que foi a voz dele. Ele ri, dá uma gargalhada natural, profunda, que me tira o resto das defesas que ainda eventualmente tivesse. Pergunto-lhe então o que quer. "Minha querida e doce Safira... a partir deste momento e enquanto ambos o quisermos, somos um do outro. Mas isso tem regras: nunca irá me conhecer, nunca irá me ver. Essas sou eu quem as tem que manter. As suas regras são bem mais complicadas: tem que confiar plenamente em mim, como nunca confiou em ninguém. Se eu lhe pedir para se matar, o fará sem sequer piscar os olhos. Tem que obedecer em tudo. Se eu lhe pedir para saltar, vai perguntar-me apenas a que altura. Serei o seu amo e senhor, e tudo o que lhe disser é lei que não poderá ser quebrada. Tem que ser honesta e sincera, não basta não mentir, tem que me dizer tudo o que lhe vai na cabeça e confiar que eu resolva as coisas da melhor maneira. Se alguma vez tiver algum dúvida quanto ao nosso relacionamento, manifeste-o expressamente e discutiremos o assunto e se não pudermos encontrar este clima de novo, seguiremos cada um para o seu lado. Tenho um prazer imensurável em ser obedecido cegamente e enquanto você, Safira, tiver o mesmo prazer em obedecer, manteremos este relacionamento. Basicamente, trata-se do seguinte: lhe peço para fazer uma coisa e você faz e dá-me provas disso. A sua primeira incumbência é tratar precisamente das provas. Tem que comprar uma câmera de vídeo para me dar essas provas e estas deverão ser entregues em envelope lacrado para uma pessoa de nome Jorge, no telefone que vou lhe passar. Esta pessoa fará com que tudo que me enviar chegue às minhas mãos. Em qualquer momento que as regras forem quebradas todo o nosso contrato será anulado de imediato. Concorda com tudo isto? Sem qualquer reserva?" Quando ele terminou, e depois ainda de uma pausa, só fui capaz de dizer que não entendia nada. Não entendia porque ele não me queria me ver pessoalmente. Não entendia como poderia saber tanto de mim, não de fatos, mas de coisas íntimas que ninguém a não ser eu mesma sei. Mas, concordei com tudo com segurança pelos termos ditados pelo meu amo, bastava não querer e estava o contrato anulado. Timidamente, perguntei-lhe como o deveria tratar. Rindo com vontade, acabou por responder que o deveria tratar por "meu senhor" e acrescentou que, mesmo sabendo que não tinha qualquer dificuldade em comprar a câmera de vídeo, que o deveria fazer através da minha conta pessoal, não a que recebo pela empresa, e que ele depositaria o valor da máquina lá. Desligou depois, dizendo que de manhã me telefonaria e que de agora em diante deveria ter sempre a câmera comigo. Muito depois achei peculiar o fato de me ter sentido tão segura ao aceitar este contrato. Afinal de contas o meu senhor era um desconhecido que sabia muito sobre mim, não só de fatos como por exemplo o peixe que não comi ou o número da minha conta, o que já se poderia noutra situação ser suficientemente assustador, mas conhecia o meu íntimo como ninguém. Mas não me sentia de modo algum receosa, o meu senhor transmitiu-me uma confiança tal que nem isso me passou pela cabeça. Quando saí do escritório entrei num centro comercial, comprei a câmera e também um tripé. Quando cheguei em casa, despi-me e fui tomar banho. Ao sair, por morar sozinha fico nua em casa, peguei uma maça e enquanto a comia, liguei para Arnaldo, o meu namorado que mora em Porto Alegre, para o celular dele. Pedi-lhe desculpas pelo meu mau humor no fim de semana. Estava saudosa dos carinhos dele, das trepadas magníficas. Enquanto falávamos, ouvia a voz do meu senhor que me dizia coisas que até então achava inconcebível poderem de fato excitar alguém. Propus a Arnaldo um sex fone como reconciliação até ele poder vir e matarmos as saudades em nossa cama, no que concordou. Perguntei-lhe o que é que ele queria que eu fizesse. Limitou-se a mandar: "Coloca o dedinho na boceta e te masturba!" E foi naquele instante que uma coisa estranha aconteceu: senti o território do meu senhor invadido, senti que só ele é que me podia mandar fazer coisas assim, o meu namorado não mais. O meu namorado deveria ter pedido para me masturbar, nunca me deu ordens e não era agora que ia começar. Tudo em