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Porque é você que eu amo! | Capítulo 20

- Está entregue.

- Valeu, Misha. - Girei sobre os calcanhares para ficar de frente para ele. - Por ter cuidado de mim, me ajudado a chegar em casa e a vir pra aula. E... - senti meu rosto esquentando - desculpa o vexame. Não esperava desmaiar na sua frente daquele jeito. Estou muito envergonhado.

Ele deu uma risada baixa. Logo senti sua mão pesando sobre minha cabeça em um afago simples.

- Fica frio, Levi. Amigos são pra isso, não são? De certa forma fico feliz que tenha sido comigo por perto, porque sabe-se lá o que poderia ter acontecido se você estivesse sozinho.

Baixei um pouco o rosto, constrangido. Ele era mesmo um cara muito legal. Qualquer outro poderia ter feito algo ruim comigo estando impossibilitado, mas Misha não. Ele cuidou de mim, me medicou, zelou pelo meu bem enquanto estava inconsciente em sua cama e ainda me alimentou, mesmo que me obrigando.

Sorri ao lembrar dele dando uma de mandão hoje cedo depois de eu me recusar a comer por não conseguir sentir o gosto de nada. Ele fica tão engraçado quando força a voz para ficar ainda mais grossa do que já é.

- E esse sorriso? - perguntou divertido me tirando de meus pensamentos.

Balancei a cabeça levemente em negação.

- Nada em especial.

- Hummm... Ok - disse ele com desconfiança. Ele sabia do que eu estava rindo, afinal fiquei o lembrando disso até chegarmos aqui. - Não esquece que vamos almoçar juntos hoje, tá?

- Eu sei. Não vou esquecer. Te encontro na entrada do meu prédio na hora do almoço.

- Ok.

Misha me deu um meio abraço e se afastou, não antes de bagunçar meu cabelo de novo, rindo.

- Te vejo mais tarde.

- Até - respondi e entrei na sala para minha primeira aula.

A manhã foi de certa maneira rápida. Quer dizer, as aulas divertidas foram rápidas, mas sempre tem aquele professor que leciona de maneira tão cansativa que o tempo parece se arrastar. Foi por isso que agradeci mentalmente quando o sinal de encerramento da última aula da manhã soou.

Sacudi a cabeça para me livrar do sono que uma hora e meia de Gestão de Negócios Culinários resultou, arrumei minhas coisas, peguei a bengala no bolso da calça e segui para a saída. Eu sempre espero na porta da sala para que o corredor esvazie um pouco antes de rumar para o refeitório porque com tantos universitários indo para lá e para cá ao mesmo tempo fica difícil me situar. Por várias vezes já perdi a direção e precisei da ajuda de alguém - normalmente professores porque são poucos os que se disponibilizam a guiar um cara cego.

Assim que notei que um considerável número de pessoas havia desocupado o corredor, caminhei na direção já tão conhecida. Poucos passos à frente, porém, fui segurado pelo braço e arrastado para o outro lado. Nem tive tempo de protestar e perguntar quem era, quando fui posto com força contra uma parede e ouvi:

- Você pode me explicar por que te vi chegando aqui na garupa da moto do Michel?

Sebastian parecia muito, muito bravo mesmo. Dava para perceber através de sua voz forçadamente calma, mas de tom agressivo que ele repudiava até mesmo mencionar o nome do Misha.

- Sebastian?

- Responde, Levi, desde quando conhece aquele cara? - Ele segurou-me pela camisa, me empurrando cada vez mais contra a parede.

- Sebastian, o que você tem? Para com isso!

- DESDE QUANDO VOCÊ VIROU AMIGUINHO DAQUELE CARA, HEIN?? RESPONDE!!

- Por que está gritando comigo? Qual é o seu problema, afinal? - Agora quem estava ficando irritado era eu. Ele achava que podia vir chegando assim e exigir satisfações de mim?

- Levi, escuta bem, fica longe do Augustus!

- Por que eu faria isso? - falei com arrogância.

- Porque eu tô mandando!!! Eu não quero você perto daquele cara, tá me entendendo? Ele não é boa companhia pra você!!

"Ok, agora isso sim irritado."

Quem Sebastian pensa que é para querer dizer com quem eu devo ou não me relacionar? Eu reconheço que sou "submisso" a ele em muitos aspectos, mas de jeito nenhum irei deixá-lo controlar minha vida.

- E quem você pensa que é - soltei a mão dele da minha roupa com brusquidão - pra me dizer o que fazer?

- Eu sou seu melhor amigo e sei o que é melhor pra você!!

- E se eu não quiser o que você acha que é melhor pra mim? - desafiei.

Para minha surpresa, Sebastian avançou sobre mim, cravando dolorosamente suas unhas em meus braços ao mesmo tempo que me puxava para perto de seu corpo. Ele bufava como um touro, e eu não sabia dizer se era de raiva ou se era o pulmão reclamando de novo.

- Não brinque comigo, Levi Castellan - sibilou, bem próximo do meu rosto. - Eu estou falando sério, se afasta daquele cara!

- E eu falo mais sério ainda: você não é ninguém pra querer mandar em mim, Sebastian! - Eu estava fazendo de tudo para não demonstrar a dor que sentia por causa de seu aperto em meus braços. - Você não pode fazer nada pra me obrigar!

- Quer apostar?

- E vai fazer o quê? Me bater?

- Eu nunca levantaria a mão pra você. De onde tirou essa ideia?

- Das suas mãos me machucando agora!! - respondi mais alto.

Percebi ele hesitar e no mesmo momento suas mãos afrouxaram, me deixando livre para cambalear para trás até encontrar a parede de novo. Eu podia não demonstrar, mas estava assustado. Sebastian nunca tinha agido assim antes, muito menos comigo. O que estava havendo de errado com ele?

- E-eu nunca... eu nunca... nunca tocaria em você, Levi - disse ele em voz baixa, mas parecia estar falando consigo mesmo. - Você sabe que...

- Eu sei? - interrompi, ainda massageando meus braços. - Eu nem te reconheço mais, Sebastian. Quem é o homem que está na minha frente agora? Porque esse com certeza não é o meu melhor amigo. Aquele que me dava carinho, que me protegia, que estava sempre do meu lado e que dizia sem medo que me amava. Desde que aquela garota entrou nas nossas vidas tudo vem desandando e só tendem a piorar cada vez mais a cada dia que passa.

- Levi, isso não é assim também. Eu continuo sendo o mesmo. Sei que tenho agido estranho, mas ainda sou seu melhor amigo. Seu Sebastian.

- Não, você não é! - falei com raiva. Passei as mãos nos cabelos e soltei ar rápida e pesadamente pelo nariz. - Pelo amor de Deus, eu sequer consigo sentir que é você aqui. Aquela sensação... aquele calor que eu sentia sempre que você estava perto de mim... está se apagando. Está morrendo, Sebastian. Não sei mais o que você pensa ou que sente... Tudo o que sinto perto de você é o vazio, o frio ar do nada. E eu estou com medo. Medo não só de te perder pra sempre, mas também de você!

- Por favor, não diz isso, Topolino - pediu ele com dor na voz. - Eu jamais faria mal a você.

Fechei os olhos ao ouvir meu apelido. Essa única palavra uma vez me trouxera tantas sensações boas, mas agora...

- Para com isso, Sebastian.

- Topolino...

- PARA DE ME CHAMAR ASSIM!!! O MEU MELHOR AMIGO ME CHAMAVA ASSIM, E VOCÊ NÃO É ELE!!!

Uma porta se abriu nesse momento, mas a pessoa parou. Sebastian gritou para ela sair e eu só ouvi os passos rápidos se afastando e a porta batendo. Foi então que me dei conta que estávamos no banheiro e franzi o nariz com o forte odor de urina no ar.

- Podia ter me trago pra um lugar melhor, hein? - resmunguei ainda muito irritado.

Ele apenas suspirou. O silêncio se estendeu por mais alguns minutos, sem nenhum dos dois conseguir encontrar mais nada para dizer. Eu já estava aflito pensando em Misha me esperando lá embaixo.

- Se já acabamos aqui, eu preciso ir - disse eu decidido.

Mas Sebastian segurou-me pelo braço e tornou a insistir:

- Por favor, Levi, eu estou pedindo, se afasta dele. Esse cara não é nada do que quer quer te tenha feito pensar que é.

Suspirei. Ele não iria desistir. Eu sabia disso.

- Ok, Sebastian, eu vou fazer isso. - Soltei meu braço do aperto dele. - SE você me der um bom motivo. É só isso que eu quero, me dê um único motivo plausível pra que eu faça o que está pedindo e eu farei.

- Você nem o conhece, Levi. Não sabe o que ele já fez...

- Sim, eu sei - falei me virando para ele. - Eu sei de cada idiotice que o Misha fez. Ele me contou.

- E-ele te... te contou?

- Sim.

- E você não se importa?

- Sinceramente? Não.

- Mas... mas então por que comigo você está sendo tão duro? Ele fez coisas piores que eu, usou drogas, traiu, arranjou brigas na rua. Por que COMIGO você não pode ter essa compaixão? - perguntou ele quase chorando. Senti meu peito doer e uma enorme vontade de perdoá-lo, mas já tinha dado minha palavra no dia anterior. Precisávamos dar um tempo.

- Porque ele traiu suas namoradas, não a mim. Não tenho nada a ver com isso. Não tenho nada a ver com quem ele foi antes. Já você, Sebastian... Você me deixou por uma garota, traindo todas as promessas que me fez de uma única vez.

Voltei a virar na direção da porta para ir embora, mas antes terminei:

- Não conheci Misha no passado, e entendo que ele era mesmo uma pessoa com a qual eu jamais me envolveria, porém, agora, eu sei que ele é um novo homem. Ele mudou pra melhor. Ao contrário de você, que também mudou, mas caminhando na direção oposta. Quando for novamente aquele Sebastian, o Sebastian que eu amo, eu vou estar de braços abertos pra te receber de volta no meu coração.

Sem mais nada para dizer e lutando contra as lágrimas, saí daquele banheiro sentindo que havia perdido de vez algo dentro de mim. Uma parte importante do meu ser. Do meu coração.

Da minha alma.

Desci apressado para o térreo, limpando desajeitadamente algumas lágrimas que caíram para que Misha não me fizesse perguntas. Fiquei feliz quando cheguei à porta e ele ainda estava lá me esperando.

