Casa dos Contos Eróticos

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Ativo e Passivo – Conto de Resultados

Autor: Túlio
Categoria: Homossexual
Data: 01/11/2016 01:29:42
Nota 10.00
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Parece que temos respostas, quem sabe até há de se respirar e dormir mais tranquilo, Túlio e Braz, precisam voltar a “doçura” e a relação carinhosa, inspiradora de canções românticas, como Sexo, de Ultraje a Rigor.

Agradeço seu carinho e seus minutinhos dedicados a leitura deste, penso que devemos nos permitir esses momentos de descontração para viajarmos um pouco, já que a leitura permite isso. A nós que não temos grana para um cruzeiro de luxo, conhecer uma múmia no Egito, ou um yeti no Nepal,podemos nos divertir a maneira simples mesmo. Boa leitura, J.

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Braz tem toda razão de reclamar sobre ser cansativo dar conta de me “acalmar” sexualmente. Ficou meio desconfortável em transar deitado de lado sobre a minha mesa de jantar, com esse braço incomodando, nem sei como não desmontou com nosso peso. Não consigo entender como a penetração anal, sendo dolorosa e muitas vezes quase desconfortável pode me dar tanto tesão. Porque anseio tanto por aquele pênis grosso entrando e saindo, atritando arduamente em minhas paredes anais, como consigo gozar deliciosamente quando estou com ele totalmente dentro? Como posso ter um homem tão gostoso?

Depois do banho, nós nos secamos e saímos com a toalha na cintura até o quarto.

- Braz, comigo você não usa preservativo, é porque você confia em mim ou porque não costumava a usar com ninguém?

Acho que esse tipo de assunto é sério demais, mas necessário. Na metade de dezembro passado, cinco meses atrás, na checada geral que faço pedi esse teste para ter certeza que estava tudo bem.

- De uns anos pra cá tenho usado com os caras com quem saí, nem sei por que com você parei de cuidar. Acho que por confiança cega. Porque essa pergunta?

- Em dezembro eu fiz aquela geral e está tudo ok, é só porque nunca falamos sobre esse assunto.

- Acho que com o grau de intimidade que nós dois temos, não tem porque ficar constrangido, Túlio, esse negócio é coisa séria. Eu me cuido muito, pelo menos sempre cuidei até te conhecer. Mas nós dois podemos fazer esse exame por mim e por você, sem crise nenhuma, entendeu?

Eu sorrio e abraço ele.

- E o braço? Ainda dói, quando vai tirar essa coisa?

- Ei não encosta no meu braço. Está meio inchado.

- Fresco... Túlio eu sempre quis perguntar uma coisa. Eu fui o único cara?

Nossa, vou socar esse cara.

- Claro. Eu... já... que... disse que, claro que sim. Porra.

- Entendi tudo. É que foi muito fácil levar você para a cama, sendo que fui o primeiro homem, lembra que no segundo dia que conversamos, bati uma para você?

Fico ali de boca aberta e totalmente incrédulo no que ouço.

- Fácil? – Meu sangue ferve naquele cruzamento da minha vergonha e o descaramento dele.

- Eu me senti atraído desde que te vi pela primeira vez, cara de moleque com esse nariz empinado, cabeça raspada, parecendo um cabo do exército...E esses olhos verdes que nem uma folha de alface.

- Alface? Mas alface é tão sem graça. – Falo rindo.

- Enfim, foi só uma curiosidade que tive, se caso você já teve outras pessoas além da Iraci, não é da minha conta. O que importa é que adoro você e não vou perder, especialmente para aquele seu vizinho irritante. O Teseu.

- Eliseu.

- É a mesma coisa. Se aquela galinha ciscar perto de você, subo no salto, rapaz.

Me seguro para não rir de Braz, ele com ciúmes é hilário. Não queria ser o espírito de porco e acabar com a delícia do momento em seus braços, mas preciso tocar no assunto na versão do seu Camilo. Depois que conto ele comenta:

- Sinceramente, eu não fazia ideia de nada disso. Carlinho e eu fizemos sexo, não tive outros interesses no rapaz.

- Será que ele te seduziu porque soube que você teve caso com o Valentin? Por ciúmes meio que quis se vingar?

- Deixa isso pra lá. Merda, quanto mais mexe, mais fede. Não estou entendendo mais nada. Vamos deixar acontecer daqui para frente. Já encaminhei a cópia da filmagem da câmera que registrou o seu atropelamento e logo vão identificar o condutor, você processa e pede proteção. Sabe como é a nossa justiça? Se for réu primário, se apresentar espontaneamente e tem residência fixa, o cidadão fica livre. Ou seja, não há como garantir nossa integridade, Túlio e, nem tem como viver com medo. Não adianta procurar a cabeça da cobra se você não tem coragem de mata-la.