mim gelou e secou. Ao perceber-se disso, perguntou-me o que tinha acontecido. Respondi, ao levantar-me com a intenção de me vestir, que a mim ninguém me dava ordens. "O que acontece com você, minha deusa? Está me evitando! Tenho gastos para ir a São Paulo para nos vermos, me recusa. Agora a mesma coisa!" Tentei libertar-me daquela influência e apressei-me em desligar o telefone, inventando coisas que me mantivessem o espírito ocupado para não pensar nele. E não mais pensei no caso. De manhã, no escritório, esperava ansiosamente o telefonema do meu senhor. Não fui capaz de fazer nada de produtivo, cada vez que o telefone tocava o coração disparava, batia um ritmo alucinante numa vertigem próxima a de cair ou a de andar numa montanha russa, com apertos no estômago e tudo. A quantidade e potência destes sentimentos deixavam-me completamente desnorteada, sem saber o que fazer, incapaz de raciocínios mais básicos. Nem uma adolescente apaixonada se sentia assim! Finalmente, próximo a hora de almoço, o telefone tocou de novo e era ele, naquela voz que jamais esquecerei. Gelei por completo com os calores que me preencheram o corpo, incapaz de qualquer reação, incapaz de fazer com que as palavras me saíssem da boca. Só o ouvia do outro lado: "Safira?", "Safira?" Fazendo um esforço sobre-humano, consegui responder-lhe "Sim, meu senhor...". "Que tem? Alguma coisa acontece contigo? Algum problema com o namorado?". "Não, não... é que pensei que não iria telefonar". Depois de um curto silêncio: "Honro todos os meus compromissos, não tenha quaisquer dúvidas em relação a isso. Agora tem a sua primeira incumbência real para realizar. O que eu quero que faça é muito simples, quero que se filme hoje à noite, se masturbando, e principalmente quero duas coisas enquanto isto acontece. Quero que pense em mim e quero que se solte por completo sem qualquer inibição. É uma tarefa fácil, não lhe parece? Entregue o VHS para a pessoa que já lhe passei nome e telefone. Só voltarei a falar contigo depois que receber a fita." E desligou o telefone. Com uma felicidade imensa em satisfazer o meu senhor, inventei que não estava passando bem para poder ir embora do escritório naquele dia e fui realizar a tarefa do meu Senhor. Chegando em casa, coloquei a câmera no tripé e comecei a pensar no que fazer, ou melhor, em como fazer. A única coisa que tinha na mente era satisfazer os desejos do meu Senhor e queria fazê-lo da melhor maneira possível. Sentia-me feliz, mas tão feliz, só quando me vi ao espelho para me olhar reparei que tinha um sorriso imenso de felicidade, um sorriso que não conseguia tirar de modo algum, nem queria. Planejando tudo antecipadamente, como uma realizadora experiente, consegui encontrar a cena que pensava que o ia satisfazer. Ao mesmo tempo, o prazer que sentia nesse planejamento, nessa coisa de dar prazer ao meu Senhor, ao meu Senhor que eu não conhecia, era inimaginável! O gozo tremendo que assim obtinha não era sexual, era uma espécie de prazer diferente, como quando se consegue qualquer coisa de quase impossível e sabemos que obtemos a aprovação e admiração de todos; era um prazer intelectual, forte, que dava perfeitamente para me alimentar dele. Com este prazer não seria necessário mais nada, a satisfação obtida era suficiente para cobrir qualquer aspecto mais negativo que com ele viesse, como por exemplo o fato de estar sozinha. Como seria maravilhoso se ele estivesse aqui comigo... Com este espírito suspirei e liguei a câmera. Bastante próxima dela, e um lenço de seda, de cor escura, cobrindo parte de meu rosto, como a Feiticeira do programa H, deixei uma mensagem para o meu Senhor: disse-lhe que o que iria presenciar era dado por mim com o maior dos prazeres na expectativa de que fosse exatamente de encontro com os seus desejos e que iria cumprir escrupulosamente os seus comandos. Depois, com o ar mais sereno do mundo, tratei de me despir, da forma mais sensual que uma mulher pode fazê-lo, tentando despertar todos os sentidos do meu Senhor. Lentamente, como se me movesse ao ritmo de alguma música inaudível, fui-me despindo enquanto simultaneamente os meus próprios sentidos e desejos iam sendo também acordados. A minha