Casa dos Contos Eróticos

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Ativo e Passivo – Apurando Informações (Não Fiscais)

Autor: Túlio
Categoria: Homossexual
Data: 26/10/2016 22:39:14
Última revisão: 26/10/2016 22:56:56
Nota 10.00
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Na ânsia de achar que podia ser um Henry Miller das contábeis, com a intenção de fazer contos com sacanagens (aqui entre meninos), do meu jeito amador e imperfeito, nada muito detalhado ou obsceno, acabei mudando muito os rumos deste e, talvez temperei demais.

Conforme fui postando, foram vindo ideias e caduquices e o que era para representar uma paixão de um simples contador trintão todo estressado que se apaixona por um cliente, um baita tesudo com cara de macho bravo e sotaque açoriano (forte na região em que moro), virou uma “novela”.

Tenho tido críticas bacanas, elogios, incentivos e por isso fico supercontente com esse retorno que nunca esperava. Mas sinto aquele receio (besta) de ficar maçante, então se ficar chatão também pode comentar, porque tenho uns metros de paredes rabiscadas na caverna para revisar e continuar a postar.

Não quis fazer algo corrido neste capítulo, mas retornar um pouco da paz a esse pobre casal, aí pensando nisso encarnei o agente J e resolvi algumas coisas, vamos ver quem acertou (umas coisas, não tudinho). Boa leitura e um abraço J.

**************************************

Eu e Braz fizemos sexo poucas vezes depois que voltamos, com a diferença que ele antes conduzia, agora está constantemente cansado, isso é um pouco preocupante, pois ele sempre foi o vigor e o fôlego da relação. Também andou meio truculento algumas vezes e como não sei ouvir sem devolver na lata, tivemos boas discussões.

Ele mesmo chegou a falhar em encontros que já tínhamos programados e veio novamente a desconfiança da minha parte. Valentin, Carlinho e quem mais poderia desfilar pelado na frente dele? Será que tinha fundamento essa desconfiança?

Quando apresentei Braz ao meu vizinho Eliseu, não houve gentileza, nem simpatia, apenas uma educação forçada da parte de ambos. Logo descobri que meu homem é um cara muito ciumento, o que foi realmente uma baita novidade. E, claro, fiquei todo bobo.

Houve uma madrugada em que ele saiu da cama e foi para a sala, de certo me julgando adormecido. Eu estranho, mas prefiro esperar e dar esses espaços para ele ficar sozinho. Quando volta, vai ao banheiro e depois deita-se me abraçando apertado.

Eu quis deixa-lo em paz no início, mas quem me conhece sabe que sou pavio curto, ia explodir com ele e seria hoje na quarta-feira, dia de namorar. Isso se ele vir, porque de novo se atrasa e muito dessa vez, realmente incomum.

Ele chega sério e não me beija apenas me abraça apertado.

- Me ajuda, Túlio. Vou ficar louco. – Ele demonstra na voz embargada e no apertar-me contra seu corpo, que ele sofre, que sua dor ainda é forte e que em minha companhia busca uma forma de amenizar isso. - Sou um fraco, Túlio, fazem seis anos, cara. Eu achei que conseguiria falar sem doer tanto, porra, quatro meses, eu não conseguia pensar num único dia em contar para você, sem chorar, sem sentir culpa, meu filhinho era inocente, seja lá o que aconteceu, porque um menino de cinco anos teve que ir embora? Me diz?

- Braz... – Abraço com muito mais força um cara de trinta e cinco anos que chora como meu filho de três. – Não está fazendo isso certo, acha que vai resolver algo me afastando outra vez?

Ele não responde fica ali chorando.

- Eu estou tentando te ajudar.

- Porra eu chego aqui, você só pensa em transar, transar e transar e se eu falo que não estou com cabeça você fica me acusando, todo desconfiado. Nem sei por quanto tempo vamos ficar juntos nessa vida, mas ouve isso e não se esqueça: eu nunca traí você.

- Eu acredito, me perdoa, Braz. Mas você está tendo um monte de atitudes estranhas e não fala comigo, o que quer que eu pense?

- Tenho chorado, tenho saudade dele, entende. – Braz grita comigo, seu rosto está todo molhado.

Passo a mão pelo meu rosto, cansado também.

- Me conta tudo. Sei lá, não sou psicólogo, mas quem sabe te alivia ou eu possa dizer uma só palavra e te ajudar. Só sei que guardar isso está te sufocando.

- Eu já disse tudo e que tinham coisas do passado que deviam ficar enterradas.