- Responda-me o que você acha do Valentin.

- Valentin é um cara que tem tesão em dinheiro, não parava de pegar no meu pé, acho que tinha mais tesão na minha grana, do que no meu...Sabe, não é? Você disse que o seu Camilo disse, que ele deu o golpe na velha e sabemos que saiu do país. A tal Rosa, adotou Carlinho e o putinho, com aquela frescura toda, pode ser dono de uma má índole, que levou um fora do Valentin, saiu comigo achando que podia atingi-lo ou mesmo para me dar um golpe também. Vai saber se eles não planejavam dar um golpe juntos na mulher. Não tenho teoria formulada. Não sei, Túlio, mas não acredito no seu patrão com relação ao Carlinho, sério. Tenho dó do rapaz.

- Sei lá Braz, mas se não for mentira... Seu Camilo, não é um cara que mente.

- Olha, Túlio, não me envolvi com Carlinho ou Valentin, eu tive sexo com eles e fiquei surpreso ao saber da ligação de ambos, tanto quanto você.

- Isso cansa mesmo, estou exausto desse assunto.

**************

Dias após, entrevisto uma jovem para o cargo de secretária, que foi abandonado por Kelly ao pedir demissão por telefone, se negando a cumprir o aviso. Seu Camilo chegou ir a casa dela, mas não achou ninguém.

Gostei de Maria Rita, estudante de contábeis, que já na contratação me pediu para permiti-la ajudar os setores com lançamentos no computador que lhe será disponibilizado.

Muitas coisas deixam de acontecer, caem no esquecimento.

Kelly bem mais calma vem ao escritório logo após Edi se apresentar na delegacia. Com a vinda dela descaracteriza o abandono de emprego e conseguimos conversar.

- Como você está? – Pergunto sem me permitir ficar comovido com suas lágrimas hoje. Já que ela continua a não me olhar nos olhos.

- Bem. Não quero falar no assunto Túlio, só quero saber o que vou receber?

- Kelly... Não foi a Rosa, foi o Valentin, não foi?

- Onde eu assino?

Eu viro a folha do aviso dela e aviso-lhe sobre a data e local da homologação.

- Túlio, o Edi não é bandido, só estava com ciúmes. Eu e ele passamos por uma crise e nem dinheiro temos, se processar a gente, nem sei o que fazer.

- Pensa... Kelly olha pra mim. – Ela faz enquanto as lágrimas escorrem pelas bochechas. – Se ele tivesse me matado não haveria dinheiro que traria paz a vocês e com certeza ele seria preso. Mas ele tivesse jogado o carro em cima de um de meus filhos, eu que estaria preso, entende. Não quer falar, não fala, só toma cuidado com quem você se mete. Meu pai sempre dizia quando eu tentava acobertar um primo bagunceiro com quem cresci, o diabo faz a panela, mas não a tampa.

Ele desvia os olhos e responde.

- Dona Rosa me deu um dinheirinho, foram uns três mil reais, mas nunca me pediu para eu te seduzir por vingança, ela tem uns problemas de solidão e entendeu errado sobre nós desde o começo, lembra? Eu falava que era casada e ela esquecia.

- Falava quando?

- Pediu meu telefone. Ela é muito sozinha, nem sei por que me ligava, quando eu a convenci de que tinha um marido, comentei que você namorava um homem, aí ela mudou e disse que sentia muita pena de mim. Mandou um envelope com esse dinheirinho... Não sei por que, acho que foi porque contei que não sobrava para arrumar o cabelo. Ela me disse que o Valentin roubou todo dinheiro dela e fugiu. Que estava pobre e tinha dias que não tinha nem pão em casa, aí eu mandei o Edi devolver o dinheiro dela.

- Que história insólita. – Falo incrédulo.

- É isso que aconteceu e as fotos foi como te disse. Só a do seu quarto, foi o Edi que conseguiu e quando liguei para o seu Pedrinho ele chorou e pedia para eu dizer que era mentira. Aí eu pedi o endereço e mandei as fotos suas com o Braz.

Não é mais a contabilidade que me deixará careca, careca de vez, eu digo. Esquentei minha cabeça à toa? Tá certo, a velha e Kelly, saem de cena. Edi, processado por danos, cujos valores monetários, são dispensáveis, não tive despesas relevantes nem sequelas. Sigo a vida até onde posso e Carlinho? E Valentin?

- E o Carlinho?

- Só sei o que ele me contava.

- Que era abusado pelo pai adotivo e era amante do viado do Valentin.

Estranho meu jeito de falar, mas a paciência acabou.

- Só isso mesmo é tudo o que eu sei.

- Então tá certo. Eram você e o Edi que fizeram essa ação toda?

- Eu gostava de você, não sabe como me sinto mal por ter feito essa merda toda, não foi o Carlinho que fez coisa alguma...

Cerro meus punhos e aperto com força quando ela chora e soluça alto.

- Sabe ou não, não disse que esse cara te avisou para não aceitar nada de Rosa e Valentin.

- Não, eu menti.

- Porra olha nos meus olhos, Kelly, para de chorar e fala. Não mente pra mim.

Chego a cuspir enquanto falo gritando. E ela se assusta.

- Edi te atropelou com intenção de matar, já que não te achou no seu quarto na noite do seu aniversário. Ele saiu com uma faca, eu fui atrás dele até a sua casa de bicicleta, porque ele estava com o carro. Quando cheguei eu vi a comoção da vizinhança e fiquei desesperada, tinha fumaça saindo da janela e cima, eu pensei que ele tinha te matado e colocado fogo. Encontrei-o por lá, aí me falou que não tinha te encontrado, mas o que era seu estava guardado e disse que jogou um o cigarro em cima da sua cama... Túlio me perdoa.

- Ah meu Deus do céu. – Quase desmaio na frente dela. – Kelly, porque não falou nada, imaginou se ele me mata sem eu ter culpa alguma... Kelly, eu nunca dei em cima de você, te respeitei, gostava de você...

Choro na frente dela, não é por mim mesmo, mas por meus filhos que podiam ter sofrido alguma retaliação da parte do marido ciumento.

- Não denuncia ele. – Ela me pede. - Não vou depor contra ele, não vou contra o meu marido.

- Kelly, tem ideia de quantas noites fiquei acordado preocupado? Você não é mãe? Se coloca no lugar da Ira, no meu lugar. – Choro feito criança. – Meu Deus Kelly, você vive com um bandido dentro de casa.

- Não Túlio, ele me disse que está arrependido, se ele for preso, vai acabar virando bandido de verdade. Desculpa.

De novo essa mulher sai da sala e bate a porta. Fico pensando no que fazer com a informação que acabei de gravar com meu celular.

- Cara, o que houve?

- Porra, Júnior... – Desabo na frente desse cara que me olha assustado.

- Meu Deus, cara tá me assustando...

- Ouve isso.

Camilo Júnior é e sempre será um babaca detestável, mas foi a pessoa que teve maturidade para me ajudar naquela manhã.

- Vou denunciar, claro.

- Porra aí tem prova para colocar no xadrez aquele marido da Kelly.

- Me deixa ficar mais calmo. Essa mulher já acusou tanta gente que não sei o que é verdade ou mentira.

- Que se foda, entrega uma cópia disso para a polícia e deixa a bandidagem se foder, vai ficar um acusando o outro, vão ser todos investigados, você e a família ganham proteção, o Braz, etecetera. Não sei cara, a gente não deve demorar, vai saber o que ela vai sair falando quando chegar em casa. Passa isso para o meu notebook que vou com você lá na delegacia.

Com provas concretas de ameaça a minha integridade, eu procedo na delegacia com a queixa formal e contrato um advogado, garantindo meus direitos. Tenho outro dia agitado por minhas questões pessoais, outra semana tensa que passa lenta, Braz está fora do estado cuidando de assuntos de sua filial, enquanto fico com morrendo de saudades.

Assim tenho algum tempo para organizar coisas pendentes.

Recebo uma ligação de Carlinho sábado bem cedo e ele me pede se posso ir encontra-lo no calçadão perto de uma de suas lojinhas.

Estou receoso, não quero envolver outras pessoas para que não ocorra de alguém se machucar. Não saio de casa pensando que estou indo para uma armadilha, saio calmo, preparo meu celular para gravar a conversa com ele. Se minha hora chegar, talvez isso sirva para alguma coisa.

- Ai, nossa, Túlio, quanto tempo? Que legal te ver? – Me cumprimenta, Carlinho o bombom que fala e rebola, o único. – Menino que babado é aquele com sua secretária?

Fico cabreiro, isso é meio lógico.

- Ei, quem contou?

- Ai, né... Quem você acha? O Valente.

- Valentin está fora do país, Carlinho, que envolvimento você tem nessa palhaçada toda?

Percebo que ele arregala seus olhos puxados de cílios compridos, acho que até são pintados, sua expressão fica triste de repente.

- Túlio, a Rosa, conta as coisas para ele.

- Chega disso. – Falo me levantando, cansado de mentiras e com medo de estar perto da “cabeça da cobra”.

- O Valente era meu namorado, tinha uma porção de “poblemas”, a bruxa da Rosa e ele ficavam juntos, juro que era bem isso que acontecia.

- Sei, tipo a história do seu padrasto que se matou, depois que você saiu inventando calúnias.

Carlinho começa a chorar.

- Não é verdade. Nunca vai ter ninguém para acreditar no que eu passei, por isso nem me justifico mais.

Eu estou cansado, preciso tocar minha vida e quando dou dois passos escuto:

- Aquela sua secretária conta tudo para a Rosa, nem sei por que, mas é dela que recebe instrução do que dizer para você. A Kelly está tão assustada quando eu, bem que eu disse para ela não acreditar e nem aceitar nada deles... Vê, o marido dela vai responder processo, né?

- É por causa do Braz?

- Senta que falo para você, mas nem sei o que vai acontecer comigo depois disso. – Sento perto dele e ele se aproxima, olha em volta e começa. – Tá, assim vou até falar um pouco de mim, para ver o que você acha... Minha mãe trabalhava de doméstica na casa da Rosa e como eu tinha muitos irmãos, a mãezinha me deu para a Rosa que nunca teve nenhum filho, me lembro que eu tinha uns oito anos e chorei muito quando ela foi embora. Aí a Rosa, que só me adotou para bancar a “caridosa” entres as ricaças, começou a me maltratar, fosse porque sou negro, ou porque eu tinha esse jeitinho de menina. O tio Epa, era um dos velhos ricos que ela casou, mas era só por dinheiro. Ele era um velho bem escroto, sabe...

- Sim, já ouvi alguma coisa...

- Então a Rosa, depois que eu contei tudinho que ele fazia, ela me pediu para denunciar ele... – Carlinho morde o canto da boca e tenta controlar o queixo que treme. – Eu fiz tudinho que ela disse, depois contei lá para o médico que me examinou e depois para o homem da polícia tudo que ele fazia. Aí eles disseram que iam prender ele, aí ele dormiu na cadeia uma noite e quando foi em casa, eu estava com tanto medo dele... Ele se enforcou, sabe... A Rosa, daí, depois disso, chamou a polícia em casa e me levaram para um centro de detenção de menor infrator, porque o médico e o cara da polícia ganharam dinheiro dela para dizer que não tinham encontrado nada em mim. Sumiram com tudo. Acharam até droga nas minhas coisas... Mas não tinha também porque eu ficar preso, porque fui acusado de algo que eu não poderia ser responsabilizado pela idade e quando deu os dezoito eu fui solto...

- E?

- Aí tive que achar coisa para fazer e ganhar dinheiro, depois de dois anos dando o cú e chupando os caras a força na unidade, eu só sabia fazer uma coisa para ganhar dinheiro. Aí Túlio, sofri muito... O Valente eu conheci quando eu fazia “catálogo”, aí deu “conhecidência” que ele trabalhava para a bruxa. E também comia ela e eu gostava dele, ai ele me batia, tem várias queixas, na delegacia, depois ele me perseguia, na verdade pagava alguém para me seguir, aí, assim, eu tenho tanto medo dele.

- Você falou, falou e não disse nada.

Carlinho chega mais pertinho.

- A sua secretária é uma coitada, sabe. A Rosa usou ela, porque queria que você terminasse com o Braz... O urso ficaria sozinho e o Valente, poderia sair com ele e dar o golpe como ele vem fazendo com os caras com dinheiro. Ele e a Rosa. Mas como nem todo mundo é trouxa, ai você era tipo, a pedra “do sapato”. Aí disseram que iam te deixar em paz...

Levanto uma sobrancelha e ele prossegue.

- A moça não deu conta do recado, aí me mandaram tentar, lembra né? Não deu certo, aí deram um dinheiro para o marido da moça e não deu certo também.

- Carlinho, o Valentin ia dar um golpe no Braz? – Falo com sarcasmo na voz. – Como? Dando o golpe da barriga?

- Não, não, sequestro, extorsão, sei lá, tem uma quadrilha, Túlio. – Carlinho está tão pertinho que seu joelho toca no meu. – Eles achavam que te sequestrando, o Braz não ia te abandonar, no passado tentaram com o menino... tinha gente da polícia envolvida, vê só, eles compraram a polícia... Segundo o Valente, ele disse que o Braz, estava cabreiro e tinha segurança na casa da “vadia”...

Ele cochicha e me arrepio assustado com medo de ouvir o que acho que sei que vou ouvir.

- O Braz tinha um filhinho... Não sei se você sabe... Mas o mecânico que ninguém foi atrás de investigar, fez alguma coisa no freio do carro da namorada do Braz....

Qualquer pai e mãe de família há de concordar que quando vemos um filho cair e ralar o joelho, ficamos aflitos, quando têm febre ficamos preocupados, quando levam uma mordida ou tapa de alguém outra criança, sentimos vontade de revidar, imagina quando recebemos a notícia de uma fatalidade.

- Meu Deus, Carlinho. Mataram o filho do Braz...

Uma lágrima escorre na face morena.

- Túlio eu tinha que contar isso para alguém... Sabe que se eu morrer, eu morro de consciência tranquila.

- Não diz isso, rapaz. Porque te contavam todas essas coisas?

- Ele disse que sou o HD dele. Das coisas mais horríveis.... O Valente, sempre achou que a Rosa, um dia ia se vingar dele, por tantas coisas que ele já fez com ela também e porque ele sabe demais. Túlio, você sabe quantas vezes ela casou? Quantas vezes ela ficou viúva? Quantos lugares ela viveu antes de vir parar aqui? Sabe, ela e o Valente, fizeram muita coisa juntos.

- Você sempre soube disso?

Eles me contaram não faz muito essas coisas, fiquei muito mal, porque eu não tinha contato com eles há anos... Minha vidinha estava tão certinha, nunca fiz mal a ninguém e todo dinheirinho que tenho, ganhei daquele jeito, “trabalhei” duro... Minha fabriquinha começou em casa mesmo, eu vendia na faculdade meus bombons, fazia as encomendas, não ganhei nada deles, nada... só ameaças...

- Não disse que processou o Valentin?

- Tenho proteção, contra o Valente, porque só eu sei o inferno que vivi com a Rosa e depois com ele. Ninguém acredita, não tenho ninguém por mim, Túlio, eu tenho medo... só me sobrou isso. Não ganhei dinheiro com o processo, juro que não me interessa aquele dinheiro nojento de crime, deles. – Ele suspira pesado. – Por isso te procurei, não posso mais querer me proteger, nem existe proteção que funcione caso eles queiram me tirar da jogada... Meu pior castigo é saber tudo o que sei. E sou capaz de morrer se um dia te fizerem mal, usando teus filhos... Ai, Túlio ele são gente muito cruel, do mal...

Meu coração aperta, minha garganta dói, meu estomago revira. Meu Deus dúvida e quanta dor. Carlinho soluça muito, mas em nenhum momento desviou seus olhos dos meus.

- Você é legal, Túlio, mesmo chateado comigo, sempre me tratou com respeito, mesmo que seja só por profissionalismo... Minhas funcionárias me adoram, eu sou bom patrão. Hoje vim te dizer adeus...

- Não fala isso... – Não consigo abraçar ele...Nem chorar, eu consigo, me dói a garganta.

- Antes de vir, eu procurei a polícia e contei tudo que sabia, eu e a moça que trabalhou com você. Boa sorte, Túlio e pede pro Braz me perdoar, se puder... Eu o conheci anos depois da morte do menininho.

Carlinho levanta e caminha até o calçadão. Fico aliviado de ver que ele atravessou a avenida de mão dupla ileso, se vira e me abana e depois continua a caminhar, mas tenho um presságio ruim. Quando levanto, ouço algo como som de um rojão. Depois gritos...

***********************

Volto para o escritório na segunda feira, sentindo um aperto sufocante no peito, não sei por quanto tempo ficarei segurando minha tristeza. Fui a última pessoa a falar Carlinho antes de ele ser baleado, tive um resto de final de semana horrível, depus e contei sobre nossa conversa que tivemos, meu celular ficou detido para o caso de haverem pistas que podem levar isso tudo a um ponto de origem, minhas informações bateram exatamente com as informações gravadas no depoimento dele. Sou liberado e me sinto destruído em ter que contar ao Braz chegou só no domingo já muito tarde, chegou a passar mal com as últimas revelações e precisou ser sedado. Foi tudo muito rápido.

Naquela semana, ele fica basicamente comigo todos os dias, separamo-nos apenas para irmos aos nossos respectivos trabalhos. Tenho conversado muito com ele sobre termos calma, aguardarmos um desfecho para toda aquela fase ruim, ele concorda que nada trará seu filho a vida outra vez e nos esforçamos para apoiar um ao outro e seguir a diante.

Seu Camilo senta-se em minha frente consternado.

- Ah, filho... Até eu podia ter me fodido na história... Nunca achei que a Rosa pudesse ser isso que estão acusando-a. Fiquei ruim o final de semana inteiro, cara. Bem no fim você que era o “alvo”... Nem que a Rosa tivesse dinheiro poderia se safar dessa vez...

Seu Camilo me parece constrangido ao ter que admitir que a mulher o enganou bem. Poderia ter se fodido mesmo e concorda comigo que, em termos, o “mistério” foi resolvido.

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O noticiário local que passa antes da novela das sete tem como manchete:

“Uma mulher de 59 anos foi presa por suspeita de estar envolvida na morte do filho do empresário Braz Joaquim Vieira, emna época a perícia concluiu que a mãe da criança que também faleceu no local, provocou a colisão ao invadir a pista contrária....”