imaginação divagava naquele quarto e ao invés da câmera à minha frente, via o meu Senhor e ao mesmo tempo não ousava olhá-lo diretamente nos olhos. Tocava a pele do meu corpo que indo sendo descoberta e quando cheguei à calcinha, a última peça que faltava para me libertar, pude constatar o estado de excitação em que me encontrava. Estava muito molhada. Inspirei, não com força, mas com um desejo forte, aquele odor gostoso que tenho. Num gesto decidido, mostrei a prova da minha imensa excitação ao meu Senhor, tinha a certeza que ele ia gostar de saber que o que estava vendo não era só uma encenação cuidada, mas que efetivamente era tudo real e sentido, muito sentido. Lubrificando os meus dedos com saliva, acariciei os meus seios fazendo com que os mamilos ficassem durinhos. Devia dar-lhe uma imagem bastante erótica, vendo-me assim, com os biquinhos dos seios brilhando com a minha saliva, como um botão de rosa que se abre. Ainda de forma sensual, e com a minha excitação a crescer, fiz com que a minha mão direita abandonasse os seios e devagar, muito lentamente, passou pela minha barriga até chegar ao interior das minhas coxas. Depois não sei o que me deu, mas fiquei possuída por um espírito que não era o meu e mandando a minha cuidada encenação ao inferno, expus-me completamente à sua frente, separando os meus lábios vaginais com a mão e forçando os músculos de modo a que ele conseguisse ver o interior da minha boceta. Tinha já perdido qualquer controle sobre mim e com a minha inseparável totalmente exposta, meladinha, gostosa, o dedo deslizava enquanto por ela passeava, passei a palma da minha mão sobre a boceta, voltando a lamber a mão, impregnada com o meu sabor, e voltando a passar novamente a mão em toda a extensão da bocetinha umas quantas vezes mais. Sentia crescer de forma desmesurada a excitação. Passei depois, como em transe, a ouvir o meu Senhor, as ordens que ele pudesse me dar, comandos sempre em forma de palavras rudes, usando sempre palavras que nós mulheres gostamos de ouvir enquanto estão nos fodendo. Mandava introduzir um dedo na minha bocetinha, depois mais outro dedo, enfiando e tirando, agora o terceiro dedo. Três dedos não. Estava alucinada pelo prazer que me proporcionavam aquelas ordens do meu subconsciente, ou melhor, pelo prazer que me dava obedecer às ordens do meu Senhor. Não era o ato em si que proporcionava o prazer. O fato é que era obedecer àquela voz do meu Senhor que era puramente sexual, me proporcionava um prazer imenso, mesmo antes de chegar o orgasmo, e quando chegou, foi de uma intensidade aguda profunda e prolongada, obrigando-me a gritar o meu prazer ao mundo. Devo ter acordado alguns vizinhos naquela noite. Só depois desta letargia se começar a desvanecer, lentamente, é que me lembrei da câmera e apressei-me a desligá-la. Desmontei tudo apressadamente, como se alguém pudesse entrar a qualquer momento no apartamento, no meu mundo. Tomei um banho e fui dormir. Na manhã seguinte, ao acordar, enquanto a cafeteira elétrica fazia o seu papel, olhava a fita de VHS e revi mentalmente os últimos acontecimentos na minha cabeça. Mas como é que o meu Senhor sabia do que se passou com o meu namorado? Saberia que por não ser casada, nenhum relacionamento muito sério com Arnaldo, tenho outros relacionamentos sexuais? Mas como podia saber de Arnaldo? Não podia ser humano... Que besteira, claro que era humano. O fato é que a sensação que sentia antes, aquela angústia, havia ido embora. Sentia-me bem, viva. Lacrei o envelope onde coloquei a fita, chamei o número do Jorge que veio pegá-la. Estava saindo para o trabalho quando chegou. Era um funcionário de uma transportadora. Perguntei para onde iria a fita e nada respondeu. "Ao menos pode me dizer se será entregue aqui em São Paulo?". Respondeu que a firma não fazia entregas dentro da cidade. A semana se foi. Tentei falar com Arnaldo sem conseguir. Deixei recado na secretária eletrônica de seu celular. Queria que aquele Domingo fosse logo embora para a segunda-feira chegar e aguardar o telefonema do meu Senhor. Somente três dias depois ele ligou-me de novo e ficou surpreendido ao ouvir-me liberta e à vontade com ele e tratou de me levar numa