- Desenterra e repete com mais detalhes. Não faça isso por mim, faça por você.

- Porra... certo, senta aqui. – Braz senta no sofá e bate no lugar ao seu lado para eu sentar, então deita sua cabeça no meu colo. – Vamos pular a infância e adolescência que já contei e você só fica dando risada. Foi depois dos vinte que só aconteceu merda. Com vinte eu saí com o primeiro cara, mas a vontade já vinha lá da adolescência, lembra, já contei. Tinha uma namorada aqui outra ali, não era santo, você teve essa idade. Imagina que confusão era minha cabeça, pegar ou dar para um cara era só tesão puro, não pensava que tinha necessidade de ir além do sexo. Só que vez ou outra me apaixonava e ficava pensando em como sair daquilo antes de ser descoberto ou como exigir alguma fidelidade. Não era capaz de me assumir como poderia assumir alguém.

Braz pausa e respira, aproveito para pensar em como foi comigo mesmo.

- Para não enlouquecer, arrumei coragem para contar para a dona Maria que seu único filho era um maricas. – Ele sorri imitando o sotaque dos pais. – Conheci o Valentin quando ele decorou a sala do pai, que hoje é minha. Naquela época o pai já tinha planos de ir embora e me vender suas cotas, porque pretendia administrar a adega que minha mãe herdou da família em Portugal. Valentin era totalmente excêntrico, dá para ver pelo lustre que tem sobre minha cabeça. O “romance” foi ali mesmo, a queima roupa em cima da mesa de vidro e com a porta destrancada.

- Sem tanto detalhe, comeu ele umas vezes, ponto.

- Não fui apenas eu que comi.

- Não me interessa.

- Ele tinha gostos estranhos na cama e eu cansei rápido daquilo. Eu tinha uma namorada e não achava certo trair, não queria continuar a engana-la e nem a mim mesmo, aí resolvi que sentaria com ela para contar, mas ela sentou antes para contar sua novidade, que estava grávida. Sei que surtei, medo, imaturidade, não queria ficar preso com uma mulher. Meus pais sabiam do meu “segredo”. Seu Joaquim queria me obrigar a casar, dona Maria me aconselhou a esperar meu filho nascer e conversar com Elvira.

Fico ali mudo apenas fazendo carinho em seus cabelos já despenteados.

- Esperei o Miguel nascer, registrei ele e então abri o jogo com ela, fui honesto, disse que era bi, gay, nem sei e ela me expulsou da casa onde vivia com seus pais. Não tive chance de segurar meu menino, fui tratado como o pior tipo de pessoa no mundo. – Ele de novo pausa sua fala. - Para não te aborrecer, resumo, não só ela, mas seus pais diziam que infelizmente o pai do Miguel era um veado sujo e meu pai disse que eu tinha lhe dado o pior desgosto de sua vida e era eu o único culpado do que me acontecia. Não derramei uma lágrima por tudo aquilo, se ia lutar naquela “guerra” tinha que estar forte. Sei que precisei contratar um advogado para enfrenta a família dela e ter direito de visitar meu filho que só segurei em meus braços pela primeira vez quando tinha oito meses. Quando abracei aquele bebê, Túlio, foi quando chorei.

Braz chora ao lembrar e mesmo eu não contenho as lágrimas.

- Pensa numa criança linda, tinha uma cara de bravo, bochechas gostosas, olhos grandes e castanhos como tinha a Elvira. Minha mãe colocava minha foto ao lado dele só para demonstrar como éramos parecidos. – Ele sorri. – As coisas foram amenizando e havia paz na minha vida enquanto eu não trouxesse para o seio da família Vieira um homem para apresentar como companheiro. Então houveram casos, casos e casos, uns mais intensos outros menos.

- Acho que nunca me contou sob esse ponto de vista tão sofrido.

- Não. Porque quem confessa ter tido inúmeros casos em sua vida parece merecer pouco crédito, não é mesmo? Deixa sempre os outros com o pé atrás. – Pausa - Mas o tempo passou, tinha minhas aventuras, seu Joaquim me preparava para assumir as lojas que na época, eram apenas quatro, via meu filho quando eram meus dias de direito. Sei que Elvira me detestava, não superava e me magoava sempre que podia. – Braz respira fundo indicando que vai entrar no assunto que lhe machuca. - As condições de minha família eram boas e pude ter um apartamento. Sem querer minha mãe mandou fazer móveis sob medida na fábrica da esposa de Valentin e nós nos reencontramos. E entre decorações e chás da tarde em meu escritório na matriz tivemos uma recaída. Para mim não passou de uma boa foda, para ele eu nunca soube. Coincidiu que Elvira passou a dizer que achava que estava sendo perseguida, fosse de carro ou no condomínio onde morava com seus pais.

Braz seca as lágrimas.

- Registramos queixa, mas não havia sequer um suspeito de coisa alguma, parecia que era neura dela, mas pelo Miguel eu contratei um guarda particular que ficava a paisana em frente a sua casa. Quando o quartinho dele ficou pronto, minha sogra me deixou busca-lo no fim de semana que não era o meu, já que a Elvira tocava sua vida e decidiu sair com alguém naquele final de semana. O foda é que alguma coisa deu errado nos planos dela e meu interfone tocou sábado a noite. Ela estava furiosa, parecia estar possuída ou drogada, levou meu filho a força e aos berros e foi a última vez que o vi com vida.

Aquele momento eu e ele ficamos em silêncio, sendo quase possível tocar na dor com as mãos.

Não tenho coragem de dizer a ele que creio na teoria de suicídio. Elvira estava com raiva de Braz, nunca perdoou, quem testemunhou disse que o carro saiu da pista e invadiu a contramão, não haviam defeitos plantados segundo a minuciosa investigação.

- Braz, chora tanto quanto você precisar para lavar a dor em seu coração.

Tudo que posso fazer é acarinhar seu cabelo e esperar seu temporal passar.

Assim recuperamos o que faltava, a paz entre nós, se dias antes eu senti vontade de empurrá-lo sutilmente no poço do elevador e hoje tenho vontade de abraça-lo o tempo todo. Braz reclama de dor de cabeça e nariz trancado, me fazendo rir do seu jeito.

- Deita na minha cama, urso. Já te levo uma dipirona.

Uma hora mais tarde ele comenta que se sente leve de verdade por ter compartilhado e me pede o que acho de tudo aquilo.

- Ah, Braz, a vida tem começo, meio e fim. Você deve se permitir ter lembranças boas do seu anjo e se possível tentar superar um pouco dessa dor. Temos uma Rafaela e um Eduardo para cuidarmos. Deixa o Miguel descansar, amor. Descansa também.

Eu sorrio e beijo sua testa, já que ele hoje se deita em meus braços.

- Pronto, estou sem segredo algum, Túlio. Me conta um segredo seu, vai.

- Não tenho. – Eu respondo seco, não tenho nada escondido mesmo.

- Todo mundo tem.

- Tenho um que odeio, quando era criança minha mãe cortava meu cabelo igual ao do Xororó.

Braz começa a tremer, ri tanto que quase passa mal.

Digamos que minha relação com Braz estabilizou por volta de um mês após nosso retorno. Voltamos às rotinas normais, tanto minha quando dele e aos encontros apaixonados, percebo que nosso tempo juntos tem mais qualidade, o sexo mais intensidade.

Claro que não me esqueci do detalhe de que o passivo, ainda quer experimentar o ser ativo, mas tempo ao tempo. Não sei quanto tempo vou me segurar, pensar em meu macho de bruços, tem mexido comigo e me dado sonhos molhados...

*************************************

Poucos dias após, me pego pensando em minha infância, ah, anos oitenta foi podre e foda ao mesmo tempo. Nasci em 79, então tive a sorte de crescer nessa época louca, andar de tênis Bamba, colecionar mini garrafinhas de coca-cola ou figurinhas de chiclete Ping-Pong e o azar de ter cabelo mullets, que na época era o máximo. Claro que tinham muito mais coisas, foi uma década rica em bizarrices, mas bacana, como os meus bonecos Comandos em Ação quase são quase tão velhos quanto eu. Ter alguns desses bonecos inteiros é como ter um tesouro, mais valioso ainda é poder ver meu filho brincando com eles no chão do meu quarto.

Braz voltou a ser o cara 100% que conheci, mas acaba de fazer meu filho chorar desesperado me fazendo quase voar em seu pescoço.

- Cara... – Braz morde a língua para não dizer um palavrão na frente de Edu. – Essa por...caria quase furou meu pé.

- Paiê...aaaahhhh. – Meu filho provavelmente será um baita de um tenor, põe a boca no mundo quando chora. – O tio Braz quebrou meu soldado.

- Qual soldado? – Eu olho meio horrorizado o MEU boneco dos Comandos em Ação que tenho desde a infância. – Po... xa... quebrou, Braz, sabe quantos anos tem esse brinquedo?

- Esses brinquedos espalhados no nosso quarto, digo no seu quarto, não dá.

Não sei se “socorro” meu filho ou tento colar o boneco ou dou um soco no Braz.

- Pai, o tio Braz dorme na cama com você? – Rafaela me pergunta e Ira e Braz se olham.

- No outro quarto, na cama da visita. – Ira responde. – Eles são muito amigos, por isso o tio Braz fica aqui para conversar.

- É, pra ver um jogo, as vezes. – Eu respondo. – Quando ficar maior, o pai vai conversar sobre isso com você, entendeu?

- Porque vocês não casam? – Gelo com a pergunta.

- Porque não. – Diz Braz.

- Como assim, filha? – Pergunto a ela.

- Com uma namorada, né. – Rafaela revira os olhos, irritada. Não sei para quem puxou essa menina. Certamente, Rafa, haverá de saber sobre eu e Braz, mas eu teria que explicar coisas demais que fariam uma confusão tremenda em sua cabeça. – O tio Braz vai ficar com a gente hoje?

- Outro dia, Rafa, hoje eu preciso trabalhar. – Ele passa pelos pequenos e os beija depois o rosto de Ira e pisca o olho para mim mandando-me um beijo a distância mesmo.

- Tio, compra um soldado novo... – Ah, meu filho não deixa barato e pede antes de Braz sair pela porta.

- O tio compra sim. – Ele responde rindo. – E a Rafa quer o que?

- Um caderno de caveira.

- Essa é filha do Túlio, coitada da Iraci, você é uma heroína, mulher. – Ele diz isso e ambos riem.

Isso foi um sábado pela manhã, foi maravilhoso e com essas crianças não poderia ser diferente.

***

Domingo a noite depois de assistir o Silvio Santos, Braz fica todo romântico do seu jeito e capricha no sexo oral. Ainda tenho minúsculas reservas de timidez e vejo meu macho se aproveitar disso para me provocar.

- Que visão mais tesuda desse buraquinho, ah, isso, abre mais as pernas, assim... levanta só um pouquinho. – Ele chupa o dedo para deixar molhado e introduz lentamente no meu cú, brincando comigo, depois o segundo. Movimentando, entrando e saindo, torcendo e massageando-me por dentro. Me preparando para poder meter gostoso, mas antes de me penetrar, numa posição papai/mamãe, ele nos cobre com meu edredom e ri.

- Hoje, vamos brincar de casalzinho romântico.

- Não combina muito, não é. – Eu respondo.

- Vou meter a rola no teu cú. Assim, pode ser?

- Esse é meu Braz, macho gostoso... – Ele pincela a cabeça do caralho na minha entrada, dá uma força e dói tanto que grito com ele. – Porra, dá para ir mais devagar.

- Shh, quieto, fala baixo. Esse é meu Túlio, fresco como ninguém jamais será.

Fazer sexo, amor ou foder com ele, dispensa palavras.

***

No escritório não faltam estresses e na minha vida pessoal tudo em ordem. Poderia ficar assim para sempre, se não fosse uma pessoa entrar aos berros em minha sala.

Se eu tivesse cabelos arrancava-os.

- Aquele babaca, me testa. Túlio não há quem consiga trabalhar com uma pessoa que se mete o tempo todo, você me conhece, estou há cinco anos aqui, não precisa ficar atrás de mim no computador vendo o que faço.

- Se acalma Monique, já chamo o Júnior e falo com ele.

- Como você sabe que é ele?

- Quem mais, poderia ser? Poderia, me fazer o favor de chamar a Kelly quando passar por sua mesa?

Kelly já entra com a cara vermelha.

- Senta, então moça, me conta como anda a vida. Não desistiu da faculdade, não é?

- Não. Antes estava meio ruim de grana, mas melhorou depois que a gente quitou o carro.

- Kelly, tem conversado com o Carlos?

Ela fica vermelha e esfrega as mãos que estão pousadas sobre minha mesa.

- Não, só quando ele liga para agendar e isso faz um tempinho.

- E a dona Rosa?

Kelly misteriosamente começa a chorar.

- Túlio, desculpa. Eu nunca quis te prejudicar. Ela me ligava para perguntar como estávamos e eu sempre falei para ela que era casada com outro homem, mas ela disse que você e eu só precisávamos de um empurrãozinho e ia me ajudar. Ela me deu até um dinheiro para pagar salão e comprar roupas, era bastante dinheiro...

Não consigo falar. Minha mandíbula parece ter travado.

- Eu pedi a separação, fiquei um tempo na casa da mãe e quando o Edi, foi conversar e implorar para voltar comigo, eu contei sobre você, ele ficou furioso dizendo que ia te matar, aí eu falei que você tinha um namorado para acalmá-lo.

- Ele se acalmou?

- Sim, ficou mais calmo, mas até hoje não me perdoou, sabe. Ainda no ano passado ele me disse que podia ser perigoso ficar com o dinheiro e eu devia devolver para dona Rosa. Ele mesmo pegou a grana toda e disse que jogou na cara dela as cédulas. Não sei se é verdade, mas ela nunca mais ligou.

- Tem certeza?

- Tenho sim, o Carlinho me ligou um dia também e disse que eu não devia aceitar nada “daquelas pessoas”.

Dou aquela coçada na cabeça e busco água com açúcar no refeitório.

- Deixa eu ver se entendi: a Rosa estava te “ajudando” a me conquistar.

- É.

Será mesmo que a velha quer se vingar de Braz usando as pessoas para atingi-lo e fazê-lo sofrer? Coisa de vilã da Disney.

E Valentin? Covarde ou perigoso? Será que Valentin não passa de um babaca, obsessivo que persegue quem deseja ou quem lhe afronta, afim de assustar? Será que após o divórcio ele próprio não está acovardado com medo de algo? De Rosa? Carlinho?

Carlinho, inocente ou conivente? Um cara de vinte e oito anos, não obedece sua matrona a não ser que tenha medo desta.

Meu pai, infartou ou não? Recebi a notícia da mesma pessoa que me ligou para dizer que eu não precisava ir. Será que a moça “advogada” que supostamente ligou para ele, existe ou ele criou essa “fábula” depois de receber as fotos e alguém lhe contar sobre o fato novo de minha vida?

E quem me fotografou, com Braz? Quem enviou essas fotos ao meu pai?

Será que já corri risco de vida ou a bateria de meu notebook explodiu por acidente?

E o filho de Braz? Ainda acho que foi o suicídio de Elvira que o matou. Será?

- O Valentin também pediu favores?

- Não Túlio. – Ela chora e me irrita com isso. – Só ela, porque achou que eu gostava de você e ficou colocando lenha na fogueira. Precisei provar para o Edi, que você virou gay, então fui com ele na sua casa no feriado do seu aniversário, quando cheguei tinham bombeiros e um monte de gente, levei um susto, aí vocês apareceram e ele te abraçava e beijava sua cabeça, eu tirei uma foto.

- Tem uma foto do meu quarto queimado, foi você? Como? - Percebo que estou gritando com ela e ela chora ainda mais. – Tirou as fotos?

- Fui eu, uns dias depois...Eu gostava de você Túlio, eu não quis te fazer mal, a outra foto, foi só meio que curiosidade quando saiu os boatos. O Acácio do RH foi ao mesmo lounge que vocês, tirou uma foto e mostrou para todo mundo aqui. Paguei para revelar a foto e fiquei com ela.

- Como tirou a foto do meu quarto queimado? Virou ninja?

Ela chora e não consegue falar de novo. O que esconde?

- Kelly, você não conseguiria passar pelos bombeiros, quem tirou a foto?

Passo a mão na cara muito irritado e chego bufar.

- Meu pai recebeu essas fotos.

- Eu enviei para ele. Desculpa.

Kelly sai chorando alto dessa vez sinto mais raiva ainda. Essa besta não se acalma para me contar direito as coisas, nem olha nos meus olhos fazendo parecer um monte de mentiras. Levanto e caminho até o arquivo, vou testar três meses de boxe, tenho que socar algo, minha vítima é de novo o arquivo de latão. Soco, soco, soco.

- Ei, ei, calma. – Entram uns três funcionários aos ouvirem os barulhos precisam me segurar.

- Tá conferindo o Razão de quem? – Júnior podia ficar quieto.

- Do satanás. - Acho que minha explosão de raiva deve ser engraçado que todos riem, eu estou puto, puto além de puto. Lembro-me que socar alguém dá justa causa.

- A Kelly saiu chorando e foi embora. Quer conversar? – Monique, chefe do Departamento Fiscal que substitui Mauro, se prontifica.

- Quero que me faça um favor de ligar ao seu Camilo, eu desisto disso aqui.

- Se acalma cara, o pai não vai deixar você sair, ele te respeita pra caralho.

- Ninguém vai deixar o Túlio sair.

- Carlise, onde ela foi? – Pergunto me esticando para procura-la e ignorando o Júnior. – Me leva em casa, faz favor, não tenho cabeça para dirigir.

Inferno. Estou péssimo com as coisas que ouvi, porém menos tenso agora, que sei que Kelly, estudante de Direito é a “advogada” que ligou ao meu pai. Tirou fotos, fez fofoca com Rosa e Carlinho. Valentin agora foi reduzido a uma bichona covarde, com medo de uma velhota maluca.

- Carlise, pode me levar até o supermercado do nosso cliente, o Braz?

- Seu namorado? Ah Túlio, ninguém sabe. – Diz ela com sarcasmo.

- Meu macho, isso mesmo, vai tirando onda, vai.

- Aconteceu alguma coisa grave?

A maioria das pessoas a minha volta ignora a maioria dos fatos estranhos da minha vida e hoje não sinto vontade de falar.

- Conhece bem a Kelly?

- Só da empresa e algumas coisas que ela conta de sua vida, parece uma pessoa boa, ela fez alguma coisa errada na empresa?

Oh curiosidade!

- Acho que não, se fez foi sem querer.

************************************

Na sobreloja do Supermercado, fico aguardando minha vez para ser atendido, instruído por Jessica. Só que “quero” ela e não ele.

- O seu Braz vai demorar um pouco porque o vendedor da Unilever entrou agorinha com supervisor e tudo mais.

- Me conta uma coisa. – Ela fica afoita. – Porque o Carlos do chocolate te contou aquelas coisas?

- Ah, fizemos amizade e saímos para balada, ele tem um passado horrível.

Preciso dessa língua solta.

- A mãe adotiva dele nunca o tratou muito bem. Ele é todo cheio de neuras.

- Me disse que tinha dó do Carlinho, porque ele era abusado quando menino.

- É, ele contou que até fez programa quando fugiu de casa, aí sua mãe adotiva, uma vez, o prendeu num quarto quando foi devolvido. O pai adotivo era um homem bem velho e passava a mão nele quando ele dormia, fazia ele se vestir de menina e andar pelado, isso quando a mulher não estava.

- Ele contou isso tudo?

- Sim, quando ele esperava para ser atendido.

- Contou toda a vida dele?

- Só essas coisas, eu não gosto de ouvir isso, prefiro ele alegre na balada. A gente saiu uma ou outra vez, mas é isso.

- Nossa que horrível. E o que você sabe sobre o Valentin, ex marido do Carlinho?

- O que as duas lavadeiras estão conversando? – Braz nos pega em flagrante, quando sai da sala para buscar um cafezinho. – Jessica, porque não me interfonou para avisar que Túlio estava aqui? Quer saber o que sobre o Valentin, Túlio?

- Entra na sua sala que precisamos conversar.

- Olha que mandão esse rapaz? – Braz brinca comigo e acaba me abraçando na frente da secretária que não parece nada alarmada. – Estou em reunião, mas espera que já tiro um tempinho para você.

Quando sento na poltrona chique da recepção, Jessica faz um sinal de zíper fechando a boca. Quarenta minutos para um cara sem paciência como eu, parecem dias, me sinto até mais velho. O tempo não passa e quando chega minha vez, me seguro para não me exaltar. Mas ele me beija suave e me olha preocupado.

- Já conheço essa cara preocupada, Túlio tuas crianças estão bem, você...

- Sim, sim. Você deve ter a agenda cheia, nem sei por que eu vim até aqui.

- É a idade, caduquinho de vez. Veio para dar uma de Fifi com a Jessica? O que ia perguntar do Valentin? –Ele brinca comigo.

- Não é nada de relevante, é sim na verdade, mas a gente conversa de noite, agora eu estou muito nervoso.

- Me deixou preocupado, rapaz.

- Não precisa ficar assim, está tudo calmo, eu acho. Te amo, se cuida. – Beijo ele mais uma vez e repito. –Te amo.

- Eu também, te adoro, te amo. – Braz me aperta tanto que chego a suspirar, inalando o cheio dele e ganhando seu calor.

- Tenho hora marcada, vou fazer uma ação grande com a Yoki, mas pode ficar na sala enquanto atendo sem problemas, já é de casa.

- Não, eu vou embora, nada sério.

Quando vou sair ele me puxa pelo braço.

- Amor, não fica assim. Posso cancelar e te dar atenção.

- Não é nada grave, verdade. Estou indo para casa, não vou conseguir trabalhar.

No estacionamento enquanto caminho na faixa que se destina a pedestres, percebo que deixei meu celular na sala dele e quando me volto, um Gol vermelho conhecido bate de raspão em mim me derrubando, por questão de segundos não me acerta em cheio. Depois sai cantando pneus, sem que eu precise me esforçar para saber de quem era o carro.

Logo se acumulam pessoas a minha volta. Minhas pernas, meu quadril e minhas costas doem muito. Mas acho que quebrei meu braço quando usei para amortecer a queda e não bater a cabeça diretamente no chão e por sorte, nesse azar, não perco a consciência em momento algum, certo que não foi grave. Consigo me mover, mas fico quieto, assustado e por instantes fecho os olhos para pensar no quanto alguém pode se tornar um estranho de uma hora para outra.

***********************

“Sequiçu” é bom, todo mundo gosta, todo mundo faz, mesmo quem diz que trata-se de coisa do “demo” costuma utilizar-se da prática pela necessidade de proliferação da espécie. (Dedico este pensamento filosófico ao meu vizinho irritado que bateu na parede de madrugada).

Nossa senhora do parcelamento previdenciário, que loucura estão minhas andanças. Espero que todos estejam numa “nice”, essa gíria eu trouxe de lá dos anos 80. Hehe

Agradeço mui carinhosamente:

* Jades, agradeço o seu carinho sempre,, eu vi que tem gente de conto novo :D:D. Hoje estou 11,51% mas tranquilo vou ler seu conto, abraço sempre!

* Liz161, bah, tadinho do João, o contador grisalho, chuchuzão da Iraci, o cara “jurou” que não será como o Túlio, kkk, vamos dar um crédito a ele. Uma Chanche. O Imobilizando foi meio duplo sentido, pode ser o Braz lá junto com os bens duráveis da vida do Túlio ou no sentido de ter um passivo louco para fazer uma “aplicação” e depois de um “balanço” gostoso, perder a “razão” por fim no “resultado” ter um lucro “liquido”, hehe (Urso velho não tem piada nova, kkk) Um grande abraço e ótimos dias bem produtivos =D

* Lipe *-*, ah, sim eu concordo, acho que relacionamento é troca em todos os sentidos, não podemos nos fechar, claro que tem passivos que prefiram a penetração como forma de prazer e mesmo assim conduzam o ato todo, piro nisso. Abraços!!

* Valtersó, barbaridade, pois é tá uma novela, rsrs... valeu por estar sempre por aqui. Abraços a ti.

* Bagsy, querido, poderoso, menino do gelinho, aahhh, agora está tudo bem sim, ufa, já tem algumas coisas respondidas e perguntas para responder no próximo, espero que não esteja aborrecendo muito o conto, fico feliz que sempre está por aqui. Ah pede pro Arthur fazer uma safadeza nova... kkkk um abraço bem apertado!!!

* Tio Vitu, sapeca ele né, Braz deixou faltar “comida” em casa, sacumé... Abraço!!

* Marimarina, agradeço sempre esse carinho seu, viu só que “bunda lelê” virou esse conto, kkk, um baita abraço :D

* Machad, mas o contador João é diferente, hehehe, (acredite se quiser), a Ira deve ter fetiche só pode, ou ele já namorou ela no segundo grau, sacumé, amor que fica....Abraços =D

* Cintia C, abraço carinhoso :D

* Magus, o Valentin logo volta das Europa para nos ficarmos com raiva outra vez, kkk vamos esperar ele no aeroporto e nos livramos dele antes que os outros leitores percebam, :D:D

* Plutão, bah, acertou né... eu também achava que era ela, hehe. Então, se eu te dizer que o Bombonzinho era um conto a parte, de um menino passivo bem safadinho, mas como achei muito mal desenvolvido parei de escrever e aproveitei o Carlinho aqui, bem como o Valentin...e agora eles estão envolvidos nessa treta aqui... Abraços carinhosos a você também!!!

* Digsgay, oh querido, valeu mesmo, que legal que estas curtindo, feliz demais. :D

Mais uma vez agradeço esse carinho, desculpem as brincadeiras, sei lá quem me disse quando eu surtava xingando o mundo, achando que tudo estava errado: Jota não leva a vida a sério demais, porque a vida começa numa gozada. Ria dos “poblemas” que ele se tornam ridículos.

Um abraço bem carinho e ótima quinta feira, J.

