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Cruzeiro da Paixão

Autor: Kherr
Categoria: Homossexual
Data: 01/01/2018 16:38:34
Nota 10.00
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Cruzeiro da paixão

- Aquele par de olhinhos azuis, que lembram uma água-marinha, brilhava como nunca quando mirou no meu cacete duro saindo da cueca. O corpo escultural em nada se parecia ao de um adolescente, acho que por conta da altura dele, e tremia cada vez que minhas mãos ávidas o tocavam libidinosamente onde nunca alguém o havia tocado. Dava para sentir a excitação dele, misturada a um receio que ele tentava a todo custo controlar, na respiração ofegante. Assim que minha mão se aproximou do peitinho deliciosamente contornado dele, os biquinhos se enrijeceram e brotaram salientes no centro do mamilo. Aquilo quase me enlouqueceu, e fez minha rola atingir todo seu volume e rigidez. Assim que toquei meus lábios suavemente num dos mamilos ele deixou escapar um frêmito denunciando todo o tesão que estava sentindo. À medida que minha volúpia ia se transformando num desejo animalesco, onde eu já não controlava a força com a qual eu o apertava contra meu corpo e mordia em seu peitinho, ele ia se entregando como se há tempos estivesse querendo que eu fizesse aquilo. Ao encará-lo para ver se podia continuar avançando e chegar aonde eu queria, que era entrar com minha pica naquele cuzinho entravado profundamente no meio daquela bunda polpuda, dava para ver o medo que o assolava. Mas, mesmo assim, ele aproximou tanto o rosto do meu que quase nos tocamos. Eu sentia o hálito morno e mentolado dele roçando meu queixo, e não perdi mais nenhum segundo. Abri minha boca e a grudei na dele, deixando minha saliva escorrer enquanto o beijava como um predador prestes a devorar sua presa. Ele não sabia o que fazer, movia os lábios desajeitadamente, tentando acompanhar o movimento dos meus. Enfiei a mão, que desde há um tempo estava acariciando as nádegas dele, no reguinho liso e quente, e com o dedo médio em riste, procurei desesperadamente pela portinha do cuzinho. Quando tateei sobre as preguinhas corrugadas, a respiração acelerada dele cessou por completo, como quando se toma repentinamente um susto. Meti o dedo no cuzinho dele e ele deu o mais doce e encantador gemido que já tinha ouvido. Só de pensar nisso agora, fico de pau duro. Bem! Mas, voltemos àquele dia. Dedei o cuzinho dele enquanto o beijava freneticamente. Ele tinha subido as mãos pelo meu tórax e segurou meu rosto entre elas. Havia tanta suavidade e carinho naquele gesto que eu não resisti. Ergui-o, tirando seus pés alguns centímetros do chão e, com um braço ao redor da cintura dele e a mão que dedava o cuzinho segurando uma de suas coxas, eu o levei até o sofá, onde ele foi deixando cair seu peso assim que sentiu que estava apoiado. Para vocês terem uma ideia da fissura em que eu estava, eu terminei de tirar o caralho babando da cueca e o enfiei na cara dele, no exato momento em que um fio de melzinho espesso saía da uretra e pingava no canto da boca dele. Esfreguei a cabeça do pau ao redor de sua boca e mandei que ele o chupasse. O par de olhinhos, ainda mais assustado, obedeceu sem pestanejar. Ele abriu os lábios o suficiente para deixar minha pica entrar em sua boca. Do mesmo modo como tinha sido com o beijo, ele não sabia o que fazer com aquilo que estava em sua boca. Afoito, repeti a ordem para que me chupasse, creio que até o tom da minha voz tenha sido ríspido, de tanto tesão refreado que eu estava sentindo. No entanto, ele obedeceu. Chupou como se estivesse com um picolé diante dele. Eram chupadas delicadas, inseguras mas, muito carinhosas. Elas foram se tornando mais e mais intensas à medida que a confiança dele crescia e, nem o pré-gozo abundante que escorria da minha pica o impedia de saborear o caralho que pulsava em sua boca, acho até, que ele estava gostando do sabor do meu pau. Por umas duas ou três vezes eu quase gozo na boca dele. Precisei me contorcer para não deixar a porra escapar antes de eu comer aquele cuzinho que eu tanto queria. Ao retirar a rola da boca depois de ter dado uma fodida na garganta dele, vi como ele se ressentiu do meu gesto. O safadinho estava gostando de mamar meu cacete e, provavelmente, achou que a coisa ia terminar por ali. Mas, vocês precisavam ter visto a carinha dele quando comecei a abrir suas coxas e admirar aquele cuzinho minúsculo e rosado piscando no rego aberto. Assim que minha língua tocou na rosquinha ele se contorceu e soltou um gemido agudo e cheio de tesão. Durante todo o tempo que passei linguando aquele cuzinho ele gania desesperado. Enfiei um dedo só para deixa-lo ainda mais ensandecido, para provoca-lo, para fazer com que ele não resistisse na hora em que eu fosse enfiar meu cacete naquele buraquinho virgem. Ele enfiava os dedos nos meus cabelos enquanto minha cabeça estava entre suas pernas e gemia como uma cadelinha no cio. A rosquinha toda pisava de desejo. Coloquei-me em pé e puxei as pernas dele até a minha cintura, catei a pica na mão e a apontei contra aquele pontinho rosado para onde convergiam todas preguinhas que o cercavam, numa única e bruta forçada eu fiz a cabeça do pau entrar no cuzinho dele. Ele gritou. Foi o grito mais gostoso e tesudo que eu já tinha ouvido. Para a cabeça da pica entrar eu precisei fazer muita força e, tenho a certeza, que deve ter doido para caralho, pois em cada canto dos olhos dele escorria uma lágrima, quando ele fixou seu olhar no meu rosto tarado. Procurei tranquiliza-lo e dei um tempo para que se recuperasse do susto e da dor, apesar do tesão irracional que queria eu enfiasse logo e, de uma vez, todo caralho naquele cuzinho macio. Perguntei se estava doendo só por desencargo de consciência, pois dava para ver na carinha desesperada dele que estava doendo. Ele balançou a cabeça afirmativamente, mas não disse uma palavra, com receio de que eu tirasse a rola dali e o deixasse no vazio, como tinha feito ao tira-la de sua boca. O moleque era corajoso ou, estava tão louco por sentir minha pica no cu quanto eu estava em foder o cuzinho dele. Não consegui ficar esperando por muito tempo. Comecei a meter a pica nele, mesmo ouvindo aqueles gemidos agoniados que só faziam meu tesão aumentar. Meti tudo. Meti até sentir que meu saco estava confinado e apertado entre aquelas nádegas carnudas. Acho que ele pensou que minha pica ia sair pela boca dele, pois a mantinha aberta e gania me encarando com um olhar marejado e suplicante. Fui bombando aquele cuzinho morno e úmido, que apertava minha rola como jamais fora apertada antes, até sentir as contrações da minha pelve empurrando a porra por dentro do caralho até explodir num gozo farto e aliviador. Enchi o cuzinho do moleque de porra, e ele, ao perceber que eu estava gozando, me abriu o mais lindo sorriso de satisfação. O safado sabia que tinha me dado um puta prazer e estava contente por isso. Sem tirar a rola do cuzinho dele, eu deixei meu corpo cair sobre ele. Vocês não fazem ideia do quanto tempo ele ficou me beijando no rosto, nas orelhas, no pescoço. Um tesão da porra que não deixava minha pica amolecer dentro daquela maciez, mesmo eu começando a sentir dor de tanto tempo que ela estava dura feito um poste. Quando finalmente o caralho amoleceu e eu comecei a tirá-lo de dentro dele, o moleque me puxou mais uma vez por cima dele e recomeçou aquela beijação, como que não querendo que a gente se desgrudasse. Fiquei com pena quando vi que tinha arregaçado o cuzinho dele e feito-o sangrar, afinal, ele é meu primo. Mas, ele levou isso numa boa, como se fizesse parte da experiência que acabava de ter. Ele me abraçou, disse que me adorava e confessou que estava com medo de ficar sangrando. Aquela puta inocência é que tinha me levado a fazer o que tinha acabado de fazer, por isso, apertei-o contra o peito e jurei que sempre ia estar ao lado dele para protegê-lo de qualquer coisa. Ele simplesmente se acomodou no meu peito e levou isso como uma verdade. Comi o rabinho tesudo dele por um tempão, só nos últimos quatro anos é que nos afastamos por conta da faculdade dele e do meu trabalho em cidades distantes demais para encontros regulares. Quando estou um tempo sem namorada não consigo deixar de pensar nele, pois aquele tesão de bunda e as carícias dele são de deixar qualquer um pirado. – relatou o André para os amigos em tom de confissão.