conversa longa e profunda sobre os meus próprios sentimentos, sentimentos estes que lhe expliquei o melhor que podia, numa sinceridade tão grande quanto a que tinha comigo própria. O fato dele não se referir à fita obrigou-me a perguntar por ela e o meu Senhor, numa gargalhadas sonora, perguntou-me apenas se ele não estava telefonando. Com a minha resposta afirmativa, acrescentou: "Assisti a fita". Depois de uma leve pausa, me perguntou: "Mas já reparou, doce Safira, que tudo o que fez por mim poderia também fazê-lo por seu namorado? Aliás, se parar para pensar verá que ele próprio estaria perfeitamente bem no meu lugar. Se gosta de obedecer, porque não obedece a ele? Mais ainda, é notório que o trabalho que eu tinha pra fazer contigo chegou ao fim, aquela sensação que tinha de vazio passou e sei que se alguma voltar já sabe, por si, sozinha, como dar a volta à situação. E sei também que pode confiar plenamente no seu namorado. Que tenha com ele a mesma confiança que tem comigo e que ele é merecedor dessa confiança. Porque não lhe conta o que se passou? Porque não lhe explica? Ou pelo menos, porque não pensa nisto? Não acha que ele tem direito a saber? Afinal de contas ele presenciou o seu estado de espírito inconstante e vê-la agora satisfeita consigo mesma, não acha que ele merece uma explicação, a explicação para tal mudança?" As palavras dele acertaram-me em cheio dando-me um nó no estômago. Nunca mais tinha eu pensado no pobre coitado e sei como ele é, devia estar em sofrimento, esperando que ao nos encontrarmos que me abrisse. Nunca nestes três anos de namoro com Arnaldo, um homem maravilhoso, ele exigiu de mim o que quer que fosse, sempre me deu espaço e me deixou livre para fazer o que bem entendesse, por um único motivo: Não é livre. É casado, tem filhos em Porto Alegre. "Meu Senhor, percebo que tem razão... tem toda razão... sei que meu namorado me ama e... eu o amo, não posso manter uma vida paralela escondida dele, não posso de modo algum deixar de ser sincera como sempre fui e como ele é para mim. O que temos os dois é bom demais para ser assim desperdiçado". Ao saber que não mais ouviria aquela voz grave, tão cativante, do meu Senhor, uma tristeza, uma espécie de nostalgia, me invadiu. Mas era uma tristeza alegre, significava que tinha recuperado o meu mundo perdido, que era mulher de novo, completa e estava alegre por isso, alegre, satisfeita e mais que tudo orgulhosa de mim mesma. A única coisa que mesmo assim perturbava a minha paz era saber, ter a certeza absoluta, de não voltar a ouvi-lo. Não via a hora de sexta chegar. Que vontade louca de abraçar Arnaldo, de estar com ele. Resolvi preparar uma surpresa para ele. Fui ao supermercado e tratei de arranjar os ingredientes para um jantar delicioso de boas-vindas. Preparei tudo e o porteiro avisou que Arnaldo estava entrando na garagem. Vestia apenas o avental de cozinha, as meias ligas e um belo par de sapatos de salto fino. A mesa posta na ampla sala, velas acesas, a única iluminação no ambiente. Arnaldo abre a porta, ouve a música suave de fundo de um novo CD por mim adquirido. Virando-me de costas e indo para a cozinha, pedi que sentasse à mesa. Arnaldo adora olhar a minha bundinha. Com toalhinhas quentes, limpei as suas mãos para o jantar. Olhava-me de modo estranho, uma expressão que eu não conseguia traduzir por palavras; mas também não lhe ia perguntar o que era. Deixámo-nos estar ali, saboreando um delicioso jantar, conversando animadamente. Até que lhe disse que deveria explicar o porquê da minha alegria e satisfação e quando ele me disse que também tinha uma confissão penosa a fazer, estranhei mesmo o que ia sair dali. Uma luz se fez de repente quando se justificou da necessidade de fazer a confissão antes de mim para eu não pensar nunca que me tinha testado de alguma forma. Uma luz não, um holofote apontado nos meus olhos cor de mel! E vi uma lágrima grossa escorrer-lhe pelo rosto quando lhe disse: "Não precisamos de confissões entre nós, não é meu Senhor!"

Comentários

16/09/2008 13:00:39
Isto é um conto ou um Livro.
04/09/2008 15:10:20
Muito longo o conto, poderia abreviar mais.

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