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O Machão Idiota Que Eu Aprendi a Amar

Autor: Tiago/
Categoria: Homossexual
Data: 03/03/2015 14:03:36
Última revisão: 21/04/2017 23:41:43
Nota 9.74

Oi, gente. Quanto tempo né? Só estou editando os contos para colocar esse aviso. Eu estou reescrevendo uma dessas histórias, deixando maior e melhor, no Wattpad, um site de livros e também um aplicativo de celular, todas as leituras são grátis. Se quiserem dar uma olhada, é só pesquisar o meu perfil no site, o perfil é TiagoCasttro. O conto se chama Dominador. Obrigado.

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Com 19 anos eu me mudei de cidade para cursar literatura na faculdade. Eu arranjei emprego numa lanchonete, atendendo aos clientes no balcão durante alguns dias da semana, o salário era pequeno por causa da pouca carga horária, mas já complementava a mesada que eu recebia. Eu morava ali perto, em uma casa que os meus pais tinham na cidade. Não era longe do meu curso.

Eu me chamo Benjamin, sou um rapaz muito normal. Não sou alto e nem baixo. Tenho cabelos negros e sempre uso corte social. Não deixo a barba crescer jamais, mas me sinto atraído por homens de barba. No entanto, estou sempre cortando fora os meus pelos. Minha pele é morena, cor de canela, assim como a Gabriela rsrsrs Eu acho que sou um jovem bonito, as pessoas dizem que eu sou bonito, eu prefiro acreditar. Tenho olhos castanhos que são meu orgulho. Meus lábios e minhas mãos também me deixam muito envaidecido. Eu sou gay desde que consigo me lembrar, me esforço o máximo possível para disfarçar, não que eu não me aceite, é só que eu não quero ninguém me olhando atravessado na rua. No entanto, algumas brechas sempre são abertas, e as pessoas, com a convivência, acabam desconfiando de algo. Eu sei que desde a adolescência costumo atrair a atenção dos homens, aliás, muito mais dos homens do que das mulheres. O fato de eu ter um “bum bum” (acho essa expressão tão engraçada) muito bem feito ajuda bastante. Já perdi a conta de quantos caras se esfregaram em mim, fingindo um esbarrão, na fila do banco, em uma loja, no supermercado, ou até na escola, tudo para passar a mão ou outra coisa mais dura por lá. Mas eu não dava confiança, na maioria das vezes eu até me afastava. Não sou nenhum santo, mas sempre namorei muito pouco, considerando os assédios que já sofri. Mas enfim, esse sou eu, vamos então à história. Os fatos narrados aqui se passaram exatamente há cinco anos.

Era um dia nublado, acabara de chover, e o sol tentava em vão aparecer. Eu estava na faculdade esperando o ônibus para voltar para casa. Um jipe verde escuro saía da academia de luta em frente à universidade, o carro passou perto de mim jogando lama em toda a minha roupa. A minha reação foi imediata:

— Seu cretino estúpido! Olha o que você fez imbecil! Você é cego ou comprou a carteira?!

Para a minha sorte, ou para o meu azar, o motorista ouviu e parou o jipe um pouco mais a frente. Quando a porta do carro se abriu, dele saiu um homem de mais ou menos 1,90 de estatura, pele morena bronzeada, olhos castanhos, cabelos lisos e negros com um corte social. Ele era forte, bem mais forte do que eu. Era musculoso, mas nada artificial. Percebia-se que ele costumava fazer exercícios. Usava uma camisa branca e uma calça preta. Deveria ter uns 26 anos. Seu rosto era quadriculado, sua expressão era bem forte, mas seus olhos eram redondinhos e expressivos. Era um desses homens bonitões com cara de macho. Mas tarde eu descobriria que ele se chamava Carlos. Aquele homem caminhava com firmeza em minha direção.

Essa visão me fez tremer, não de admiração, mas de medo. O que aquele cara faria comigo? Eu não teria a menor chance perto daquele homenzarrão. Ele chegou perto:

— Do que foi que você me chamou?!

Eu respondi nervoso:

— Ah... Eu disse que você tem um carro muito bonito e quando eu tirar a minha certeira vou querer um igualzinho.

Ele sorriu, me pegou pelo colarinho e falou bem perto do meu rosto:

— Você ta me achando com cara de idiota, moleque?!

Eu reuni toda a minha coragem e respondi:

— Não... É claro que não... Eu só acho que você deveria tratar as pessoas com mais educação.

Ele arregalou os olhos cheio de raiva.

— Tá me chamando de mal educado, seu tampinha?! Acho que você deve ter um último desejo agora.

Eu sorri e respondi cinicamente, se eu fosse apanhar, ao menos apanharia com dignidade. Eu disse:

— Engraçado, sabe que eu tenho?

Ele fez uma cara de surpresa, ficou meio sem ação. Depois voltou a si e falou zangado:

— E qual é pirralho?

— Que você me solte e me deixe ir. Só isso. Acho justo, e você me deve por ter me sujado de lama.

— Eu devo a você?

Ele perguntou sorrindo. Antes que eu respondesse, uma mulher apareceu na janela do carro chamando por ele:

— Amor, vamos embora, deixa esse fracassado aí. Eu tô morrendo de calor aqui. Vamos logo.

Ele ouviu atento e depois falou para mim:

— Você tem sorte tampinha! Eu vou realizar o seu desejo agora mesmo.

Ele me jogou com força na poça de lama, recuou sorrindo, entrou no carro e foi embora. Eu pensei comigo mesmo:

— Por que eu não tenho poderes mutantes para acabar com esse infeliz? Mas que droga de vida!

Levantei, me limpei o máximo que consegui enquanto as pessoas na rua olhavam curiosas. Nesse instante, a criatura mais detestável que já ousou nascer veio falar comigo.

— O que aconteceu? Finalmente achou o seu lugar? Entre a lama dos porcos.

Eu respondi calmamente:

— Não, eu estava testando a profundidade para quando fosse te afogar aqui.

— Hum... Acho que isso não vai acontecer, caso você não tenha percebido, eu estou sempre por cima.

— Ah, mas com certeza... Talvez por isso você tenha a necessidade se auto-afirmar para as pessoas não é?

Aquela criatura me olhou com raiva sem dizer nada. Eu continuei:

— O que foi? Somente os fatos não conseguem provar que você é assim tão superior? Aí você mesmo tem que dizer isso ao mundo?

Eu ainda estava tentando me limpar. Ele se irritou e me respondeu:

— Um dia eu vou acabar com essa sua pose, ouviu Benjamin? Eu não sei quando, mas você ainda vai penar muito na minha mão.

— Ah é? Manda ver. Vem com tudo amiguinho!

Eu falei sem dar importância a ele. Ele deu de costas e saiu furioso, entrando no carro luxuoso e com motorista da sua família.

— Porque as pessoas ruins têm tanta sorte? – Era isso o que eu questionava.

Essa criatura medíocre se chamava Fabrício, e fazia de tudo para infernizar a minha vida, desde espalhar boatos a meu respeito, até sabotar meus trabalhos da faculdade. Era invejoso e narcisista. Detestável em todos os aspectos. Tinha a mesma idade que eu e era homossexual, mas completamente sem atrativos para mim. Uma coisinha muito pé no saco que me irritava profundamente. Eu não sei por que ele tinha tanta raiva de mim, eu nunca lhe fiz nada de mal. Mas ele é só um coadjuvante nessa história. Vamos voltar aos fatos.

Passaram-se uns três dias depois desse incidente, eu estava no trabalho, conferindo algumas coisas no balcão, quando eu ouço alguém dizer:

— Será que não tem ninguém aqui para me atender? Ou eu mesmo terei que anotar meu pedido e preparar minha refeição?

Eu olhei para frente, e era ele, o mesmo brucutu do outro dia. Ele me viu também, levantou e veio até mim.

— O que você ta fazendo aqui, pirralho?

— Ainda não percebeu gênio? Eu trabalho aqui.

Ele franziu a testa e apertou os olhos, se irritando com a minha resposta.

— Você é sempre atrevido assim, tampinha?

— Só com quem merece.

Ele afastou um pouco o rosto. Eu não acreditava que estava dizendo aquelas coisas para um homem daqueles. Ele sorriu.

— Você sabia? Quem fala assim comigo costuma se machucar.

— Então o que você vai fazer? Me bater? Me jogar na lama outra vez? Desculpa mas eu acho que não choveu hoje.

— Escuta aqui, pivete, você ta se achando demais! Abaixa o seu tom comigo!

— Em nenhum momento eu ergui a voz para você. Muito pelo contrário, você é que agiu do começo ao fim como um troglodita comigo.

Eu falei indignado. Ele ficou me olhando por um tempo. Depois concordou com cabeça.

— Tudo bem então. Eu acho que você ta certo. Eu não deveria ter te jogado na lama.

Ele levou a mão para me cumprimentar, e completou:

— Para provar que estou arrependido, você aceita as minhas desculpas?

Eu relutei um pouco, mas resolvi segurar a mão dele. Quando eu fiz isso ele apertou a minha mão com tanta força que os meus dedos estralaram. Aquele cretino fez de propósito. Eu me senti um completo idiota e tudo o que eu pude dizer foi um “Ai” bem contido para não chamar atenção.

Ele riu da situação, havia vencido mais uma vez.

— Então, estou desculpado agora? Você vai anotar o meu pedido, tampinha?

Eu lancei um terrível olhar de ódio para ele, o que o fez rir ainda mais. Muito contrariado eu falei:

— Tudo bem, o que você quer?

— Eu quero um suco de açaí bem forte, um sanduíche natural, um suco de laranja, e uma salada para minha namorada.

Ele falava com muito prazer, rindo da minha cara o tempo todo. Aquele bastardo sabia como me irritar. Eu anotei o pedido dele pressionando a caneta com muita força no papel. Olhei para ele e me forcei a ser educado:

— Você pode voltar para a sua mesa, daqui a pouco um dos atendentes levará o que você pediu.

— Viu só? Eu disse que se você fosse mais gentil a gente se entenderia. Continue sendo um garoto educado, tampinha.

Ele esfregou a mão na minha cabeça, bagunçando o meu cabelo. Saiu rindo e debochando de mim. Não demorou até que a namorada dele chegasse. Quando o seu pedido ficou pronto, um dos atendentes levou. Parecia estar muito gostoso, pois ele se virou e fez uma cara para mim de quem aproveita a comida. Ele estava de costas para o balcão e a namorada dele estava de frente. Eu comecei a sorrir descaradamente para ela enquanto eles comiam e bebiam. Ela ficou incomodada e falou quando ele tomava seu suco.

— Porque aquele garoto ta rindo da gente?

Ele se virou rápido para me ver. Eu apertei os olhos com um sorriso sacana no rosto. Ele olhou para o seu suco e depois olhou para mim com uma expressão surpresa e furiosa. Levantou e veio até o balcão.

— O que você fez?! – Perguntou ele sendo muito rude. Eu respondi bem calmo:

— Eu não fiz absolutamente nada. Só o meu trabalho.

— Então porque você não para de sorrir?!

— E desde quando sorrir é problema? Eu preciso sorrir para os clientes.

— Mentira! Você está rindo porque fez alguma coisa com a nossa comida, seu pirralho!

Eu ri ainda mais, depois fiquei sério e falei:

— Prove!

— Eu poderia mandar demitir você.

— É, você poderia, mas sob qual pretexto? Eu ganharia no final, meu comportamento sempre foi impecável. Eu sou muito elogiado por todos, você apenas queimaria o próprio filme dando um chilique.

— Seu pivete! Isso ainda não terminou. Pirralho metido! A gente vai se ver de novo.

— Você sabe o que dizem: o mal espreita a cada esquina.

Ele voltou furioso para a sua mesa, botou o dinheiro da conta em cima dela, pegou a namorada e saiu pisando forte dali. Eu respirei aliviado. Óbvio que eu não tinha feito nada com a comida dele, apenas insinuei para deixá-lo com raiva, e funcionou direitinho.

— Parece que ele não é muito esperto.

No dia seguinte ao sair da faculdade eu pretendia ir ao shopping comprar umas roupas, mas quando atravessei a rua quem eu encontro? Ele. Carlos estava usando um kimono de caratê. Tinha uma faixa preta na cintura, ele se despedia de alguns alunos. Então ele trabalhava naquela academia de luta? Nunca tinha reparado nele. Eu estava ferrado, agora teria que ver esse cara vez ou outra por aí. Ele me viu parado na rua olhando para ele, e veio até mim. Eu saí andando apressado, mas ele me alcançou e se interpôs na minha frente.

— Ah seu tampinha, você por aqui? Tava com saudades é?

Ele falou em um tom zombeteiro, claramente indicando que conhecia a minha sexualidade.

— Eu estudo nessa universidade seu brucutu! Quem apareceu de repente foi você.

Ele se aproximou de mim e falou baixinho:

— Escuta aqui pirralho, eu ainda vou te dar uma lição. Qualquer dia desses você vai abaixar essa bola.

Eu me aproximei dele e falei me exaltando:

— Quem precisa de uma lição é você, palhaço. Para ver se aprende a tratar bem as pessoas.

Ele arregalou os olhos ofendido, depois me agarrou pelo braço dizendo:

— Do que foi que você me chamou?

Eu não temi e respondi na lata:

— PA-LHA-ÇO!

Não demorou dois segundos ele me acertou um soco no olho esquerdo, me fazendo cair no chão. Eu nunca havia sentido tanto ódio em toda a minha vida. As pessoas passavam pela rua, mas ninguém fez nada. Ele disse:

— Essa é só a primeira lição que eu vou te dar. Ainda bem que você estuda do outro lado, assim nós podemos nos divertir muito.

Ele tinha uma expressão diabólica de assustar qualquer um. Mas eu não me intimidei. De alguma forma aquele homem me causava uma reação de desafio impressionante. Eu disse ainda no chão:

— Eu acho que é muito fácil sair por aí batendo nos outros quando eles são visivelmente mais fracos. Duvido que você tenha bolas para enfrentar alguém do seu tamanho.

É claro que ele tinha. E essa resposta foi a mais previsível que eu consegui dizer na hora, estava nervoso e esfregando o meu rosto. Estranhamente aquele troglodita pareceu usar uma força mínima para me bater, não sei por que, mas era melhor não questionar. Eu simplesmente não conseguia pensar direito, só queria enfrentá-lo de qualquer forma. Ele falou rindo da minha inocência:

— Você acha que eu tenho medo de marmanjo? Só pode ser um viadinho muito babaca para pensar isso.

Uma voz ecoou atrás dele dizendo:

— Tem razão, Carlos, ele é um viadinho muito babaca. Sinto até pena.

Era a voz de Fabrício, meu arqui-inimigo sem motivos. Carlos olhou para ele rindo em deboche. Nesse instante eu tive vontade de ser um terrorista e explodir a cidade inteira. Fabrício continuou falando:

— O que ele fez para você Carlos? Não sabia que vocês se conheciam.

Carlos se virou para mim, me olhando de cima e apontando o dedo sorrindo:

— Esse pirralho idiota vem me afrontando desde a primeira vez que nos vimos. Mas eu vou dar um jeito nele.

Fabrício se aproximou dele e pôs a mão em seu ombro, Carlos pareceu não gostar dessa intimidade. Fabrício falou:

— Eu tenho certeza que você vai cuidar dele. Eu espero que me chame para assistir quando isso acontecer.

Carlos perguntou tirando a mão de Fabrício do seu ombro:

— Vocês se conhecem de onde?

— Nós estudamos juntos. Eu já até ajudei ele a passar algumas vezes.

Os dois sorriram, eu estava quase morrendo envenenado de tanto ódio. Fabrício continuou a falar:

— Eu nunca gostei dele.

Depois olhou para Carlos e prosseguiu:

— Mas não vamos perder tempo com esse coitado. Eu trouxe o meu irmãozinho para a aula de caratê. Todos estão lá dentro esperando você professor.

Carlos respondeu:

— Tem razão. Vamos entrar, outra hora eu cuido desse aí.

Eu consegui me levantar. Os dois se viraram para voltar à academia. Mas Fabrício segurou no ombro de Carlos e disse:

— Espera um pouco.

Deixou Carlos parado e veio até mim, me empurrou forte e me fez cair de novo no chão. Ficou limpando as mãos no ar e sorrindo.

— Pronto, agora nós podemos ir.

Eu me ergui rápido e fiz menção de partir para cima dele, mas Carlos ficou na minha frente, dizendo:

— Tem certeza que quer fazer isso? Pirralho.

Eu parei e fiquei olhando com o mais terrível olhar de morte que já lancei na vida. Eles riram e foram embora assim, sorrindo de mim. Eu me recompus de tudo aquilo e fui para casa. Meus planos de fazer compras já eram. Passaram-se uns dois dias, eu estava trabalhando na lanchonete quando Carlos chegou acompanhado de dois amigos. Eu nem dei importância, fiquei escorado no balcão olhando para a rua. Senti que ele me observava de longe, mas eu não fiz nada, nem mesmo olhei para ele. Quando meu turno acabou, eu saí da lanchonete e fui caminhando em direção a minha casa. Demorou uns dois minutos até o carro dele passar devagarzinho por mim. Ele pôs a cabeça pela janela e disse sorrindo:

— Quer uma carona pirralho?

Eu respondi zangado:

— Não, obrigado. Eu dispenso qualquer coisa que venha de você.

Ele respondeu de um jeito safado, fazendo movimentos de quem estava mexendo em alguma coisa nas calças:

— Dispensa mesmo? Tem certeza? Olha que eu tenho uma coisa aqui que você vai adorar.

Eu fiquei calado e apenas continuei caminhando.

— Qual é? É só uma carona, você é tão rancoroso assim?

Eu parei abruptamente e olhei para ele. Ele parou o carro também, eu disse:

— Escuta, você por acaso é bipolar? Ontem você me bateu e me humilhou, e hoje me fala de perdão e me oferece carona. Quantas personalidades você tem?

Ele riu debochando:

— Eu não falei de perdão não, apenas te ofereci uma carona.

— Vai pro inferno. Me deixa em paz. O que mais você quer?

Carlos tentou aparentar seriedade:

— Olha, você tem razão. Eu te tratei mal, fui um cretino com você. Mas é que eu tenho passado por algumas barras esses tempos, e eu acabei descontando em você. Mas você não é nenhum santo...

Eu perguntei sem entender:

— Como assim, idiota?

Ele fez um falso ar de tristeza e respondeu:

— Você me ofende muito quando me chama dessas coisas: brucutu, idiota.

Eu perdi completamente a paciência e me exaltei:

— Escuta aqui cara, para de me seguir. Eu não quero falar com você.

— Então só uma carona para me desculpar está bem? Depois eu saio do seu caminho. Se você não aceitar eu vou continuar te perturbando.

— Você é louco? Vai atrás do seu namorado e sai do meu pé. Tudo o que eu quero é distância de vocês.

Ele pareceu visivelmente irritado agora. Falou indignado:

— De que namorado você tá falando? Do Fabrício? Eu não tenho nada com aquele viado não. Eu sou macho porra!

Eu sorri sem olhar para ele e falei seguindo o meu caminho pela calçada:

— É mesmo? Ontem vocês dois me pareceram muito juntinhos.

Finalmente eu tinha achado uma forma de desestabilizá-lo. Ele se exaltou ainda mais, disse quase gritando com a cara e o braço para fora do carro:

— Eu não tenho nada com aquele babaca não. Eu suporto aquele merda só por que o irmão dele estuda lá na academia. Você não pode pensar isso de mim. Seu pirralho metido. Eu só fiz aquilo para irritar você.

Eu olhei para ele e sorri debochando, fazendo uma expressão de quem não acreditava. Ele continuou guiando o carro ao meu lado, de repente o semblante dele ficou mais cafajeste e ele falou insinuando algo:

— Como eu disse, eu fiz aquilo só para irritar você, e parece que funcionou, você ficou com ciúmes, até pensou que eu tinha algo com aquele babaca.

Ele deu uma gargalhada de vitória. Eu me senti extremamente incomodado, respondi tentando soar indiferente:

— Acredite, você é e ele são as últimas pessoas na terra das quais eu sentiria ciúmes.

Ele pressionou os lábios e balançou a cabeça como quem dizia “Então tá bom”. Eu continuei andando, precisava me acalmar. Ele continuou seguindo devagarzinho ao meu lado. Em certo momento ele entortou o pescoço e ficou olhando fixamente para a minha bunda enquanto eu caminhava. Eu fingi que não estava percebendo, achei que ele fosse parar de olhar, mas ele não parou. Seu olhar era tão descarado que eu precisei esbravejar para chamar a sua atenção para o meu rosto:

— Você tá olhando o quê, idiota?

— Nada, Tampinha, nada. Apenas admirando a paisagem. Não lembrava que essa rua era assim... Tão gostosa de olhar.

— Me deixa em paz, imbecil!

Eu estava quase correndo, queria fugir dele. Mas ele me seguiu com o carro, era impossível me livrar daquele cara. Ele continuou me atiçando:

— E então tampinha, você vai ou não vai aceitar a minha carona?

— Tampinha é o...!!!

Eu parei repentinamente antes de perder a compostura de vez. Eu disse com uma falsa calma na voz:

— Não obrigado, eu prefiro ir andando a ter você ao meu lado. Por favor, vá embora.

Ele ouviu a minha resposta com um sorriso no rosto, depois olhou para a rua quase vazia, às cinco da tarde, me disse com um ar muito tranquilo:

— Então tá bom. Eu vou ficar dirigindo assim devagar mesmo, esse também é o caminho da minha casa. Pelo menos eu te faço companhia né? Quem sabe eu até te proteja de algum assaltante.

— Você tá brincadeira comigo?

— Não, é claro que não, eu moro aqui perto. Vamos, é melhor você entrar no carro, eu vou acabar te seguindo até a sua casa mesmo, só para te atormentar mais um pouco.

Eu cocei a cabeça impaciente, não tinha mais forças para discutir com aquela peste. Entreguei os pontos e respondi exaltado:

— Tudo bem! Mas que inferno de vida! Vamos logo!

Eu dei a volta no carro dele e entrei. Não acreditava em mim mesmo por estar entrando no carro daquele cara, tem esses momentos em que a gente faz essas coisas malucas. Ele começou a dirigir lentamente pela rua. Perguntou para puxar conversa:

— Onde você mora?

— Nessa rua, direto.

Um silêncio se fez entre nós, ele voltou a falar:

— E então? Qual o seu nome?

Eu respondi contrariado:

— Benjamin.

Ele pensou em voz alta olhando para o teto do carro:

— Benjamin... Esse nome não combina com você.

Depois me estendeu a mão e disse:

— Bem Benjamin, eu me chamo Carlos.

Eu não apertei a mão dele e falei de má vontade:

— Eu sei, eu ouvi o Fabrício te chamar assim.

Ele puxou a mão sorrindo e perguntou:

— Por falar nisso, qual o problema de vocês dois? Briguinha de namorados? Tão disputando o mesmo macho?

Eu olhei para ele de forma repreensiva, não admitia que falassem daquela forma comigo. Eu não era nada atirado para que alguém pensasse isso de mim. Eu disse com raiva:

— Desculpa, mas desde quando você tem liberdade para falar assim comigo?

Ele olhou para rua e falou se desculpando:

— Tá bom, tá bom, se você não quiser falar, eu também não vou insistir.

Nós ficamos calados, eu olhei para baixo e vi uma calcinha vermelha no chão do carro. Ele percebeu que eu estava olhando e falou orgulhoso:

— É de uma mina aí que eu tô pegando, nada sério.

Eu respondi sem ligar muito:

— Imagino.