- Caralho! Só de ouvir você falando fiquei de pau duro. Precisamos conhecer esse priminho. – disse um dos gêmeos, o Fabrício, com o desejo a consumir-lhe os culhões.

- E é um viadinho desses que você quer colocar a bordo para a nossa viagem. Aposto que o boiola vai ficar tento faniquitos a cada onda que bater no costado. Cara! Não sei não, isso não vai dar certo. E, quanto a você e seu irmão, não tenho dúvidas de que qualquer buraco onde vocês possam meter essas picas está valendo. – disse o Roberto, dono do veleiro, naquele seu pessimismo costumeiro quando as coisas fugiam ao seu controle, dirigindo-se aos gêmeos.

- O Luca não é de frescuras! É um cara muito discreto, dentro do que lhe é permitido ser discreto com todo aquele corpão e beleza. - respondeu o André. É bom vocês dois irem se controlando, não vou deixar vocês devassos comerem meu primo – acrescentou, encarando os gêmeos desafiadoramente.

- Se ele for tudo isso que você contou e ficar com medinho das ondas agitadas, deixe que eu cuido dele. Faço ele se ocupar do mastro aqui e tudo vai ficar bem. – sentenciou o Maurício em tom jocoso e pegando em sua jeba, o outro dos gêmeos, ao que todos caíram na risada.

- Estamos sem opções! Ou é o primo do André ou é desistir da viagem por aqui mesmo. Entre um e outro eu prefiro o molecão a bordo. – falou o Theo, talvez o mais cordato de todos do grupo.

- Concordo! – disseram os gêmeos em uníssono, naquela sua maneira peculiar de um expressar o que ia na cabeça do outro.

- Depois do que o André contou, eu não esperava outra coisa de vocês dois. Basta pintar uma chance de vocês darem uma trepada que já concordam com tudo! – exclamou o Roberto, contrafeito por constatar que seu ponto de vista sobre a questão ia perdendo terreno diante da opinião dos demais. – Mas, preciso concordar que não podemos prescindir de um sexto tripulante para ajudar na condução do veleiro. Seria muito estafante e quase impossível, apenas nós cinco arcarmos com todo o serviço rotineiro que há a bordo durante a navegação. – emendou.

A conversa estava acontecendo tarde da noite no deque coberto do veleiro ancorado no Royal Cape Yacht Club na cidade do Cabo na África do Sul, ao redor de uma mesa sobre a qual já havia umas vinte latas vazias de cerveja, depois de terem levado o Paulo para o aeroporto no início daquela tarde. A notícia de que a esposa, grávida do primeiro filho, precisou ser internada às pressas com problemas na gestação, obrigara o Paulo a desistir do projeto de dar uma volta ao mundo num veleiro, que os seis amigos haviam planejado durante mais de um ano. Eles procuravam por um substituto ou teriam que desistir da empreitada. Foi quando André aventou a possibilidade de chamar o primo Luca que estava passando uma temporada na casa de um ex-colega de faculdade, recém-casado, que havia se mudado para Johanesburgo a convite da empresa onde trabalhava.

- Como tudo o que fizemos até aqui, a decisão deve obedecer ao mesmo princípio democrático que vínhamos adotando. Vamos por a questão em votação. – afirmou o Roberto, muito embora, estivesse prevendo um resultado que não o agradava completamente. Por outro lado, não queria abrir mão do sonho acalentado desde a adolescência, de possuir um barco e fazer uma viagem com seus melhores amigos.

- Não há o que votar! É chamar o primo do André ou voltar para o Brasil! – afirmou o Theo. – Eu, particularmente, estou a fim de continuar. Investimos muito nesse projeto. Não me refiro só à grana, mas também, ao tempo que dispendemos no planejamento. Fora que, se desistirmos aqui, não vamos nos livrar do sentimento de frustração.

- Não há o que discutir. Chama teu priminho e, se ele topar, vamos em frente! – disse o Maurício.

- Ninguém aqui, fora o André, conhece o boiolinha. Nós nos conhecemos há muito tempo e sabemos lidar com nossas diferenças. Será que vamos conseguir lidar com as dele? Vai que o cara é um mala e só vai nos trazer problemas. – o Roberto continuava argumentando, pois a ideia de incorporar um estranho ao grupo não tinha sido uma hipótese considerada durante o planejamento da viagem.