Outro trecho da reportagem:

“Rosa Maria, empresária, acusa o ex marido de ser o mandante do crime...E o mecânico no seu depoimento nega ter recebido dinheiro de Rosa, acusando o designer Valentin de ter procurado ele pessoalmente, lhe oferecendo...”

- Desliga essa merda. – Ele fala alto quando chega do supermercado e me pega assistindo o que passa na TV naquele momento. Braz está tão deprimido que não come e passa noites em claro.

- Calma, vai tomar um banho, amor. Olha pra você. Braz.

Ele me abraça e não chora mais, tem tomado a Sertralina e aceitando meus conselhos e de Ira, acabou por iniciar a psicoterapia. Tempo ao tempo, afinal não se supera de uma para outra algo tão difícil.

A medida que as semanas passam, consigo voltar ao ritmo normal de antes, mais tranquilo. Seria 100% se Valentin estivesse preso e condenado, mas como sabemos como funciona nossa justiça, aguardaremos enquanto vivemos e superamos.

Temos uns três ou quatro meses com “furacões”, “enchentes” e “terremotos”, mas fase de calmaria que virá em seguida deve-se ao fato de Valentin ter sido extraditado e mesmo que venha a responder as acusações em liberdade, denunciou mais umas seis pessoas envolvidas e que certamente não deixarão barato. Pelo menos nós, teremos dias de paz, por enquanto... Nada acabou.

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Dia sete de setembro daquele ano, é feriado e aproveitamos para assar uma carne na casa de Ira. Eu e João Carlos, namorado da minha ex, que também contador levamos aquela bronca quando começamos a falar sobre assuntos contábeis...

- Braz, o que você acha de nós dois colocarmos esses aí de castigo? – Ira nos ameaça.

- Até sei um castigo bom. – Braz e ela estão de conchavo, isso me assusta. – Deixar os dois trancados juntos só por um mês... Garanto que iam enjoar do assunto. O Túlio quando começa, não sabe a hora de parar, aí eu interrompo com “assuntos” mais “importantes”, ele fica todo nervosinho...

- Nem precisa falar muito, meu querido. Conheço a peça...

Fico com o rosto quente e louco para dar uns tapas no Braz... E qual o problema com a Ira?

- Ei, tem mais gente aqui. – João reclama.

- Porra que ano demorado para terminar. – Reclamo na frente de Ira, Braz e meus filhos durante um almoço na casa dela. Rafa completou oito anos no dia 13 de julho e gaba-se de ter nascido no dia mundial do rock.

- Pai, olha o palavrão, depois o Edu fica repetindo. – Rafaela chama minha atenção.

- Desculpa, filha. – Levar bronca de filho não é legal não.

Ah feriado, cerveja boa bem gelada, churrasquinho, coraçãozinho, João é um cara foda, engraçado, um tipão meio grandão, bem atipado, não é lá muito bonito, mas chama a atenção, ele está sempre com barba por fazer e isso deixa ele charmoso, quando ri, faz covinha num lado da cara, apesar de ser só uns meses mais velho, tem muito cabelo grisalho e fico imensamente feliz por Iraci, que olha apaixonada para ele. Rimos muito juntos quando deixamos as contábeis lá na contabilidade, tomamos uma cachaça que ele trouxe na cidade onde moram seus familiares e depois de da janta, eu, Braz e ele viramos uns bebuns... Nossa quantos anos que não bebia despreocupado. Braz sabe que fico facinho, facinho quando bebo e vai enchendo meu copinho...

De repente Braz esquece onde estamos e me abraça apertado.

- Braz... – Falo com a cara esmagada no peito dele, ah o cheiro do meu homem, fico maluco.

Ele ri e me solta, mas me olha todo apaixonado.

- Pai, o Braz e você são gays?

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Juro que para desenrolar isso, tive que levar uma foto do casal Braz e Túlio na rezadeira, pelamor.... Agradeço a paciência e o retorno, mas já estou me coçando de vontade colocar os bofes para “trabalhar”... chega dessa coisa de “quem matou Odete”, né...

Meu zóioazu aqui disse: ai, nem dá tesão ler uma coisa dessa... (cara xarope)

Agradeço mui carinhosamente:

Cintia C, Valeuuu, pelo carinho, bjsss =D

Jades, kkkk, chega dos mistério, né, já não basta não saber se o ovo ou a galinha que veio primeiro, tomei uma chamada do “pssor”, ai, até parece que isso acontece na vida da gente(gentEE) paranaense. Vi o conto sim, dei risada na hora do piolho, ahhh(nem sou careca), que honra ter um personagem meu inspirando um seu, sem crise mesmo, sou de boa, pode até usar alguns desses se gostar, minha passagem na Casa é para isso se divertir e desestressar, Abraço carinhoso!!!!!!!!

Magus, pela graça de Javé, também não tive mullets nem o cabelo “pinico”, kkkk a mãe achava horrível, ufa, cortava curto mesmo, coisa linda de se ver. Mentira, era feinho, meio bugrinho, por parte de pai, zoioazu da mãe, mas sabe quando cagam na cabeça da gente e muda a cor? A galega se achando com o filhote lá por 82 ai, meu bugrinho de olho azul... ai pimba, ficou escuro... Esse lance de liberar o anel, bah, a gente acha que o passivinho nosso de cada dia tá faceiro ai um dia acontece contigo, tadinho do Braz, imagina a violência....kkkk

Liz 161, quanto rir, com o lanche dos cavalos, eu digo que vou lançar um uma coleção de livros de bolso(que ninguém vai ler): Como enviar Impostos e Fazer amigos, Aventuras de Um empresário dentro da Contabilidade, Contador Blindado, Entenda como contabilizar: Volume 1 ração animal na oficina Mecânica, Mamãe, eu entendi o contador, Amigo Contador... Beijos e muito SPED transmitido com sucesso, kkk Abraço carinhoso a ti!!!!!

Bagsy, kkk, os metais são meu, isso que é foda, o “grande” 1,65 se não for menos, (quando ler meu conto amanhã vai me distratar, vai criar nick só de ruim que é comigo), mas com 34 anos, escutar Britney, sei lá.... beleza, respeito na boa, mas me zoa e enche o pacová com meu Legião... diz que Raul Seixa canta mal...: (deixa quieto)... mas que fofinho, 21 anos, pela escrita de seus contos, que é perfeitinha, parece ser bem maduro, em novembro faço 37, bah... me senti um vôvo... vôvo mesmo : Muito abraços de ursos!!! :D

Digsgay, o Jota teve que tomar vergonha e resolver uns mistérios pelo bem da relação correndo riscos, kkkk, vou por esse caldo para esquentar um pouco, valeu sempre por esse cariinho seu, abraço apertado!!!!

Machad, quase que peguei nojo tchê, a vida dos dois estava enrolada demais, na boca do sapo, já vou prender todo mundo que perturbou o casal e que eles possam de maneira doce e romântica, dar umas trepadas e rolar uma inversão, (dói pacas), kkk, Um abraço pra lá de apertadol!!! :D

Ai, Postei um conto novo: Professor e seus dois Maridos...

Não é série nova, é apenas um conto, meio que uma pornochanchada gay (nem sei se existe), já que vou apanhar, o Dado, fofinho foi inspirado (apenas fisicamente) no meu “grande” coisa gostosa, quem disse que tem que ser magro pra ser formoso, ouviu, larga da herbalife que tá gostoso assim.

Uma terça maravilhosa e bem produtiva a Todos!!!

Comentários

03/11/2016 22:23:37
Gente sabia q tinha algo de podre .... só q valentim ainda esta solto
02/11/2016 17:24:14
01/11/2016 12:08:20
Ufa! Tudo com o tempo acaba sendo descoberto!!! Foi muito bom o capítulo, agora teremos tempo para aproveitar mais da relação quente desses dois, embora acho legal incluir a porção de punição q cada um levou e tbm um pouco de consolo ao sofrimento do Braz
01/11/2016 11:43:43
Jota meu filho, que capítulo foi esse? Muitas emoções. Parabéns, vovô (devia te chamar assim só de sacanagem, mas sou legal e num vou não kkkkk). Não sei se é bom você achar que sou mais velho ou não kkkkkkk sempre disseram que eu sou maduro mesmo. Mas né. Porra. Mesmo gostando dos metais, ser acordado no susto num é legal. Olha, vou te dizer uma coisa, o bom de relacionamento é essas diferenças. Pq dá pra implicar e aí ter briguinhas bestas e fodas sensacionais, diz aí. Hahahahahahahah gente seu grande é baixinho mesmo, mas e você tem quanto de altura? E não se sinta um vovô, você tá maturando, ficando mais gostoso (pensa assim que é melhor kkkkk). Num vou mentir fiquei em choque com as revelações do capitulo e não queria que Carlinho morresse assim, mas né, tem que desenrolar o rolê. Adorei o conto do professor, e com todo respeito se seu grande for gostoso que nem o Dado tu tá é feito, irmão. Abraço!
01/11/2016 09:41:14
Ois, então, foi um pouco corridinho a explicação, mas por ter saído da boca de uma pessoa que estava perto de morrer e sabia disso é de se esperar a pressa na fala, pelo que senti eles estão na fase de calmaria depois da tempestade, mas não creio que isso tenha acabado, um esquema quando quebrado assim sempre sobra pra alguém, ainda mais pra uma pessoa como o Tulio que foi um dos principais responsáveis... E a você também muitos arquivos validados e transmitidos com sucesso rsrs
01/11/2016 09:10:32
Senti palpitações lendo esse capítulo, chorei com a morte do Bombonzinho, tadinho. Entendi direitinho a sua pressa em resolver em partes o assunto. Pra gente que escreve parece que os personagens ganham vida própria e a gente tem que dar um jeito de fazer a coisa voltar pros eixos. Mas o capítulo ficou bom sim, e dá aquela sensação que no próximo vai ser só felicidades OBA! Estou com vontade de ver o Túlio e o Braz como ´lá nos primeiros capítulos, trocando farpas ahaha, mas não ligue para mim, siga com o seu ritmo. sabe, No Rei Victor, cortei fora uma grande parte da história porque ela estava dando muito trabalho de pesquisa, e sem muito retorno. O conto novo, inspirado num manual besta do wikihow tem o triplo de leituras ahaha!!! Isso meio que desanima a gente né. Nem pense em parar de postar aqui, adoro seus contos! Adorei o do professor! Quando eu disse tadinho era por causa das profissões dos coitados. Um cara com dois maridos não deveria trabalhar tanto né! Fica aí fazendo graça, vai que seu professor arranja outro marido, hein?! brincadeira!!! Acho engraçado seu Fritz dar opinião nos seus contos, eu não deixo ninguém que me conhece ler os meus kkkkkk meus textos estão guardados numa pasta de nome bem desestimulante no meu note! Vergonha haha Não conheço o Paraná, mas gostaria muito... Abraços!!
01/11/2016 07:56:11
Oi amore! Tô muito com a parte da resadeira! Espero que agora tudo fique numa boa e que ainda demora muito pra terminar o conto.
01/11/2016 07:23:48
Oh povo, gente boa! Na vida não se guenta tanta coisa sem resposta, lá no passado do conto criei Rosa e Valentin como os "bandidos", estavam se divorciando, pois os interesses deles começaram a conflitar, Rosa desde jovem é a uma viuva negra, Valentin uma icognita, frio, cruel, realmente passou a perna na véia, a fortuna da família dele advinha de sequestros, estelionato e a fruta nao caiu longe do pé... A Kelly, foi procurada realmente por Rosa, tinha uma queda por Tulio, mas não era tão nobre esse sentimento, pois ela assistiu de camarote o circo pegar fogo. Edi é apenas o marido que ficou cego de ciumes, Carlinho entre torturas em sua vida, teve que saber dos piores detalhes de Valentin e Rosa, que tentaram coloca-lo na "atividade", Braz é aquilo ali, não tem mais segredos, expoe por vezes suas amarguras, mas não é sujeito mal, seu Camilo é um contador que passou dos sessenta, se aposentou depois de descobrir tumores no pulmao, devido ao fumo, por isso Túlio gerencia sua contabilidade. Junior, é só um bad boy, ou melhor tem pinta, mas não é um ser do mal... minha intenção nunca foi algo extenso demais... mas ficou porque sempre tentei ser o mais detalhista que conseguia. Tem coisas a esclarecer melhor, mas foi necessario pelo menos retornar um pouco de paz a vida deles, pois haverão novos momentos meio tensos pela frente... desculpe ai por ter decepcionado, continuo a postar com carinho... abraço de urso e cheio de sono, do ser das contábeis... e de coração recebi esses dois comentário como algo muito positivo, afinal quem comenta ê porque está ligadinho mesmo... bjsss e carinho...
01/11/2016 07:03:37
Magnífico! Sinceramente eu achei que eles iam se separar, ainda bem q isso não aconteceu. Vc soube a hora certinha de acabar com o mistério sem ficar chato! Enfim, tá perfeito.
01/11/2016 04:51:28
Não precisava correr tanto nesse capítulo. Não precisa correr pra solucionar tudo. O conto é maravilhoso e essa história ainda tem muito a ser desenrolada como disse Valtersó. Fiquei com a sensação de um fim próximo. Espero que ainda não. Poxa... Fiquei triste pelo Carlinhos, mas isso acontece."Testemunhas" de crimes pagam com a vida.
01/11/2016 04:04:14
REALMENTE TÁ MUITO ENROLADO ESSA HISTÓRIA DE QUADRILHA. É PRECISO DESCOMPLICAR, FACILITAR O ENTENDIMENTO. AINDA NÃO CONHEÇO BRAZ. AINDA NÃO CONHEÇO CAMILO. JUNIOR QUE PARECIA O PIOR DEU SINAL DE VIDA QUE É BONZINHO. KELLY E SEU MARIDO EDI SÃO SUPER ESTRANHOS. CARLINHO TODO COMPLICADO PAGOU COM A PRÓPRIA VIDA. SOBRAM ROSA E VALENTE QUA AINDA NÃO CONSEGUI DECIFRAR QUAL É A DELES.

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