Comentários

03/11/2016 21:28:50
Meu Deus bom demais
29/10/2016 00:00:23
kra eu choro de rir de seu conto pq é muito engraçado as raioavs do túlio com o Brás ms é muito bom quando eles estão juntos tmb e hj vi um lado do Túlio que curti muito pq quando vc ama vc tem de aprender a ouvir seu amor sem desconfiar dele pq quem ama confia ms cuidado ae putz o tulio kse que morre no final hj lol
28/10/2016 23:30:09
Pois é, o que vc disse é a mais pira verdade, vc só consegue conciliar um extrato se sem querer ele mandar as contas da casa dele ou a nota fiscal da compra de qualquer coisa paga pela empresa... A tua bola de cristal funciona? A minha já quebrou :(
28/10/2016 06:42:19
Bom dia, gente boa! Eu ri com o detetive tbem, tipo preciso descobrir o q são esses pagtos diversos não identificados no extrato, como imobilizar a maquina de picar pasto (da fazenda do socio) na empresa dele q é comercio de bebidas, somos detetives,psicologos e magos, kkkkkkk é dono de empresa chorando com a crise e vc precisa acalmar o cara, ou qdo a bola cristal falha e só dois meses depois descobre q venderam o carro da empresa por valor superior ao da depreciaçao e deu ir a pagar com multa e juros, gzuis, jeová, só eles na causa, kkkk
28/10/2016 03:15:35
Cada vez mais viciado nessa novela. Quem mandou virar escritor haha. Ansioso pra ver no que vai dar esse atropelamento. Abraços!
27/10/2016 23:52:47
Valterso, vou me defender aqui, muitas vezes nos contadores viramos detetives pra descobrir as genialidades que os donos das empresas aprontam, essa característica é nossa mesmo, fuça até one nao deve pra achar o que precisa hehe (acho que o colega aqui concordaria comigo rsrs)
27/10/2016 06:31:34
...
27/10/2016 03:59:10
"...Consigo me mover, mas fico quieto, assustado e por instantes fecho os olhos para pensar no quanto alguém pode se tornar um estranho de uma hora para outra." Hum hum... Posta rápido. Me deixou aqui, assim... Morta!!! Ahahaha
27/10/2016 02:13:40
Uau, estou mal em desvendar as coisas. Não tinha nem palpite...kkk Ótima saída pra várias coisas esquisitas e um bom choque de realidade tbm, a gente nunca sabe quando a vida imita a arte ou vice-versa, mas a fofoca e a intriga são muito perigosas... Foi muito criativo e caprichou no enredo... Ansiosissimo pelo próximo capítulo...
27/10/2016 01:58:33
E falando da historia do Braz, nossa, me tocou lá no fundo, amigo. Ficou real e tocante. Parabéns viu?
27/10/2016 01:57:01
Falando em Artur, tive tendo umas ideias so preciso conseguir por no word essas ideias. Acho inclusive que você é o maior fã do meu conto inacabado, pq direto você vai lá ler (o capitulo que eu menos gosto) hahahaahahah enfim, amei o novo apelido, contador. To adorando o conto e a forma como você desenrolou tudo isso nesse não foi nada forçada ou maçante, então relaxa homi. Quero ver o que mais vem por aí é espero que o desenrolar dos fatos não seja um prenúncio de fim de história. Agradecido desde já com um abraço peludo e apertado. :*
27/10/2016 01:43:13
Outro pra vc meu amor!!! Quando está bom acaba... posta o próximo ligo!
27/10/2016 00:54:39
MUITO BOM. PARECE Q AOS POUCOS TULIO ESTÁ JUNTANDO OS PEDACINHOS E MONTANDO A HISTÓRIA. PARECE MAIS UM DETETIVE DO QUE CONTADOR. BRAZ ME SURPREENDE, PARECE QUE TEM ALTOS E BAIXOS. UMA HORA QUER E OUTRA NÃO. ISSO É ESTRANHO. MAS TULIO REALMENTE PARECE INSACIÁVEL. NESSA IDADE É ASSIM MESMO. MAS PRECISA TER AUTO CONTROLE.
27/10/2016 00:51:49
Rais (pra me desculpar to sem óculos e pelo celular heheh) Posta tbm no wattpad, la tem mtos romances bons se tu curte ler e se postar me fala q dou estrelinha tbm rsrsr, os meus posto por la
27/10/2016 00:49:59
Cuidado com o Imobilizado, gera depreciação hehe... E a Ira acreditou na promessa? Coitada, deixa chegar o imposto de renda ou raiz ou sped ou qualquer outra coisa que ai nao chega no horário correto em casa, chega com bafo de café abraçado a uma garrafa térmica e beijando o recibo de entrega... Esse romance erótico ta virando policial tbm? Eita porra
26/10/2016 23:00:26
11,51%? haha. Adorei também seu comentário dos metros de parede da caverna rabiscados! kkk
26/10/2016 22:56:59
Chorei com o caso aí do Braz (eu choro demais!) e adorei o suspense do final. Manda matar essa Kelly, pelo amor do pai!

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