- Ei, o que aconteceu? Estou aqui há quase dez minutos e você nada. Já estava preocupado - disse ele vindo até mim.

Tossi antes de falar, pois sabia que minha voz iria falhar se não o fizesse.

- Eu estava falando com um professor - menti. - Esclarecendo algumas dúvidas. Desculpa o atraso.

- Tudo bem, não se preocupa. Eu só fiquei assustado pensando que você me daria um bolo. - Riu baixinho.

- Ei, eu nunca faria isso. - Dei um leve sorriso. - Mas então, aonde vamos?

- Ah, você vai adorar. - Ele passou um braço sobre meus ombros, evidenciando novamente a diferença incontestável de altura entre nós dois. - É um pequeno restaurante chamado Ricette Della Nonna. Já ouviu falar?

- Não, mas só pelo nome já gostei.

- Então vamos logo, porque estou morrendo de fome. - Sua risada era tão boa de ouvir que eu ainda na minha melancolia não pude evitar de o acompanhar.

Seguimos para o estacionamento e ele fez o mesmo processo de sempre, me ajudando a pôr o capacete e subir na moto. Misha então, após sentar na minha frente, segurou minhas mãos e puxou meus braços para envolverem sua cintura. Apoiei o queixo no ombro dele, sentindo o aroma de seu perfume forte misturado ao aroma de jasmin que emanava de suas roupas.

- Está pronto? - perguntou animado ligando a moto.

Dei um pequeno sorriso.

- Estou apenas esperando você.

Imediatamente ouvi o som do motor e senti o solavanco da arrancada que ele deu, disparando em direção à rua.

.

As semanas passavam voando e junto com elas mudanças aconteciam aos montes. A primeira foi o clima na escola.

Com a proximidade do baile de halloween, as pessoas, vulgo alunos e até professores, ficavam cada vez mais ansiosos procurando saber o que vestiriam e com quem iriam. Quase tudo já estava preparado para a festa, que aconteceria dentro de uma semana, só faltavam alguns poucos detalhes como buffet e músicas.

Um ponto positivo nisso tudo é que no meio de tanta bagunça e ansiedade, minha amizade com Misha só cresceu. Ele se tornou um grande amigo e me trata sempre com muito carinho e respeito, como se eu fosse seu bem mais precioso, o que às vezes é um pouco sufocante, mas eu acho muito legal e fofo da parte dele.

No entanto, ao mesmo tempo que fiquei mais próximo do Misha, minha relação com Sebastian decaiu de ruim para quase nada. Ele não tentou mais se aproximar, decidiu respeitar meu pedido de dar tempo ao tempo, mas mesmo assim eu sei que me observa de longe e ambos temos sofrido por isso.

Você deve estar pensando: "Que coisa chata! Por que não se reconciliam logo de uma vez?"

Bom... Bem que eu queria que fosse tão simples. Só que o problema é que eu não posso reatar algo no qual não há confiança. Quero dizer, ele nem sequer me diz o que está havendo, não me conta por que está tão estranho. Eu não posso fazer nada sem entender a situação primeiro. Estou de mãos atadas.

E agora, como se fosse pouco o que está acontecendo entre Sebastian e eu, tem também a Bianca...

Se minha amizade com meu melhor amigo é quase inexistente, meu namoro com ela virou fumaça. Já tem muito tempo que eu venho reparando no afastamento dela. Sempre que nos vemos é por pouco tempo (se chega a uma hora é um milagre), mas agora a gente praticamente nunca se vê e nos falarmos é muito raro. Ela sempre está ocupada com afazeres do emprego ou trabalhos da faculdade...

Não me entenda mal, eu não estou culpando ela. Estou culpado  a mim mesmo. Enquanto Bianca se mantinha ocupada com diversos outras coisas, eu estava afundado em minha melancolia e tristeza por causa de outra pessoa. Sequer pensara nela ou em nossa relação. Tinha todos os motivos para me importar mais, para pedir mais dela e me esforçar mais para melhorar nosso namoro, mas... eu não me importava. Digo, não no sentido de "não estou nem aí", mas algo como "não consigo sentir nada".

É como... como... como uma... música. Isso, isso mesmo. Uma música que eu adorava, mas que já ouvira tantas e tantas vezes que a mesma perdeu sua graça. Me sinto um pouco... miserável por pensar assim. Sinto como se a tivesse usado para algo.

Eu poderia ter sido um namorado melhor. Eu DEVERIA ter sido um namorado melhor.

- Pensando no Sebastian de novo? - ouvi a voz aveludada de Bianca ao meu lado.

Ela sentou-se um pouco afastada enquanto me ajeitava na grama e procurava mais conforto com as costas na árvore atrás de mim.

- Não exatamente - limitei-me a dizer.

- Entendo.

Ficamos em silêncio, deixando aquele clima estranho entre nós surgir como sempre vinha acontecendo em nossos poucos encontros. Era como se fôssemos dois amigos que há muito não se viam e agora não sabiam mais como agir perto um do outro. Eu não aguentava mais isso.

- Então... eu vi o Enzo hoje de novo - comentou por alto para quebrar o gelo.

- Ele está bem?

- Parece que sim. Na verdade, ele parece melhor que nunca. Ainda tem aquela postura marrenta e arrogante, mas... não sei... é como se estivesse mais leve. Mais feliz.

Eu sorri por saber que meu irmão estava bem e não teve que deixar a faculdade que tanto adorava. Minha maior preocupação depois que ele saiu de casa, além de ser seu bem estar, era como se manteria sem trabalho e dinheiro, mas ao que parece ele cumpriu sua palavra e conseguiu se virar sem a ajuda de nossos pais.

"Como esperado de você, irmão."

Por outro lado, algo que me deixava triste era o fato dele só estar feliz depois que se afastou de vez de mim. Eu queria muito voltar a fazer parte da vida do Enzo como quando éramos crianças, mas isso estava longe de acontecer.

- Ele só precisava de um tempo - falei em um suspiro. - Um tempo de mim, dos nossos pais, da vida que levava, de tudo.

- Desculpa. Eu fiz você ficar triste com isso, não foi?

- Não. - Dei uma risada fraca, quase sem humor. - Não se preocupa. Eu entendo, de verdade. O Enzo estava infeliz mesmo como vivia antes. Só eu e nossos pais que não notávamos. Se ele está bem agora, fico feliz por ele.

- Às vezes fico fascinada com como mesmo depois de tantos coices você consegue se importar com aquele idiota do seu irmão.

- Esse é o ponto, Bianca: ele é meu irmão. Independentemente do Enzo gostar de mim ou não, ele vai continuar sendo meu irmão, e eu sempre vou amá-lo.

- Queria que ele se desse conta disso.

- Eu também...

Suspiramos ambos ao mesmo tempo. Passei as mãos nos braços para tentar amenizar o frio que vinha com o vento forte. Os galhos das árvores estalavam de forma seca e o som das folhas sendo arrastadas no chão se assemelhava ao da chuva.

Era um destino um pouco triste. Ser um pedaço de algo só para depois de nove meses ser substituído por algo semelhante a você e o ciclo se repetir várias e várias vezes.

"Acho que isso se chama infelicidade."

Afundei os dedos na terra e bati seguidas vezes a cabeça na árvore em que estava encostado. Estava um pouco receoso, mas muito mais decidido sobre o que iria fazer a seguir.

- Bianca - chamei.

- Sim?

- Você é feliz?

Ela levou alguns segundos para responder.

- Sou, ué! Por que está perguntando isso?

- Eu não me refiro na vida, mas no nosso relacionamento. Você é feliz com ele? Digo, eu sou bom o bastante pra te fazer sentir bem?

- Que tipo de pergunta e essa, Levi?

- Apenas responda! - insisti.

Esperei por uma resposta. Mas ela não veio. Então suspirei, deduzindo o que isso queria dizer. Encolhi as pernas até elas tocarem o meu peito e as abracei.

- Eu sei que você sabe por que estou perguntando essas coisas - disse eu. - Nós dois já notamos as mudanças, as diferenças, a distância. Temos passado tanto tempo afastados que sequer lembramos um do outro durante o dia. Você vez ou outra aparece pra me visitar em casa ou eu te ligo pra gente se falar mesmo sem ter assunto, mas sabemos que isso é apenas como marcar presença em um evento e depois desaparecer até que tenhamos que voltar novamente e novamente.

Fiz uma pausa, procurando o que mais dizer.

- Você está terminando comigo? - perguntou Bianca sem me deixar surpreso.

- O que temos afinal pra que eu dê fim? - repliquei em voz baixa. - Olha só pra nós, Bianca, estamos nos tratando como quase com dois desconhecidos. É quase como se estivéssemos brincando de namorar.

Ela puxou ar e soltou de uma vez. Não fazia ideia do que se passava pela mente dela. Ou talvez só estivesse perdido demais na minha própria para tentar arquitetar alguma hipótese.

- Eu só posso concordar - disse ela em tom cansado. Era como se estivesse guardando isso consigo pot muito tempo, e talvez estivesse mesmo, exatamente como eu fizera. - Eu te amo muito, Levi. Te amo demais. Mas acho que no fim...

- Esse amor é de amigo - concluí.

- Acho que sim. Bom... claro que, no começo, eu realmente me sentia apaixonada. Você com esse seu jeito meigo, bobo, sincero e até inocente me atraiam de verdade.

Senti-me ruborizar por tantos elogios, apesar de não concordar com a parte do bobo. Bom, talvez um pouco.

- Mas acho que acabei confundindo as coisas em um momento em que tudo o que já sentia por você era uma grande amizade.

- É, eu acho que também fiz isso, levando em conta que na época que começamos a namorar eu estava muito abalado pela partida de Sebastian pra casa dos tios na França. Me apeguei aos seus sentimentos como refúgio pra minha tristeza e deixei acontecer. Acho que isso está soando meio canalha da minha parte - comentei por fim um pouco constrangido. - Me desculpa, Bianca.

Ela deu uma leve risada.

- Eu entendo.

Silêncio.

À distância, ouviam-se os outros universitários indo embora. Já passava do meio-dia e como era sábado não haveria aulas no período da tarde.

"Está na hora de ir", pensei comigo, sentindo muita vontade de chorar.

- Então... - Pigarrei e levantei do meu lugar, estendendo a mão para Bianca. - Estamos conversados, não é?

Ela permaneceu em silêncio um momento. Eu sentia seu olhar sobre mim e também a tristeza que vinha desse ato. É claro que ela ficaria triste. Ambos estávamos. Fala sério, foram quase dois anos de namoro e mesmo que não tenha sido o mais perfeito do mundo, foi muito especial para nos dois. Mas não dava mais para continuar assim. Sabíamos perfeitamente que não havia como continuar. Não era uma fase, um momento de fraqueza da relação. Era o derradeiro final. E na minha opinião era melhor assim a terminar com brigas que levariam também à perda da nossa amizade.

Biaca enfim segurou minha mão e eu dei um impulso para erguê-la do chão. Ficamos assim, parados, de mais dadas.

Soltei um suspiro, e então me aproximei de seu rosto, dando um beijo singelo em seus lábios e logo depois outros mais demorado em sua testa.

Não que você já não saiba, e isso não faz com que seja menos constrangedor, mas nesse momento deixei as lágrimas contidas até então, caírem silenciosamente. Havia um nódulo doloroso comprimindo minha garganta e me dificultando a respiração.

"Fica calmo", disse amim mesmo. "Seja forte a menos agora."

Bianca continuava em silêncio. Parecia estar pensativa, ou talvez só não soubesse o que dizer. Mesmo assim, senti seus braços envolverem-me pelo pescoço em um abraço relativamente apertado, o qual retribuí da mesma forma.

- Eu te amo - sussurrou em meu ouvido e só então notei que também chorava.

- Eu também te amo.

Ela se afastou.

- Espero que a próxima garota que você encontrar te faça feliz como eu não pude - falou.

Eu sorri brevemente e levei uma mecha do cabelo dela para trás de sua orelha.

- Eu fui muito feliz com você, Bianca. Na verdade, continuo sendo. Afinal, não é porque estamos terminando que não vamos continuar sendo amigos, não é?

- É. - Pude sentir seu sorriso. - Tem razão.

- Encontre alguém que te faça muito feliz. Um cara legal e que te valorize de verdade.

Nos abraçados mais uma vez antes dela se afastar de vez. Tirei meus óculos por um minuto para secar meus olhos e logo recoloquei-os.

- Bem - disse Bianca -, acho que agora preciso ir. Ainda tenho muito o que fazer em casa e alguns trabalhos pra entregar, então...

- Tudo bem. - Sorri. - Vai lá!

- Obrigada!

Quando ela foi embora e eu tive certeza que ninguém poderia me ver, não aguentei mais e deixei toda a tristeza sair. Apoiado com as mãos na árvore, chorei mais do que esperava para este momento. Acho não era apenas o término do namoro que estava me deixando tão triste. A distância do Sebastian, a falta do Enzo, a briga com meus pais...

Meu mundo estava um caos e eu agora não tinha ninguém em quem me apoiar. E nem queria. A partir de agora andaria com minhas próprias pernas, sem depender de ninguém. Mas isso não fazia ser menos doloroso e assustador do que parecia.

- Levi.

Um pouco assustado por ter sido pego de surpresa, virei na direção daquela voz que tanto me confortava. Apesar de me sentir sem jeito por me mostrar mais uma vez tão fraco em sua frente, consegui sorrir levemente antes de deixar um suspiro pesado escapar.

- Misha...

- Por que está chorando? O que aconteceu? - Ele se mostrava realmente preocupado enquanto se aproximava para segurar-me pelos braços com cautela.

- Nada demais. - Funguei duas vezes. - Só que alguns minutos atrás terminei com minha namorada de quase dois anos.

- Ah, não, Levi... - lamentou.

- Não, está tudo bem. - Ampliei meu sorriso. - Só estou um pouco triste por causa do término mesmo. Acho que vou sentir falta de estar com ela por algum tempo, mas vou ficar bem. Não se preocupe comigo.

Misha levou então suas mãos vagarosamente através de meus ombros, passando pelo pescoço, até pararem sobre meu rosto e erguê-lo. Ele tirou meus óculos e com muito carinho secou minhas lágrimas. Seus dedos grossos passeavam sobre minha face de tal maneira que, instintivamente, fechei os olhos para apreciar seus toques.

- Eu sempre vou estar aqui por você, Levi - disse ele calmamente. - Sempre que estiver triste, entediado, assustado, eu estarei aqui pra te alegrar, pra te animar e pra lutar contra os seus medos.

Levei minhas mãos para sobre as dele e fui me aproximando de seu corpo à medida que as puxava para trás de minha nuca, até estar totalmente envolvido por aqueles braços enormes em um abraço, que ele logo fez questão de dominar por si só.

- Obrigado, Misha - falei baixinho com o rosto quase inteiramente sobre o peito dele. Dava para ouvir com nitidez o coração daquele gradalhão pulsando forte lá dentro e isso de alguma forma me deixava mais calmo.

- Amigos são pra isso, não são? - disse ele no mesmo tom com seu típico ar risonho.

Eu sorri.

Eu estava enganado. Eu não estou sozinho, pois ainda tenho Misha comigo. Minha situação com Sebastian não está nada boa. A mesma coisa com Enzo. E terei de dar tempo a Bianca agora. Mas sei que com meu amigo poderei contar para o que der e vier.

Não irei mais depender dos outros como costumava fazer. Irei me esforçar e ser idependente, para meu próprio bem e dos que são importantes para mim. Mas é bom saber que, ao menos com alguém, terei um porto seguro para o caso de cair e precisar me recuperar.

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Primeiro: desculpem por essa divisão entre os momentos da história. Sinceramente, ficou parecendo dois capítulos em um só. Só que eu precisei fazer essa quebre de tempo por vários motivos, mas principalmente porque coisas relativamente importante acontecem nesse tempo que só o Enzo pode explicar e porque estou tentando avançar mais rápido no tempo sem parecer (tão) afobado.

Segundo: desculpem (mais uma vez) por essa cena do término. Não sei se ficou bom porque não sou a melhor pessoa pra terminar coisas, principalmente relações.

Agora chega de papo!

Respondendo aos comentários:

Dant _ desculpa não ter atendido suas espectativas de "mais Enzo e Bernardo" rsrsrs. Até pensei em colocar um pouquinho do Bell no capítulo (conversa por celular com Enzo), mas não teve como. Você está certo sobre eu criar esta história inicialmente com a ideia de um leve incesto, mas os rumos que as coisas tomaram me obrigaram a seguir por outro caminho. Quanto ao Enzo... Bem, o destino dele eu já tenho traçado, e acho que alguns podem se decepcionar e outros, se supreender. Rsrsrs plantei a semente da curiosidade, agora conviva com isso ;)

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Tino _ às vezes tenho que continuar do mesmo ponto em que parei pra dar entendimento (apesar de quase nunca ter feito isso), mas a continuação de pontos aleatória é quase instintiva. Eu simplesmente não consigo ver continuação pro ponto em que parei. Só isso. E sobre estar ficando dessinteressado, eu só posso dizer que lamento (sem ironias de minha parte). Escrevo com muita dificuldade tentando encontrar formas de atrair a atenção dos meus leitores, porém entendo que nem todos se agradam com o que escrever. "Ossos do ofício", afinal. Mesmo assim obrigado por acompanhar e se algum dia você definitivamente abandonar o conto, só posso me desculpar por não ter atingido suas expectativas e dizer que entendo suas razões ^^

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Geomateus _ o que disse é verdade, mas depende muito de quem vem esse amor. Pelo menos é o que eu acredito. Ainda bem que no caso do Enzo é de alguém bom pra ele, rsrs.

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Gosto Assim _ seu nick já diz muito por mim. Mas piadas à parte, obrigado pelos elogios. Fiquei até com vergonha rsrsrs. Eu estudei muito por muito tempo pra chegar onde cheguei, porém, por todo o meu progresso eu ter conseguido sozinho, ainda tenho muito a aprender. Preciso me aprimorar muito mais pra alcançar meu sonho de ser um grande escritor ^^ E valeu pelo... como posso chamar??... "conforto" quanto outro comentário do Tino rsrs. Mesmo assim vamos respeitar a opinião dele, eu entendo o ponto de vista de cada um (eu pareci rude ao dizer isso? Se sim, me desculpa :P não foi a intenção). Às vezes preciso colocar um capítulo mais explicativo e nem todos curtem. Mas fazer o quê, né?

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arrow _ nossa, que bom que meu conto de deixa tão alegre rsrs. Espero não tê-lo decepcionado neste capítulo e que não aconteça em um futuro. Mas, bem, obrigado pelos elogios e por me achar tão bom assim :) apesar de que ainda tenho um longo caminho pra melhorar ainda mais. Acho que não demorei tanto desta vez, né? Tomara que consiga postar mais rápido o próximo teletambém.

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Guilmarajwinsk _ obrigado pela presença ^^

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Teuss _ eu já expliquei muitas vezes o motivo das minhas tantas demoras. Às vezes é falta de tempo, criatividade ou até um problema mais sério. Mas eu também já disse que não vou abandonar o conto, não se preocupe rs. Quanto aos gêmeos, eles ainda vão cruzar muito seus caminhos a partir de agora, de uma forma ou de outra ;)

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Quin _ sim, às vezes é necessário fazer algo mais explicativo pra dar equilíbrio ao enredo da história. Pra alguns é cansativo, mas é preciso. Tentei realmente mostrar um lado pouco abrangido do Enzo e passar não só a imagem de alguém comum que tem seus momentos de furia ou gentileza, mas também o elo que existe entre duas pessoas; no caso, ele e o tio Fillipo. E por falar nele, sim, ele é um homem com um passado e um segredo, e estou pensando em fazer (lá pro final do conto) um especial sobre ele, mas por enquato fica em stand by. Mudando de assunto, estou feliz que tenha chegado ao "final" da sua série ^^ e ansioso pelo epílogo. Apesar de triste, é bom saber que algo que eu gosto teve um final. E, ei, se preocupe em me mandar mensagem, você sabe que poe falar comigo a qualquer hora. Mesmo que eu não fale na hora, assim que eu ver, respondo rsrsrs.

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sdkl _ rsrsrsrs sim, o Enzo aparentemente vai dar uma de "irmão mais velho superprotetor", mas você imagina o motivo? Sobre a relação dele com o Bernardo, acho que muitos querem que eles fiquem juntos, mas como você mesmo disse: "esse escritor é muito imprevisível". Rsrsrsrs. Sobre os especial, obrigado, MUITO obrigado por dar sua opinião sobre. Vou seguir seu conselho e fazer lá pro final do conto mesmo, assim fica melhor. E vou também me esforçar pra postar mais rápido rsrsrs, não se preocupe :P

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Luny _ que bom que consegui passar a emoção que queria pra você :) Faço cada capítulo pensando nisso, não gosto de entregar algo vazio pros meus leitores e quando acontece eu fico muito frustrado comigo mesmo. O Enzo é bem o tipo de garotão que tem um irmãozinho em quem sempre dá uns tapas, mas se alguém mexe com ele o cara fica possesso rsrsrs. Ele pode parecer um cara grosso e sem sentimentos, mas se a pessoa consegue passar por essas barreiras é capaz de vez o lado humano dele.

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adess _ o Enzo ainda tem barreiras a serem derrubadas e decisões pra tomar. É bem difícil dizer qual será o futuro dele com o Bernardo ou com a Adel (mentira, eu sei de tudo (u.u)). Estou trabalhando pra criar o momento perfeito pro encontro do Enzo com ambos os pais, talvez esteja mais próximo até do EU penso. Só não posso dar pistas do que vai acontecer :P rsrsrs.

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Marcos Costa _ obrigado ^^ Logo l, logo teremos um "momento em família", então o que você acha que acontecerá?

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greader _ seu comentário me emocionou muito. Fico feliz por dar seu tempo à leitura do meu conto e mais ainda por ter gostado. Compreendo sua preferência pelo Enzo (a maioria gosta mais dele mesmo rsrsrs), e o Levi às vezes é muito sentimental, mas dê um desconto a ele, tudo bem? Realmente é difícil demais escrever algo assim, principalmente poque eu tento respeitar o máximo de regras da lei da física, espaço e tempo, e tem também a questão do ambiente. Sendo contado em um país do qual pouco sei, preciso estar o tempo todo atento a detalhes pequenos como vocabulário, costumes, comidas, músicas e locais chave pro bom desempenho. Mas, bem, mesmo assim eu me esforço pra continuar, e desta vez consegui atender seu pedido e postei ainda este mês rsrs. Sobre os especiais, decidi deixar pro final do conto mesmo, mas já me decidi que um deles será sobre o Bernardo sim :) Muito obrigado por comentar, é importante pra mim ^^

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Martines _ bom, tá aí mais um do Levi :) Acho que você é um dos poucos que gostam mais dele rsrsrs. Será que o que o Enzo sente e meso mais que amizade? Ou ele só está confundindo as coisas? Quem sabe? (Eu sei hahaha (u.u)). Realmente, os conselhos do tio Fillipo servem bem pro filho também, mas lembre-se que a conversa aconteceu bem antes de Sebastian e Levi se desentenderem ;)

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Leinadi _ espero que suas feitas tenham sido boas ^^ e ainda bem que gostou. Talvez algum dia eu escreva uma web-série, mas por enquanto vou ficar por aqui mesmo ;) Melhor não tentar dar um passo maior do que posso rsrsrs. Mesmo assm, muito obrigado pelo elogio. Fico até bobo ^^ rsrs. E eu ainda pretendo levar essa história com os novos personagens por vários caminhos, ainda há muito a ser contado e o que está havendo entre Sebastian e Levi e entre Enzo e Bernardo é só uma colher comparado ao resto do prato (planatando a semente da curiosidade de novo hahaha (u.u)). Mais uma vez muito obrigado e espero que tenha gostado deste capítulo também :)

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🐾LuterLook🐾 _ valeu pelo elogio. Que bom que consegui passar tanta emoção pra você ^^ é isso mesmo que planejo ao escrever cada capítulo. O Enzo é capaz de se mostrar um cara bem sensível se for por alguém importante e o Bernardo é com certeza uma pessoa importante pra ele. Eu também penso assim, se alguém gosta de mim eu tento da forma mais sutil possível apaziguar seu sofrimento por não poder corresponder.

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moralida _ obrigado :) Eu demoro, mas sempre volto. Espero que tenha gostado!

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Ufa, cansei rsrsrs. É bom receber comentários tão maravilhosos, mas na hora de responder... (não que eu esteja reclamando, podem comentar à vontade (n.n))

Mas é sério, obrigado pelos coments, pessoal! Fiquei muito emocionado. Foi cada comentarião que até dava pra escrever um capítulo de um conto rsrsrs. Valeu mesmo!!

Não sei se volto ainda este mês (vocês devem compreender meus motivos), mas vou me esforçar pra voltar mais rápido, ok?

Um grande abraço a todos, até mais e fiquem com Deus!!

Comentários

05/03/2017 20:22:14
Volta logo, quero saber o q acontece com o Sebastian, ele tem q se declarar para o Levi.
27/02/2017 10:32:32
Genty que piti do Sebastian. Essas namoradas estão sobrando, estou começando a ter pena delas hahahaha
15/02/2017 22:32:52
So espero que você não mate ninguém kkk saudades e medo de vc desistir
22/01/2017 18:38:22
Muito bom mesmo! Não sei o que diz pra comentar no momento mais desejo que Livi consiga ser Feliz!
22/01/2017 12:36:07
Amei o capítulo. Acho que esse tempo é super bem-vindo na relação do Levi com o Sebá, acredito q ele está apaixonado pelo Levi mas ainda não tem coragem de dizer e muito menos maturidade pra assumir isso. Obrigado por ter postado ainda em Janeiro :) . O Misha tá sendo um cara incrível com o Levi, mas acho q não vão ter um final feliz não, sei lá algo me diz q o Misha é problema e como o Levi é muito carente talvez ele não consiga enxergar isso. Já estava na hora mesmo do Levi dispensar a Bianca, deixá-la livre para seguir com a vida. É isso vlw pelo capítulo! Bjs.
21/01/2017 20:47:48
Adorei o cap! O conto tá incrível! Acho que o término de Levi com Bianc foi a coisa certa a se fazer! Sebastian tem que falar logo o que sente por Levi. Acho que Enzo vai acabar fazendo as pazes com Levi logo logo!
21/01/2017 00:41:38
Ainda estou aqui, como um trouxa bem iludido que sou querendo que a relação desses dois irmãos volte ao "normal" adoro esse conto todas as vezes em que abro a pagina e vejo que você postou me sinto um pouco mais feliz. Um abraço Teuss
21/01/2017 00:10:34
Cara, acho super interessante a questão que Martines levantou sobre Tio Felippo ter ou não reparado o comportamento do Sebastian e tudo o que vem se passando com ele. Seria bom vermos o ponto de vista dele. Me parece muito compreensivo a confusão que esta sua cabeça, passei por isso e sei que não é fácil estar apaixonado por seu amigo e ainda mais não compreender os próprios sentimentos e desejos...alguém terá de apoiá-lo. Sobre o capitulo de hoje, eu sinceramente estou bem cabreiro com o Misha cara rsrs sei lá, tô achando ele muito conveniente...sempre aparecendo e impondo sua presença. Talvez seja implicancia minha por ser muito desconfiado de todos rsrs . Fiquei com medo do que você comentou sobre o futuro do Enzo, já até faço ideia do que seja rsrs e não vou gostar(já tô adiantando kkk) Achei muito lindo você ter puxado memorias do Tio Felippo no capitulo anterior cara, genial-enriquece tanto a historia né. Eu queria ver como está os pais de Enzo e Levi... agora que Enzo deu um bom tempo da casa dos pais. Será que o pai dele ainda está irredutível ou começando a amolecer o coração pela distancia? Poxa, mal posso conter a ansiedade para o próximo capitulo do meu querido Enzo kkkk Amo sua historia, amo o Levi, amo ainda mais o Enzo e Bernardo ...não quero fazer previsões, confio em você rsrs Abçs !!!!!!
20/01/2017 15:10:47
Mt bom...gosto dessa história quero ver como acabar principalmente para o Enzo
20/01/2017 15:09:44
20/01/2017 14:24:54
Gostei
20/01/2017 11:59:31
Aaa cara obrigado por esse presente, os capítulos narrados por Levi são interessantes, mas não tira a curiosidade dos capítulos do Enzo que também estão muito fodas kkk Não sei bem se o Enzo está confundindo as coisas, mas acho sim que ele está começando a sentir algo pelo Bernardo também! Eu sei que os conselhos dado pelo tio Felippo foram antes do desentendimento dos Seba e do Levi, mas no momento, será que o Tio Felippo não reparou na tristeza do filho, na mudança dele dentro de casa e em suas atitudes ou ele não estranhou a ausência de Levi nesses meses dentro de sua casa???? Acho que o Sebastian merecia uns 3 capítulos narrados por ele, para que ele explicasse o que se anda passando consigo, o que anda sentido, o que sente falta e dentre esses capítulos uma visão do pai dele sobre o que ele vê no filho, como uma preocupação de pai... Sobre o capítulo de hoje, tá muito bom, tu és um bom autor e sua escrita é digna de um livro, mas voltando, o Misha está sendo uma pessoa muito boa nessa história e creio que não é apenas amizade que se tem aí nessa relação não, acho que ira ter uma paixão à nascer entre os dois. O Sabastian quer opinar na vida do Levi sem resolver seus próprios problemas, está na cara que ele está sofrendo, mas ele mudou muito, está agressivo, possesso e isso não é uma coisa boa, e a Kimi cadê??? Você disse que não sabia se ficou bom o término entre o Levi e a Bianca, eu achei muito bom, não foi cheio de frescura, e sim puro e sincero, tu mandou bem, bate aqui! kkk Acho que isso servira como um fortalecer pro Levi, ele já anda mais decido e isso é um bom caminho.... Grande abraço do Edu e um beijo na bunda...
20/01/2017 09:12:00
Isso aí, um passo de cada vez, Levi esta com mais decisão, quando terminou com sua namorada. E como esta decidido seguir seu caminho. Muito bom mesmo Parabéns.👏
20/01/2017 06:20:36
Adorei o retorno..
20/01/2017 04:41:16
MUITO BOM.
20/01/2017 02:54:44
Quando comecei a ler o conto eu realmente achei que era 1 conto de incesto entre irmãos. Mais eu ainda sonho em ver o enzo e levi juntos.
20/01/2017 02:52:55
Espero que o Levi consiga ser feli; Será que o Sena tá com ciúmes do Misha? Eu amo essa história/conto com toda minha força, espero que volte logo !

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