- Porra cara! Você já está chamando o Luca de boiolinha, antes mesmo de conhecê-lo. Se vocês tiverem essa visão preconceituosa, é lógico que não vai dar certo. Eu garanto que o Luca é um cara muito legal. Tem um coração imenso, é cheio de amigos, tem um jeitinho carinhoso de lidar com todos, enfim, sou suspeito para falar, mas a verdade é essa. – revidou o André que, no íntimo, torcia com a possibilidade de ter o primo ao seu lado durante essa aventura e, de também resgatar aqueles prazeres que haviam ficado no passado.

- E aí? Como ficamos? Estou com um puta sono, vamos resolver isso de uma vez. – disse o Fabrício. – Eu e o Maurício votamos por chamar o priminho gostoso do André. – emendou.

- Eu respondo por mim, não preciso que me represente! – respondeu o Maurício para o irmão, apenas para não deixar passar a oportunidade de bater boca com ele, pois sua opinião era a mesma.

- Vá lá! Liga para o boi...., quero dizer, liga para o seu primo e veja se ele topa nos acompanhar. – cedeu finalmente o Roberto.

A ligação do André me pegou de surpresa. Eu nem sabia que ele também estava na África do Sul. Enquanto ele me passava alguns detalhes pelo telefone, não consegui deixar de lembrar nos momentos maravilhosos que tive com ele. André tinha sido a personificação do meu ideal de homem, assim que percebi minha inclinação para gostar deles. Fora ele quem me desvirginou e fez meu coração experimentar um sentimento que até então eu desconhecia por completo. Ele foi minha primeira paixão, meu primeiro homem, aquele que me mostrou que um relacionamento íntimo com um macho era o que eu queria para toda a minha vida. Depois de quatro anos, era aquela voz grave e pausada que estava me convidando para uma aventura com a qual eu nunca sonhara, mas que podia ser uma daquelas coisas das quais eu me lembraria até morrer.

- Posso pensar uns dias a respeito? Preciso conversar lá em casa, não tenho grana para bancar a minha parte, vou ver se meu pai me libera. – respondi, depois de ouvir seus argumentos para me convencer.

- Pode. Dou-te três dias, ok? Quer que eu também dê uma força lá com seu pai? – questionou ele. Dava para sentir a alegria dele por eu não ter dito não logo de cara.

- Eu agradeço, sabe como o velho é foda para abrir a mão. Ele já estava me cobrando o regresso daqui, nem sei como vai encarar essa de eu ficar viajando por aí mais alguns meses. – retruquei, embora soubesse que meu pai não me deixaria na mão se essa fosse realmente minha vontade.

- Falo com ele hoje mesmo! Beijão bem molhadinho nos peitinhos! Me manda um e-mail com a hora da sua chegada que vamos te buscar no aeroporto. – disse ele, instigando em mim uma urgência em revê-lo.

- Tarado! Mando sim. Beijão carinhoso, você sabe bem onde. – provoquei, num sorriso maroto. Do outro lado da linha ele soltou um gemido e deu risada.

O Boeingda Kulula pousou na pista do aeroporto internacional de Cape Town às 10:00 em ponto. Era uma manhã de sexta-feira ensolarada e, o sol batendo no paredão rochoso da montanha cujo cume plano se assemelhava ao tampo de uma mesa e, dava nome ao Table Mountain National Park, prometia mais um dia quente. Depois de retirar a minha bagagem, segui pelo corredor abarrotado de gente até o saguão da ala doméstica. Identifiquei a cabeleira desalinhada e o sorriso largo do André de longe. A barba hirsuta por fazer me causou um arrepio sensual. Eu a acariciei muitas vezes enquanto segurava aquele rosto anguloso e viril entre as mãos, e me lembrava do toque áspero dela na palma das minhas mãos. Não havia como não notar a presença dos quatro caras que esperavam junto com ele. Dois eram o focinho um do outro, sem dúvida gêmeos, a natureza fora pródiga, mandou logo dois espécimes de tirar o fôlego. Pouco atrás deles, com as pernas grossas como troncos, outro sujeito de cara amarrada, se esforçava para esboçar um sorriso no rosto másculo. Do lado esquerdo do André, mais um homem lindo e musculoso tinha uma das mãos enfiada no bolso da bermuda, o que fazia o tecido se esticar e deixar bem visível o volume avantajado que ele carregava entre as pernas peludas. Todos estavam com os olhares fixos em mim, o que me deixou sem graça. Caminhei até o André que se adiantou e me atirei em seus braços abertos. Ele me apertou contra o corpo e girou comigo no ar. Trocamos um selinho discreto antes de ele me por no chão outra vez.

- Este é o Roberto, o Theo e os gêmeos Fabrício e Maurício. – disse o André, me apresentando aquele harém de machos fabulosos. – Este é o Luca, meu priminho favorito! – acrescentou, dando uma piscadela na minha direção, o que me deixou, ao mesmo tempo, encabulado e preocupado com o quanto o André havia falado de mim para eles.

- É um prazer conhecê-lo pessoalmente depois da propaganda que seu primo fez de você. – exclamou um dos gêmeos, do qual já havia esquecido o nome e, o qual foi o primeiro a me abraçar com a mesma desenvoltura e libertinagem do André. Por pouco ele não me tascou um beijo nos lábios, se eu não tivesse me safado rapidamente.

O outro gêmeo foi igualmente atrevido. Os outros dois foram bem mais contidos. O da cara amarrada, cujo nome também já me fugira, me cumprimentou com a mesma formalidade que cumprimentaria um homem de negócios e, o Theo, embora tivesse um sorriso amistoso e me desse um abraço caloroso, não se deixara impressionar pela minha presença.

- Esse bando de marmanjos estava louco para te conhecer, por isso ninguém quis esperar no barco. – disse o André, enquanto caminhávamos até a área dos taxis. Um dos seus braços estava ao redor da minha cintura e na outra mão ele carregava uma das minhas mochilas. – Estou feliz que tenha topado vir com a gente. Garanto que você vai adorar. – acrescentou, me encarando de um jeito que deixava minhas pernas bambas.

O Júpiter era o maior ketch ancorado nas docas do Royal Cape Yacht Club, sobressaindo-se majestoso entre os demais barcos da marina. Estava fundeado na parte mais distante do ancoradouro bem próximo às águas abertas da Table Bay, onde a profundidade devia ser maior para suportar sua quilha. Embora todo o velame estivesse recolhido, o mastro real e a mezena, ambos de fibra de carbono, davam uma ideia da imponência do Júpiter. Sua silhueta delgada com 31 metros de comprimento e 8,5 de largura tinha o formato ideal para uma boa velocidade mesmo com ventos brandos, mas passava a impressão de ser extremamente sólido.

- Seja benvindo! Esta será sua casa nos próximos catorze meses. – disse o Roberto, ante meu olhar de admiração. Ele não disfarçava o orgulho que sentia pelo brinquedinho milionário que tinha adquirido.

- Obrigado! É lindo! – exclamei com um largo sorriso, enquanto ele me estendia a mão para que eu conseguisse subir a bordo com minha pesada mochila nas costas. Eu já havia reparado em seus olhos de um verde intenso quando nos cumprimentamos no aeroporto, no entanto, agora eles me pareceram ainda mais vivos e intensos quando se encontraram com os meus. Por um instante, aquela troca de olhares me pareceu tão intensa que cheguei a ficar constrangido. Qual seria o significado daquele brilho que brotava lá do fundo daquelas duas esmeraldas reluzentes, uma vez que a expressão do rosto, meio carrancuda, não combinava com o fulgor do olhar?

O espaço interno do Júpiter chegava a ser um pouco intimidador, era moderno e de muito bom gosto, não chegava a ser esnobe, mas era luxuoso, sem dúvida. Foi o Theo quem me apresentou as instalações, assim que descemos a escada que levava do convés ao interior. A escada desembocava numa saleta de visitas, seguida por uma de refeições, uma cozinha a estibordo e uma sala de navegação a bombordo, duas cabines de cada lado do corredor acomodavam duas camas de solteiro cada uma, seguidas por um banheiro comum e, no extremo da proa, uma suíte principal acomodava uma cama larga sobre a qual penetrava a luz das escotilhas. Na direção da popa ficava outra suíte e, mais uma cabine estreita com dois beliches, destinada a uma eventual tripulação ou empregados. O Roberto ocupava, sozinho, a suíte da proa, enquanto o Theo também ocupava só uma das cabines da proa sendo a outra dos gêmeos. O André e eu ficamos com a suíte da popa. Precisei rir quando ele me disse que a cabine dos beliches era muito estreita e desconfortável, por isso tinha planejado ocuparmos a suíte juntos. Fingi que acreditei no argumento dele, embora soubesse exatamente o motivo daquele arranjo. E, também, porque ele me agradava. Confesso que sentia saudade dos arroubos do André e, tê-lo novamente tão próximo fazia meu corpo estremecer.

Naquela noite fui o primeiro a me recolher, por volta das 23:30 horas. A noitada na casa dos meus amigos em Johanesburgo, a viagem até a Cidade do Cabo e todas aquelas novidades tinham me deixado exausto. Deixei-os no deque, conversando e tomando cerveja sob um céu estrelado e limpo, enquanto uma brisa vinda de sudeste ganhava força e amenizava o calor que fizera durante todo o dia. Eu estava num sono profundo quando o André se enfiou debaixo do lençol e me acordou. Mas, eu não me mexi. Achei que se ele pensasse que eu estava dormindo não ia querer puxar conversa àquela hora da madrugada. Senti quando o safado se aconchegou a mim, roçando a jeba à meia bomba nas minhas nádegas. Ele ficou se agitando propositalmente para ver se eu me manifestava, como não me movi, ele passou o braço pela minha cintura e encostou o peito peludo nas minhas costas. A pica já forçava meu rego e era impossível ficar indiferente àquela respiração sensual que roçava delicadamente meu cangote.

- Desculpe se te acordei, não foi minha intenção. – mentiu, satisfeito por ver-me coçando os olhos e perguntando as horas. – Passa um pouco das duas da manhã. – respondeu.

- Que assanhamento todo é esse em plena madrugada? – questionei, em tom de censura.

- Saudades! – sussurrou ele no meu ouvido. – Vai me dizer que não sente a minha falta? – atreveu-se, dando-me uma encoxada.

- Claro que senti! Mas, dessa sua safadeza nem me lembrava mais. – fingi.

- Ah é? E, por que se deitou peladinho sabendo que ia dividir a cama comigo e, que eu não ia resistir em tocá-lo? – inquiriu em tom jocoso. Ele sabia que tinha deixado em mim marcas tão profundas que nem em um século eu me esqueceria dele.

- Calor, ora essa! – justifiquei, não querendo admitir de imediato que estava morrendo de saudades daquele cacete pulsando dentro de mim.

- Com o ar condicionado ligado? – devolveu perspicaz. – Vem cá vem, seu safadinho! Vou começar a tirar esses quatro anos de atraso agora mesmo. – emendou, apertando minhas costas contra o colchão e subindo em mim.

Começamos a nos beijar, nossas bocas se tocando em todas as posições, nossos lábios sendo mordiscados e, nossas línguas se procurando avidamente. Eu abri as pernas e franqueei meu cuzinho. Ele movia o caralhão duro dentro do meu rego para cima e para baixo. Eu ergui minha pelve contra sua virilha e deslizei meus dedos pela nuca dele. Num impulso único e brusco a cabeçorra estirou minhas preguinhas e atravessou meus esfíncteres. Eu gani, ele abriu um sorriso de satisfação. Puxei seu rosto para perto de meu e comecei a beijá-lo, enquanto ele movia o cacetão num vaivém torturante e doloroso, inflexível e prazeroso dentro do meu cuzinho. Não mencionei nada a ele, mas ele continuava a ser o único macho que havia me penetrado. A saudade nos fez gozar após poucos minutos e, eu adormeci com aquele prazer infindável de sentir a umidade pegajosa e viril dele escorrendo pelas entranhas, e a respiração profunda e tranquila dele embalando seu sono.

- Você não passa de um depravado! O priminho gemeu a madrugada toda. Você ficou enfiando essa coisa aí no moleque sem dó. Quis tirar todo o atraso numa única noite, foi? – não identifiquei a voz debochada, mas subi a escada mais lentamente, enquanto eles riam e faziam troça com o André,quando cheguei ao deque onde os gêmeos, o Theo e meu primo estavam fazendo o desjejum na manhã seguinte e, não restava dúvida de que falavam sobre a noite passada, pois subitamente um silêncio se formou entre eles.

Os três dias seguintes foram dedicados a abastecer de víveres, combustível, água potável e todos os itens que haviam sido consumidos durante a etapa inicial da viagem antes da chegada a Cidade do Cabo. O Theo também me deu as explicações básicas sobre o que fazer a bordo, embora eu tivesse pedido ao Roberto, uma vez que ele era o dono do veleiro, para me instruir quanto ao que fazer a bordo. Mas, ele deu uma olhada para o Theo e transferiu essa responsabilidade para ele, como se aquilo fosse uma tarefa desagradável da qual ele fazia questão de se livrar. Se não da tarefa em si, pelo menos de mim, foi o que me passou sua atitude. O Theo deu-me uns livros que ensinavam a arte náutica, explicou como funcionavam os instrumentos, o rádio, o sistema elétrico, o acionamento dos motores, o içamento das velas, o significado da sinalização e tantos outros pormenores que achei que jamais iria guardar tudo aquilo.

- É tanta coisa! Detalhes que não acabam mais, acho que não consigo dar conta de tudo isso. – confessei perdido em suas explicações.

- Não se preocupe! Com o tempo e, à medida que a viagem for transcorrendo, você vai se familiarizar com tudo isso. É bom você pesquisar nos livros que te dei para guardar a nomenclatura dos componentes do barco, para que servem e quais os cuidados em manuseá-los. No começo, vamos te dar as tarefas mais simples, enquanto você acompanha como são feitas as demais. Garanto que, logo logo, você vai ser um marinheiro! – assegurou, retribuindo, timidamente, o sorriso incógnito que eu lhe dirigi.

Partimos na segunda-feira pela manhã com uma chuva leve e nuvens baixas cobrindo parcialmente a Table Mountain. Quando o motor MTU a diesel de 830HP foi ligado e começou a revolver a água na popa do veleiro meu coração batia agitado no peito. Eu estava tão excitado com todo aquele agite para colocar o barco em movimento e, acompanhando cada gesto do que cada um deles fazia para que tudo ocorresse da maneira certa que, ao me dar conta, já estávamos em mar aberto. O Roberto tirou a embarcação do porto com uma habilidade espantosa, pelo menos para mim, um leigo total no assunto. Como tudo transcorreu de modo muito fluido e tranquilo, eu atribuí isso à sua habilidade. Seguimos rumo sul/sudeste para contornar a península do cabo e a costa sul da África, pois o objetivo era subir a costa leste do continente até a costa norte da ilha de Madagáscar e, de lá, para as ilhas Comores passando pelo canal de Moçambique. Ao chegarmos ao largo do cabo da Boa Esperança, o mar ficou levemente mais agitado e os ventos mudavam constantemente de direção, obrigando o André e o Theo a mudarem a retranca e a genoa de posição conforme a direção dos ventos. Meu café da manhã parecia ter subido até a garganta e, mesmo engolindo aquela profusão de saliva que vinha se formando na minha boca, eu tinha a impressão de que ele não queria seguir rumo ao estômago.

- Parece que temos um marinheiro de primeira viagem em apuros. – divertiu-se o Fabrício, encarando-me como se eu fosse um alienígena.

- Algumas marolas e ele já está passando mal! Eu bem que avisei! – exclamou o Roberto. Eu percebi o tom de censura em sua voz.

- Vá se deitar um pouco que logo esse mal estar vai passar. – disse o André, tentando me confortar.

- Não sei não! Tenho a impressão de que estou morrendo. – retruquei, pois diante de meus olhos as imagens pareciam se mover como tinta jogada dentro de um líquido e, minha cabeça rodava feito um pião. Ouvi as risadas deles como um som carregado pelo vento.

Antes de tudo se apagar e, depois de ter despejado meu café da manhã pela balaustrada, nas águas esverdeadas do mar, eu senti um par de braços me envolvendo e me deixei cair neles. Quando abri meus olhos eu estava na cabine, o Maurício estava ao meu lado, parcialmente debruçado sobre mim, e sorria.

- Que vergonha! Desculpe pelo papelão! – balbuciei, meio atordoado.

- Deixe de bobagem! É a coisa mais natural do mundo, você não está acostumado. Em breve vai se sentir melhor. – garantiu.

- Espero que sim! De qualquer forma, obrigado e me desculpe, mais uma vez. – respondi, envergonhado. Ele não precisava passar aquela mãozona no meu rosto daquele jeito, fazia eu me sentir ainda pior, mas ele não deixou a oportunidade escapar.

Passei mais dois dias sem apetite e caminhando como se houvesse ingerido um litro de uísque numa talagada só. Tão insidiosamente quanto aquele mal estar se instalou, desapareceu. Eu estava feliz por ter meu corpo restabelecido novamente.

Os meses se passaram e chegamos ao Mar Arábico, entramos no Mar Vermelho e ganhamos o Mediterrâneo pelo canal de Suez, em Port Said. Primeiramente costeamos o norte da África e depois, o sul da Europa. Cada parada era um espetáculo e uma aventura à parte. Enquanto estivemos no Mediterrâneo era verão e o Júpiter foi usado como barco de turismo, isso além de nos fazer economizar, rendia alguns euros extras para a próxima etapa da viagem. Findo o verão, retornamos pelo mesmo caminho, só que desta vez rumamos em direção à costa oeste da Índia, contornamos o continente até adentrarmos a Baía de Bengala, onde fomos margeando a Tailândia, atravessamos o Golfo da Tailânda até atingir a Malásia e Indonésia. Subimos em direção às Filipinas e depois descemos até a Papua Nova-Guiné.

Eu já estava craque em muitas das manobras do Júpiter. Era capaz de ajudar em cada uma delas com bastante desenvoltura e não me considerava mais a quinta roda de um veículo. Também estava bem enturmado com os outros colegas de viagem. Em alguns aspectos bem até demais, pois os gêmeos viviam me assediando e, não era raro eu sentir uma mão boba entrando pela fenda do meu short e apalpando minhas nádegas sem o menor pudor, enquanto eu estava com as mãos ocupadas e não tinha como me esquivar. Meus protestos não provocam mais do que alguns sorrisos de escárnio. Durante o verão no Mediterrâneo, nas noites quentes e sob um céu estrelado, o André ousara me enrabar no próprio convés quando não havia estranhos a bordo. Ele costumava me levar para a rede do gurupés, longe dos olhares curiosos dos que ficavam ao redor da mesa coberta no deque da popa. Enfiava a mão pela fenda do meu short e chupava meus peitinhos até que os biquinhos se enrijecessem e me deixassem louco de tesão. Abria aquelas coxas grossas e me fazia encaixar a cabeça entre elas para chupar seu cacetão insaciável. Algumas vezes o veleiro estava fundeado, noutras algumas marolas se formam ao largo da proa, enquanto eu estava deitado de bruços com ele estirado sobre mim e o cacetão entrando e saindo do meu cuzinho. Meu gozo acabava caindo no mar e o dele escorria para as profundezas das minhas entranhas. Não raro, quando voltávamos a nos juntar ao grupo, eu podia ver os cacetes do Fabrício e do Maurício escandalosamente duros dentro das bermudas ou dos shorts. Era evidente que também estavam a fim de me enrabar. Mas, eu evitava dar qualquer abertura para que isso acontecesse. Não só pelo respeito que tinha em relação ao meu primo, mas porque não queria ser a putinha desfrutável.

No final de setembro atingimos a costa australiana. O objetivo era contornar o continente conhecendo as principais cidades e seguir para a Nova Zelândia. Concluímos essa rota no final de dezembro e começamos a serpentear entre as ilhas Fiji rumo ao norte para Samoa, Tuvalu, Kiribati e as ilhas Marshall. O objetivo seguinte era a Polinésia Francesa. Depois que deixamos o Iate Clube de Huahine na ilha Fare rumo a Papeete na Polinésia Francesa, nos vimos repentinamente metidos no meio de uma tempestade tropical. Ela estava prevista nos radares meteorológicos, mas foi ganhando força enquanto navegávamos e acabou por se transformar num tufão. Em poucas horas, eu vi as ondas se transformarem em imensos paredões de água. O Júpiter avançava pouco apesar do vendaval, uma vez que a direção dos ventos mudava mais rapidamente do que a manobra para colocar as velas na posição ideal. Senti um medo como jamais havia sentido antes. Parecíamos um palito de fósforos à mercê das ondas.

- Acho que devemos enviar nossa posição via rádio para a capitânia dos portos em Papeete, não acha Roberto? – sugeri, quando me juntei a ele tentando manter a todo custo nosso rumo ao leme.

- Vá caçar o que fazer! Não posso me distrair agora. – respondeu ríspido. Ele nunca tinha sido um poço de gentilezas comigo, mas também nunca tinha sido tão agressivo. Deixei-o com suas preocupações e fui conversar com os outros com o mesmo objetivo.

Começamos a nos aproximar perigosamente de algumas ilhas desabitadas. Os paredões de rocha ficavam mais perto das amuradas do Júpiter a cada instante.

- Talvez fosse o caso de baixarmos as velas, uma vez que o vento está nos conduzindo a seu bel prazer e, usar a força do motor para tentar alcançar algum local mais protegido entre as ilhas. – sugeri, baseado no que tinha lido num dos livros que o Theo havia me dado para estudar.

- Alguns meses no mar e o frangote acha que sabe como navegar numa tempestade dessas! – exclamou o Roberto, ao ouvir minha sugestão. Dali em diante calei-me. Eu não entendia nada daquilo mesmo, e o medo estava me deixando alucinado.

Houve um estrondo quando a quilha se partiu, com isso o centro de gravidade ficou desalinhado do centro de flutuação. O Júpiter agora balançava sem controle e se inclinava perigosamente até a linha d’água, ajudado pela força dos ventos que atingiam o velame. Meia hora depois, a murada de boreste se chocava contra as pedras deixando o Júpiter entalado entre elas numa inclinação de mais de 45 graus. O baque foi tão forte que por pouco o Theo não caiu entre as ondas que se arrebentavam nas pedras. O rombo no casco inundou o porão, e as faíscas de um curto-circuito no gerador podiam ser vistas debaixo da água esverdeada e transparente que enchia o porão. Não havia mais o que fazer, a não ser nos abrigarmos da chuva e dos ventos, avaliar os danos e esperar pelo amanhecer torcendo para que o tufão não agitasse ainda mais o mar e destruísse o Júpiter por completo. Ninguém pregou o olho aquela noite, embora todos estivessem exaustos. Normalmente o Fabrício e Maurício se encarregavam das refeições, eu os ajudava vez ou outra, por isso resolvi preparar algo de improviso para o jantar que não dependesse do fogão. Eles apenas beliscaram na comida enquanto se falava unicamente sobre o acidente. De madrugada o André cochilou com a cabeça no meu colo e, sem perceber, eu acariciava as mechas de seu cabelo ondulado entre as pontas dos dedos. Quando notei os olhares fixos sobre mim, afagando carinhosamente meu primo, pude notar uma pontinha de inveja em cada um deles. Talvez apenas o Theo e o Roberto não desejariam estar no lugar do André. Mesmo após meses juntos, eu era incapaz de dizer o que se passava na cabeça do Roberto, além da insatisfação em me ter a bordo e, quanto ao Theo, era notório que não tinha a menor inclinação para olhar para outro homem.

O sol só voltou tímido no final da tarde do dia seguinte. Aproveitamos para verificar os danos no Júpiter, ele não podia voltar a navegar antes que grandes reparos fossem feitos. Meu primo e o Roberto ficaram debruçados horas sobre as cartas náuticas para estudar nossa posição e a possibilidade de estarmos na rota de outras embarcações ou de aviões. A conclusão foi desanimadora. Aquilo foi mais um golpe que deixou o astral de todo mundo no fosso. O curto-circuito danificara o rádio e quase todo painel de navegação do veleiro. Além de não termos como nos comunicar com o mundo exterior, não sabíamos exatamente onde estávamos. Nossa última localização, pelo menos seis horas antes da última verificação, nos posicionava a meio caminho entre o arquipélago Maiao e o de Moorea, bastante a oeste da rota dos jatos que seguiam rumo ao aeroporto de Papeete. O Theo acabou por dizer aquilo que talvez estivesse na mente de todos, principalmente da minha, pois eu o havia alertado a respeito.

- Devíamos ter enviado um rádio dando nossa posição quando a tempestade nos pegou. Foi uma imprudência e uma falha primária. – disse, olhando para o Roberto. Este deu um soco na primeira coisa que seu punho cerrado encontrou.

- Uma vez que temos tantos sabichões a bordo, por que nenhum de vocês fez o que deveria fazer? – grunhiu furioso. Eu sabia que ele tinha assumido toda a culpa pelo acidente para si próprio, o que não era verdade. Mas, o censo de responsabilidade dele lhe dizia que ele era o grande culpado pelo que nos aconteceu. Instantes depois, ele deixou a cabine e começou a escalar as pedras rumo a um platô coberto de vegetação.

- Aonde você vai? – perguntou o Maurício, antes de começar a segui-lo.

- Não podemos ficar aí abotelados a espera de um milagre! Vou ver o que há nas redondezas. – respondeu.

Uns quinhentos metros depois das rochas havia uma pequena enseada com uma praia de areia grossa e amarelada, foi nela que montamos um pequeno acampamento para passar a noite. Por todos os dias de uma semana fazíamos incursões para o interior da ilha a procura de sinais de vida. Não encontramos nada além de ninhos de fragatas, papagaios e uma espécie de pomba de colorido exuberante. Do alto de um promontório de uns quatrocentos e poucos metros dava para ver o Júpiter entalado nos rochedos, a imagem me provocou um aperto no coração. Durante todos aqueles dias não ouvimos nem sequer um único ruído de motores ou algum sinal de uma embarcação passando no horizonte. Ninguém sabia que estávamos desaparecidos, exceto nossos familiares que, a essas alturas, já deviam estar preocupados por não terem notícias nossas, pois quase diariamente postávamos alguma coisa na Internet. No entanto, eles estavam a mais de 16000 quilômetros de onde quer que estivéssemos agora.

Outras duas semanas se passaram e os ânimos começavam a ficar cada vez mais exaltados. Tudo era motivo para discussão. Era curioso ver como aqueles machos se empertigavam e ficavam a ponto de se engalfinharem quando a testosterona que corria em suas veias aumentava e eles não tinham como se aliviar. A tensão e a falta de perspectivas do que fazer tinham deixado o André num estado de irritabilidade que eu nunca tinha visto na personalidade descontraída dele. Bastava nos deitarmos a noite para ele me enrabar, como forma de controlar sua ansiedade. Isso, quando não resolvia me comer duas ou três vezes no mesmo dia. Eu procurava acaricia-lo e amenizar sua angústia, embora meu cuzinho esfolado procurasse fugir de seus arroubos.

Numa tarde eu e os gêmeos seguidos por uma trilha que ainda não havíamos explorado. Ela era bastante íngreme e fechada por isso protelamos sua exploração. Depois de quase quatro horas de caminhada abrindo caminho com facões, fomos parar num descampado coberto por flores rasteiras e outras de pequeno porte que se inclinavam ao sabor do vento que soprava no alto da colina. Joguei um pouco de água da garrafa que estava na minha mochila sobre a cabeça e a nuca para me refrescar, sem me dar conta de que ao escorrer para dentro do short branco este ficara transparente e colara nas minhas nádegas. Só percebi que algo estava esquisito quando os dois ficaram me encarando.

- Você é um tesão Luca! Não admira que o André seja fissurado nessa bundinha carnuda. – disse o Fabrício.

- Vocês estão com hormônios demais. Assim que voltarmos à civilização tratem de procurar um puteiro e vão acalmar esses ânimos. – respondi sorrindo.

- Por que você não faz isso por nós? Eu vou adorar receber as mesmas carícias que você faz no seu primo. – disse o Maurício.

- Que ideia! – retruquei, embora pressentisse que estava prestes a ser enrabado pelos dois.

Os olhares lupinos e cobiçosos que eles lançavam sobre mim também me excitaram. Aqueles dois machos com os torsos musculosos nus e suados enchiam minha mente de fantasias. Assim que o Fabricio se aproximou e começou a passar a mão na minha bunda, eu resolvi que deixaria me levar pelo tesão que ardia em mim. Eu o encarei com um sorriso condescendente antes de levar minha mão ao seu rosto e acaricia-lo. Ele me puxou para junto do peito dele e me beijou branda, mas ardentemente. Passei meus braços ao redor do pescoço dele e senti meu short descendo pelas coxas. A mão ávida dele amassava minhas nádegas e eu arfava de desejo. O Maurício se aproximou de nós e eu fiquei prensado entre os dois machos sarados e sedentos por sexo. Embora devassa e, até prostituta, essa sensação era maravilhosa, era sequiosa, e puramente carnal, algo que eu jamais havia sentido. Havia quatro mãos apalpando minha bunda e eu não sei qual deles enfiou o dedo no meu cu. Eu apenas deixei escapar um gemido lânguido e excitado, de quem estava pronto a satisfazer aqueles machos. Do pescoço do Fabrício fui para o do Maurício, a procura de sua boca sensual. Ele foi logo metendo a língua na minha boca com um frenesi e uma gana que se acumulava desde que ouvira a história do meu primo comigo. Aos poucos, fui beijando o peito dele à medida que ia descendo as mãos espalmadas por aquele peitoral enorme. A ereção dele estava se consumando sob o short e eu a queria. Fui me ajoelhando diante das coxas musculosas e peludas dele e mordisquei a jeba dele através do tecido. Ele chupou o ar através dos dentes cerrados, segurou minha cabeça entre as mãos e me apertou contra sua virilha. Eu puxei o short dele para baixo fazendo saltar aquela tora de carne enrijecida e cheirosa. Peguei-a delicadamente com uma das mãos e toquei meus lábios suavemente sobre a glande úmida. Dessa vez ele soltou um gemido.

- Mama meu caralho! – balbuciou entre o gemido.

Eu coloquei o que coube na boca e comecei a chupar, enquanto minha outra mão entrava por baixo do sacão dele e começava a apalpar seus culhões consistentes. Ao nosso lado, o Fabrício tirou o short e começou a pincelar sua benga no meu rosto. O ar ao meu redor rescendia a um aroma almiscarado e másculo, deliciosamente impudico. Soltei a jeba do Maurício e peguei na do Fabricio, agora cada uma das minhas mãos tinha um membro duro e latejante para punhetar. Eu me revezava entre os dois e, ia mamando ora um ora outro caralho.

- Garoto, você é foda! Puta tesão essa sua boquinha gulosa. – grunhiu o Fabrício.

Nem sei quanto tempo fiquei mamando aqueles caralhos. Só sei que depois de algumas chupadas, elas começaram e ter um sabor levemente salgado, e eu soube que estava sugando diretamente da fonte o pré-gozo daqueles machos, que se contorciam com o prazer que isso lhes proporcionava.

- Preciso tirar minha pica dessa boca aveludada ou vou gozar nela. E, eu quero gozar nesse seu cuzinho apertado. – murmurou o Maurício.

Eles me deitaram na relva baixa e se sentaram ao meu lado. Cada um pegou uma das pernas e a afastou para que tivessem livre acesso ao meu cuzinho. Dessa vez senti que o primeiro dedo a me penetrar foi o do Fabrício, por isso voltei-me para ele com o olhar suplicante. O puto me explorava movendo o dedo sobre minhas pregas e fazendo penetrações rasas, mas suficientemente impetuosas para me deixar nas nuvens. Eu gania ardendo de tesão. Os dois se entreolharam e o Maurício também começou a me explorar com seu dedo promiscuo. Meu corpo todo tremia e eu queria chorar de prazer. Os dois dedos me penetraram mais profundamente e começaram a se movimentar em círculos dentro do meu cuzinho. Eu me segurava nos dois braços deles e sentia como meu cuzinho piscava tentando apertar aqueles dedos que me sondavam a intimidade. Eles me torturaram até eu quase implorar para ser enrabado. O Maurício sentiu que era ora de me cobrir, pois eu estava prestes a gozar. Ele se encaixou entre as minhas pernas e me encarou cheio de tesão, pincelou a pica algumas vezes no meu rego e apontou a cabeçorra contra meu buraquinho eriçado. A jeba passou pelos esfíncteres arregaçando-os e penetrando em mim. Ele e eu gememos quase simultaneamente, eu para superar a dor, ele para dar vazão à sanha que o acometia. Enquanto ele me fodia com um vaivém compassado e vigoroso, o Fabrício meteu a rola na minha boca. Entre gemidos eu a chupei com todo o empenho. Um ardor começou a se espalhar por toda minha pelve quando o entra e sai daquela jeba estava me esfolando a mucosa anal. Com todo o corpo retesado e trêmulo eu gozei sobre minha barriga. Os dois me encararam com um sorriso sagaz.

- O André é um felizardo filho da puta! Comeu esse rabinho tesudo na moita e não quis dividi-lo com ninguém. – gemeu o Maurício, enquanto a musculatura de seu baixo ventre se contraía e ele soltava um urro ao mesmo tempo em que inundava meu cu com sua porra quente e cremosa.

- Ai, ai, ai – gani, quando ele, mesmo tendo gozado, ainda metia com mais força aquele cacetão no meu cuzinho maculado.

Ele se levantou e algumas gotas de porra pingaram do seu caralho atingindo meu rosto. Antes que eu pudesse fechar as pernas cansadas daquela posição forçada, o Fabrício meteu a pica no meu cu que ainda nem tinha se fechado completamente. Não me restava outra coisa que não cainhar feito uma cadela de rua sendo assediada por uma matilha no cio. Meus gemidos os excitavam, o pau do Maurício mantinha uma ereção meio flácida mesmo depois de ter se fartado nas minhas carnes. E, o do Fabrício, me estocava as entranhas com tal voracidade que minha pelve quase não suportava. Eu nunca tinha dado o cu por tanto tempo, nem tinha experimentado aquela sensação de continuar sendo enrabado mesmo depois de ter gozado, quando toda a musculatura relaxa e resta apenas aquele prazer reconfortante. Eu continuava retesado e levando uma pica sedenta no rabo, e só podia esperar que aquele macho chegasse ao clímax antes de me rasgar todo. No entanto, precisei aguardar muito antes disso acontecer. O vaivém insidioso que o Fabrício imprimia a sua jeba devoradora era torturantemente demorado. Pensei que ia desmaiar quando senti suas estocadas ganhando força e brutalidade, no entanto, a porra entrando em jatos mornos numa abundância voraz, me fez relaxar e usufruir daquele néctar másculo que ele despejava em mim.

- O que foi isso! Puta tesão! Cara, que orgia! – exclamou o Fabrício, enquanto tirava lentamente sua pica de dentro de mim.

- Isso é que é foder! Não é, mano? – concordou o Maurício.

- Garoto, eu vou querer esse cuzinho mais vezes. Vai ter um rabinho gostoso desses no caralho. – retrucou o Fabrício.

Eu já tinha desistido de reclamar com todos eles quando me chamavam de moleque, garoto, bebezão, ou qualquer outro diminutivo só porque eu era o mais novo da turma. Embora o André fosse apenas sete anos mais velho, ele adquirira esse péssimo costume de me chamar de meninão quando trepava comigo. Com o passar dos meses a bordo, os outros foram acrescentando adjetivos para me qualificar. Os gêmeos tinham a mesma idade do André, 29 anos, o Theo trinta e o Roberto trinta e um, portanto, o mais velho deles não chegava a ter uma década de diferença, mas todos se julgavam mais maduros e no direito de me fazer sentir ser um criançola. Nesse momento, com o cu ardendo como se tivesse uma brasa acessa enfiada nele, eu não tive ânimo para protestar.

Pensei que não fosse conseguir chegar ao acampamento improvisado na praia de tanto que me doíam as entranhas. Não sei se foi o meu caminhar de pernas abertas, como se tivesse um tronco entalado no cu, ou se foi a cara de satisfação do Maurício e do Fabrício que chamou a atenção do meu primo.

- Que demora! Por onde vocês andaram? – não gostei da cara do André quando fez a pergunta.

- Fomos desbravar aquela trilha depois da clareira. – respondeu o Maurício.

- Vocês passaram praticamente o dia todo fora. Não viram que estava anoitecendo? – protestou meu primo.

- Foi bastante trabalhoso percorrer o trajeto até o topo da colina e, no fim, não vimos nada além do outro lado da ilha, tudo vazio. – respondeu o Fabrício.

- Preciso conversar com você. – adiantei-me, pois não queria que ele descobrisse, o que aconteceu lá em cima, através de outros, temendo sua reação.

- Diga. – a desconfiança já rondava seus pensamentos.

- Não aqui. Vamos até a ponta da praia. – sugeri, ao que ele me seguiu.

- Por que está andando assim? – ele sabia muito bem por que. Tinha me deixado nas mesmas condições algumas vezes.

- Eu adoro você, você bem sabe. Tenho um carinho imenso por você e também te admiro muito. – continuei, sem saber como conduzir aquela conversa.

- Que blablablá é esse? – interrompeu-me ele.

- Drezinho, eu nunca tive ninguém além de você, você sabe, não é? Nem durante esses quatro anos que ficamos afastados, eu juro. – uma nuvem pairava na expressão do rosto dele.

- Você está querendo me dizer que vocês .... que vocês, lá em cima... eles comeram seu cuzinho? É isso que você está querendo me dizer? – vi o punho dele se fechando e tive medo.

- Eu não sei explicar. Foi por causa do tesão. Drezinho não fica com raiva de mim, por favor! – sem querer senti as lágrimas descendo pelo meu rosto.

- Eu sabia que isso ia acontecer algum dia, mas não imaginava que fosse tão cedo. – sua voz tinha algo de derrota.

- Eu te adoro, não fica assim, por favor. Eu gosto muito de você, sempre vou gostar. Você me ensinou tudo, me fez sentir as maiores felicidades desse mundo. – quis tocar no rosto dele, mas fiquei receoso de que ele me rejeitasse. Isso seria o fim para mim.

- Foram eles, não foi? Eles forçaram a barra, diga. Pode me contar. – insistiu ele.

- Não Drezinho! Eu quis. Eu quis tanto quanto eles. Foi o tesão, eu já te disse. