Casa dos Contos Eróticos

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Biscuit | 19

Assim que peguei meu casaco, pedi ao Josh que me acompanhasse. Não me pergunte pra onde, eu apenas queria andar, espairecer...

- Ellie... eu... eu sei que está zangada por eu ter te ignorado...

- Eu não estou zangada Josh - o interrompi, com a voz calma. - Estou magoada, estou triste e frustrada.

Me virei pra ele com lágrimas nos olhos.

- Porque eu também gosto de você, Josh... Mas eu não consigo me deixar aproximar mais intimamente de um menino...!

- Mas... e o... nosso beijo? Aquilo não valeu de nada? - indagou ele.

- Eu realmente não sei - fui sincera.

- Mas foi bom, não foi?

Suspirei. Ele não vai mesmo desistir dessa história. E eu, de verdade, não queria ter que lembrar daquela parte da minha vida.

- Josh, eu vou te contar uma coisa sobre mim que poucas pessoas sabem.

Respirei tão profundamente que fiquei até zonza.

- Eu só preciso que você me ouça e não me interrompa até eu terminar, pois talvez, se eu parar, não não vou conseguir mais continuar.

Ele ficou em silêncio. Sentamos em um banco à porta da padaria e enquanto isso tentei encontrar as palavras certas.

Só de lembrar dessa história já comecei a me sentir mal. Mas eu precisava falar... E Josh precisava saber...

|| FLASHBACK ||

Há mais ou menos dois anos e meio, eu namorava o, até então, líder do time de futebol da escola. Ou seja, eu era a típica líder de torcida patricinha e burra do colégio.

Foi nessa época que o Den entrou. Já de cara ele se tornou o alvo preferido dos valentões. Eu, na época, apenas dizia para pararem com aquilo, mas pouco me importava com minhas próprias palavras.

É. Eu era uma garota muito fútil mesmo.

Mesmo tendo tantas pessoas à minha volta, eu não me sentia feliz, e por isso eu fazia questão que o mundo girasse em torno de mim. Eu tinha o que queria quando queria.

Mas, pra falar a verdade, eu estava apenas me enganando. Eu jamais seria inteiramente feliz naquele mundo. Então, bem aos poucos, eu fui tentando sair de lá e foi por causa disso que tentei me enturmar com os... "fracassados". Mas isso era praticamente impossível, porque eles estavam sempre desconfiados de que eu estava armando algo. Meus "amigos" também me criticaram. Perdi a conta de quantos "você é louca?" eu ouvi aquele ano. E meu namorado não era exceção.

- Você por acaso ficou doida? - vociferou ele, quando estávamos à caminho da casa dele.

- Alberto, larga o meu braço, você tá me machucando! - falei, e puxei meu braço do seu agarro.

- O que deu em você, Ellizabeth? O que você acha que as pessoas vão falar, ou melhor, que estão falando de você? De mim?

- Não é da sua conta! Me deixa, que eu sei o que estou fazendo - "Eu acho", completei em pensamento.

É. Pra você que me acha doida agora, não faz idéia do quanto eu era pior na época que namorava o Alberto.

- Eu mudei de idéia - falei. - Me leva pra casa.

- O QUÊ?! Ah, qual é, Ellizabeth? Achei que hoje a gente ía...

- O quê? Que a gente ía transar? Até parece! - Até aquele momento, eu ainda não havia tido minha primeira vez... E algo me dizia que não era o Alberto com que eu deveria partilhar desse momento que pra mim era tão especial.

- Mas... a gente namora há quase um ano!

- E?

- "E"? Ah, qual é Elli... - Ele parou de falar de repente. Eu agradeci silenciosamente a Deus por isso.

Olhei pra ele, que fitava com um sorriso de canto um ponto da rua, então olhei pra na mesma direção. Um garoto estava sentado, de costas pra nós, em um banco no ponto de ônibus. Eu não estava entendendo o interesse do Alberto nele até o garoto virar o rosto suficientemente pra eu olhá-lo.

- Alberto, NÃO! - falei assim que entendi tudo.

- Alberto, sim.

Ele tirou um balão do bolso do casaco e levantou à altura do rosto com um olhar maldoso e um sorriso escancarado demonstrando sua intenção.

- Alberto, é sério, não faz isso!

- Por quê? Ele faz parte da lista dos "novos amigos da Ellizabeth"? - debochou.

Eu fechei a cara e saí batendo pé. Mas minha consciência pesou ao pensar no garotinho, que eu naquela época não fazia idéia que se tornaria o irmão que nunca tive. Voltei correndo, porém, cheguei tarde. Não encontrei Alberto; apenas o goroto, sujo de tinta preta, sentado no banco, de cabeça baixa com seus livros ao chão.

Ao me aproximar dele, ouvi seu choro compulsivo e seus soluços.

- Ei - chamei baixinho.

Ele se assustou.

- Está tudo bem! Eu não vou fazer nada contra você, ok?

Sentei ao seu lado e fitei seus olhos tristonhos.

- Meu nome é...

-Ellizabeth - me interrompeu. Eu olhei pra ele surpresa por saber meu nome.

- D-d-desculpe. - Ele baixou a cabeça.

- Por quê? Por que pede desculpas se não fez nada de errado. E a propósito, como sabe meu nome?

- É que... você é muito conhecida em toda a escola e...

- Entendi - foi minha vez de interrompê-lo. - Meu nome é como doce na boca do povo. Mas enfim, eu peço desculpas por isso.

- Como assim? - Ele fungou.

- Foi meu namo... digo, EX-namorado que fez isso com você. Sinto muito...

- Tudo bem. - Ele começou a arrumar seus livros em cima do banco. - Eu já me acostumei. Não era muito diferente na outra escola também.

Não passou-se muito tempo e o ônibus dele chegou. Naquela época o Aiden não morava no condomínio ainda. A mãe dele estava em um cargo bem abaixo do que o de hoje e por isso eles tinham poucos recursos.

- Foi um prazer conhecê-la, de verdade, Ellizabeth. - Mesmo falando tão calmamente, algumas lágrimas ainda teimavam em cair.

- Você vai ficar bem mesmo?

- Sim. Como eu disse, já estou acostumado. - Ele forçou um sorriso e entrou na ônibus, que partiu logo em seguida.

|| FLASHBACK OFF ||

Dei uma pausa ao sentir meu nervosismo subir de vez. Eu estava enfim chegando ao ponto definitivo da história.

- Eu não entendo, Ellie. O que você conhecer o Aiden tem haver com essa história? - indagou Josh. - E, a propósito, você namorou mesmo o Alberto?! Quer dizer, o mesmo Alberto que o Aiden havia me dito que vivia pegando no pé dele?

- Eu falei que eu era fútil e doida naquela época. Mas enfim.

|| FLASHBACK ||

- Eu não quero saber, Alberto!!! Você é o pior ser humano que eu já conheci!!! - exclamei furiosa com ele.

- Ah, Ellizabeth, deixa de coisa! Eu já fiz milhões de brincadeiras desse tipo com aquele nanico e você nunca deu esse pití!

- Isso só mostra como eu sou estúpida - falei baixinho.

- O quê?

- Nada! De toda forma, acabou, Alberto! E não liga mais pro meu celular, entendeu?

- Elliza... - Desliguei na cara dele. E pra garantir, desliguei o celular também.

Eu estava indo pra casa depois de passar a tarde com algumas "amigas". Estava tarde e a noite estava fria. Eu estava indo à pé pra casa por não ser tão longe. Mas, se eu soubesse o que iria acontecer naquela noite, depois que estava dobrando uma esquina, jamais teria saído de casa.

- E aí, princesa! - Um cara de mais de dois metros se pôs na minha frente. - O que uma coisinha linda como você faz andando sozinha por aqui?

- Estou indo pra casa - tentei manter minha voz calma.

- Mas andar por essas bandas de noite é perigoso, sabe? Tem ladrões e... - ele me lançou um olhar que fez meu sangue gelar de verdade - maníacos.

- Eh... Bem, então é melhor eu ir pra casa agora, né? - Tentei desviar dele, mas o mesmo segurou meu braço e me jogou com força contra a parede.

- Eu acho que não.

- Por favor, me deixa ir embora. - Meus olhos se encheram de água. Nunca em toda a minha vida senti tanto medo e impotência como naquele momento.

- E-eu tenho dinheiro, olha. - Mostrei minha carteira a ele, mas recebi um tapa com força na mão e ele disse com a voz assustadoramente calma:

- Eu não disse que quero seu dinheiro, disse? - Ele roçou os lábios no meu pescoço e eu me encolhi ainda mais.

- Por favor... - À essa altura eu já me encontrava aos prantos.

Em um ato de desespero, dei uma joelhada nas partes baixas dele e tentei correr, mas fui agarrada pelo braço novamente e jogada contra a parede oposta. O cara pegou um canivete do bolso e o colocou bem no meio da minha barriga.

- Faça outra dessas e você perde um dedo. Estamos entendidos?

Eu apenas chorava e chorava. Não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo.

- Agora fique quietinha.

Ele levou a não livre até meu busto e passou levemente os dedos entre meus seios, enquanto beijava meu pescoço. A cada toque daquele homem eu me sentia cada vez mais suja. Simplesmente suja.

Sua mão desceu até o botão da minha calça e isso foi a alavanca que deixou meu desespero aparecer de verdade.

- Pare! Pare! Por favor, pare!

- CALADA!!! - Levei um tapa na cara.

Ele segurou meu cabelo e me ergueu com violência.

- Já que você não está sendo boazinha comigo, também não serei com você.

Quando ele invadiu minha boca com a língua, de imediato senti o gosto de cigarro e bebida e senti ânsia de vômito.

- Agora, bonitinha, você será uma mulher de verdade.

|| FLASHBACK OFF ||

| JOSUÉ |

Então... era isso!

- Ellie... ele...

- Sim... Sim! - disse Ellie afundando o rosto nas mãos tentando esconder o choro.

Fiquei sem reação diante dessa revelação dela. Nunca que iria passar pela minha cabeça que ela havia sido...

- Agora você entende o porquê de eu não conseguir te dizer que sim, Josh?! - ela aumentou a voz. - Entende o porquê de eu não saber o que senti quando te beijei?! Porque meu último beijo foi com um homem que me destruiu física, mental e emocionalmente!!!

Senti um nó tão grande se formar na minha garganta que até fiquei com falta de ar. Me senti horrível depois do que ela disse.

Não me importando com o que ela fosse achar, deixei que minhas lágrimas caíssem, e, por impulso, a abracei. Ela não retribuiu, não negou... Apenas chorou.

- É sério? Essa é sua melhor frase de efeito? - disse ela.

- O quê?!

- Foi o que ele disse...

- O... cara?

- Não. - Ellie se afastou de mim, com um mínino sorriso no rosto. - Aiden.

| ELLIZABETH |

|| FLASHBACK ||

- Fala a verdade, você gostou, não foi? - perguntou o cara rindo enquanto, ainda ajoelhado sobre mim, arrumava a calça.

Eu estava deitada no chão frio e toda e qualquer força que eu tinha havia me deixado. Algo escorria por minhas pernas e eu sabia que era meu sangue.

Prometi a Deus que se Ele me salvasse daquele homem, seria uma pessoa melhor. E, ao que parece, Ele me ouviu.

- É sério? Essa é a sua melhor frase de efeito?

Ao ouvir aquela voz, senti como se um par de mãos me envolvessem como que pra me proteger.

O cara se virou e eu pude vê-lo.

- Sai daqui pirralho. Vai procurar um jardim pra você se ocupar.

O garoto, que só então lembrei que não sabia o nome, estava parado no meio da rua, de braços cruzados e com um sorriso convencido no rosto, contudo, eu pude ver que ele estava preocupado comigo devido suas breves olhadas em minha direção.

- Definitivamente você não é bom nisso. E eu sugiro que tire as mãos dela se não quiser levar um tiro agora mesmo! - Ele fechou a cara.

- Você é só um pirralho! Acha que eu vou acreditar que está armado?

- Quer apostar pra ver?

O homem me soltou e pegou o canivete com firmeza. Ele partiu pra cima do garoto e o mesmo jogou algo que acertou em cheio o rosto dele o derrubando no chão desorientado.

- Eu avisei!

O garoto veio até mim e disse:

- Você está bem? Consegue se mover?

Fiz que não.

- Ok, ok. Então eu vou, hã...

Com 14 anos, Aiden era ainda mais baixo do que é hoje, mas mesmo assim ele foi capaz de me carregar em suas costas.

Ele andou rápido, porém com calma. Sabia que eu estava machucada.

Apaguei, e quando acordei estava em um quarto de hospital e ele estava ao meu lado.

- Desculpe - foi a primeira coisa que ele disse.

- Pelo quê? - perguntei.

- Se eu tivesse chego antes, talvez pudesse ter impedido o que aconteceu. Sinto muito...

Eu já não chorava, mas não por que não queria, e sim por não ter mais lágrimas de tanto que chorei na noite anterior.

- Obrigada. Você salvou minha vida.

- Não agradeça. Eu nem sei de onde tirei coragem pra enfrentar um cara daquele tamanho!

- Posso te fazer uma pergunta?

- Faça.

- O que estava fazendo àquela hora naquela rua?

- Pra ser sincero, nem eu sei. - Ele coçou a cabeça em confusão. - Eu moro perto daquele lugar, mas não tenho o hábito de sair de casa, principalmente tão tarde. Mas senti vontade de fazer isso de repente e foi quando passei por alí que ouvi seu choro.

- O que foi aquilo que você jogou nele?

- Uma bola de baisebol.

- Você anda com uma bola de baisebol o tempo todo?

- Não. Só quando estou nervoso. - Ele deu de ombros. - Mas enfim. A propósito, meu nome é Aiden Russell - Me estendeu a mão e eu o cumprimentei.

Ainda naquele dia, meu pai e minha mãe apareceram no hospital, preocupados à beça. Minha mãe desmaiou e meu pai ficou furioso quando souberam do que houve comigo. Eles moveram céu e terra pra colocar o miserável na cadeia. E eu... Bom, eu, apesar de bem, entrei em depressão.

Passei meses fazendo tratamento e tomando remédios pra me curar, mas pouco estava ajudando.

Nenhum dos "amigos" que eu tinha ficou comigo nessa fase da minha vida. Tudo o que eu tinha eram meus pais. Mas foi só quando Aiden passou a me visitar em casa que eu comecei a melhorar.

|| FLASHBACK OFF ||

- Por isso temos esse laço de irmãos. Aiden me ajudou na hora mais difícil da minha vida. Mas a questão não é essa, Josh. - O encarei. - O fato é que desde esse acontecimento eu não consigo me aproximar de outro garoto como antes... E isso inclui você.

Josh fechou os olhos e soltou o ar pelo nariz.

- Ellie, não me importa o que houve no passado. O que importa é o aqui e o agora. - Sua mão sobre a minha me deixa com a sensação de paz. - Eu gosto de você e é por isso que, se for preciso, eu vou brigar contra tudo e todos por você! Eu só preciso que me dê uma chance de te fazer esquecer o que aconteceu no seu passado, vivendo o presente, pra formar um futuro...

Pus minha mão livre sobre a dele que estava em meu rosto e fiquei tentando imaginar o que o Den faria no meu lugar.

Eu não tinha mais palavras. Tudo o que fiz foi beijá-lo como fiz na véspera de natal, mas ele não retribuiu.

- O que houve? - perguntei.

- Não agora - sussurrou. - Pode parecer que estou me contradizendo, mas, eu não quero que tome essa decisão estando emocionalmente abalada. Vá pra casa, descanse, pense...

Limpei meu rosto e acenei em afirmação, sorrindo. Se eu tivesse conhecido o Josh antes do que aconteceu comigo, sem sombra de dúvidas aceitaria o pedido dele logo de cara.

- Vamos? - Josh segurou minha mão e não a soltou até chegarmos na minha casa.

Ele me abraçou novamente antes de dizer:

- Fica bem, tá?

- Obrigada, Josh. Por tudo. De verdade.

- Pensa no que eu te falei, tá bem?

- Vou pensar - prometi. - Vou pensar...

Depois que beijou minha testa ele foi em direção a um carro parado em frente à minha casa. Não sabia que ele estava de carro, e muito menos que dirigia.

Fechei a porta e me encostei as costas na mesma.

- Josh...

| JOSUÉ |

Agora que sei de tudo por trás desse medo da Ellie, fico me martirizando por fazê-la lembrar de algo tão horrível.

Mas eu juro, pelo amor que sinto por ela, que a farei esquecer isso e também farei dela a garota mais feliz desse mundo!

- Eu juro, Ellie...

[ Continua... ]

Comentários

06/12/2015 01:33:15
Que barra da Ellie. espero que ele consiga faze-la substituir tais lembraças.
16/10/2015 00:38:28
Bom demais
28/04/2015 13:09:56
Eiiiiii cadê você???? Aconteceu algum problema???? Por favor não nos abandone... S2
22/04/2015 21:58:35
legal e triste ao mesmo tempo postar logo....;-)
19/04/2015 17:45:41
👏👏👏👏👏
19/04/2015 11:37:29
Como assim menino NO LIGHTS UP ta pegando? Em choque! Rsrsrs Ficar invisivel é um bom poder, pena que só funciona com os humanos (por enquanto). Fiquei com muita peninha da Ellie e surpreso com a coragen do Biscuit! A cena do estupro foi bem tensa. Ainda bem q pudemos conhecer um pouco mais dela. Quero mais cenas hot entre o Aiden e o Max *-* Bjs!
18/04/2015 17:53:59
Perfeitooooo, mas esperava também, uma parte do Aiden e do Max, mas mesmo assim ficou perfeito até a proxima!!!!
18/04/2015 16:35:16
Realmente sim, mas quero que o Max e o Biscuit fiquem juntos! Foi igualmente bom. 10 : )
18/04/2015 15:01:50
Esquece tudo o que disse sobre a ellie (menos dela ser maluca), espero que agora ela se sinta mais segura perto do josh. O biscuit tadinho, sempre sofrendo bullying, mas me surpreendeu ajudando a ellie. Se eu fosse o pai da ellie, assim que achassem o cara que fez isso com ela, eu pegava um pedaço de pau, e enfiava no rabo dele, ate as tripas saírem pra fora!
18/04/2015 14:32:29
Lindo...
18/04/2015 12:55:41
A seu conto e tão bom adoro ele, espero q ñ pare igual muitos outros. Posta logo tá. A se puder ler o meu conto "Tudo Sobre Leandro" eu ia adorar. Bjocas.
18/04/2015 12:35:57
muito bom nem se passou pela minha cabeça q isso poderia ter acontecido com ela, timara q ela supere o quanto antes e fique com o josh.8 historias em produção e 3 ek mente?! é serio produção, quana criativdade ceús kkkk. nem acredito q ja ta tam perto da reta final + tomara q o que vem por ai depois desse seja tao bom quanto.bjs aate o proximo

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