Ele percebeu que eu não me importei e insistiu no assunto:

— Não é a mesma garota que você viu comigo na lanchonete não. É outra.

— Se você me poupar dos detalhes eu ficarei muito grato.

Ao ouvir minha frase, ele pensou um pouco, era sempre engraçado quando ele pensava, por que parecia que ele estava fazendo um enorme esforço. Botando o cérebro para pegar no tranco. Depois de um pequeno silêncio, ele perguntou muito curioso:

— Muito grato quanto?

Aquilo me deixou embaraçado, e eu apenas virei para o outro lado, não dei bola pra ele. Nós permanecemos em silêncio por mais alguns momentos. Ele ficou esquadrinhando o meu corpo daquele jeito descarado que ele tinha. Eu fiquei ainda mais desconfortável com tudo aquilo, porém, fingia que não estava percebendo a atitude dele. Depois de um tempo ele comentou todo sugestivo:

— Sabe, reparando bem, até que você é jeitosinho.

Eu fiz que não entendi e perguntei:

— O que isso deveria significar?

— Você sabe, eu reparei quando você vinha andando na rua. Você tem uma bundinha muito bonita. Dá para fazer uma festa nela.

Por mais que ele fosse gostoso, eu não ia dar moral para aquele cara. Eu poderia brigar e exigir respeito, mas resolvi dizer apenas:

— Será que a gente pode não conversar mais?

Ele ia falar alguma coisa, mas eu avistei a minha casa, e aquela conversa não precisou se prolongar. Poucos metros antes de chegar, eu falei quase pulando do carro:

— Aqui. Pode parar aqui.

Ele parou o carro. Antes de eu abrir para sair, ele disse:

— Você realmente não gosta de mim não é?

— Com certeza não, e eu acho que tenho motivos para isso.

Ele deu um sorriso safado e falou pegando a minha mão:

— Então talvez você goste disso aqui.

Ele levou a minha mão até o seu pau duro na calça preta e me fez apertá-lo, eu fiquei tão surpreso que não consegui reagir na hora. Era um pedaço de carne bem quente, mesmo sob o jeans. Era grande e grosso, estava pressionando forte o tecido da calça. Ele alisou o pau com a minha mão e perguntou:

— Está gostando Tampinha?

Ao ouvir isso eu acordei daquele feitiço e puxei minha mão de uma vez, abri a porta do carro e saí rápido, exclamando:

— Vai pro inferno desgraçado! Desaparece da minha vida.

Ele ficou rindo alto me vendo abrir o portão de casa. Pouco antes de eu entrar ele gritou:

— Sabe Tampinha, você tem uma bundinha linda. Vou comer qualquer dia desses.

Eu rezei para que nenhum vizinho ouvisse aquelas palavras profanas. Peguei minhas chaves e tentei abrir a casa, mas minhas mãos estavam tremendo. Quando eu finalmente consegui destrancar, eu o ouvi gritar em tom solene lá da rua:

— Beija a mim Benjamin!

— Ai, que piadinha mais cretina!

Me virei rápido e peguei um pequeno vaso de planta no chão, atirei nele, gritando:

— Seu cavalo estúpido!

O vaso nem chegou perto dele, bateu no portão e quebrou. Coitada da plantinha. Eu entrei e fiquei encostado na porta por alguns instantes. Ouvi o carro dele dando partida e indo embora. Não entendo porque aceitei vir com aquele cara, e entendia menos ainda o fato dele ter sido quase legal comigo me oferecendo carona. Mas no fundo, não podia negar que ele mexia comigo de alguma forma, ainda mais depois de ter sentido a rola dura dele entre minhas mãos, mesmo que coberta pela calça. Olhei para minha mão, e quase ainda podia sentir o calor do corpo dele, levei minha mão até o meu rosto e a passei por ele, tentando encontrar algum vestígio da maravilha que ela segurou minutos antes. Mas logo acordei do meu delírio e voltei a odiar aquele cara.

No dia seguinte, eu fui para a universidade, estava na biblioteca lendo quando alguém se senta perto de mim, era Fabrício. Ele já começou falando irritado:

— De onde você conhece o Carlos?

— Desculpa, mas porque eu diria qualquer coisa a você?

Ele continuou ameaçador:

— Fica longe dele entendeu?

Eu levantei uma sobrancelha sorrindo.

— Hummmm Parece que alguém está interessado no troglodita pegador. Eu não sei se preciso lembrar a você, mas ele estava me batendo quando você chegou.

— Eu sei muito bem o que eu vi. E eu aviso logo, fica longe dele ou eu acabo com você.

— E como exatamente você faria isso?

— Se for preciso eu faço uma loucura.

— Uau! Nós temos alguém capaz de matar por amor.

Eu me inclinei sobre a mesa e completei:

— Agora deixe-me adivinhar a parte divertida dessa história: o tal Carlos, o seu grande amor platônico, parece não dar a mínima para você.

Fabrício respondeu tentando forçar um sorriso:

— É aí que você se engana. Eu e eles somos muito unidos, você viu ontem.

— Sim, eu sei o que eu vi. Eu vi a cara de incômodo que ele fazia quando você tocava nele.

Ele levantou com força, batendo na mesa e gritando:

— Isso não é verdade. Isso não é verdade. Você vai pagar por todas essas mentiras que está dizendo.

Todos olharam para a gente, eu estava ficando nervoso com aquele maluco perto de mim, mas falei aparentando tranqüilidade:

— Sabe, nessa universidade tem ótimos psicólogos, tenho certeza que qualquer um deles não te negaria ajuda profissional.

Ele ficou um pouco mais calmo, e voltou a me ameaçar:

— Eu vou fazer você engolir tudo o que disse.

Fabrício virou-se e saiu furioso, eu realmente não entendia o problema daquele garoto comigo. Não foi com a minha cara desde o primeiro dia. No entanto, eu procurava ser indiferente, mas ele insistia em me atazanar. Naquela mesma tarde, ao término das aulas, eu saí da universidade e fui esperar o ônibus. Fiquei lendo um livro muito entretido na história, e quando dei por mim estavam os dois na minha frente: Carlos com sua roupa de caratê e sua pose altiva e dominadora, e Fabrício, com sua cara pra lá de sofrível. Era uma dupla que realmente não combinava. Eu tive vontade de rir da expressão séria de Carlos com os braços cruzados, e do sorriso irreal de Fabrício. Eu falei para eles:

— Desculpa, mas a sombra de vocês está tapando o sol. Principalmente a sua idiota!

Carlos apenas sorriu, Fabrício começou a falar:

— Nossa, eu andei conversando com o meu amigão aqui.

Ele pôs o cotovelo sobre o ombro de Carlos, que mais uma vez fez uma cara de desconforto impagável. Fabrício continuou:

— E você sabe o que ele disse? Que você tentou se aproveitar dele. Que você até tentou pegar no pau dele. Por isso que ele estava te batendo ontem. Nossa, como você é ridículo, é realmente um viadinho de quinta.

Fabrício fazia uma expressão de vergonha, e eu tive vontade de matar aquele outro que apenas sorria da situação. Mas tudo o que eu pude dizer foi:

— Vocês dois me dão nojo.

Eu levantei do banco e fui saindo, mas Carlos segurou meu braço:

— Você já vai? Não vai me pedir outra carona? Eu prometo que te levo se você prometer não tentar mais pegar no meu pau outra vez.

Ele falou essas coisas por pura maldade, talvez por eu tê-lo rejeitado no outro dia. Eu nem sei como fiz aquilo, mas quando percebi já tinha dado um tapa na cara dele, fazendo-o me soltar. Um tapa bem, bem forte. Ele pareceu surpreso na hora, colocou a mão no rosto e me lançou um olhar terrível. Fabrício se intrometeu dizendo:

— Você não vai fazer nada Carlos? Não acredito que vai deixar ele te bater dessa forma.

Atiçado por Fabrício, Carlos partiu para cima de mim e me deu um soco no rosto, eu caí de cara no chão. Era a terceira vez que aquele homem me jogava no chão. Outra vez eu tive a impressão que ele diminuiu a força ao me bater. Ele apontou o dedo na minha direção e pareceu que ia dizer alguma coisa, mas foi chamado por um dos outros professores da academia que assistia a cena e o reprovou. Ele voltou para a academia, mas não sem antes me dar um aviso:

— Se encostar a mão em mim outra vez, eu quebro você todo seu pirralho desgraçado.

Depois saiu andando furioso. Fabrício ficou rindo de mim.

— Viu só? Não é bom me desafiar Benjamin. Carlos e eu somos mais amigos do que você imagina. Agora fica aí, curtindo o chão que é o seu lugar.

Fabrício foi embora também. Eu estava com tanto ódio naquele momento que poderia matar alguém. Meu rosto doía, e começava a inchar, por sorte Carlos não me batia com muita força, se ele usasse toda a força que tinha, eu provavelmente acabaria no hospital. Já estava anoitecendo, eu limpei a poeira da minha roupa, olhei para a academia, e tive uma idéia sem sentido na hora. Atravessei a rua e entrei naquela academia. Fui até uma secretária e disse:

— Oi, boa noite, eu queria fazer uma inscrição para aulas de caratê. Nada muito profundo, apenas para aprender algumas coisinhas mesmo.

Ela sorriu e respondeu:

— Você tem sorte. Duas novas turmas começam depois de amanhã, e ainda temos vagas.

— Oba. Parece então que eu vou ser o próximo Jack Chan.

Ela deu um risinho e perguntou:

— Qual classe você quer? Temos a do professor Carlos, e a do professor Luís.

— Professor Luís, por favor.

Eu sei, nem eu mesmo entendia o que eu estava fazendo ali, me matriculando para aulas de caratê. Parecia loucura, mas algo me mandava continuar. Realizei minha matricula e dali a dois dias eu começaria as aulas. Eu pesquisei tudo o que pude sobre caratê na internet, não aprendi muita coisa. No dia programado fui para a aula com a cara e a coragem, chegando lá peguei um Kimono e vesti, achei que ficaria estranho, mas até que ficou legal em mim. A minha turma era praticamente toda da minha idade. Qual não foi a surpresa de Carlos ao perceber que eu estava fazendo as aulas na sala ao lado. E qual não foi a minha surpresa ao perceber que Fabrício havia se matriculado na classe de Carlos, agora sim eu começava a ver algum sentido em fazer aquelas aulas, nem que fosse para ficar de olho naqueles dois. O professor Luís era um homem muito bonito. Era branco, de cabelos castanhos, porte atlético, visivelmente menos musculoso que Carlos. Era alto e muito brincalhão. No primeiro dia de aula eu ri muito das piadas que ele contava. Eu até fiquei empolgado em aprender caratê. Ao final da primeira aula, Carlos veio falar comigo enquanto eu trocava de roupa, estávamos a sós no vestiário:

— Então agora o tampinha quer aprender a lutar hein? Vai me bater para se vingar?

— Se eu fosse me vingar de você, com certeza eu não teria chances em uma luta.

— Então o que está fazendo aqui?

— Isso é uma academia. Qualquer um pode se inscrever aqui.

Eu estava acabando de vestir uma camisa branca. Puxei o resto do Kimono e fiquei só de camisa e numa cueca box também branca. Modéstia parte eu sempre achei que essa cor combinava muito bem em mim. Quando fiquei nesses trajes os olhos de Carlos desceram invariavelmente para a minha bunda, eu fiquei de costas de propósito. Comecei a tirar a calça que estava na mochila e a desamassá-la para vestir. Ele não tirava os olhos lá de baixo. Antes de vestir a calça eu olhei para ele e perguntei:

— Tá olhando o quê? Já é a segunda vez que faz isso. Perdeu alguma coisa aí?

Demorou alguns segundos até ele parar de olhar a minha bunda e voltar a olhar em meu rosto. Ele respondeu meio desconcertado:

— Se vista logo. Já vamos fechar a academia.

— Se você me deixar sozinho é isso o que eu farei.

Ele não se intimidou, começou tirar o seu kimono também. Quando vi o peito musculoso dele eu já me virei, não queria ver aquilo e dar bandeira. Eu me vesti de costas para ele. Mas eu sentia que ele ainda estava de olho em mim. Quando terminei eu fui saindo sem olhar, ele estava só de cueca, mas me contive para não ver nada que me comprometesse. Ele segurou o meu braço antes que eu saísse e disse:

— Sabe, se você não fosse tão arrogante, talvez até nos déssemos bem.

— Arrogante, eu? Se olha no espelho.

Eu puxei meu braço com força, e fui embora sem dar confiança para ele.

Os dias foram passando e eu até estava gostando de ter aquelas aulas, me acalmava. Carlos sempre dava um jeito de ir ao vestiário quando eu trocava de roupa, e sempre mantinha o olhar na minha bunda, nem fazia esforço para disfarçar. Ele me tratava mal, mas nos falávamos pouco. No entanto, eu ainda tinha muito rancor por todas as vezes que ele me humilhou, e ainda queria de alguma forma me vingar dele.

Parecia não haver nada demais entre ele e o Fabrício, e isso foi me desanimando a continuar na academia. Fabrício vivia perto do Carlos com uma cara de apaixonado, enquanto Carlos mantinha uma expressão de nojo sempre que ele se aproximava. Depois de umas duas semanas eu comecei a faltar muito nas aulas, por preguiça mesmo. Nas poucas vezes que eu ia, para compensar as faltas, o professor Luís passou a me dedicar uma atenção especial. Sempre me dizia que eu era um dos melhores alunos e que devia me esforçar mais. Com o tempo eu percebi que ele aproveitava as aulas para me bolinar. Passava as mãos na minha bunda de vez em quando, como se fosse por acaso. Eu deixava de boa, até achava divertido tudo aquilo. Só percebia o Carlos nos olhando atravessado da outra sala. O professor Luís era casado, então eu levava na brincadeira essas coisas que ele fazia. Éramos mais amigos que qualquer outra coisa, então sexo de verdade não rolava mesmo. E nem eu deixaria. O Carlos era que parecia incomodado com a nossa amizade. Falando nele, aquele idiota sempre andava se esfregando com mulheres gostosonas pela academia, uma vez até vi o carro dele tremendo em plena 3 horas da tarde, se é que vocês me entendem.

Foi em um fim de tarde quando eu resolvi dar uma passada pela academia, que notei Fabrício e Carlos indo para detrás do prédio. Eu vi ali a minha chance, os segui com cuidado até os fundos. Me escondi atrás de um carro, peguei meu celular e comecei a gravar tudo. Fiquei vendo e ouvindo a conversa deles, Fabrício dizia:

— Por favor Carlos, só mais uma vez.

Fabrício tentava agarrar o rosto dele, mas ele se esquivava e falava:

— Eu já disse que não. Não quero mais fazer isso. Já chega!

— Eu pago mais. Eu pago o dobro. O seu salário aqui não vai chegar nem perto.

— Não, cara, será que você não entende? Não vou mais deixar você me usar dessa forma. Eu nem gosto de comer você.

Fabrício se irritou:

— O quê?! Como assim?! E claro que você aproveitava!

— Não, eu odiava. Odeio você no meu pé o tempo inteiro. Odeio você relando em mim como se eu fosse teu macho. E odeio você falando comigo como se fôssemos amigos.

Fabrício parecia magoado agora, ele disse zangado:

— Mas do meu dinheiro você gostava né?

— Exatamente. E disso era o tudo o que eu gostava.

— Eu não acredito nisso. Você é meu. Eu sei que é.

Ele beijou Carlos na boca, o segurando forte pelo rosto. Acho que não durou três segundos, pois ele foi repelido violentamente e caiu no chão. Carlos falou baixinho para não ser notado:

— Você enlouqueceu seu viado de merda? É melhor nunca mais chegar perto de mim. Se fizer isso de novo eu te parto ao meio.

Em seguida Carlos voltou para a academia, cuspindo no chão e batendo forte na parede com a sua mão direita. Fabrício ficou chorando humilhado. Eu senti pena dele, de verdade mesmo. Quase fui até lá tentar ajudá-lo. Eu salvei a gravação no meu celular e voltei para a academia. Carlos estava conversando com alguns alunos. Eu fiquei junto a um dos pilares da entrada só observando o movimento. Não demorou muito ele percebeu a minha presença e veio falar comigo. Já chegou sendo hostil:

— Você tem faltado em muitas aulas. Vou pedir ao seu professor que retire a sua matrícula.

— É mesmo? Parece que alguém andou sentindo a minha falta.

— O quê?

Ele ficou visivelmente tenso e surpreso com a minha frase. Depois continuou falando:

— Eu conheço cada um dos alunos dessa academia, e sei quando não estão se esforçando. Você é só mais um deles.

— Bem, você não precisa se preocupar quanto a isso. Semana que vem eu mesmo cancelarei a minha inscrição. Isso aqui não é para mim.

Ele pareceu contrariado, falou com uma voz meio nervosa:

— Como assim? Você não vai mais vir? Não pode abandonar as aulas assim no meio.

— Como não? Você mesmo disse que ia mandar o professor Luís cancelar a minha matrícula, eu perderia as aulas da mesma forma.

Ele não soube o que responder, então eu continuei dizendo:

— E além do mais, eu já consegui o que eu queria.

— E o que é?

Eu balancei a cabeça, dizendo:

— Bom, isso é problema meu. Não preciso dizer a você. Não agora.

Eu dei tchau, me virei e fui embora, deixei ele parado lá com cara de bobo. Cheguei em casa e fiquei pensando no que faria com aquele vídeo. Aqueles dois cretinos atormentaram a minha vida. Eu odiava o Fabrício, queria dar uma lição nele. O Carlos, por mais que tivesse me batido, eu tinha até uma certa afeição por ele, não consigo explicar. Fiquei deitado no sofá pensando no assunto, a TV estava ligada, mas eu não ouvia nada. Só pensava naquele vídeo. Eu poderia mostrar para todo mundo, mas não era o meu estilo. Fiquei olhando a cara de Fabrício suplicante no vídeo, como aquilo era vergonhoso. Mas enfim, com aquele vídeo eu finalmente tiraria aquele moleque do meu pé.

No outro dia eu estava na lanchonete da faculdade quando Fabrício veio despejar o seu veneno diário. Ele chegou perto falando alto para todos ouvirem:

— Nossa, mas essa faculdade tá cada vez mais repleta de favelados.

Depois olhou para mim e disse bem alto:

— Sorte a sua não é Benjamin?

Algumas pessoas próximas riram de mim, outras ficaram indiferentes. Eu respondi a ele enquanto o desgraçado tinha a audácia de se sentar a minha mesa:

— Você é sempre assim tão insuportável?

— Não, mas com você eu me esforço mais um pouco.

— Porque você me odeia tanto?

— E precisa de um motivo? Eu simplesmente nunca gostei de você. E desde criança eu sempre persegui aqueles de quem eu não gostava.

Eu falei sorrindo:

— Entendo. E pelo visto não são só os seus desafetos que você persegue. Estou certo?

Ele perguntou sem entender:

— O quê? Do que você tá falando?

— Eu estou falando de perseguir um certo professor de caratê e judô que tem verdadeira repulsa por você. Sério Fabrício? Eu sabia que você era deprimente, mas não a esse ponto.

Ele sorriu e respondeu:

— Pois para a sua informação, Carlos e eu somos melhores amigos. Nem mesmo a sua inveja pode destruir isso.

Eu peguei meu celular e mostrei a gravação para ele.

— Que bom que você disse isso, porque esse vídeo diz exatamente o contrário.

Ele ficou paralisado, com os olhos vidrados no vídeo, eu continuei falando:

— Cara, você pagou ele para ficar com você. Isso é tão humilhante.

Ele não respondeu nada, ficou em choque olhando a tela do celular, eu voltei a falar:

— Imagino o que o seu pai diria ao ver isso. O que será que ele faria com você?

Ele respondeu tentando simular calma:

— Você nunca conseguirá chegar perto do meu pai. Não tem status para isso.

— É, talvez eu não consiga mesmo. Mas a internet aproxima as pessoas. Isso aqui causaria uma verdadeira mancha na imagem política do seu pai.

Ele começou a respirar mais forte, e exclamou com raiva:

— Seu desgraçado! Miserável! O que você quer com tudo isso? Dinheiro?

— Olha, não me dê idéias. Mas não, eu não quero dinheiro. Tudo o que eu quero é que você me deixe em paz. Não se aproxime de mim, não fale comigo, finja que eu não existo.

— Isso realmente não é difícil. – Disse ele com sarcasmo, e eu rebati:

— Não, não é mesmo. Se você continuar a interferir na minha vida, eu espalho esse vídeo por todo lugar, e aí sim você vai conhecer o significado da palavra Inferno.

Ele me olhou de cima abaixo, como se dissesse: “Eu desprezo você”. Depois falou com seu jeito esnobe de sempre:

— Eu sabia que você era um vigarista desde a primeira vez que te vi.

— No que me diz respeito, eu estou só me defendendo.

Ele pareceu ignorar a minha fala. Respondeu com um tom de vitória na voz:

— De qualquer forma, eu já estou indo embora desse lugarzinho mesmo. O meu pai vai me mandar estudar no exterior, onde existem mais pessoas do meu nível.

Eu já estava cansado daquela conversa, exclamei tentando encerrá-la de uma vez:

— O nosso trato já está valendo?!

Ele respondeu secamente:

— Sim.

— Então, por favor, procure outra mesa para se sentar e deixe o ar o ao meu redor se tornar respirável outra vez.

Ele levantou devagar, empurrou a cadeira com força contra a mesa, sorriu em deboche para mim, e então desapareceu no meio dos outros alunos.

Pela primeira vez eu tinha realmente ganhado daquela peste. Fiquei mais algumas horas na faculdade, e a tarde fui até a academia cancelar a minha matrícula, assim outra pessoa poderia assumir a minha vaga. A secretária resolveu tudo para mim. Eu perguntei onde estava o professor Luís, pois queria me despedir dele. Ela disse que ele estava no vestiário. Eu fui até lá, quando estava chegando ouvi duas vozes conversando, eram o professor e Luís e o Carlos. A porta estava aberta, eu entrei, mas me escondi próximo a um armário junto à porta e fiquei ouvindo a conversa deles. Coisa feia que eu estava me habituando a fazer. O professor Luís dizia rindo enquanto trocava de roupa:

— E então Carlos, aquele viadinho ainda está atrás de você?

Carlos estava em pé encostado em um armário, de braços cruzados e usando um Kimono que deixava aparecer os poucos pelos negros do seu peito. Ele respondeu:

— Não, eu já dei um fim nessa história. Aquele cara é um pé no saco. Eu só comi ele porque estava precisando da grana.

O professor Luís riu e falou brincando:

— É, quem pode te culpar? O salário daqui é vergonhoso. Se esse Fabrício quiser, pode dar o meu número pra ele que eu tenho umas contas para pagar.

Os dois riram se divertindo. Um silêncio pairou, Carlos falou agora mais sério, meio receoso:

— E o seu aluno? O Benjamin? Vai dizer que nunca comeu ele?

— Ah cara, eu até tenho vontade. Mas eu sou um homem fiel você sabe. Eu já passei a mão naquela bundinha linda algumas vezes, mas sempre parei por aí. E além do mais, ele até deixa eu apalpar de vez em quando, mas acho que não daria para mim não.

Carlos sorriu satisfeito. Luís percebeu e falou:

— Mas e você? Tá querendo comer ele é? E aquela garota com quem você tá saindo?

— Eu já dei um pé nela. Não valia a pena.

O professor Luís concordou com a cabeça e começou a guardar suas coisas na bolsa. Quando terminou ele falou com um sorriso safado:

— Tá certo, mas e o Benjamin? Você quer comer ele ou não quer? Eu te conheço, desde o ginásio que você não costuma dispensar um rabinho como aquele.

Os dois sorriram, Carlos respondeu:

— Olha, se ele me desse mole, eu comia mesmo. Ele tem um traseiro bem bonito. Mas nós começamos com o pé errado. Foi naquela fase em que eu andava meio irritado com tudo, na época em que eu fiquei de fora do torneio de judô. Eu queria descontar em alguém, e acabei até batendo nele.

— Entendo. Bater nele foi uma baita furada sua. Mas ele é gente boa, se você tratá-lo bem, eu tenho certeza que você consegue até alguns carinhos no pau.

Eu fiquei furioso nessa hora, como eles poderiam falar assim de mim? Desde quando o meu nome era tratado dessa forma por homens daquele tipo? Os dois voltaram a rir. Luís continuou a falar:

— Mas então, você nunca investiu nele não? É só falar mansinho no ouvido dele que eu tenho certeza que ele dá para você.

— É. Agora vai ficar mais difícil, ele vai sair da academia. Mas pelo menos ele estuda aí em frente.

O professor Luís perguntou surpreso:

— Como assim ele vai deixar a academia?

Nesse instante eu saí detrás do armário e bati na porta. Os dois olharam surpresos para mim. Eu coloquei um sorriso no rosto e fingi que tinha acabado de chegar. Cumprimentei o professor Luís e inventei uma desculpa para o meu abandono das aulas. Ele insistiu para eu ficar, mas acabou aceitando no final, não sem antes me fazer prometer que voltaria lá de vez em quando para visitá-lo. Depois eu saí do vestiário sem nem mesmo olhar ou falar com Carlos. Bati a porta e fiquei ouvindo a conversa atrás dela. Carlos falou:

— Viu o que eu disse? Ele me odeia.

— É meu amigo, parece que esse rabinho você já perdeu.

Eles sorriram e vieram em direção à porta, eu me apressei em ir embora para não ser pego. Quando eu estava saindo da academia, eu ouço Carlos me chamando. Eu parei e fiquei esperando ele chegar. Ainda usava o seu kimono. Ele falou:

— Você vai mesmo sair da academia?

Tava na cara que ele não sabia o que falar e disse isso só para iniciar a conversa. Eu respondi:

— Você ainda tem alguma dúvida?

— Não é por minha causa é?

— Não se ache tanto. Eu apenas não quero mais continuar com isso. Tenho outras coisas para fazer.

Ele concordou com a cabeça.

— Escuta, eu queria me desculpar com você. Me desculpar de verdade, por todas as coisas que eu te fiz.

Eu dei uma gargalhada e respondi:

— Você já percebeu que é a terceira vez que me pede desculpas? E depois o quê? Vai me bater de novo?

— Não. É claro que não. Eu sei que tenho sido volúvel. Mas dessa vez eu falo sério. Palavra de homem.

Eu apertei os olhos e fiquei olhando para ele, eu disse:

— Eu sei o que está fazendo, não vai funcionar.

Ele perguntou confuso:

— Como assim? O que eu estou fazendo?

— Agindo dessa forma, sendo bonzinho comigo. Eu sei o que você pretende, eu ouvi a sua conversa lá no vestiário. E eu não vou preencher a sua lista.

Ele tentou concertar, dizendo apressado:

— Não! Espera! Não é assim. Eu realmente me sinto mal pelo que fiz. Eu estou arrependido de verdade.

Eu balancei a cabeça:

— Você não vai me enganar. Eu ouvi os conselhos que o Luís te deu, como se eu fosse realmente ceder a qualquer cantada sua.

Me virei para ir embora, mas ele segurou meu braço e disse:

— Você não está entendendo, eu estou pedindo desculpas a você. Que tal darmos uma trégua? Eu não quero que você fique com essa impressão terrível de mim.

Eu não sabia mais o que fazer, nem o que dizer, ele parecia estar sendo sincero dessa vez, mas eu já me enganei antes. Decidi dar mais uma chance a ele, abaixei os olhos e concordei com a cabeça.

— Tudo bem, eu acho que já está na hora disso acontecer. Eu desculpo você, de verdade. Mas eu preciso ir agora.

Eu tentei outra vez ir embora, mas ele segurou meu braço de novo, e disse com uma expressão quase sorridente no rosto:

— Mas o que eu disse lá no vestiário também é verdade.

Eu fingi que não tinha entendido. Ele hesitou um pouco e voltou a falar sério:

— Que você é atraente, que eu pegaria você... É verdade. Você não sente nada por mim?

Ele soltou o meu braço, eu fiz um sinal negativo, meio trêmulo. Respondi já recuando e indo embora:

— Eu sinto muito. Isso não vai acontecer.

Dei as costas para ele fui embora sem olhar para trás. Cheguei em casa exausto, psicologicamente exausto. Fiz alguns trabalhos da faculdade. Jantei alguma coisa. Depois tomei banho, coloquei uma sequência de músicas para tocar, deitei na cama e adormeci meia hora depois. Passaram-se uns dois dias, Fabrício mantinha distância de mim na faculdade, ainda bem. No terceiro dia ele me lançou um sorriso debochado de longe, como se mandasse uma mensagem, eu fiquei sem entender, mas não liguei muito. O dia passou rápido.

Umas cinco horas da tarde eu estava em casa, minha vida tinha voltado ao normal. O clima estava muito quente, mas era uma tarde linda. Eu tomei um longo banho pensando em tudo o que havia acontecido, tinha sido meio que uma aventura aquele mês. Vesti uma calça jeans e uma camisa branca simples. Fui até a padaria comprar alguma coisa para comer. Comprei alguns doces e até um pote de sorvete. No caminho de casa o carro de Carlos parou ao meu lado, ele abaixou o vidro, parecia zangado, ele disse sério:

— Entra no carro.

— O quê? É claro que não vou entrar aí.

Ele abriu a porta e desceu, veio até mim e me pegou pelo pescoço, me fazendo entrar em seu carro:

— Entra na porra desse carro.

Ele fechou a porta e entrou também, eu falei assustado:

— Você enlouqueceu?! O que é tudo isso?

Ele começou a dirigir e respondeu revoltado:

— Então minhas desculpas não significaram nada para você? Quando pretendia divulgar esse vídeo e acabar com a minha vida?

Eu subitamente entendi tudo o que acontecia, eu falei a ele:

— O Fabrício contou tudo a você não é?

— Sim, aquele viado infeliz disse que você gravou um vídeo nosso, e que ia espalhar pela internet.

Eu perguntei impaciente:

— É só isso? É disso que você tem tanto medo? Que as pessoas descubram que você se vendeu.

Ele falou alto olhando para mim:

— Isso é problema meu, e eu até me arrependo, mas já está feito. Só que você não pode mostrar esse vídeo para ninguém.

Eu encostei a cabeça no vidro da janela e olhei para fora, dizendo:

— Esquece, ele só quer jogar você contra mim mais uma vez. É o que ele sabe fazer.

— E o vídeo, o que vai acontecer com ele?

— Quanto a isso não se preocupe, eu jamais publicaria esse vídeo. Eu só queria que vocês me deixassem em paz, eu até pensei em me vingar, mas nenhum de vocês dois vale a pena. Fique tranqüilo, seu segredo está a salvo.

Ele estava mais calmo, depois de uma pausa dramática em que ele pensou intensamente em algo, fazendo aquele árduo esforço, ele me perguntou:

— Como assim eu não valho à pena?

Eu comecei a rir nesse instante, parece que eu e aquele cara iríamos nos esbarrar para sempre. Ao me ver sorrindo, ele falou rindo também:

— O que foi?

— Nada, é só toda essa situação que nunca acaba.

— Você não vai mesmo mostrar esse vídeo a ninguém, vai?

— Eu já disse que não precisa se preocupar. Olha só, veja o que eu vou fazer.

Eu peguei meu celular e mostrei o arquivo de vídeo, depois excluí enquanto ele alternava os olhos entre o volante e o meu celular. Ele perguntou:

— E como eu vou saber que você não tem esse vídeo em outro lugar?

— Você vai ter que confiar em mim.

Ele levantou uma sobrancelha fazendo uma expressão engraçada, depois falou:

— Tudo bem. Acho que você é gente boa.

Eu não disse nada. Ele olhou para mim todo sugestivo e continuou:

— Você é gente MUITO BOA.

Eu sorri e falei brincando:

— E você não passa de um brucutu idiota.

Ele riu também, eu estava olhando para fora do carro, ele perguntou:

— O que tem aí nessas sacolas?

— Não é da sua conta.

Ele mexeu nas sacolas com umas das mãos e viu os doces.

— Eu estou mesmo com fome, e são desses aí que eu gosto mais.

— Escuta aqui brucutu, quem disse que esses doces são...

Antes de terminar a minha frase eu olhei para a rua e de repente pensei em algo.

— Espera aí! Para onde a gente tá indo?!

Mas a frente o portão de uma casa se abria, ele respondeu:

— Nós já chegamos, eu disse que morava perto de você.

Eu perguntei irritado:

— E porque você me trouxe aqui, idiota?!

Ele não respondeu nada, apenas sorriu. Entrou e fechou o portão, colocou o carro na garagem aberta e nós descemos. Carlos usava calça jeans desbotada e uma camisa social azul. Ele tomou minhas sacolas e encostou-se à parte da frente do carro, vasculhando o que tinha nelas. Eu fiquei zangado e fui até ele tentando tomar os doces. Quanto mais eu tentava lhe tirar os doces, mas ele ria e se esquivava zombando de mim. Eu dizia:

— Me dá isso seu cavalo!

— Não! São meus também, pelo tempo que perdi indo atrás de você.

Ele levantava os doces bem alto, e eu tinha que pular para tentar alcançar, não conseguia é claro, pois ele era grandão, e eu de estatura mediana. Carlos sorria das minhas tentativas. Eu estava ficando irritado, falei zangado com ele:

— Para com isso! Jumento! Devolve as minhas coisas.

Eu não sei por que estava insistindo em comparar ele com eqüinos, talvez pelo nervosismo, e eu não sabia bem o que dizer. Ele respondeu calmo e sorrindo, ainda com uma das mãos levantadas:

— Eu não sou cavalo, e nem jumento, mas eu me pareço com eles num certo aspecto. Você quer ver? Eu te mostro. Você quer?

Eu fiz uma cara de choro involuntária. Porque ele sempre ganhava? Eu cruzei os braços e me virei de costas para ele, indignado, eu falei com raiva:

— Seu grosseiro! Eu te odeio. Se eu fosse grandão eu acabava com você.

Eu não costumava dizer coisas tão infantis, mas ele provocava isso em mim. Ele fez um som de quem não estava se importando muito, logo em seguida eu ouvi o barulho do plástico da embalagem de doce sendo rasgado. Nessa hora eu fui tomado por um ódio profundo, me virei de uma vez e avancei sobre ele exclamando:

— Esses doces são meus, brucutu! Você não vai tomar!

Ele já ia colocar o pedaço de doce na boca, mas ao me ver avançar ele sorriu com seus olhos brilhantes, escondeu as mãos atrás das costas e ficou mudando o doce entre elas, enquanto eu tentava em vão tirar dele. Ele balançava a cabeça e sorria de mim, isso me dava tanta raiva que eu acabei batendo forte na mão dele, fazendo o doce cair. Nesse instante ele agarrou os meus punhos com força e ficou mais sério. Nossos corpos se tocaram em choque, o peito dele encostava em mim, me impulsionando com a sua respiração forte. Ele ficou com o rosto bem próximo do meu, me olhando nos olhos. O calor da sua respiração aquecia a minha pele e eu fiquei meio enfeitiçado, não conseguia reagir. Ele mantinha uma feição zangada, afrouxou a pressão nos meus pulsos, mas continuou me segurando com firmeza. Foi aproximando cada vez mais o seu rosto, quando estávamos prestes a nos beijar, eu consegui falar baixinho de um jeito choroso:

— Me solta.

— Não.

— Me solta.

— Eu já disse que não, Tampinha.

— Se não soltar, eu grito.

Ele riu e respondeu:

— Eu sei que você tem coragem. E por mais que eu gostasse de ver isso, eu não quero fazer você gritar, eu quero fazer você gemer.

Ao dizer isso ele me beijou de surpresa. Eu não pude fazer nada. Ele empurrava a minha cabeça com o seu beijo, pressionando forte os seus lábios nos meus. Eu não queria retribuir, mas ele era tão insistente. Enfim, eu acabei movendo os lábios e ele enfiou a língua na minha boca. Nesse instante eu me entreguei, não poderia mais negar a ele. Passei a beijá-lo com intensidade, da mesma forma que ele me beijava. Jamais pensei que um dia beijaria aquele brucutu. A medida que nos beijávamos, ele foi puxando as minhas mãos para o seus ombros, me fazendo segurá-los. Me envolveu pela cintura e me manteve assim. Seus braços tão fortes e musculosos me abraçavam com carinho, e eu retribuía me agarrando em seu pescoço e o beijando cada vez mais apaixonadamente. Depois de um tempo nós paramos para tomar fôlego, e ele disse ofegante:

— Você é uma delicia pirralho. Mas eu já imaginava.

Eu respondi quase sem forças:

— O que você quer de mim? Me deixa sair.

— Eu quero muitas coisas de você. E te deixar ir embora é a última coisa que eu farei agora.

Voltamos a nos beijar, eu continuava agarrado em seu pescoço. Ele colocou as mãos por debaixo da minha camisa. Eu senti os pelos dos seus braços roçando nas minhas costas. Quando seus pelos me arranharam, eu não pude evitar dar um gemido tímido entre seus lábios. Ele falou com a com boca junto a minha:

— Eu não disse que você ia gemer?

— Cala a boca.

Ele lambeu os meus lábios e agarrou com força a minha bunda. Eu o pressionava contra o carro e ele me puxava junto. Isso me fazia sentir toda a firmeza do seu pau endurecido contra mim. Um monte longo e firme se fazia entre nós. Ele deu uma mordida na minha bochecha, dizendo:

— Meu pau tá quase rasgando a calça por sua causa.

Eu falei soando inocente:

— Eu não estou fazendo nada.

— Como não? Só de pegar nessa bundinha deliciosa eu já fico louco.

Apertou forte a minha bunda, e me fez gemer outra vez. Eu passei as mãos pelos primeiros botões abertos da sua camisa, e depois enfiei por debaixo do tecido. Seu peito tinha muitos pelos. Nós nos beijávamos e eu arranhava seu peito, sentia aqueles músculos rígidos e macios entre as minhas mãos. Ele falou em meu ouvido:

— Deixa eu comer você?

Eu beijei seu pescoço enquanto respondia me entregando definitivamente:

— Sim, sim. Você pode... Você pode fazer o que quiser.

Carlos puxou minha cabeça e voltou a me beijar. Eu comecei a levantar sua camisa, todo desajeitado, tentando tirá-la. Ele segurou minha mão e enfiou dentro da calça, me levando até o seu pau duro e pulsante, quente como uma febre. Ele disse olhando em meus olhos:

— Faz um carinho nele.

Eu nada respondi, apenas apertei aquele pau delicioso. Era grosso e macio, mas ficou confortável na minha mão. Eu tentei bater uma punheta para ele enquanto continuávamos o nosso beijo, mas era difícil. Eu deslizei a minha mão por aquela rola e cheguei até a cabeça coberta pelo prepúcio. Eu passei o dedo em movimentos circulares pela pontinha dela, depois levei minha mão mais ao fundo, onde o calor era mais intenso, e agarrei duas bolonas grandes e peludas. Nesse instante Carlos enfiou o dedo indicador na minha boca, fazendo movimentos de cópula e ordenando:

— Eu quero ver essa boquinha chupando o meu pau.

Ele puxou o dedo e disse sério:

— Ajoelha.

Eu obedeci na hora, não por medo, mas por tesão. Ele tirou os sapatos e as meias, os jogou no gramado do jardim em frente. O sol estava se pondo, e nos atingia com seus raios fracos, nada que chegasse a incomodar. Eu segurei em suas coxas, ele permanecia encostado no carro. Começou a desabotoar a calça com movimentos impetuosos. Eu ficava cada vez mais eufórico esperando o momento de ver aquele pau. O rosto de macho zangado dele olhando para mim só aumentava o meu tesão. Quando finalmente abriu a calça, ele puxou sua cueca vermelha de uma vez, fazendo o seu pau pular para fora e bater bem pesado sobre o lado esquerdo do meu rosto. Pareceu uma chicotada, mas eu gostei. Agora eu podia ver totalmente a rola daquele homem. Era morena, mais bronzeada que a pele dele. Passava dos 20 centímetros e era grossa e com muitas veias. Eu contei três veias grossas e escuras, que se estendiam pelo pau dele como um mapa. Seu prepúcio cobria totalmente a glande, de modo que eu podia ver apenas um pontinho vermelho e úmido no centro daquela pele. Seus ovos eram realmente grandes e pareciam emanar energia, pois até se movimentavam sob a pele do saco, recoberto por pentelhos finos e longos, mais claros que a cor do seu cabelo. A base do seu pau também tinha muitos pentelhos aparados, estavam crescendo outra vez, eram um pouco mais encorpados. Aquele monte de pelos exalava um cheiro de sabonete enlouquecedor, o seu pau dava chicotadas no ar esperando a minha investida. Não parava de pulsar, parecia um cavalo indomável dando pinotes. Eu fiquei olhando aquela coisa linda ali na minha frente, todinha para a minha diversão.

Carlos disse:

— Vamos lá. Chupa ele direitinho. Faz o Carlão feliz.

Eu aproximei meu rosto daquela rola robusta, deixando que ela tocasse a minha pele com o seu calor. A cabeça do pau encostava-se no meu nariz, me fazendo aspirar aquele cheiro do pré-gozo, lembrando vagamente o aroma do cloro. Eu segurei firme bem no meio daquele pau, e puxei a pele para trás devagarzinho, a cabeça foi se expondo lentamente, surgindo enquanto a pele recuava, como uma flor desabrochando. O cheiro ficou mais intenso. A glande bem vermelha e macia reluzia sob a luz do sol. O pouco líquido pré-gozo que se espalhava por aquela cabeça dava um aspecto ainda mais especial. Parecia o melhor doce do mundo. Eu encostei meus lábios bem no centro da cabeça, e dei um beijo de leve. Carlos sorriu. Em seguida lambi a pontinha da glande de forma bem dengosa, olhando nos olhos dele, ele falou sorrindo:

— Isso é tesão demais viadinho.

Eu apenas sorri e abocanhei o pau dele, arrancando-lhe um grande gemido. Sua glande estava totalmente na minha boca. Comecei a chupá-la com vagareza e dedicação. Saboreando cada pedacinho dela. Passava a língua por debaixo, acariciava suas zonas mais sensíveis, e seguia chupando com todo o carinho do meu ser. Carlos se segurou no carro de olhos fechados.

— Ahhhh Seu pirralho, porque não disse que mamava tão bem assim? Parece até que eu tô voando.

Ele passou a mão em meu cabelo olhando para mim e disse debochando:

— Vai me deixar apaixonado com essa mamada.

No início eu me mantive sugando só a cabeça, mas à medida que a respiração de Carlos foi ficando mais pesada, eu fui descendo através do seu pau. Enfiando cada centímetro dele pouco a pouco na minha boca, fazendo Carlos se segurar cada vez mais forte ao carro. Ele dizia:

— Nossa! Uhhhh Você é uma puta profissional heim Tampinha?

Eu tirei o pau dele da boca e respondi:

— Estou me esforçando por você brucutu.

Segurando aquela rola com firmeza, eu comecei a masturbá-lo lentamente, adorava ver a elasticidade do prepúcio tentando cobrir a glande outra vez. Carlos apenas me observava com sua cara de cafajeste enquanto eu o punhetava deliciosamente, como se o pau dele fosse a coisa mais especial do mundo, e naquele momento era. Um fio de baba do pré-gozo escorreu em direção ao chão, mas foi caindo tão devagarzinho que deu tempo de eu aparar com a mão. Carlos sorriu, eu olhei para a palma da minha mão melada com aquela gotinha de baba da rola dele, levei até a minha boca e lambi delicadamente olhando em seus olhos. Ele apertou os dentes e sugou ar pelos lábios, depois segurou em meu pescoço com força, dizendo:

— Ihhhssss Você não passa de uma vagabunda não é?

Eu sorri com dificuldade enquanto ele apertava o meu pescoço:

— Uma vagabunda que me deixa completamente alucinado.

Ele se curvou rápido até mim e me tascou um grande beijo, o gosto da sua língua se misturou ao gosto da baba do seu pau, e foi a melhor mistura do mundo. Ele se ergueu outra vez, e deixou o seu pau babando encostando no meu rosto, eu estava me viciando naquele líquido. Carlos agarrou em meu cabelo e disse de forma sacana:

— Sabe o que eu vou fazer agora Tampinha?

Eu respondi sorrindo:

— Não. O que é brucutu?

Ele segurou a minha mão sobre a sua rola e me fez apertá-la com mais força.

— Eu vou passar o meu pau por esse seu rostinho lindo, só pra deixar ele todo melado com a baba da minha pica, e marcar você como a minha vadiazinha exclusiva. Você quer?

Eu me ajeitei de joelhos e disse afoito olhando em seus olhos:

— Eu quero! Eu quero muito. Eu quero tomar um banho com a baba da sua rola.

Ele sorriu e falou:

— Mas é uma putinha dengosa mesmo. E agora vai ser só minha.

Carlos guiou minha mão com o seu pau até meu rosto, quase do mesmo modo que se ensina uma criança a escrever. Ele começou a passar a ponta daquela rola por toda a extensão da minha face, pelas bochechas, pelos lábios, olhos e testa. E em cada lugar onde aquela pica tocava, ficava lambuzado com a água que saía dela. Era incrível, cada vez surgia mais e mais baba, eu nunca tinha visto algo parecido nem em filmes adultos. Aquele líquido viscoso e transparente como água de quiabo se impregnava no meu rosto, e eu sentia uma sensação tão boa, como se a minha pele fosse acariciada por veludo. Quando Carlos finalmente parou de jorrar a baba do seu pau sobre mim, ele deslizou a sua grande mão aberta pela minha face, espalhando o líquido de maneira uniforme.

— Está aí Tampinha. O caldinho da minha pica todinho na sua cara. Agora você é oficialmente a vadiazinha do Carlão aqui.

Eu respondi cheio de malícia:

— Não fala assim comigo.

Ele sorriu e enfiou o dedo indicador na minha boca. Eu o mordi com certa força só para desafiá-lo. Mas Carlos não se intimidou, mesmo com o seu dedo grosso sendo apertado pelos meus dentes, ele começou a tentar me foder, movimentando o seu dedo para frente e para trás enquanto sorria descaradamente para mim. O seu dedo passando entre meus lábios deixava um gostinho de suor muito bom. Carlos disse sorrindo:

— Essa boca vermelhinha e linda demais. Dá vontade de comer numa mordida.

Eu puxei seu dedo e respondi ofegante:

— Eu nem deveria estar fazendo isso por você brucutu, já me maltratou demais.

Ele coçou o queixo deixando a sua rola balançando na minha frente e disse:

— O que eu preciso fazer para você me perdoar de verdade Tampinha?

Eu segurei seu pau e dei um beijinho no lado esquerdo, olhando em seus olhos.

— Nada, você não precisa fazer nada.

Lambi a pontinha da glande igual a um picolé, ele fechou os olhos quando fiz isso, eu disse sorrindo:

— Por sorte, você tem uma rola gostosa demais, e ela vale o meu perdão.

— Então continua chupando pirralho. Chupa o meu pau porque você faz melhor que qualquer mulher.

Ele passou devagar o seu dedão entre os meus lábios e completou:

— Chupa a minha rola que agora você vai beber leite de macho.

Eu balancei a cabeça negando a ordem dele, e disse todo safado:

— Não... Eu vou me divertir mais um pouquinho.

Eu o empurrei pelas coxas contra o carro. Ele segurou no capô, um pouco surpreso com o meu gesto. Eu estava mais impetuoso do que nunca, segurei firme o seu pau e o coloquei ao lado esquerdo do meu rosto, fui até seus pentelhos e comecei a lambê-los devagar. O contato deles com a minha língua foi ainda melhor do que eu imaginava. Pareciam pequenos espinhos na minha boca. Durante o ato eu continuava massageando o meu rosto com a sua rola quentinha e macia. Fui lambendo seus pentelhos e subindo através do caminho da felicidade. Aqueles pelos que subiam pelo abdômen de Carlos eram lindos demais, pareciam bem mais claros que os outros pelos do seu corpo, e se tem uma coisa que eu sempre admirei num homem, é o Caminho da Felicidade bem feito. Eu mordia aqueles pelos tentando arrancar alguns com os dentes. Carlos gemia de dor, mas não reclamava, imagino até que ele gostava. Eu cheguei ao seu umbigo, beijei e enfiei a pontinha da língua dentro dele. Carlos começou a rir, eu perguntei:

— O que foi?

— Sei lá, faz cócegas, mas está muito gostoso.

Eu me ergui até ele e levantei a sua cabeça, em seguida lambi sensualmente o seu pomo de adão, cheguei a tocar com a língua a barba que começava a nascer embaixo do seu queixo. Ele segurou em meu rosto e falou grudando as nossas testas:

— Você vai me deixar gozar nessa boquinha não vai?

— Eu não sei se você merece.

— Qual é Tampinha? Eu quero te dar leitinho na boca. Você vai gostar, meu leite é de qualidade.

Eu sorri com uma cara de mistério, dizendo:

— Talvez, mas só se você prometer que nunca mais vai me maltratar.

Ele me deu um selinho e respondeu:

— Nunca mais. Só quando você quiser. Mas você tem que me prometer uma coisa também.

— O quê?

— Que vai me deixar dar umas palmadas nessa bundinha de vez em quando.

Eu falei segurando o seu pau:

— Você é muito safado.

— Você é que me deixa assim.

Ele beijou minha bochecha e disse em meu ouvido:

— Posso te contar um segredo?

— Não existe um momento melhor.

Carlos me olhou nos olhos e deslizou suas mãos pela minha cintura.

— Desde aquele dia que eu vi você trocando de roupa na academia. Quando eu reparei nesse traseiro tão lindo...

Ele passou as mãos pelas minhas nádegas e as segurou carinhosamente:

— Desde aquele dia, todos os dias eu bato uma punheta feroz em sua homenagem.

Eu sorri e dei dois tapinhas no peito dele:

— Seu safado! Eu sou um rapaz direito. Não deveria me falar essas coisas.

Ele me apertou contra seu peito e retornou a falar no meu ouvido.

— Você já me fez desperdiçar muita gala, Tampinha. Tá na hora de compensar isso.

Carlos veio com a boca aberta e enfiou a sua língua entre meus lábios, foi algo muito sensual. Durante esse ato eu percebi que ele estava mexendo nas sacolas, procurando por algo sem nem mesmo olhar o que era. Eu parei aquele beijo e perguntei:

— O que você está fazendo?

Nesse instante ele achou o pote de sorvete e o abriu bem rápido. Enfiou sua mão lá dentro e cavou uma grande quantidade de sorvete derretido, trouxe tudo num só golpe levantando o braço. Eu olhei para cima surpreso, e o desgraçado aproveitou a minha distração para enfiar o sorvete gelado na minha boca. Depois juntou os nossos lábios num beijo intenso e molhado. A língua daquele homem com gosto de sorvete era a coisa mais saborosa do mundo. Eu queria manter aquele beijo para sempre, mas era ele quem mandava, segurou em meu cabelo e me fez abaixar até seu pau para chupá-lo outra vez. Quando abocanhei aquele rola gostosa, Carlos gemeu alto. A minha boca estava gelada, e o pau dele muito quente. A sensação térmica o fez exclamar:

— Ahhhhhhhh Isso tá maravilhoso.

Começou a movimentar a minha cabeça num vai e vem frenético, até ali ele comandava os meus movimentos. Ele sorria e mordia os lábios, completamente ofegante. Mas agora era a minha vez de assumir o controle. Peguei o pau dele e o pressionei em pé junto a sua barriga, comecei a lambê-lo pela parte debaixo, como um cachorrinho. Carlos olhava para mim com uma cara de puto safado. Fui descendo e lambendo através do seu pau, até chegar em seus ovos. Segurei suas bolas com uma das mãos e pus um ovo na boca. Ele sorriu bem alto nesse instante. Eu comecei a chupar seu ovo esquerdo, passava a língua por ele e o acariciava com meus lábios. Eu falava enquanto isso:

— Hummm Isso aqui tá muito bom. Tem um gosto ótimo.

— Esses ovões são pra você pirralho.

Eu coloquei a bola direita na boca, ele começou a urrar com sua voz grossa. A pele do saco tinha um gosto adocicado de sabonete. Fiquei sugando com carinho para não machucá-lo. Ele segurou o meu rosto e virou para cima, queria olhar em meus olhos enquanto eu chupava seu saco. Ele disse entre gemidos:

— Ahhhhhhh Isso mesmo... Lambe direitinho os meus ovos.

O mais gostoso era sentir quando os ovos se moviam na minha língua, pareciam ter vida própria. Quando eu abocanhei o seu pau outra vez, Carlos me agarrou pelos cabelos e começou a me foder a boca com vontade. Ele estava em êxtase, levantava a cabeça com os olhos fechados e urrava dizendo:

— Ahhhhh Toma isso viadinho. Hummm Chupa gostoso o meu pau, sua puta.

Com sorte eu fazia os meus lábios se adaptarem perfeitamente ao contorno do pau dele, e isso proporcionava um prazer enorme a ambos. Com o tempo e todos aqueles movimentos vigorosos, foi ficando cada vez mais difícil respirar. Nesse instante eu apertei as coxas dele e o empurrei para me soltar. Ele me largou meio contrariado. Eu pus uma mão me apoiando no chão e falei sorrindo para ele:

— Espera um pouco Grandão, assim você acaba comigo.

Carlos segurou a sua rola e passou a cabecinha nos meus lábios, de um lado para o outro, deixando o seu líquido seminal escorrer sobre minha boca.

— Não tá gostando do meu carinho pirralho?

— É claro que eu estou gostando, só quero um pouco de calma. E não me chama de pirralho.

Ele sorriu, acariciou a minha bochecha e respondeu me fazendo chupá-lo de novo:

— Tudo bem Tampinha.

Agora que ele metia mais devagar, estava bem melhor, pois eu podia aproveitar cada segundo. Entre suspiros e gemidos ele dizia:

— Hummmm Tampinha, você não sabe como isso tá gostoso...

Eu queria responder alguma coisa, mas Carlos não deixou, continuou metendo em mim. Ele afundava o seu pau inteiramente na minha boca, de modo que eu quase engolia seus pentelhos juntos, ele sorria e falava de olhos fechados:

— Hahaha Melhor chupada da minha vida.

A sua rola vibrava na minha língua, ele estava cada vez mais próximo do orgasmo. Eu sentia o gosto do pré-gozo que não parava de sair, abrindo caminho para o que viria depois. Carlos não conseguia mais se controlar, respirava igual a um touro bravo. Seu pau começava a pulsar impiedosamente, o momento estava chegando. Nesse instante ele disse bem rápido:

— Eu vou gozar Tampinha. Ahhhhhh Vou te dar leitinho pra beber.

Segurou forte em minhas bochechas e golpeou com o seu pau mais quatro vezes. A sua rola pulsava rápida e intensamente, pensei até numa britadeira. A cada estocada a velocidade diminuía, porém a força aumentava e ia cada vez mais fundo. Antes do “gran finale” ele ainda teve tempo de dizer:

— Ihhhhssss Bebe a gala do Carlão...

No quarto empurrão eu senti finalmente o esperma sair, ou melhor, espirrar. Carlos levantou a cabeça gemendo para o teto. De olhos fechados ele continuou dizendo em êxtase:

— Ahhhhhhh Uau!! Esse leite é pra você. Uhhhh Chupa tudo bem gostoso. Ahhhh Seu tampinha arrogante.

Enquanto ele urrava satisfeito, a sua gala entrava na minha boca em fortes jatos. Eu contei quatro jatos bem potentes e grossos, e outros dois um pouco mais fracos. Eu me esforcei para não engolir. Eu gostava de sentir o gosto e a textura cremosa na língua. Tinha um sabor salgado e estranho, que eu não consigo identificar aqui. Os primeiros jatos foram bem viscosos, como creme de leite. Os últimos estavam mais liquefeitos. Eu fiquei com aquele líquido leitoso na boca e fui puxando a rola dele para fora, ela saiu meia bomba. Eu sorri para ele apertando os lábios para a gala não escorrer, ele sorriu de volta e puxou meu cabelo dizendo:

— Engole tudo pirralho.

Eu fiz um charminho com a cabeça dizendo que não. Ele riu e me deu um tapinha de leve na bochecha esquerda. Nessa hora eu não pude mais segurar e engoli a gala dele. Eu sorri sem jeito, abaixei a cabeça e disse:

— Seu cretino.

Ele me puxou pelo cabelo com força, eu levantei do chão. Ele passou o braço em volta da minha cintura e disse:

— Você ainda não aprendeu a me respeitar Tampinha?

Eu segurei em seu rosto com as duas mãos e respondi:

— Eu acho que isso é impossível.

Ele me apertou ainda mais forte contra ele e falou:

— Vamos ver quanto tempo essa marra vai durar.

Eu empurrei a testa dele para trás com a ponta dos meus dedos e disse:

— Vai durar enquanto eu quiser, idiota.

Ele respondeu olhando em meus olhos:

— Você é tesão demais. Eu quero ser o teu macho.

Eu ia respondê-lo, mas ele calou a minha boca com um beijo furioso, e de certa forma, também delicado. O gosto da gala dele foi se dispersando e dando lugar ao gosto da sua boca. Enquanto seus lábios tentavam me engolir, ele me puxava forte contra seu corpo, eu apoiava a minha mão em seu peito. Quando paramos o beijo, Carlos falou com a boca próxima a minha:

— Agora tira essa roupa e me mostra esse rabinho que eu tanto desejo.

Ele desencostou do carro e levantou a calça que ainda estava arriada, mas deixou o zíper aberto, expondo aquela mega mala que parecia querer descer o tecido outra vez. Não sei por que ele fez isso, se ia tirar tudo daqui a pouco. Antes de eu falar qualquer coisa, ele disse autoritário:

— Anda, tira logo essa roupa. Mostra aí o que eu quero ver.

Eu comecei a desabotoar a minha calça, reclamando:

— É melhor falar direito comigo, idiota! E olha pro outro lado!

— E por que eu tenho que fazer isso? Eu vou ver de qualquer forma.

— É, mas eu só quero que você veja quando eu já estiver pelado. Olha para lá.

Ele cruzou os braços e disse sério:

— Não olho.

— Então eu não tiro.

Ele apertou os olhos, se rendeu e foi se virando todo duro. Ele começou a desabotoar a camisa.

— Quando eu terminar de tirar essa camisa, é melhor que essa bunda já esteja nua.

Eu me apressei em tirar a toda a minha roupa, fiz tudo bem rápido. Fiquei com vergonha no início, mas isso já não importava mais. Escorei minhas mãos no capô do carro e ouvi a voz grossa dele perguntar:

— Eu já posso me virar Tampinha?

— Pode sim brucutu. Pela sua ameaça eu pensei que nem fosse pedir.

Carlos se virou, ao me ver ele deu uma gargalhada:

— Hahaha Uau! Eu estou realmente bem servido não estou?

Eu sorri envergonhado e respondi tentando manter a pose:

— Faça logo o que quer fazer, antes que eu me arrependa disso tudo.

Ele pareceu não me ouvir. Aproximou-se de mim, olhando para a minha bunda, eu mantive o rosto virado para trás, para poder ver o que ele ia fazer. Seu pau já começava a encher e ganhar forte contorno sob a cueca exposta. Carlos parecia que ia babar de tesão, igual a um lobo. Ele encostou a sua enorme mala na minha bunda e me empurrou sobre o capô do carro. Agarrou meu cabelo, e pressionou ainda mais forte o seu pau duro contra mim. Ele disse:

— Tá sentindo isso Tampinha?! Logo, logo vai estar todinho dentro de você.

Eu não disse nada, apenas sorri baixinho de olhos fechados. Mas fui pego de surpresa por um tapa forte na minha nádega esquerda. Eu exclamei exaltado:

— Ai seu estúpido!

Ele continuou parecendo não ligar:

— Responde Tampinha: tá sentindo isso?

Ele empurrou sua mala contra a minha bunda mais uma vez. Eu respondi querendo soar zangado, mas não consegui:

— O que você acha brucutu?

Ele puxou minha cabeça e aspirou em meu pescoço, dizendo em meu ouvido:

— Eu não sei... Você é muito mal criado viadinho. Tem coragem de me enfrentar. Isso me deixa louco!

Ele mordeu o meu ombro, foi beijando através das minhas costas enquanto se ajoelhava devagar atrás de mim. Quando estava completamente de joelhos ele parou e ficou olhando a minha bunda. Acariciou ela com as mãos por alguns segundos, depois segurou as nádegas e as afastou, meu buraquinho ficou desprotegido bem na frente dele. Carlos falou admirado:

— Isso aqui é lindo demais, Tampinha.

— É melhor aproveitar enquanto tem a chance.

— Ah com certeza eu vou.

Ao dizer isso ele beijou a minha nádega esquerda, a lambeu de leve em direção ao meu orifício. Foi passando a língua até chegar lá. Eu arrepiava com a quentura da língua dele na minha pele. Quando eu senti a pontinha da sua língua tocar o meu buraquinho, foi uma gemeção só. Eu simplesmente não aguentei ficar de boca fechada enquanto aquele homem se fartava no meu rabinho. Eu não sabia que tanto prazer era possível. Carlos se animava como uma criança a cada gemido meu. Ele deslizava as mãos pelo meu corpo, mantendo a sua cara minha bunda. Eu me agarrava ao capô do carro e falava com dificuldade:

— Hummm Você é um bruto... Ahhh Mas sabe como me enlouquecer.

Carlos me deu um tapa forte na bunda, e disse:

— Tá gostando é Tampinha?

— Tô adorando...

Ele deu outro tapa e mordeu a minha nádega.

— Ah seu eu soubesse que esse cuzinho era assim tão bom.

Ele colocou a pontinha do dedo no meu cú e fez movimentos circulares em volta dele, dizendo:

— Eu tô doido pra meter nesse buraquinho lindo.

Eu sorri por causa das cócegas que fazia, olhei para as sacolas de doces em cima do carro e vi o pote de sorvete. Peguei o pote e falei para Carlos de forma bem melodiosa:

— Carlos... Carlos... Eu tenho uma idéia.

Ele olhou lá de baixo enquanto eu agitava o pote no ar. Ele sorriu e disse:

— Hahaha Seu safado. Me dá isso aqui.

Pegou o pote da minha mão, olhou sugestivo para mim e completou:

— Aguenta aí tampinha.

Eu me inclinei um pouco mais sobre o carro e ele despejou o sorvete nas minhas costas. Eu não vou mentir, inicialmente foi muito desconfortável sentir aquele líquido gelado escorrendo através de mim, mas logo Carlos voltou a me lamber e o desconforto foi amenizado pelo prazer. O sorvete ia descendo aos poucos até a minha bunda. Eu ficava olhando de canto de olho enquanto o líquido escorria. Quando finalmente ele caiu pelo espaço entre minhas nádegas, Carlos aumentou a força das suas lambidas, parecia querer arrancar a minha pele junto. Ele falava rápido:

— Não existe coisa melhor que esse seu rabinho Tampinha... E com sorvete então...

Eu sentia a pontinha da língua dele rodar através do meu anel, ela tentava penetrá-lo, mas o meu prazer era tanto que a musculatura involuntariamente se contraia impedindo a língua de Carlos de avançar mais a fundo. Ele mordia a minha pele enquanto me dava fortes tapas dizendo:

— Que bunda macia! É boa pra bater.

Os tapas doíam um pouco, mas de certa forma, complementavam aquele prazer. As lambidas de Carlos deixavam bastante saliva no espaço entre minhas nádegas, eu gemia baixinho. Ele disse acariciando a minha bunda:

— Eu quero esse rabinho pra mim, só pra mim. Diz que esse cuzinho é meu, diz.

Eu respondi todo dengoso:

— Ele é seu Carlos. É só seu.

Ele me deu mais três tapas seguidos na nádega esquerda. A marca da mãozona dele ficou impressa na minha bunda. Ele disse:

— Isso mesmo, bom menino. É assim que eu gosto do meu Tampinha: safado e obediente.

Ele tentou enfiar a língua no meu cú outra vez, mas não dava. Tudo o que eu conseguia sentir era aquela pontinha molhada e quente tentando a todo custo me penetrar. Nesse momento ele finalmente desistiu, deu um beijo carinhoso no meu anel e disse:

— Bem, acho que precisamos de uma coisa mais dura e grossa para entrar nesse cuzinho.

Carlos enfiou a mão na cueca e mexeu em seu pau.

— Por sorte, eu tenho algo aqui perfeito para o serviço.

Ele me segurou pelos quadris e foi levantando devagar, lambendo o rastro de sorvete remanescente nas minhas costas até chegar ao meu pescoço. Um frio na espinha me fazia arrepiar. Carlos segurou em meus cabelos e aspirou o cheiro do meu pescoço. Falou de forma sensual no meu ouvido:

— Eu vou comer você Tampinha. Eu vou te fazer todinho meu.

Eu acariciei a parte de trás da sua cabeça e respondi:

— Então o que você está esperando Brucutu?

A luxúria impregnava o ar a nossa volta. Ele começou a tirar a calça e a cueca. Eu falei meio que saindo do clima:

— Seu idiota! Se ia tirar a roupa de novo, pra quê você se vestiu naquela hora?

Ele não se incomodou, tirou as calças e veio me abraçando pela cintura.

— Cala a boca Tampinha.

— Burro.

— Você já vai ver o burro.

Enquanto me enlaçava com o braço esquerdo, ele posicionava o seu cacete na entrada do meu cú com o outro. Eu senti a cabeça do pau dele forçar para entrar em mim e gemi nesse instante. Carlos falou:

— Calma viadinho, o sorvete ajudou a lubrificar...

Ele foi empurrando e empurrando, mas eu me fechava inteiro, talvez pela tensão. Estava difícil. Carlos me agarrou pela testa e encostou seu peito nas minhas costas, me beijou próximo a orelha e disse baixinho em meu ouvido:

— Relaxa Tampinha, eu vou fazer com carinho. Abre esse cuzinho e me deixa entrar.

Ouvir ele me acalmava de certa forma, o peito quente dele encostando em mim era como um bálsamo que me aliviava. Eu fiz um esforço tremendo para relaxar enquanto ele continuava tentando me penetrar. Em certo momento eu senti a glande entrando. Começou a doer um pouco a medida que o pau dele ia abrindo espaço através de mim. Eu me contive para não gemer de dor. Não era uma dor terrível, insuportável, mas incomodava. A cada centímetro que entrava eu não sabia se doía mais ou menos, era um misto de sensações. Por sorte Carlos não foi um bruto nesse momento, e fez tudo com enorme carinho como ele havia dito. O pau dele entrando em mim pareceu interminável. Eu perguntava a mim mesmo:

— Quantos centímetros têm o pau desse homem?

Mas já não demorou muito até eu sentir os pentelhos dele espetando a minha bunda. A dor tinha diminuído, estava bem fraquinha. Carlos agarrou em minha cintura e ficou esperando eu dar o sinal verde. Ele era um cavalheiro em alguns momentos, pelo menos.

Enfim eu me acostumei a senti-lo dentro de mim, sem sofrer mais. Eu peguei a sua cabeça e o puxei para junto do meu corpo. Ele entendeu o que eu queria. Carlos beijou a minha nuca e disse:

— Se segura aí Tampinha. O Carlão vai começar o show.

Ele agarrou em meu ombro esquerdo com uma mão, na minha cintura com a outra, e começou a estocar com muito cuidado para mão me ferir. Seu pau deslizava dentro de mim, rompendo qualquer resistência que meu corpo ainda oferecesse. As mãos de Carlos me apertavam enquanto a sua rola me invadia em movimentos constantes e fortes. Quando os últimos traços de dor desapareceram, surgiu dentro de mim um prazer desconhecido, era como se o meu interior estivesse ficando cada vez mais quente. O contato daquela rola gostosa na minha pele me provocava sensações extremas de luxúria. Eu não aguentei, comecei a gemer baixinho só para mim. Carlos sorria de satisfação, ele ficava olhando para baixo, vendo o seu pau me comer gostoso, parecia orgulhoso de si mesmo. Espalmou a sua mão sobre as minhas costas, ainda olhando minha bunda ser devorada por aquela vara, ele disse sorridente:

— Ahhhhhhh Tampinha, como eu desejei comer esse cuzinho.

Eu respondi arfando de prazer, fechando os olhos para aguentar:

— Eu também já sonhei muito com essa sua rola gostosa Carlos.

Ele encostou-se a mim. O suor do seu peito peludo se uniu ao suor das minhas costas, e nós ficamos grudados numa espécie de cola enquanto ele continuava me comendo. Ele me segurou pela testa e disse em meu ouvido:

— Então rebola pra mim viadinho. Mexe essa cuzinho no pau do Carlão.

Era engraçado que durante o sexo ele referia a si mesmo dessa forma. Eu fiz como ele disse, comecei a rebolar no pau dele, primeiro bem devagar, timidamente. Mas quando senti a respiração dele acelerar no meu pescoço, a intensidade das estocadas foi aumentando, e eu também perdi o controle, passei a rebolar como uma dançarina de bordel. Ele enlouqueceu ainda mais, agarrava muito forte em meus quadris, de modo que a marca dos seus dedos ficava bem nítida. Seu pau me fodendo era a coisa mais maravilhosa que eu já tinha sentido na vida. Foi como se todo o meu corpo acordasse de um longo sono, todos os meus sentidos estava acesos agora.

Ele metia tão forte e com tanta virilidade que seus pelos batiam na minha bunda e me pinicavam como formigamentos. Carlos disse junto a minha orelha.

— Sabia que eu nunca comi um ninguém assim tão gostoso como você? E olha que eu já comi muita gente.

— Eu tenho certeza disso.

Dei uma pequena risada e virei o rosto para beijá-lo, ele diminuiu a intensidade das estocadas para aproveitar o beijo. A saliva dele adentrava a minha boca como um veneno que me dominava e me entorpecia. Seus lábios grossos e com gosto de macho eram sem dúvida a minha droga. Ele disse com as nossas bocas grudadas:

— Você é uma putinha deliciosa. Viadinho safado.

Eu respondi cheio de malícia:

— Se eu não estivesse nessa posição constrangedora, eu com certeza te daria um tapa.

— Eu quero ver você fazer isso.

Eu sorri e virei meu rosto sem me importar com a ordem dele. Mas Carlos puxou forte os meus cabelos em sua direção outra vez. Ele falou autoritário:

— Eu disse para você me bater! Não tem coragem Tampinha?

Depois disso ele me virou de supetão. Seu pau saiu de dentro de mim num único golpe, e ficou balançando imponente apontando para cima. Eu estava surpreso com aquilo, fiquei com a bunda toda ardida encostada no metal do carro. Carlos me lançava um olhar devorador, como um lobo mal. Eu sorri com luxúria e disse:

— Não me desafie dessa forma brucutu!

Ele se aproximou um pouco mais e ordenou:

— Vamos viadinho, faz logo.

Eu não me detive, dei um tapa forte na cara dele. Ele pareceu não sentir nada, me olhou com uma expressão ainda mais perversa e continuou:

— Bate de novo!

Eu dei outro tapa. Ele disse outra vez:

— De novo!

Dei mais um tapa, tudo foi muito rápido, menos de vinte segundos. No terceiro tapa, o canto do lábio inferior dele sangrou um pouco. Ele limpou o sangue com a costa da mão, sorriu para mim com aquele olhar sádico, em seguida veio rápido e me agarrou dizendo:

— Seu viadinho arrogante! Só você faz isso comigo.

Ele me beijou, me enlaçando em seus braços e me pressionando contra o carro. O meu pênis não estava muito duro, como geralmente acontece com o pênis do passivo, mas o dele estava rígido como uma rocha, era a única coisa forte o suficiente entre nossos corpos capaz de nos separar de alguma forma, ficava espremido apontando para cima entre a minha barriga e a dele. Carlos me abraçava com ternura e firmeza, lambia o meu pescoço enquanto eu beijava a sua bochecha. Ele falou dando pequenas mordidas na minha nuca:

— Eu quero te devorar. Eu vou te comer no meu carro.

Eu sussurrei no ouvido dele:

— Do jeito que você faz com as suas putas?

Ele segurou o meu rosto com as duas mãos e respondeu sorrindo:

— Exatamente Tampinha... Só que muito melhor, porque você é a puta mais especial de todas.

Eu passei a mão pelo lado esquerdo do rosto dele, segurei com força o seu cabelo e perguntei:

— Tá esperando o quê então? Seu grosseirão estúpido!

Ele sorriu e se afastou de mim, eu me virei para entrar no carro e ele veio atrás dando um tapa na minha bunda e dizendo:

— Você vai ser a minha mulherzinha, pirralho.

Eu parei na porta do carro e falei falsamente indignado:

— Ai seu burro! Isso doeu!

Ele nem ligou para mim, estava muito animado com o que iríamos fazer. Entrou no carro todo feliz, igual a um cachorro quando sabe que vai passear, depois bateu nas pernas me chamando:

— Vem rebolar no pau do teu macho, vem Tampinha.

Como eu poderia resistir aquilo? Eu simplesmente entrei no veículo e sentei em seu colo de costas para ele. Carlos posicionou o seu pau na entrada do meu cú e começou a meter outra vez, a dor voltou, só que mais fraquinha. Quando o seu pau já estava completamente atolado em mim, ele disse no meu ouvido:

— Vamos lá Tampinha, vamos brincar de cavalinho.

Ele agarrou em minha cintura com suas mãos suadas. Começou a me erguer devagar e a me abaixar em seguida. Ele estava me guiando, eu só seguia os seus movimentos com o corpo. O meu buraquinho apertava o pau dele, era incrivelmente gostoso sentir aquela rola entrando e saindo e de um lugarzinho tão apertado. Eu gemia baixinho de prazer, me segurava no banco enquanto cavalgava com calma no pau daquele brucutu que eu odiava há alguns dias atrás. Carlos me agarrava firme como um macho faz com a sua fêmea, e dizia todo safado no meu ouvido:

— Está gostando meu amor? Eu tô adorando comer esse rabinho guloso.

Aquele “meu amor” realmente me surpreendeu. Eu me esforçava para responder entre gemidos:

— Sim Carlos Aaaaaiii Seu pau é uma delícia.

— Isso mesmo viadinho. Eu gosto assim, você tem que agradar o teu macho. Dizer o que eu quero ouvir.

Eu continuava subindo e descendo no pau dele, chegava a sentar completamente sobre os seus pentelhos. Eu me esforçava para me controlar, mas Carlos exercia um domínio muito grande sobre mim naquele instante, e isso me deixava louco de tesão. Quando ele beijava o meu pescoço durante a penetração, eu tinha vontade de gritar de prazer. Mas tudo o que eu podia fazer era gemer o mais baixo possível. No entanto, Carlos não se conformava com o pouquíssimo auto-controle que ainda me restava, queria domínio total. Ele falou entre suspiros, passando o seu queixo no meu pescoço:

— Hummm Tampinha, até seus gemidos são deliciosos. Geme mais alto, geme.

Eu me segurei para não obedecê-lo, ele deslizava as suas mãos pela minha cintura enquanto seu pau continuava a me penetrar cada vez mais rápido. Vendo que eu não ia obedecê-lo, Carlos me beijou próximo ao ouvido e sussurrou com uma voz extremamente carinhosa:

— Geme pra mim viadinho. Só dessa vez, geme pro teu homem ouvir.

Nessa hora eu desabei. Quando ele fala assim comigo eu me derreto feito picolé no sol. Parei de me reprimir e gemi para ele tentando não soar ridículo a mim mesmo. Ele se animou e começou a respirar mais forte e a dar gargalhadas de felicidade. Em determinado momento eu não pude aguentar e parei de cavalgar no pau dele, se não iria gozar naquele instante mesmo. Eu simplesmente me deixei cair sobre o seu peito, ele encostou-se no banco e eu fiquei deitado de costas em seu tórax. Eu falei completamente extasiado:

— Ai brucutu, isso está bom demais

O pau dele continuava duro e pulsando dentro de mim. Ele passou a mão em meus cabelos e beijou o meu pescoço, dizendo:

— Que bom que a minha cadelinha está gostando.

Eu falei sorrindo:

— Eu não sou sua cadelinha.

Ele foi beijando através do meu ombro.

— Você é sim. É a minha cadelinha gostosa.

Eu respondi de olhos fechados passando a mão pelo rosto dele:

— Então você quer ser o meu homem é Cachorrão?

— Ah Tampinha, eu já sou. Sou teu macho agora. Vou te transformar na minha namoradinha. Não pode me desobedecer. Tem que cuidar de mim como um viadinho dedicado faria.

Eu apenas sorri para mim mesmo debochando dele, é claro que ele estava errado. Carlos apertou forte as minhas nádegas e prosseguiu dizendo:

— Esse rabinho agora tem dono. Vou comer todo dia.

Eu estava amando ouvir tudo aquilo, mas não queria deixar ele saber que tinha tanto poder, em um acesso de alegria irracional, eu me livrei dos braços dele e levantei do seu colo, nesse instante eu senti cada centímetro do seu pau deixando o meu interior, foi uma sensação muito MUITO gostosa de verdade. Eu saí rindo alto do carro, ele veio logo atrás sem entender. Eu o desafiei só para atiçá-lo ainda mais:

— Você nunca daria conta de mim Brucutu! Eu sou muito mais do que você merece ou aguenta.

Eu fui sorrindo e recuando até a parede da garagem, outra vez ele fez aquela expressão de lobo mau e caminhou até mim dizendo:

— É melhor não me provocar Tampinha. Seja uma boa fêmea e respeite o teu macho. Senão vai ter que apanhar.

Ele chegou junto a mim, seu pau quase espetava a minha barriga. Eu respondi:

— Aqui só quem apanha é você idiota.

Eu dei mais um tapa na cara dele, o mais forte de todos. Ele ficou surpreso dessa vez, me imprensou contra a parede e falou raivoso entre os dentes:

— Ah seu pirralho! Você é o único que me bate e sai ileso. Você é o único que me bate e eu gosto.

Em seguida me deu um beijo quase violento. Segurou meu cabelo e empurrava a minha cabeça contra a parede enquanto me beijava. Agora o seu pau literalmente espetava a minha barriga. Com muita dificuldade ele parou aquele beijo, e falou de olhos fechados com a sua testa grudada a minha:

— Vamos para a minha cama. É lá que eu vou finalizar você.

Eu o empurrei para longe e fui apressado até uma porta na garagem que dava para dentro de casa. Eu não conhecia, mas imaginava que se entrava por ali. Eu disse enquanto empurrava a porta:

— Isso não é uma competição seu cavalo.

Assim que entramos na casa ele me agarrou por trás e afundou a cara no meu pescoço:

— Eu adoro quando você me trata mal. Me sinto o cara mais foda do mundo. O meu pau até baba de tanto tesão.

Eu apenas sorri em resposta, ele era um doido isso sim.

Carlos foi me empurrando pela casa, grudado em minhas costas. Seu pau dava pontadas na minha bunda, louco para me penetrar outra vez. A casa dele era muito bonita, mas eu nem reparei na ocasião. Ele me levou pela escada até o quarto dele. Nós paramos em frente a cama. Ele disse:

— Gostou da nossa cama, Tampinha?

Eu subi naquela cama e caminhei de quatro por cima dela. Me deitei sobre os travesseiros e respondi:

— Nossa cama é?

Ele também subiu e veio andando de joelhos, me puxou com força pelas pernas, me estirando sobre o colchão e colocando o peso do seu corpo sobre o meu, ele disse:

— Sim. É a nossa cama. Minha, e do meu viadinho.

Enquanto dizia isso ele continuava a me agarrar pelas pernas, erguendo as minhas coxas e pondo-se entre elas. Minhas costas e minha cabeça estavam sobre os travesseiros. Ele levantou a minha coxa direita, dizendo:

— Me dá esse cuzinho aqui!

Com a outra mão ele começava a enfiar o seu pau em mim. Aquela sensação gostosa de ter algo deslizando pelo meu esfíncter retornou. Ele metia de olhos fechados, como se aproveitasse cada pedacinho do seu pau entrando. Eu tentava alcançar o seu ombro com a mão, e trazê-lo para mais perto, mas eu não conseguia. Quando seu pau estava completamente enterrado, ele abriu e olhos e sorriu dizendo:

— Tampinha, esse seu rabinho deixa qualquer um nas nuvens.

Ele acariciou o meu rosto com uma das mãos e deu uma estocada forte logo em seguida. Foi de surpresa, e eu apenas gemi. Estava dada a largada para o fim da corrida. Carlos apertou o meu pescoço e começou a estocar sem parar. Seu pau entrava vigorosamente em mim, ele o puxava de volta devagarzinho, e voltava a empurrar com muita força. Eu ficava cada vez mais espremido contra os travesseiros. Aquele brucutu fechava os olhos e suspirava profundamente, entre seus gemidos grossos ele dizia parecendo fora de si:

— Ahhhhh Minha cadelinha linda...

Apertava com muita força o meu pescoço, e continuava dizendo quase com raiva:

— Só minha... Só minha.

Eu nem me importava mais de ser chamado de cadela. Só me incomodava a dificuldade para respirar que o seu aperto me causava. Ele passou a me olhar fixamente nos olhos, enquanto metia em mim cada vez mais rápido. Sua respiração forte atingia o meu peito e o meu rosto em rajadas intensas de calor. Eu ergui minha mão e fiquei segurando o lado esquerdo do seu rosto, Carlos continuava a me comer como se o mundo estivesse acabando naquele instante. Eu sentia o suor da sua pele escorrer sobre mim, o calor das nossas coxas se tocando misturava-se a água que surgia dos nossos corpos. Ele parecia uma fera, um leão faminto. Eu escorreguei minha mão pelo seu peito e puxei forte os seus pêlos. Carlos caiu sobre mim gemendo ferozmente sem parar de estocar. Eu o abracei e escorreguei minhas mãos sobre as suas costas. Ele era pesado, e a força das suas estocadas só acentuava isso. O peso daquele corpo másculo me causava delírios de prazer, eu fechava os olhos tentando aguentar, mas mesmo assim eu cravei minhas unhas em suas costas. Ele gemeu de dor no exato momento que começava a me beijar. Mas ele manteve o seu beijo mesmo com as minhas unhas perfurando as suas costas. Eu estava eufórico, o agarrei pelos cabelos e o forcei a me beijar ainda mais forte, eu queria que nós dois ocupássemos o mesmo espaço, que fôssemos um único corpo. A cabeça dele empurrava a minha em movimentos impetuosos, me afundando no travesseiro. Eu passei minhas mãos por aqueles braços musculosos e outra vez enfiei as garras na pele dele, puxei para baixo e fui rasgando a sua carne, não era só ele que tinha virado uma fera. Só que Carlos pareceu não sentir a dor, me beijava tão intensamente que nem sequer gemeu quando eu arranhei seus braços. Ele puxou os meus lábios com seus dentes e disse me olhando nos olhos:

— O que você quer? Me destroçar inteiro?

Eu sorri maliciosamente e respondi:

— Talvez...

Ele tapou a minha boca com a mão, esbravejando zangado:

— Eu só deixo porque você é a minha fêmea.

Seus olhos ficaram bem malvados. Sua voz soou muito furiosa:

— Mas agora eu vou te dar exatamente o que você merece seu viadinho atrevido.

Ele deu três estocadas violentas, me encarando de frente como se visse a minha alma. A cada estocada o seu pau pulsava com uma força maior. Será que enfim estava acabando? Eu não queria que acabasse. Mas eu não tinha controle sobre isso, e nem ele também. Foram três golpes poderosos que o seu pau desferiu no meu cú, me faziam ver o teto cada vez mais de perto, ou mais de longe, eu com certeza estava delirando. Aquelas estocadas eram tão magníficas que Carlos me segurava em seus braços para que eu permanecesse no lugar. Eu fechei os olhos e pude dizer apenas:

— Você é perfeito Carlos. Você é perfeito seu idiota.

Depois disso veio a terceira e última bombada, foi tão colossal que mesmo ele me segurando com força, eu ainda fui empurrado para junto dos travesseiros pelo impacto. A rola dele palpitou freneticamente, parecia estar se livrando de amarras. Eu quase entrei em transe de tanto prazer nesse instante. Carlos apertou bem forte os olhos e disse:

— Toma isso viadinho!

Nesse instante ele caiu inteiramente sobre mim, seu peso quase me esmagou, o meu brucutu estava gozando finalmente. Ele afundava a cara no meu ombro, gemendo e exclamando bem alto:

— Ahhhhhhhhh Filho da puta! Que gozada do caralho! Uhhhhh Que cuzinho gostoso da porra!

Eu, no entanto, não me importava com aquelas palavras, tudo o que me interessava era sentir era aquela gala jorrando com voracidade dentro de mim. Eu vislumbrei um por um, cada um dos cinco jatos de porra saindo e me inundando. Um líquido quente e viscoso, de textura bem grossa, uma coisa de aspecto tão maravilho que só um macho como aquele poderia produzir. Eu fui tomando por uma sensação tão boa, como se tivesse encontrado a felicidade. O esperma de Carlos escorria através de mim, se impregnando em meu corpo, tornando-se parte do meu ser. Eu me sentia completo naquele momento. Tão completo que nem percebi que havia gozado também, embora uma quantidade bem menor de esperma, eu sempre gozava bem pouquinho. Carlos ainda gemia agarrado ao meu corpo, um pouco mais calmo, ele falava entre risos e suspiros:

— Ahhhh Tampinha, eu pensei que fosse morrer agora. Hahaha Mas eu morreria feliz.

Eu não disse nada, apenas abracei as suas costas carinhosamente, queria recompensá-las por tê-las maltratado um pouco antes. Eu ficava quietinho ouvindo Carlos falar:

— Como você fez isso Tampinha? Hum? Como me fez gozar dessa forma?

Ele segurou em meus cabelos, colocando os seus braços ao lado do meu rosto e confessou me olhando nos olhos:

— Eu nunca gozei assim tão gostoso, com ninguém. Nunca.

Ouvir aquilo me encheu de alegria. Eu respondi passando a mão em seu cabelo e beijando seu rosto:

— Você é maravilhoso Brucutu.

— Eu sou um sortudo, isso sim.

Ele aconchegou o seu rosto no meu pescoço. Nós ficamos assim, respirando exaustos, ele descansava tranquilamente sobre o meu corpo. Seu pau amoleceu dentro do meu cú, e eu ainda sentia resquícios do seu esperma percorrendo o meu interior. Estava muito bom de verdade, mas eu queria estar limpo quando chegasse em casa, depois de um tempo, eu disse a ele:

— Carlos...

— Humm...?

— Eu preciso tomar um banho.

Ele se ajeitou sobre o me corpo para me prender, me imprensou carinhosamente com seus braços, e disse de olhos fechados quase dormindo:

— Eu vou com você Tampinha.

— Não, fica aqui. Descansa um pouco. Eu vou e volto rapidinho.

Fui empurrando ele de cima de mim, com muita dificuldade, pois ele não queria sair. Quando consegui levantar da cama, Carlos agarrou o travesseiro e afundou um lado do rosto nele, dizendo baixinho e sonolento:

— Não vai Tampinha.

Eu sorri e empurrei uma porta no quarto que eu julgava ser o banheiro. Eu tomei um banho bem rápido, apenas para tirar o suor e o cheiro de sorvete que ficou impregnado em mim. Imaginei que Carlos estaria dormindo quando eu saísse do banho, mas não, quando eu saí enrolado em uma toalha que tinha exatamente o cheiro dele, Carlos estava se olhando na frente de um grande espelho, vestindo uma cueca box vermelha, que o deixava incrivelmente ainda mais tentador, completamente irresistível. Ele exibia os músculos para o espelho, analisando os arranhões que eu deixei nele. Eu sentei na cama e perguntei:

— O que você está fazendo?

Ele falou sorrindo:

— Estou olhando as minhas marcas.

— Me desculpe por isso Carlos. Foi um impulso.

Ele se virou para mim e ergueu os braços mostrando os seus músculos fortes e duros, dizendo orgulhoso:

— Não precisa se desculpar, esse arranhões são as minhas medalhas.

Eu perguntei balançando a cabeça em negação:

— São medalhas? Do que você tá falando?

— Sim, são medalhas. São troféus por eu ser um macho alfa. Se eu não tivesse te comido tão bem, você nunca teria me dado essas marcas.

Ai como ele era bobo. Eu levantei da cama, fui até ele e o segurei pelo rosto, dizendo:

— Você é um homem muito, MUITO problemático.

Ao ouvir isso ele me empurrou, me fazendo cair sobre a cama, arrancou minha toalha e disse sorrindo e deitando sobre mim:

— Não zomba de mim não Tampinha. Senão eu te dou outra surra de pica até você gemer de novo no pau do Carlão aqui.

— E quem disse que vou deixar? Seu bobão convencido.

Nós sorrimos e ele me beijou ternamente. Dessa vez foi puro carinho, sem aquela fúria sexual esfomeada. Ficamos nos beijando na cama como dois namorados, ele de cueca, e eu peladinho. Acabei ficando deitado de costas sobre o peito dele, olhando para o teto, enquanto ele me fazia cafuné e beijava a minha cabeça. Como aquele homem se transformara em alguém gentil e carinhoso de repente? Ou talvez fosse eu que não o conhecesse de verdade. Cheguei a conclusão de que ele não era um brucutu o tempo todo. Ele sabia como dar carinho para alguém, ele sabia como dominar alguém na cama, sendo agressivo, impetuoso, mas gentil ao mesmo tempo, eu passei a admirá-lo.

Aquilo estava tão agradável que quando eu dei por mim já era noite. E por mais que aquele momento estivesse delicioso, eu precisava ir para casa, não queria dormir ali com ele. Na minha mente eu estaria abaixando a guarda demais, e no dia seguinte ele voltaria a ser o mesmo estúpido de sempre. Eu levantei da cama quase num pulo, puxei o lençol e me enrolei nele da cintura para baixo. Carlos perguntou surpreso se sentando na cama:

— Aonde você vai?

— Eu vou para casa.

— Por quê?

— Porque já é noite e eu não posso dormir aqui.

— Por quê?

— Por que eu não quero. Eu vou lá embaixo pegar as minhas roupas.

Eu saí apressado do quarto e ele veio atrás de mim.

— Tampinha, não faz isso. Você pode dormir aqui comigo. Não tem nada demais.

Eu cheguei à garagem aberta e comecei a juntar as minhas roupas. Carlos continuou falando:

— Tampinha... Tampinha não precisa ir embora.

Eu respondi enquanto me vestia:

— Carlos eu tenho faculdade amanhã cedo.

— Eu te levo para casa bem cedo e você se arruma.

— Não.

— Por que não?

Eu não tinha resposta para ele. Por que eu estava querendo ir embora mesmo? Acho que nem eu sabia mais. Eu procurava me vestir rápido, mas ver aquele homem só de cueca vermelha na minha frente me fazia tremer na base. Ele disse:

— Ainda é cedo Tampinha, deve ser umas 7 horas da noite. Vamos curtir mais um pouco.

— Não, eu preciso mesmo ir. Tenho trabalhos para preparar.

— Então eu vou com você.

Ele pegou suas roupas no chão e começou a se vestir também. Eu falei:

— É claro que você vai. Você me trouxe aqui. Nem pense que eu vou voltar a pé para casa.

Ele sorriu e calçou os sapatos. Alguns minutos depois nós entramos no carro e ele me levou para casa. Quando paramos no portão, ele disse:

— Você é teimoso.

— Você nem sabe o quanto.

Eu abri a porta do carro, mas antes de eu sair ele perguntou:

— Quando vamos fazer isso de novo?

Eu respondi todo enigmático, só para ser malvado:

— Eu ainda não sei. Talvez nunca.

Eu saí do carro e dei a volta para entrar em casa, mas quando eu fui abrir o portão, Carlos perguntou meio desapontado:

— Você não gostou da nossa transa?

Eu voltei e fui até a janela do motorista, o puxei pela cabeça e dei um beijaço nele. Nem me importei se alguém estava vendo. Quando parei de beijá-lo eu disse:

— É claro que eu gostei Carlos. Você quase me fez pegar fogo.

Ele deu um sorrisão lindo de cafajeste, e disse meio orgulhoso:

— Não me chama mais de Brucutu?

— Só quando você merece. E você não está merecendo agora.

Eu me afastei do carro e falei recuando até em casa:

— Até qualquer hora, gostoso.

— Eu vou pegar você Tampinha.

Eu sorri para ele e entrei em casa. Depois só ouvi o carro dele indo embora. Aquela foi uma noite espetacular. Eu custei a dormir pensando nas coisas que aconteceram. Eu estava cansado, mas estava feliz. Sentia que começava a me apaixonar por aquele cara, e eu definitivamente não queria aquilo. Carlos podia ser legal às vezes, podia ser muito bom de cama também, mas ele era o tipo de homem safado, daqueles em que não se pode confiar de jeito nenhum. Isso somado ao fato dele ser arrogante e explosivo em certas situações. Eu temia qualquer aproximação mais sentimental com ele. Mas decidi que não ia mais repeli-lo caso ele quisesse se aproximar de mim. Eu ficaria com os pés no chão, mas nada impediria que eu e ele fôssemos amigos. Eu adormeci pensando nessas coisas. Dormi tanto que quase acordei atrasado no dia seguinte. Tomei um banho rápido e me arrumei para a faculdade. Quando estava pegando os meus cadernos, ouvi a buzina de um carro repetidas vezes lá fora. Eu fui olhar pela janela e era ele, em seu jipe verde, buzinando para mim. Ele acenou com uma mão e gritou alto lá da rua:

— Vamos Tampinha! Eu vim só buscar você!

Eu me desarmei todo, peguei minhas coisas e saí de casa. Entrei no carro dele falando:

— O que você tá fazendo brucutu?! Nós não combinamos nada.

— Então, eu estava indo pra academia, e resolvi passar aqui. Afinal, nós vamos praticamente para o mesmo lugar.

Eu respondi desconfiado:

— Tem certeza que é só isso? Você não está com segundas intenções está?

Ele lançou um olhar luxurioso reparando no meu corpo sentado ao lado dele no carro, e disse com malícia na voz:

— Ah Tampinha, você me conhece. Se você quiser eu dou uma desculpa no trabalho e a gente fica no quarto o dia todo.

Ele apertou o pau já meio duro sob a bermuda. Ele estava usando apenas um short e uma camisa, ambos pretos. Nos músculos expostos dos seus braços estavam marcados os arranhões que eu deixei nele na noite passada, parece que Carlos estava usando aquela camisa só para mostrar a marcas das minhas unhas, como sempre: um exibido. Ele passou a mão pela minha coxa e apertou, eu tirei a mão dele e disse:

— É melhor começar a dirigir brucutu. Eu não quero me atrasar.

— Tudo bem, tudo bem... Seu Tampinha mandão.

Ele foi dirigindo e nós ficamos em silencio, mas foi um silêncio normal, não foi aquele silêncio constrangedor. Quando chegamos a uma avenida, ele falou:

— Sabe, eu pensei que receberia alguma espécie de carinho por estar me comportando tão bem. Eu até vim buscar você.

Eu respondi olhando alguns textos no meu caderno:

— Eu não te pedi nada.

Fechei o caderno e olhei para frente, tinha uma calcinha preta fio dental próxima ao vidro do carro. Outra calcinha. Eu disse a ele:

— E além do mais, parece que você já tem quem te dê carinho.

Ele olhou para a calcinha e ficou constrangido, a pegou e jogou fora pela janela do carro.

— Isso é história velha, foi antes de ontem. Eu nem lembro o nome dela.

— Nossa, isso me faz pensar no motivo de você me chamar de Tampinha o tempo todo. Imagino quanto tempo você vai conseguir lembrar de mim depois de ontem.

Ele sorriu para mim, um sorriso lindo, o mais lindo de todos. Ele disse alternando safadeza e ternura:

— Por toda a vida Tampinha. Por toda a vida.

Eu falei animado com a frase dele:

— Muito bem, Brucutu. Foi uma ótima resposta. Você até merece um prêmio.

Eu me inclinei sobre ele, peguei sua mala pesada e a apertei com a mão cheia. Enquanto isso dava um beijo demorado e carinhoso na bochecha dele. Ele ria e continuava dirigindo. Eu o larguei e voltei para o meu lugar como se nada tivesse acontecido. Ele disse sorrindo:

— Você precisa me tratar assim mais vezes.

— Sempre que você merecer, Brucutu.

Droga! Eu estava definitivamente apaixonado. Eu passei a mão nos arranhões em seu braço e disse:

— Isso vai chamar atenção hoje. As pessoas vão perguntar o que foi. O que você vai dizer?

Ele me olhou surpreso e respondeu:

— Ué? Eu vou dizer a verdade: que uma gata selvagem e muito gostosa cravou as garras em mim.

— É, parece uma boa versão.

Depois de alguns minutos nós chegamos ao nosso destino, a academia de luta onde ele dava aulas, e a universidade onde eu estudava. Mas antes de sairmos do carro ele perguntou:

— Será que eu posso ir à sua casa hoje?

Eu queria dizer sim, eu queria dizer não. Eu ficava tão confuso perto dele. Eu acabei respondendo já abrindo a porta do carro:

— Talvez. Se você prometer se comportar e não quebrar nada.

Eu saí do carro e fui em direção ao prédio da universidade. O ouvi gritando alto atrás de mim:

— Eu prometo Tampinha!

Eu sorri por dentro e fui assistir a minha aula. Naquela noite Carlos bateu na minha porta. Ele estava lindo, usando uma camisa social azul marinho com alguns botões abertos, e uma calça jeans preta. Perfumado e cheirando a loção pós-barba. Ele acenou levantando o queixo, todo machão, sua expressão era bem séria, eu achei muito engraçado. Não pude evitar o riso diante da atitude dele, e ele também não conseguiu ficar sério depois disso e acabou também. Carlos tirou uma caixa de chocolates bem grande que estava escondendo atrás. Eu fiquei muito surpreso com aquilo. Ele disse todo esfuziante:

— Isso é pra você.

Jogou a caixa em cima de mim e entrou em casa sem nem ser convidado. Parecia curioso com o que ia encontrar. Eu ajeitei o chocolate e disse a ele:

— Nossa, Grandão! Eu não sabia que você era capaz de um gesto desses.

Nós estávamos na sala. Ele coçou a cabeça meio envergonhado e respondeu:

— É que eu te devia um presente, ou algo assim, por todas as vezes que eu te machuquei.

— Olha, eu já tinha superado isso. Mas a sua atitude foi muito bonita. Você definitivamente tem um coração, brucutu.

Ele sorriu e perguntou:

— E então, o que você tem pra eu comer aqui... Além de você é claro.

Eu fiz uma cara de desgosto da piadinha sem graça dele, e respondi:

— Você tinha que dizer algo assim não é?

Eu o levei para a cozinha e apresentei o prato que eu estava fazendo: macarronada. É a única comida que eu sei fazer direito, e também nem tinha certeza se ele vinha mesmo. Ele parece ter gostado bastante. Nós jantamos juntos naquela noite, no chão da minha sala, assistindo TV. Ele que propôs a história de comer sentado no chão, foi bem legal. Depois ainda tentou dormir comigo, mas eu me esquivei e o mandei embora.

A partir de então, criou-se um vício, Carlos vinha todos os dias me buscar e me levar para a faculdade. E por sorte, depois da história do vídeo, a peste do Fabrício, (alguém ainda se lembra dele?), mudou realmente de país. Não demos mais de cara com ele, ainda bem. Isso era o melhor que eu podia desejar, pois tudo que eu queria era aquele cara longe de mim.

Depois que Carlos passou a freqüentar a minha casa, apenas como amigo, eu tive que me adaptar a ele, pois ele era um amigo muito espaçoso. Por exemplo, uma vez num domingo de manhã eu estava lavando roupa quando ele chegou lá em casa vindo de uma corrida pelos arredores. Ele usava uma camisa cinza e uma bermuda preta. Eu fui abrir a porta todo molhado, ele ficou meio surpreso ao me ver assim. Falou já entrando na casa:

— O que aconteceu Tampinha?

Eu não disse nada, apenas o segui até a cozinha. Ele colocou água num copo e bebeu. Ao terminar me perguntou outra vez:

— E então Tampinha, porque você tá todo molhado?

— Eu estou lavando roupa.

Ele pareceu surpreso e disse:

— Sério?

— Mas é claro. Você acha que eu tenho empregada?

Carlos começou a tirar a camisa.

— Cara, que massa! Eu tenho algumas roupas sujas, e eu detesto ir a lavanderia. Eu vou em casa buscar rapidinho.

— Carlos eu não tenho porque lavar as suas roupas não.

— Qual é Tampinha? Quebra esse galho pra mim vai?

— Você tá sonhando se acha que eu vou fazer isso por você.

— Por favor Tampinha. Só dessa vez, eu juro que não peço de novo.

Eu olhava sério para ele, e ele me olhava de volta com um olhar pidão. No fim eu acabei me rendendo. Suspirei fechando os olhos e respondi:

— Tudo bem Carlos. Vai buscar as suas roupas que eu lavo para você.

Ele sorriu e agradeceu passando rápido por mim e jogando a sua camisa encharcada de suor na minha cara:

— Valeu Tampinha. Você é demais!

Saiu apressado e foi fazer a alegria das mulheres no bairro correndo sem camisa pela rua. Eu deixei a porta destrancada para quando ele voltasse. Estava estendendo algumas peças mais pesadas no varal quando ele retornou ainda sem camisa e trazendo uma montanha de roupas nos braços. Eu disse espantado:

— O que é isso? Essas são “algumas” roupas que você mencionou?

— Ah nem são muitas.

Ele jogou a multidão de roupas no chão próximo a máquina de lavar. Eu olhava estarrecido para a cara de pau daquele ser. Carlos tirou rápido o tênis e as meias brancas. Ele embolou suas meias e me entregou dizendo:

— Aqui, lava isso aqui também.

Eu não sei por que, não sei mesmo, mas eu me senti obrigado a pegar aquelas meias sujas e segurá-las enquanto ele tirava também o short e a cueca que usava. Jogou ambos na minha cara outra vez, provavelmente pensando que eu fosse aparar no ar. Eu fiquei tão espantado que nem tive o que falar. Nem me liguei que algum vizinho poderia estar vendo aquela pouca vergonha por alguma brecha no cercado do quintal.

Carlos colocou as mãos na cintura fazendo a pose de um super herói, e disse orgulhoso enquanto o seu pau amolecido balançava na minha frente:

— Agora eu posso ir tomar uma ducha e assistir o jogo?

Quem ele pensava que eu era? A mãe dele? Nem esperou eu responder e já falou apontando para as roupas:

— Acho que tem uma amaciante aí no meio valeu Tampinha?

Virou-se e saiu andando pelado pela casa em direção ao chuveiro. Eu perguntava a mim mesmo porque eu estava aceitando aquele trabalho. Porque eu não conseguia sentir raiva dele? Enfim, eu tratei de ir separar as roupas daquele folgado, entre meias sujas, cuecas, camisas e etc. Eu lavei primeiro uma das suas cuecas, pois lembrei que ele ainda perambulava pelado por aí. Sequei a cueca preta em tempo recorde na secadora, e fui entregar para aquele atrevido. Quando cheguei na sala, ele estava esparramado no sofá, com o passarinho dormindo livre sobre os dois ovos no ninho, e assistindo a um campeonato de futebol americano. Eu tive vontade de rir daquela cena. Como foi que as coisas chegaram aquele ponto? Eu fui até ele com uma expressão zangada e joguei a cueca com força na cara dele, dizendo:

— Se veste palhaço!

Em seguida fui terminar de lavar as roupas. Depois desse evento, todos os domingos Carlos aparecia assim como quem não quer nada e me deixava suas roupas sujas. Eu protestava, mas acabava aceitando tudo no final. Isso sem contar que ele assaltava a minha geladeira constantemente, e o pior, ele bebia o leite direto da garrafa, isso me irritava muito, e por mais que eu brigasse, ele nunca aprendia. Pelo menos ele passou a repor a minha geladeira. Eu quase não comprava mais comida. Carlos e eu parecíamos dois namorados, não tínhamos nenhum compromisso estabelecido, e ele até continuava pegando as suas piriguetes vez ou outra. Pois eram bem raras as ocasiões em que eu deixava ele se aproveitar de mim sexualmente falando. Eu resistia bravamente, mesmo que o meu corpo pedisse pelo dele, e mesmo que ele insistisse bastante era muito difícil eu ceder. Não sei de onde eu tirava tanta força de vontade.

Mas mesmo assim nós ficávamos muito tempo na companhia um do outro, eu acho que ele passava mais tempo na minha casa do que na casa dele. E ter ele por perto me dava segurança de certa forma. Em uma das poucas vezes que dei margem aos meus desejos e me entreguei a ele, nós dormimos juntos na minha cama. No meio da madrugada eu acordei com uns barulhos estranhos. Carlos estava com o seu grande bíceps sobre o meu rosto. A luz da lua entrava pela janela de vidro e as plantas balançavam com o vento lá fora. Eu puxei seu braço e tentei acordá-lo, dizendo:

— Carlos... Carlos.

— Humm...

— Acorda. Eu acho que tem um ladrão aqui.

Ele falou sonolento ainda de olhos fechados:

— Não Tampinha, deve ser só o vento na janela.

Eu apertei repetidas vezes as suas costas para fazê-lo acordar.

— Não é o vento Carlos. É outra coisa.

O barulho retornou agora mais forte. Ele abriu os olhos automaticamente, eu até me assustei. Carlos puxou a coberta e levantou da cama, saiu andando impetuoso só de cueca branca pela casa em busca do ladrão. Eu queria dar uma bronca nele, mas não queria que o criminoso me ouvisse falando. Eu o segui até a sala. Chegando lá ele parou bem no centro e cruzou os braços, fazendo uma cara muito zangada e uma espécie de bico de pato. Toda vez que lembro eu tenho vontade rir. Ele encarava dois gatos que estavam brigando na janela, e me disse apontando os animais:

— Tá vendo Tampinha? Esses dois são os criminosos que tão invadindo a nossa casa.

A nossa casa. A NOSSA CASA? Mas eu estava tão aliviado por não ser um ladrão quem nem liguei para essa frase. Ele já se virava para voltar ao quarto quando eu disse exaltado:

— Seu idiota! E se fossem dois ladrões perigosos? Como é que você sai andando assim de peito aberto quando a casa está sendo assaltada?

Ele respondeu confuso:

— Mas não tem ninguém assaltando nada.

Eu fui espantar os gatos da janela e disse ainda zangado:

— Mas poderiam estar. Você é grandão e sabe lutar, mas não é invulnerável a uma bala.

Ele veio até mim e passou o seu braço no meu pescoço, me puxando de volta para o quarto e dizendo todo feliz:

— Tá preocupado comigo é Tampinha?

— Cala a boca idiota.

Nós fechamos a porta do quarto e voltamos a dormir, comigo abraçado ao peito dele. Foi um sono maravilhoso.

Outro benefício de ter Carlos na minha vida eram os ratos. Sim, os ratos. Eu limpava a minha casa o máximo possível para não ter que abrigar nenhum desses. Mas de vez em quando algum intruso aparecia e eu ficava desesperado ligando para força nacional, a CIA, a Interpol, qualquer coisa que resolvesse. Mas agora eu tinha ele. Só aconteceu uma vez depois que o conheci, mas eu fiquei aliviado por tê-lo por perto. Na ocasião, eu estava limpando a cozinha enquanto Carlos assistia TV na sala. Quando puxei o cesto de lixo eu vi um vulto cinzento ligeiro sair detrás do cesto e se esconder atrás do fogão. Isso foi o suficiente para me fazer dar um mortal no ar e cair em cima da cadeira junto a mesa. Eu gritei bem alto por Carlos, e ele veio correndo e perguntando assustado:

— O que aconteceu?

Eu apontei quase sem fala para o fogão:

— Tem um rato... Tem um rato ali.

Carlos olhou para o fogão e depois me olhou de volta com seu jeitão cafajeste:

— Hum, quer dizer então que você tem coragem de me enfrentar, mas morre de medo de um ratinho?

Eu respondi assumindo uma postura mais séria:

— Carlos, você pode jogar um sapo, uma barata, um escorpião, uma lacraia, até uma cobra em mim se você quiser, que eu encaro. – E eu encarava mesmo, não tinha muito medo desses animais. — Mas se você jogar um rato, eu piro. Eu tenho pavor.

Ele sorriu e falou com malícia na voz:

— Eu sei que você encara uma cobra Tampinha. E encara como ninguém.

Eu fiquei revoltado com esse comentário naquela situação tão terrível, peguei uma laranja sobre a mesa e joguei com força nele, gritando:

— Seu estúpido!

Ele riu e se desviou da fruta. Eu voltei a ficar apreensivo e pedi quase implorando:

— Carlos, manda ele embora. Tira ele daqui, por favor.

— Ah Tampinha, quando você fala assim comigo, você sabe que eu não resisto. Eu vou resolver isso pra você.

Ele foi até o fogão e olhou devagarzinho lá atrás. Depois falou se virando em minha direção:

— Você tem razão Tampinha, tem um ratão enorme aqui.

Nessa hora eu me desesperei e desci da cadeira correndo e gritando pela casa:

— Não joga ele em mim!!!

Sério gente, vocês não sabem o quanto é ruim ter fobia de um bicho tão comum quanto rato. Eu me tranquei no quarto, rezando para não ter um ali também. Só ouvia as gargalhadas de Carlos lá fora. Em seguida eu ouvi o barulho de batidas nos móveis, os passos firmes de Carlos pela casa. Eu gritei de dentro do meu quarto:

— Não mata ele!

Ouvi mais batidas, o som da porta da frente se abrindo, e alguns momentos depois se fechando. Eu fiquei com o ouvido colado na porta. Senti alguém se aproximando e a voz de Carlos surgiu:

— Tampinha?

Eu perguntei rápido:

— Você matou ele?

— Não. Era para matar?

— Não. Só mandar embora.

— Eu já fiz isso. Aquele safado não vai ter a audácia de aparecer aqui outra vez.

Eu sorri de alívio e perguntei:

— Você lavou as mãos?

Eu ouvi ele correndo pela casa e voltar instantes depois. Ele falou junto a porta:

— Já lavei Tampinha.

Eu me senti finalmente seguro e abri o quarto. Carlos me olhou sorrindo com seus olhos brilhantes, eu não pude fazer mais nada além de lhe dar um grande e apertado abraço. Eu dizia enquanto dava repetidos beijos no seu pescoço:

— Obrigado, obrigado, obrigado.

Ele me abraçou também e cheirou a minha pele:

— Eu vou trazer mais ratos para essa casa se você for me tratar assim toda vez.

Eu e ele sorrimos juntos daquela situação toda e o meu dia pôde continuar normal. Era assim que nós vivíamos, ele na minha casa me tentando o tempo todo, e eu me segurando a todas as minhas convicções para não dar para ele sempre que ele quisesse. Era uma tortura ter que resistir diariamente aquele homem. Eu sabia que era completamente apaixonado por ele, mas jamais ousei dizer isso, nem em voz alta para mim mesmo. E eu já estava conformado que a nossa relação nunca passaria de uma boa amizade com benefícios ocasionais. Eu pensava que pelo menos eu tinha consciência da realidade, e os danos no final seriam menores. Mas a gente nunca sabe o dia de amanhã não é? As coisas são instáveis e os planos mudam de repente, como o a chama de uma fogueira.

Foi o que aconteceu naquela noite fria de novembro, umas 6:30 para ser exato, eu estava em casa assistindo a um filme, a campainha tocou e eu ouvi a voz de Carlos me chamando lá fora:

— Tampinha! Tampinha abre a porta. O teu macho chegou!

Ele fazia aquilo de propósito, pois sabia que eu morria de vergonha dos vizinhos, e sempre dava um jeito de me deixar constrangido em público. Eu já o havia repreendido muitas vezes, mas ele sempre voltava a fazer essas coisas para me irritar. Eu fui zangado abrir a porta, Carlos estava sorrindo descaradamente para mim, sabendo que eu ia discutir com ele. Ele estava numa bermuda verde bem escura, e numa camiseta branca mostrando seus braços. Estava suado, com uma mochila nas costas, provavelmente tinha vindo direto da academia. Eu falei irritado:

— Sério Carlos?! Até quando você vai fazer esse tipo de brincadeira?

Ele me empurrou e foi entrando.

— Ah Tampinha, deixa isso pra lá. Eu vim te contar uma coisa muito legal.

Ele passou pela sala, jogou a mochila sobre o sofá e foi até cozinha tomar água. Chegar suado lá em casa e beber uma jarra de água já era quase um ritual para ele. Quando terminou sua água eu perguntei de braços cruzados, e ainda zangado:

— E então Brucutu?! Que coisa tão legal é essa que você tem para me falar?!

Ele pôs o copo na pia e respondeu feliz:

— Eu fiquei de férias!

— Hum, que bom, mas você já tinha me dito que isso ia acontecer.

— É, mas eu não disse quando. E o mais legal é que você entrou de férias da faculdade também, e já até largou aquele emprego na lanchonete.

Eu respondi sem mostra animação:

— E o que isso tem de mais?

— Tem que a gente pode viajar juntos amanhã.

— O quê?!

— Isso mesmo. Eu tenho um tio que tem uma fazendo bem grande aqui perto. Lá é tudo muito bonito, e a natureza é espetacular. Você vai gostar Tampinha.

— Carlos eu não posso ir com você.

— Por que não?!

— Por que eu nem mesmo conheço esse seu tio. Vai que ele não goste de mim?

Ele falou meio revoltado, como se aquilo que eu disse já tivesse acontecido:

— Como assim ele não vai gostar de você?

— Ué? Isso pode acontecer não pode? E o quê você vai dizer para ele sobre mim? Que nós somos amigos? Porque eu acho que não vai funcionar, já que você insiste em me deixar constrangido na frente das pessoas.

Carlos pegou uma maçã num cesto em cima da mesa, mordeu, encostou-se a pia e falou de boca cheia:

— Eu vou dizer a verdade: que você é a Tampinha do meu coração.

Eu não pude conter o riso ao ouvir aquela bobagem, eu falei zombando dele:

— Eu adoro quando você fica brega assim, sabia?

Ele soltou a maçã e veio até mim, dizendo:

— Você adora é? Vem aqui que eu tenho mais umas coisas pra te falar viadinho.

Ele tentou me pegar, mas eu corri saindo da cozinha, ele veio atrás de mim para me agarrar. Nós corremos pela casa inteira, eu gritava e sorria tentando fugir dele, mas ele invariavelmente conseguiu me prender junto à porta do meu quarto.

Carlos me beijou ali mesmo, seus lábios estavam salgados como o gosto do suor e adocicados pelo sabor da maçã. Da mesma forma estava suada toda a sua pele. Eu falei entre seus lábios:

— Eu vou com você.

— Eu te levaria de qualquer forma.

Eu segurei seu rosto e afastei sua cabeça da minha, dizendo baixinho:

— Agora vai para casa.

— Não, eu quero ficar aqui.

Eu balancei negativamente a cabeça, fazendo charminho. Como eu já disse antes, eu não deixava que o sexo acontecesse sempre que ele queria. Eram ocasiões MUITO específicas, dessa forma eu tentava manter o meu amor por ele enjaulado, para que não crescesse mais.

— Vai para casa, Carlos. Se eu vou mesmo viajar, eu preciso arrumar as minhas coisas, e você também. Amanhã a gente se vê.

Ele se afastou meio triste, mas não durou muito, alguns segundos depois ele olhou para mim sorrindo e disse:

— Tudo bem, nós vamos ter muito tempo para fazer muitas coisas nessa viagem.

Ele esfregou as mãos todo animado e me deu um beijo rápido na testa.

— Eu tô indo pra casa Tampinha.

Ele foi embora e fiquei arrependido de ter concordado em viajar com ele. No dia seguinte, bem cedo, ele veio me buscar. Levou minhas malas pro seu carro e nós seguimos para a tal fazenda. Na chegada eu fui muito bem recebido e simplesmente fiquei maravilhado com tudo. Era um lugar lindo, cheio de animais e árvores, tinha rios e lagos por perto. E aquele clima parecido com a primavera só deixava tudo ainda mais perfeito. Carlos e eu ficamos em quartos separados, ainda bem.

Em uma das noites maravilhosas que passamos naquele lugar, nós estávamos deitados na grama embaixo de um enorme carvalho, longe da grande casa, olhando a lua cheia e as sombras das montanhas no horizonte. O céu parecia pintando em diversos tons de azul. A luz das estrelas e a luz da lua disputavam espaço no firmamento, causando um lindo contraste lá em cima. Nós não dizíamos nada, apenas olhávamos para o alto. Enquanto admirávamos toda aquela perfeição, uma luz efêmera percorreu o céu e desapareceu depressa. Carlos perguntou:

— Aquilo foi uma estrela cadente?

— Estrelas cadentes não existem. São meteoritos ou destroços cósmicos, talvez até o pedaço de um satélite.

Ele respondeu me reprovando:

— Ohhhh Tampinha, é claro que eu sei disso. Eu perguntei se aquela luz é uma dessas paradas que as pessoas fazem desejos?

— Sei lá. Talvez. Você quer fazer um desejo?

— Eu já fiz, só para garantir.

Eu perguntei:

— Garantir o quê?

— Que você continue me aturando.

— Ah isso realmente vai ser difícil. Nós vamos precisar da ajuda do cosmos.

Nós dois sorrimos e continuamos olhando para cima. Um silêncio gostoso ficou entre nós, daqueles em que você se sente ligado com a pessoa ao seu lado. Carlos disse:

— Sabe Tampinha? Você foi a pessoa mais legal que eu já conheci.

Eu me derretia todo quando ele falava assim.

— Você também Carlos. Apesar de ser um brucutu insensível às vezes, você tem um grande coração.

Ele me olhou nos olhos e respondeu abalando o meu chão:

— E ele é todo seu.

Eu fiquei estático, segurando a respiração. Ele já tinha dito que gostava de mim, eu também já tinha dito que gostava dele, só que tudo em tom de brincadeira. Mas naquela vez foi diferente, alguma coisa realmente sincera surgiu na voz dele. Eu não queria acreditar porque um grosseirão como ele dizer que eu era dono do seu coração era realmente de admirar. Nós ficamos nos olhando fixamente, ainda deitados na grama. Eu falei para descontrair a situação:

— Ah seu palhaço! Tá treinando comigo para cantar as suas piriguetes depois né?

Ele se inclinou sobre mim, ficou sentado no chão e disse:

— Eu falo sério.

Eu respondi meio desconfortável:

— Carlos, não faz isso. Eu não sei brincar dessas coisas.

— Eu já disse que falo sério.

Eu não conseguia mais olhá-lo nos olhos. Porque ele estava fazendo aquilo? Nós estávamos tão tranquilos até aquele momento. Ele falou outra vez:

— O que você sente por mim Benjamin?

Era tão, tão estranho ouvi-lo falando o meu nome. Depois que me tornei amigo dele, vez ou outra eu estava conversando com algum desconhecido na rua ou na faculdade, e a pessoa perguntava o meu nome, eu já respondia na hora:

— Meu nome é Tampi... É Benjamin.

Eu fazia uma confusão com o meu próprio nome, porque mesmo não querendo, eu passei a gostar da forma como Carlos me chamava.

Eu tratei de respondê-lo tentando me explicar:

— Ora Carlos, eu gosto de você.

— Você só gosta de mim?

— É... Sim. O que mais você queria?

Ele se abaixou até mim.

— E o que você sente quando eu faço isso?

Carlos me deu um beijo muito terno, diferente de como ele fazia. Foi tipo esses beijos de amor que quebram feitiços nos contos de fadas. Quando ele encerrou o nosso beijo, eu respondi instantaneamente:

— Eu me sinto... Imensamente feliz.

Ele sorriu de alegria.

— É disso que eu estou falando Tampinha. Desses momentos quando você permanece ao meu lado mesmo quando eu sou um completo imbecil. De todas as vezes em que você me faz sentir o maior homem do mundo. É essa felicidade que eu sinto também.

Eu peguei em seu rosto e cocei a sua barba que começava a crescer, eu disse tentando manter um pouco de sanidade:

— Você também é muito especial para mim Carlos. Mas do que eu posso algum dia te dizer.

Ele beijou a minha mão e respondeu:

— Eu sei que você tem todos os motivos do mundo para desconfiar de mim, eu sei que o mais certo seria você manter distância desse babaca aqui.

Ele pôs a minha mão sobre o seu coração e apertou. Eu senti as batidas fortes em seu peito, eu estava cada vez mais nervoso. Carlos acariciou o meu rosto e continuou dizendo:

— Só que eu não posso deixar você me abandonar...

Ele levantou os olhos para o céu, fazendo aquela expressão de quem estava se esforçando muito para pensar em algo. Aquela expressão que era tão dele e que eu achava tão engraçada. Ele encontrou o que buscava em seus pensamentos e falou voltando a olhar para mim:

— Porque agora você é como aquela estrela cadente que nós vimos.

— Meteorito. – Eu o corrigi tentando cortar o clima, porque eu sentia que algo especial estava chegando, e pode parecer loucura, mas eu sempre tive medo quando uma coisa muito boa acontecia comigo. No entanto, Carlos não se incomodou com a minha pequena interrupção, ele sorriu e continuou dizendo:

— Você realiza os meus desejos... Você é o meu Tampinha que eu amo.

Ele abaixou outra vez e me deu mais um beijo. Dessa vez de língua, bem devagar, nossos lábios transpiravam paixão e afeto, e assim desfaziam os últimos temores que eu ainda tinha. Eu nunca, jamais imaginaria que aquele homem fosse capaz de me dizer coisas assim que me fizessem ter vontade de chorar de emoção, penso que ele deve ter treinado antes de fazer aquilo, apesar do improviso da estrela cadente. Eu achei que aquela conversa tinha acabado, mas estava enganado, Carlos foi beijando lentamente o meu pescoço e falando durante o ato:

— É melhor você continuar suportando esse brucutu que você tanto esnoba, porque eu nunca mais vou te largar.

Ele se voltou a se erguer e eu perguntei emocionado:

— Isso é um pedido de namoro?

Carlos deu dois tapinhas de leve na minha bochecha.

— Não, eu não estou pedindo, eu estou afirmando.

Ele pegou a minha mão e levou até o seu pau meio mole na calça, me fez colocar a mão por debaixo da cueca e agarrar a sua rola e os seus ovos. Ele disse fazendo eu apertar o seu membro que começava a endurecer:

— Tá sentindo isso aqui Tampinha? Ele é só seu agora, é teu escravo pra toda vida.

Eu sorri envergonhando segurando o pau dele. Comecei a lacrimejar um pouquinho. Carlos falou envolvendo a sua mão no meu pescoço num ato de dominação:

— Só não esquece de uma coisa viadinho: eu sou o homem, e você é a mulher.

Cara, o clima tava tão legal, mas não seria Carlos se não dissesse uma bomba dessas. A minha vontade era dar um soco na cara dele. Eu falei soltando o seu pênis e agarrado em seu cabelo por trás:

— Não Brucutu! Eu sou EU, e você é um completo idiota.

Ele sorriu e respondeu concordando comigo:

— É... Você tem razão, eu sou um idiota mesmo. Mas eu sou um idiota completamente apaixonado pelo meu Tampinha.

Carlos se abaixou uma última vez sobre mim e me deu um lindo beijo, selando para sempre o compromisso que assumíamos a partir de então. Não sei quanto tempo ficamos nos beijando. Só sei que quase adormecemos na grama sob a luz da lua. Aquelas foram férias maravilhosas, definitivamente inesquecíveis. Ele removeu todas as minhas inseguranças em relação a nós dois, uma a uma.

E mesmo nos dias de hoje, eu sei que nós ainda vamos brigar muito, diariamente como costuma acontecer. Eu sei que ainda vou dar muitos tapas na cara safada dele, e que provavelmente ele vai gostar, como já admitiu uma vez. Mas fazer o quê? Nós somos assim: eu como as ondas do mar, e ele um rochedo firme que aguenta o impacto. Mas no fim das contas, qualquer animosidade que exista entre nós se desfaz diante do amor que sentimos um pelo outro. Esse sim e o verdadeiro protagonista da nossa história.

FIM

Bem gente, eu tinha prometido a mim mesmo que não postaria mais nada aqui, mas um amigo me fez mudar de idéia e eu acabei desenterrado esse conto que eu fiz há muito tempo e que estava guardado junto com vários outros que eu nunca publiquei. Eu queria responder a pergunta do leitor Vi(c)tor, eu já havia respondido antes mas a moderação desse site excluiu e acho que ele não chegou a ler: sim Vi(c)tor, eu sou homossexual, não sou bi, tenho vinte e dois anos.

Eu também gostaria que vocês me respondessem a seguinte pergunta: Qual dos meus contos vocês mais gostaram até agora? Isso é importante para mim, TALVEZ haja a continuação de algum deles. Aí vai a lista:

1 – Meu Pai Lenhador.

Personagens: Danilo (Passivo) e Donato (Ativo)

2 – O Delegado Machão se Apaixonou por Mim.

Personagens: Davi (Passivo), Fausto (Ativo), Golias (Ativo)

3 – O Meu Soldado.

Personagens: Gabriel (Passivo) e Ernesto (Ativo)

4 – Me Aproveitando da Rola do Meu Tio.

Personagens: Guilherme (Passivo) e Ricardo (Ativo)

5 – Aprendendo a Cavalgar na Rola do Cowboy.

Personagens: Lucas (Passivo) e Alberto (Ativo)

6 – Meu Homem Voltou de Viagem.

Personagens: Daniel (Passivo) e Conrado (Ativo)

7 – Entre os Braços do Meu Homem.

Personagens: Gaspar (Passivo) e Miguel (Ativo)

8 – O Machão Idiota Que Eu Aprendi a Amar

Personagens: Benjamin (Passivo) e Carlos (Ativo)

É isso gente, espero que respondam a minha pergunta, e que comentem e votem esse “novo” conto também. Eu só publiquei por respeito a vocês. Me desculpem qualquer erro que eu tenha deixado passar, eu reviso antes de publicar, mas algumas coisas sempre saem erradas. Tomara que tenham gostado. Um grande abraço.

===================================================

Eu quero dizer aqui a todos os leitores que acompanham minhas histórias, que se eu publicar um novo conto, será a continuação de Meu Homem Voltou de Viagem. Por alguma razão eu acho que esse é o conto mais querido. O maior problema é o tempo que me falta, e para fazer a história do jeito que eu pensei, o conto ficaria extremamente longo, quase cem páginas do word, ou mais, sendo que os meus outros contos tem uma média de cinquenta a sessenta páginas. Então eu acho que não seria viável publicar uma história tão longa assim. E eu também não quero publicar em capítulos, pois isso quebra o clima da história para mim. Enfim, é isso que eu queria dizer a vocês, espero que compreendam, e muito obrigado pelos votos e comentários que cada um de vocês se dispôs a me dar. Eu li, e eu leio todos. Muito obrigado.

Comentários

14/06/2018 10:01:00
Tão detalhado, que parece um filme, maravilhosa sua maneira de escrever :)
29/01/2018 00:13:15
DENTRE MAIS DE CENTO E TRINTA MIL CONTOS, ESTE É O OCTAGÉSIMO-SEXTO MAIS COMENTADO DO SITE, COM 111 VOTOS. Muito bem escrito, merece a nota máxima!
20/07/2017 20:07:06
Perfeito! Adoraria uma história mais longa dos dois com mais capítulos contando o dia-a-dia deles! Você escreve muito bem! Virei fã! Abraços!
26/04/2017 14:56:35
Gente, Tiago está fazendo uma espécie de Remake de MEU HOMEM VOLTOU DE VIAGEM. Vocês não sabem como está perfeito, se a história aqui na CDC está boa, no Wattpad ainda está melhor, aliás, PERFEITA. Meu sonho é que você reformularize as suas outras maravilhosas obras, principalmente O Machão Idiota Que Eu Aprendi a Amar. Modo Alice ON
08/04/2017 10:47:02
Caramba isso sim é um conto
03/04/2017 02:54:20
Gosto dos seus contos porque mostram que qualquer tipo de homem pode vir a amar outro homem. E o mais importante é o papel social que você nos traz quando mostra que os passivos e até afeminados são capazes de amar e serem amados por homens másculos, ou seja, o amor quando pinta é verdadeiro. Contos dignos de serem filmados... dariam bons roteiros para curtas e longas.
06/01/2017 15:40:27
Parabéns! Seus contos são perfeitos. Nota 20👍👏
30/10/2016 08:15:43
TOOP
20/10/2016 19:42:02
Assistisse a um filme! Desculpe o erro.
20/10/2016 19:41:11
Fantástico! Maravilhoso! Escreve de tal forma que envolve o leitor. É como se o leitor assiste a um filme. Surpreendente seus 22 anos. Lucidez e maturidade vc tem de sobra. Por favor, continue a nos presentear.
17/09/2016 02:43:40
Cara seus contos sao muito bons... volte a escrever... ta fazendo falta... abraços
22/06/2016 22:40:57
que história linda
30/04/2016 17:30:43
P
01/04/2016 07:03:07
Vc conseguiu fazer um conto de 68 capítulos em um só!! arrasou! Rsrsrs
31/03/2016 14:30:12
Anem cara, suas histórias são ótimas, vc podia voltar...sentimos sua falta.Abraços e voltaaa
29/01/2016 02:45:24
Top seu conto.
26/01/2016 15:00:57
show suas histórias são todas lindas mas o q eu queria a continuação meu homem voltou de viagem bj
18/01/2016 01:22:56
Perfeito! Grato pela leitura.^^
21/12/2015 14:21:06
Adorei mano!!!! Conto perfeito, amei é o melhor! Kk Com certeza é o conto: O machão idiota que eu aprendi a amar. 💙
05/12/2015 04:02:07
Lendo pela segunda vez! Muito bom!!!
26/11/2015 02:16:52
10
09/11/2015 04:41:42
Caralho!!! rapaz, teus contos são excelentes!! muito bons mesmo! difícil até de escolher algum melhor dentre eles. e na minha opinião, não importa que sejam longos, melhor ainda! vc prossegue bem no enredo e consegue manter a história. parabéns! costumava ler contos de outro site e, procurando um autor que publica nesse outro site, encontrei por acaso teus contos, puxa vida!! aguardo novas histórias tuas!! um abraço!
27/10/2015 08:14:32
Continuação para Delegado Machao por Favor ❤❤❤❤❤❤
09/09/2015 23:34:50
Muito bom,cara. Parabéns
22/08/2015 07:43:38
Oi.ok. obrigado pela explicaçao, aki oi em outro site ? Q outro site seria esse ? Seu contos sao muiito bons, d verdade, e uma continuaçao d qualquer um deles seria otimo, perfeito. Uma perfunta q fica na minha cabeça, vc escreve muiito bem, tem algum autor ou autores aki da casa dos contos q vc e um seguidor assiduo, qgosta dos contos. Tem nd melhor q dormir ne, trabalho d dia e estudo a noite tenho 4 horas d sono todo dia, d segunda a sabado, vida dificil ne . Bj do Anjo
18/08/2015 12:50:13
Amei. Perfeito. Gosto de todos seus contos. Se nao for postar mais aqui nos avise por favor onde postara. :)
08/08/2015 02:33:54
Uau!!! Adorei a história!!! Você é muito bom!!!
24/07/2015 01:14:14
O meu soldado foi o melhor
01/07/2015 22:29:15
Oi anjo carente, eu até pretendia continuar a postar, mas tenho trabalhado muito, e não tenho muito tempo para escrever. No meu tempo livre eu estou basicamente dormindo, mas se eu concluir mais uma história, pode deixar que eu publico, aqui ou em outro site. Aviso vocês.
30/06/2015 10:26:18
Continua postando seus contos, sao muito bons, e sao o que alimenta o desejo de nos leitores, continua postando por favor, sao otimos, perfeitos, epetaculares . aguardo outros contos, por nos seus fans . voce nasceus para escrever, nesses ultimos meeses meus pais descobriram sobre minha sexualidade e minha vida esta sendo um inferno e seus contos sao o que me dao forças opara buscar algo melhor que atraves dele eu percebo que exisste alguem, pra mim em algum lugar . e entao por favor realiza esse desejo de um fa e continua seus contos, se nao por mim por todos seus fans .
26/06/2015 17:17:31
Tiago/, não sei se você vai ler essa mensagem, mais eu quero dizer que vc é, junto com o Endo di Angelo e o Bernardo della Voglio, o maior escritor da CDC, fico tristo que talvez vc não publique mais contos aqui, mais eu gostaria, se for possível, vc enviar por email seus contos não publicados aqui, e se vc publica em algum site me informe. Me considerp seu maior fã e quero continuar a admirar a sua obra. Parabéns. Email: [email protected]
05/06/2015 04:35:05
Olá qridissimo autor, caso um dia vc leia meu comentário (o q eu acho mto dificil de acontecer, ja q ñ publica mais aqui) pf, entre em contato cmg, adoraria falar com vc sobre compartilhar tuas historias no Wattpad. Espero q chegue a ler este comentario. Meu email : [email protected] Ps: odeio minha amiga por ela quem ter criado a por#@ do meu email. Bjs
25/05/2015 06:39:24
pow kra, adoro seus contos, fico feliz por tu ter voltado a postar, parabens ao seu amigo a ter lhe convencido, hehe esse é mais um dos tops da sua lista, gostei muitoooooooooooo nota :))))
20/05/2015 00:15:40
Tiago, eu amo suas histórias e fico feliz que resolveu escrever uma continuação justo da minha favorita e que ela ainda será longa. Eu gosto de contos divididos em partes, mas já que você não gosta... Bom, o que posso te pedir é que publique em um blog a história e publique aqui ou passe pros e-mails dos interessados. Ficaria muito feliz de ler uma continuação da história...
17/05/2015 21:02:11
Ah e quanto ao tamanho do conto, eu não ligo. Eu leio comtos com o objetivo de se distrair e relaxar, quanto ao tamanho, isso não importa.
17/05/2015 20:59:20
Nossa, li esse conto a algum tempo já, e ameei. Me lembrei muito de A Bela e a Fera lendo ele haha. O conto seu que eu gosto mais, é aquele do soldado, achei bem fofo. Mas achei justo você continuar com "O meu Homem voltou de Viagem" eu queria mesmo ver se o Conrado continuou frígido ou se mudou. Abraços.
13/05/2015 14:25:36
Excelente, como sempre!!!
12/05/2015 08:06:53
Tamanho não é o problema pode ter até 1000 páginas que eu leio. Por favor continue ou crie outro, eu amo seus contos.
11/05/2015 20:13:57
Se vc escrever 200 páginas eu leio com mais gosto ainda!
10/05/2015 22:38:45
Tamanho não é problema quando a história é boa demais q nem essa é. Se não ficar cansativo pra você e difícil faz sim por favor. Não tem problema se ficar grande todo mundo aqui, seus fãs amariam porque Tiago é você que está escrevendo e tenho certeza q todo mundo aqui te adora demais. Então se não ficsr ruim pra fazer pra você pode ser 100 pgs sim tem problema não eu vou ler até o último ponto prometo kkkk
10/05/2015 19:41:02
Tiago por favor continue pelo menos o Meu Homem voltou de viagem, Entre os braços do meu homem, O machão idiota que aprendi a amar e O delegado machão se apaixonou por mim, cara eu tenho que ler essas continuações tenho certeza que todos leram essas 100 páginas e se for enviável publique em e-book e se não souber como fazer eu te ensino tenho experiência nisso, entre em contato comigo [email protected] por favor te peço pelo menos a continuação desses contos e obrigado por me fazer feliz lendo seus contos!
10/05/2015 12:55:05
Drak3 nunca pensei nessa hipótese. Acho que não daria pra mim, tenho medo de decepcionar as pessoas. Vai que alguém compre e não goste. E eu nem mesmo sou escritor de verdade, nem sei como fazer essa história de ebook. Mas obrigado pela dica. Valeu mesmo.
10/05/2015 10:16:48
Tiago se o seu novo conto tem umas cem paginas e vc naum quer postar aki, pq vc naum lança em formato e-book? Msm q naum seja gratis eu pagaria feliz pois sei q tds os seus contos saum otimos d ler!!
10/05/2015 08:40:06
Olha [email protected]#&%!!! devo dizer que fiquei deveras impressionado com o seu comentário cheio de passagens de alguns contos anteriores. Imagino o trabalho que você deve ter tido para encontrar essas partes, eu acho. Desses três contos que você citou, eu tenho idéias para a continuação de dois deles, porém, não se irrite comigo mas também tenho muita preguiça de escrever kkkk Eu quero dizer aqui a todos os leitores que acompanham minhas histórias, que se eu publicar um novo conto, será a continuação de Meu Homem Voltou de Viagem. Por alguma razão eu acho que esse é o conto mais querido. O maior problema é o tempo que me falta, e para fazer a história do jeito que eu pensei, o conto ficaria extrememente longo, quase cem páginas do word, ou mais, sendo que os meus outros contos tem uma média de cinquenta a sessenta páginas. Então eu acho que não seria viável publicar uma história tão longa assim. E eu também não quero publicar em capítulos,  pois isso quebra o clima da história para mim. Enfim, é isso que eu queria dizer a vocês,  espero que compreendam, e muito obrigado pelos votos e comentários que cada um de vocês se dispôs a me dar. Eu li, e eu leio todos. Muito obrigado.
10/05/2015 03:33:04
Por favor eu imploro!!!!!!!!! 1* lugar– Meu Homem Voltou de Viagem. Personagens: Daniel (Passivo) e Conrado (Ativo) ***Conrado sempre fazia isso, via minhas mensagens e meu registro de chamadas. Ele não me deixava apagar nenhum dos dois, ele mesmo fazia isso. Se encontrasse alguma coisa que o deixasse com ciúmes, ou desconfiado, vinha tirar satisfações comigo. Mas isso aconteceu só uma duas vezes, por causa de um colega da faculdade que estava interessado em mim, e me mandava mensagens à noite. Conrado ficava furioso com essa história, e até trocou o meu número.*** \ ***Nunca, nunca mais fale comigo daquela forma entendeu? Não tente me mostrar as garras que você claramente não tem. Eu nunca bati em você, mas se me desafiar outra vez vai conhecer o peso da minha mão.*** \ *** Ninguém nunca vai tirar você de mim. Está me entendendo? Eu vou ser pra sempre o teu macho.*** \ ***Eu vou morrer se um dia perder você.*** \ *** Eu te amo tanto que eu simplesmente não consigo mais imaginar a minha vida sem ter você por perto. Eu te amo tanto que eu entraria na frente de uma bala se isso fosse te salvar. E sim, você e eu ficaremos juntos algum dia.*** *****tem coisa mais perfeito que esse conto? NÃO!!!***** *****CONRADO oh homem alfa do caralho ele transpira virilidade***** 2* lugar – O Delegado Machão se Apaixonou por Mim. Personagens: Davi (Passivo), Fausto (Ativo), Golias (Ativo) ***GOLIAS BAD BOY *O que vocês estão esperando seus idiotas? Peguem ele agora! Mas não o machuquem, tragam ele para mim, se eu descobrir que fizeram algo além disso alguém vai sofrer muito.*** \ *** Eu acho que me apaixonei. Você não vai escapar de mim garoto, eu vou te pegar.*** \ *** Eu não sei, como eu já disse antes, você é diferente, algo em você está me prendendo. Parece loucura, mas você me enfeitiçou de alguma forma.***\***É sério. Eu sou muito cruel quando preciso, mas acho que não machucaria você, ainda que você me negasse... Eu não te machucaria muito.*** \ *** “Saudades de mim, não pense que o gigante morreu. Eu precisei me ausentar do país por um tempo, mas um dia eu voltarei. E quando esse dia chegar, a sua bundinha será toda minha. Eu farei com ela tudo o que não pude fazer no dia em que você me deu o melhor boquete da minha vida. Meu garotinho delicioso.” *** \ *** FAUSTO O PROTETOR*Davi, toda essa cidade é controlada pelos capangas dele. Ele é um assassino e um chefão do crime muito respeitado. Eu vou ficar de olho em você Davi.*** \ ***Davi, eu preciso ir agora. Mas eu não queria perder contato com você. Hoje à noite eu tô de folga, você gostaria de sair comigo? Eu poderia te contar mais sobre o meu trabalho na policia.*** \ ***Então que dizer que eu estava te levando a encontros, sendo seu amigo. Indo com calma na esperança de um dia foder você, e você estava chupando o pau do meu inimigo?!*** \ ***Você tem idéia de quantas vezes durante as nossas muitas idas ao cinema, eu quis pegar você pelos cabelos e te fazer chupar o meu pau durante o filme inteiro até gozar na sua boca?*** *****entre um bad boy e um protetor eu duvido você não ficar indeciso***** 3* lugar– Me Aproveitando da Rola do Meu Tio. Personagens: Guilherme (Passivo) e Ricardo (Ativo) ***RICARDO UM CORDEIRINHO NA MÃO DO GUILHERME*Escuta só, isso ainda não acabou. Você não venceu pirralho. Eu vou fazer da sua vida um inferno. Espere só o meu irmão voltar.*** \ *** Você é muito atrevido, qualquer hora dessas eu vou te ensinar a me respeitar.*** \ *** Sim... Sim, eu pertenço a você, meu sobrinho.*** \ *** Por favor, sobrinho, chupa o meu pau. Eu prometo que vou ser o teu homem a partir de hoje e para sempre. Chupa o pau do tio Ricardo, meu amor.*** \ ***Sua puta! Nunca vai cansar de me maltratar não é?*** \ *** Você não tinha esperanças quanto a mim também, e olha o que aconteceu ontem. Apesar de que se um dia o meu irmão tiver algo com você eu vou ficar meio incomodado. Porque eu já considero que você é meu.***GUILHERME O NINFETO SÁDICO*Engraçado, eu sinto o mesmo por vocês dois. E sabe o que é mais irônico? Eu acho você e o meu pai dois baitas gostosos, eu adoraria ter vocês dois na minha cama. – Eu aproximei meu rosto do dele, e falei com uma voz bem firme. — Ao mesmo tempo.*** \ *** E por que não me ensina agora? Eu vou adorar ter uma lição sua. E se for educação sexual, eu não faltarei uma única aula. Tenha certeza disso.*** \ *** Eu vou tirar a sua calça e a sua cueca. Eu vou chupar o seu pau e as suas bolas, e você não vai fazer absolutamente nada para me impedir. Entendeu tio Ricardo?*** \ *** Fiquei imaginando a cara do meu pai ao nos ver ali, e aquilo me fez sorrir intensamente enquanto gemia no pau do meu tio. Talvez um dia eu pudesse providenciar essa ocasião e fazer o circo pegar fogo. Acho que eu realmente era sádico.*** ***** Guilherme tem o tio na mão pronto pra fazer o que ele quiser fora que é um tremendo dominador e sádico! ADOROOO!!!***** **** então por favor Thiago da continuação a esses três contos pois eles tem muito pano pra manga ainda, outros também são bons mas eles já tiveram seus desfechos perfeitinhos demais e, esses três ainda da muitos bafafás pra rolar*****
25/04/2015 15:17:03
Mano vc é um otimo escritor, parabéns! Quanto a enquete, bom eu não li os outros (ainda) então voto nesse daqui para ter continuação kkkk
13/04/2015 17:02:40
Olha eu gosto de tudo que escreve, este é incrível, mas me deixou triste tinha medo dos dois se afastarem ...uma obra prima...vou te pedir um favor não deixa de escrever,pois me deixará muito triste...
13/04/2015 11:35:32
3-meu soldado 6-meu homem voltou de viagem 7-entre os braços do meu homem.
09/04/2015 08:34:14
O melhor de todos os contos daqui da CDC. Se um dia você for escrever um livro, por favor me avisa, serei o primeiro a comprar !
04/04/2015 11:01:26
Esse foi o seu melhor conto disparado, esse dois nasceram pra ficar juntos.
01/04/2015 22:36:45
Tiago cadê a continuação?? Desse jeito vou morrer de curiosidade... Rsrs
01/04/2015 21:15:10
Dsdsdsbbb
01/04/2015 14:16:59
ÉGUA!, cara que estória boa, tu deveria era destrinchar era estória mais um pouco, faz uma versão diária ou semanal, com detalhes....seria incrível
31/03/2015 23:43:19
8 sempre será o melhor
31/03/2015 19:58:57
Eu acabei de ler seu conto, e foi incrível, no final, quando eles estavam olhando o céu, eu chorei, O jeito que o Benjamin, enfrenta as coisas, e o modo como você tratou essa historia, o desenrolar, dos modos do Carlos, aquele cara durão, se mostrou tão carinhoso, tão fácil de se amar, foi muito bom. eu costumo, ler muitos contos, contos muito bons, com 50, 100, 150, capítulos, quando eu comecei a ler o seu, achei que seria só pra passa-tempo, mas ele conseguiu, se tornar um dos melhores contos que eu já li, pena que acabou.Vou começar a ler seus outros contos, se forem tão bons quanto esse, já valeu a pena. e caso você resolva postar mais alguma coisa sobre esse conto, meu e-mail é: [email protected] e meu whatsap: Tchau.
31/03/2015 02:40:32
Cara os seus contos são um dos melhores! Por favor não some por muito tempo!adoro todos os seus contos. Mais se fosse pra escolher. Escolheria o 6" meu homem voltou de viagem" pq vc faz menção a it's like that da Mariah! Minha cantora favorita! Adoro vc e seus contos. Bjs e abraços!
25/03/2015 00:10:10
Ameiiiii simplesmente maravilhosooooooo
22/03/2015 21:25:55
Maravilhoso
21/03/2015 09:21:07
Yurizinho, eu não tenho a menor idéia. kkk
20/03/2015 10:59:27
Oi Tiago que dia vc vai postar outro conto to ansioso 😊👊🍃
19/03/2015 15:29:17
uau sua historia é perfeita. Parabéns *-*
18/03/2015 16:29:58
Tiago, mano, primeirante parabéns. Você escreve muito bem, faz ótimos contos, contos que são meio difíceis de se encontrar por aqui nos ultimos anos...Como a maioria dos seus leitores deve ter feito, li todos os seus contos e, se fosse para escolher um para ter uma continuação, definitivamente escolheria O Meu Soldado. De todos esse foi definitivamente o mais exitante para mim. Abç
14/03/2015 21:55:31
Excelente conto..Parabéns.
12/03/2015 02:47:13
Contos irretocáveis! É bom saber que ainda existem homossexuais que gostam de homens másculos e assumem sua posição, desfrutando o máximo das sensações e dos sentimentos. Isso é raro nestes dias desagradáveis de "gayzismo engajado" e pansexualismo obrigatório! Cheguei a pensar que era o último da espécie e quase pedi ao Ibama para declarar o risco da minha extinção. Parabéns, caríssimo, e nunca deixa de escrever.
11/03/2015 21:51:39
amei esse conto, desejo a continuação dele, no caso o numero 8
10/03/2015 01:33:10
Todos são meus preferidos. Continue sempre que puder a postar. E outra coisa, as pessoas só querem apagar velas acesas, então continue aceso e continue a postar.
09/03/2015 15:08:25
Continua com o 8: O Machão Idiota Que Eu Aprendi a Amar. Bjos.
09/03/2015 00:00:02
Tiago vc iguala o Escritor_Contista e acredite isso é algo. TODOS os seus contos são maravilhosos... Eles são tão bons que quanto mais grande eles são mais grandes eu quero que eles sejam... É um charme eles serem um único capítulo porque faz com que eles nos marquem e em vez de vc postar uma continuação de algum deles vc poderia criar um novo. De mim vc so terá elogios e flores (embora ache inúteis as flores e lhe daria chocolates) mas se é pra escolher algum deles eu escolheria esse pelos simples motivo de que os dois possuem personalidades extremamente fortes e marcantes. O engraçado é que vc sempre faz os ativos tão marcantes e envolventes e eu gosto disso. Seus romances me deixam absorto e eu esqueço de qualquer coisa ao meu redor e eu agradeço por isso. Não nos abandone. Não precisa ser frequente mas não abandone ok? Pfv
08/03/2015 23:54:19
Super amo todos os seus contos, mas sou apaixonado pelo 2, Pfvr volta logooooo
08/03/2015 22:25:19
Ah, a propósito, como não me sinto bem com incesto, não me identifiquei com Aproveitando da rola do meu tio.. Gostaria de saber de onde és. Um beijo carinhoso, Plutão
08/03/2015 22:10:07
Creio que não entendi direito o teu pedido. Por isso, farei o contrário - o que menos gostei foi do Pai lenhador. Os outros, por favor, dê continuidade a TODOS. Obs.: Espero que não se zangue, mas copiei no meu pc alguns de teus contos, como faço com todos os que eu gosto muito. Um bijo carinhoso, Plutão
08/03/2015 18:48:23
O mais impressionante de tudo é que, por mais longo que esse conto seja, é uma delícia lê-lo. Em momento algum me senti cansado ou entediado e isso de prender a atenção do leitor é uma qualidade que só os melhores escritores têm. Meus parabéns, cara!
08/03/2015 16:16:43
Tiago vc tem noção do q ta pedindo?? Como assim escolher um para fazer a continuação?? É simplesmente IMPOSSÍVEL escolher um no meio de tantas historias fantásticas q vc escreve, não vou dizer qual deve continuar pois tenho certeza q sera mais uma das suas obras de arte... Como sempre vc escrevendo lindamente... E nem pense em parar viu?! Parabéns e volta logo com essa continuação... Beijos ❤❤
08/03/2015 05:35:52
show não tem como escolher só 1 todos são incríveis...
Owl
08/03/2015 03:09:38
Mais uma vez você me surpreende, todos seus contos são sensacionais, difícil escolher um só, mas eu fico com o 8, foi com ele que descobri um grande escritor. Parabéns!
07/03/2015 18:35:14
muito bom! Finalmente!
07/03/2015 17:29:09
Conto 4 com toda certeza, nesse conto ainda falta muita história pra se desenvolver.
06/03/2015 17:59:54
Tiago/, voce é um monstro, como voce ousa pedir para que escolhêssemos um conto para ter continuaçao, se todos eles sao otimos, nao tem como escolher, eu escolhi ali emcima, mas é por que eu nao tinha lido seus outros textos, mas estou lendo e a cada texto que leio fico mais confuso na minha decisão, é injusto escolher apenas um. entao por que voce nao faz uma continuaçao de todos, faz na mesma ordem em que fez os contos, ou faz do jeito que se sentir a vontade, mas faça de todos, pois é o mais justo com todos os leitores, já que todo mundo tem o seu preferido, e mais justo ainda comigo( rsss, eu to me achando rsss) que ama todos eles. bjinhos do Dark.
06/03/2015 17:47:14
Tiago, obrigado por permitir a publicação no meu blog. Tão logo o faça, te envio o link. Abração.
06/03/2015 13:36:34
Oi GLOOKXXX, você pode usar sim o conto do cowboy no seu blog, eu não me incomodo. Fico até lisonjeado. Abraço.
06/03/2015 11:18:10
Tiago, não dá pra escolher um mas neste você se superou. Fantástico. O meu preferido antes era Entre os braços do meu homem. Gostei muito também de Cavalgando na rola do cowboy tanto que tomei a liberdade de fazer uma adaptação dele que, com tua autorização, gostaria de publicá-lo no meu blog (gbrlooks.blogspot.com.br/). Gostaria de ter a tua verve literária ((inveja boa). Parabéns. No aguardo de mais contos teus. Nota 10
06/03/2015 00:14:15
Entre os bracos do meu homem
06/03/2015 00:12:36
6 – Meu Homem Voltou de Viagem. Personagens: Daniel (Passivo) e Conrado (Ativo). Amo seus contos!!!
06/03/2015 00:05:11
Que bom que você voltou, Tiago. Seus contos são maravilhosos. Você é um dos meus autores favoritos. Te amo <3 rsrsrs
05/03/2015 21:25:23
acabei de achar o conto que fez meus dias tristes mais felizes é seu, eu quero que ele tenha continuaçao. 5 – Aprendendo a Cavalgar na Rola do Cowboy. Personagens: Lucas (Passivo) e Alberto (Ativo). esse conto fez eu me apaixonar pela CDC, entao ele merece continuaçao.
05/03/2015 21:24:43
😁😁☺☺😆😆✌✌✌👌👌😉😉🙋🙋
05/03/2015 21:14:02
desculpa, eu nao escolhi nao é mesmo? desculpa!!!! é que eu quase nunca presto atençao no que vem depois do "FIM", desculpa. bem aqui vai o que eu escolho: " meu pai lenhador" gosto mais desse rsss( mentira esse foi o unico que eu li rssss, alem desse aqui que estou comentando, mas nao se estressa, vo ler os outros agora, vamos ver se termino de ler tudo hoje, mas gosto do " meu pai lenhador".)
05/03/2015 09:50:24
Cara fui dormir tarde ontem e a culpa foi sua! Rsrs mto bom esse conto, eu poderia ler um livro inteiro sobre a vida desses dois q eu naum me cansaria! Vou ler seus outros contos e depois t falo o meu favorito! Abraço e continue postando esses contos maravilhosos por favor!
05/03/2015 01:20:49
Cara vc nao pode parar de postar...seus contos sao sem dúvidas os melhores da cdc.. vc fez muuuuuita falta esse tempo sem postar. Todos os seus contos sao simplesmente maravilhoso... porém meus preferidos sao: Meu homem voltou de viagem...e.. entre os braços do meu homem... me apaixonei por esse dois... mas se tivasse que escolher um para a continuação acho q seria " meu homem voltou de viagem"... pois essa estória e sensacional e extremamente apaixonante! ♡♡♡
05/03/2015 01:16:36
Meu homem voltou de viagem
04/03/2015 20:23:09
Meu homem voltou de viagem
04/03/2015 20:11:53
MUIIIIIITOOOO BOMMMM Bom o conto que eu mais gosto seu é "Me Aproveitando da Rola do Meu Tio" a personalidade do Guilherme realmente me consquistou com seu jeito eloquente e abusivo, mais realmente amo sua histórias então por favor continue com o seu otimo trabalho 😘😍Saiba que sempre venho no seu perfil para ver se tem uma nova história sua 😁
04/03/2015 19:23:56
Mais um ótimo conto Tiago. Não deixe de postar essas histórias maravilhosas. Nós agradecemos. Vc tem vários contos magníficos, mas "Entre os braços do meu homem" e "Meu Soldado" são meus preferidos! Seria ótimo uma continuação deles. Ahhhh, o do pastor também. kkkkk Abraço
04/03/2015 19:07:29
Também gosto muito do 4° conto Me Aproveitando Da Rola Do Meu Tio...
04/03/2015 19:05:14
1/4/6 são de longe os melhores sem dúvida. E acho que a prioridade é continuar o 4.
04/03/2015 17:11:58
Continuando. Não me faz escolher um como preferido, pois eu amo todos, todos mesmos. ♥♥
04/03/2015 17:09:52
Graças, que boa a notícia de que vc vai continuar, eu gosto dos teus contos pos eles não tem continuação, as vezes seguir um conto em que o autor difícilmente posta se torna chato, no seu caso isso não ocorre, sem contar que teus personagens são apaixonantes e envolventes, cara, só escreve mais pra gente apreciar. Parabéns
04/03/2015 16:49:03
Adorei, sério msm uns dos melhores contos que já li, bom não li nenhum dos seus contos anteriores, mas vou ler todos. eu quero o Carlos rs
04/03/2015 11:42:18
PARABÉNS!!! Vc é sem dúvida alguma o melhor autor do CDC. Não nos abandone! Suas estórias são originais, criativas, excitantes e todos o adjetivos possíveis para elogiar. Diferente de alguns autores daqui que fazem versões de livros e ate mesmo de outros contos, vc nos empolga com sua narrativa impar! Esse seu último conto foi maravilhoso, mas para mim os melhores são "Meu Pai Lenhador" e "Meu Homem Voltou De Viagem". Adoraria ver uma continuação desses contos! Meus Parabéns! PS.: vc é o único salvo na minha barra de favorito. Sempre espero ansiosamente pelos seus contos. Olho todos os dias esperando um conto novo. Pena que demoras demais para postá-los.
04/03/2015 11:36:04
Suas estórias são maravilhosas, diferente de outros contos daqui do CDC, são originais e empolgantes. Alguns outros autores fazem contos interessantes, mas como vc, está pra surgir. Nada de versões de livros ou outros contos. Parabéns!!!!!!Adorei esse novo conto!Mas adoraria ver um um novo conto de "Meu Pai Lenhador" e "Meu Homem Voltou De Viagem". São os seus melhores até agora.
04/03/2015 09:08:52
cara vc e mau como vou escolher se Eu amooooooo todos...... não. Tem como fazer continuaçao de todos por favor......
04/03/2015 08:08:46
Nossa,muito bom,estarei esperando a continuaçao dos contos =D
04/03/2015 04:53:31
Ain ameiiiii ❤❤❤❤❤❤ vou até salvar
04/03/2015 02:28:41
Acabei de ler o conto 6 e ele me conquistou. Sei que tinha dito que votava só no 8, mas gostaria de poder votar nesses dois.
04/03/2015 01:46:33
Esse conto seu agora barrou todos.. Amamos. Vc poste mais e nao, ja sofremos tanto cm autores que parem no meio do conto sem mais sem menos.. Nao faça isso conosco pq ti amamos..
04/03/2015 01:42:53
Sem dúvida seu melhor conto é O Meu Soldado. Apesar que esse de hj tá quase junto. Vc escreve muito bem cara, parabéns!!!
03/03/2015 23:56:17
Ow Ow Ow que papo é esse que você ia parar de escrever ? Pode explicando ai e se parasse tinha que nos comunicar não nos deixar assim. Pow cara quando eu li isso que você ia sair cara eu quase chorei de novo. Então por favor por favor por favor por favor não saia da CDC eu te imploro de joelhos KKK. O que seria da CDC sem você cara ? Ia voltar a ser uma coisa não muito boa KKK. Então por favor não pare, porque eu não sei o que seria de mim sem seus contos divinos. Ti (apelido carinhoso Kk) cara novamente vem aquele pensamento de onde vem tanta perfeição cara, como você escreve tão magnífico. Ti acredita em mim tu é maravilhoso e eu novamente gozei e chorei na hora que ele pediu em namoro o Ben. Sem você a CDC não é a mesma coisa então não vai tá. Te adoro cara pra caralho. Tu é um dos melhores escritores daqui, eu só entrei hoje no site por você. Não voi responde essa pergunta sobre qual o melhor conto porque eu simplesmente não sei meu amor, não faz pergunta dificil hahaha. Continua tá te imploro beijos é muito obrigado por responder minhas perguntas. Te adoro mais a cada palavra escrita
03/03/2015 23:48:42
Maravilhoso parabens eu tbm tenho fobia de rato
03/03/2015 22:25:17
Eu gosto muito do 1° Meu Pai Lenhador e o 6° Meu Homem Voltou De Viagem... ;)
03/03/2015 21:18:47
6-7-8 são os melhores sem duvida
03/03/2015 20:31:29
Nossa cara seu conto e muito bom, nao some não e um dos poucos q valem a pena! Então poste tds esses q vc tem ai!! Rsrsr. Cara amo os contos 2,3, 6 e 8
03/03/2015 20:23:12
Que bom que você postou mais um conto, quero que você prometa que não vai deixar de postar. Poste todos esses que você nunca publicou. Seus contos são uns dos poucos motivos pelos quais eu continuo a acessar todos os dias esse site, estou sempre na expectativa de mais um conto seu ou do Kherr. O meu conto preferido é sem dúvida O Meu Soldado, embora eu ame Entre os Braços do Meu Homem.
03/03/2015 20:17:33
Ah por favor, continue com essa o Machão Idiota que eu aprendi a amar. Me indentifiquei tanto, por favor continua esse :) Nota 1000
03/03/2015 20:15:43
Todos seus contos são maravilhosos e escolher um deles é muito dificil mais um que conquistou meu coração foi "Meu Homem Voltou de Viagem." espero que vc continue cm os contos amo eles.
03/03/2015 19:18:42
Hey! Já li alguns de seus contos, não comentei porque na época eu não tinha uma conta aqui. Enfim, amei essa história! Ficou muito linda a história dos protagonistas, de vez em quando irei reler. Gostei tanto que até dei um 10, coisa que quero fazer raramente. Só as histórias que vou pegar pra reler de novo que eu vou dar essa nota. Achei perfeita a forma como escreveu. Fico muito feliz que esteja interessado a escrever uma continuação também, porque eu me apego aos personagens, então lógico que iria querer rever eles de novo num outro conto. Recomendo que não siga a votação a risca. Digo, pega sei lá, os três mais votados e vê qual história te dá mais inspiração pra escrever uma cont. Enfim, eu voto no "O machão idiota que eu aprendi a amar". Se resolver escrever uma continuação desse, peço para que escreva uma ceninha do Fabrício tendo que engolir a felicidade dos protagonistas,haha. Iria me divertir vendo isso. Tirando essa, as suas histórias que mais gostei foi a de Davi e Fausto e de Donato e Danilo =)
03/03/2015 19:10:15
Todos seus contos são maravilhosos mas eu gostaria de ver Meu homem voltou de viagem... Beijão lindo! 10 com louvor
03/03/2015 18:34:47
Perfeito como todos que vc faz.Cara não abandone a CDC não,será que não percebe que seus contos são perfeitos ? Enfim,fico com Entre os Bracos do Meu Homem.
03/03/2015 18:23:30
O conto o Machão Idiota que aprendi amar ficou ótimo assim, com um final feliz, pois se ter continuação, vai começar as partes decepcionantes brigas e tudo mais. Ficou lindo assim eu um único conto. Parabéns. Vou seguir seus contos diretos aqui agora. 10.
03/03/2015 18:19:59
Finalmente vc voltou, pensei que tinha nos abandonado, e estou me lembrando que vc estava pensando em fazer uma continuação de um dos seus contos, a ideia ainda está de pé, e se estiver quando vc vai publicar?
03/03/2015 18:17:02
6
03/03/2015 17:45:56
oiiiiiiii! adorei o conto, muito bem feito, muito bem escrito, é perfeito, adoreeeei mesmo. eu nao lembrava mais daquele garoto chato que precisava pagar pra ser comido rsss, nem lembro o nome dele rssss. carlos safadinho rssssss mas o Benjamin nao fica atras né? bjs do Dark.
03/03/2015 17:43:03
Como sempre perfeito. Eu gosto mais do 3,5,6,7 e 8. Todos são perfeitos, mais esses eu gostaria de ver as continuações.
03/03/2015 17:40:38
Que conto maravilhoso, some não seu lindo!!!aaah como eu gostaria da continuação do 8 – O Machão Idiota Que Eu Aprendi a Amar... achei super super fofo *¬* ... me diz porque tu tinha resolvido parar de postar na cdc ? tu tem tanto talento :) é sempre bom ter um conto seu aqui pra ler, abraços.
03/03/2015 17:21:24
Continua com o 8
03/03/2015 17:14:35
8 – O Machão Idiota Que Eu Aprendi a Amar 6 – Meu Homem Voltou de Viagem. Personagens: Daniel (Passivo) e Conrado (Ativo)
03/03/2015 17:12:18
Ahhhh, você voltou! Seus contos são maravilhosos sempre! 10 sempre!
03/03/2015 16:48:09
3 – O Meu Soldado. Personagens: Gabriel (Passivo) e Ernesto (Ativo) 8 – O Machão Idiota Que Eu Aprendi a Amar Personagens: Benjamin (Passivo) e Carlos (Ativo) Esses dois sem dúvidas, foram os melhores.
03/03/2015 16:28:59
Maravilhoso! Cara que conto fantastico, mesmo sendo um conto longo não é cansativo. Achei linda a história de Beijamin. Continua...
03/03/2015 16:28:51
Amo o Meu pai lenhador acho perfeito.
03/03/2015 15:39:56
Tiagoooooo você voltou lindo sisplesmente perfeito quem seria a CDC sem você ? 1.000 perfeito o meu prefiro e o meu saldado 😍

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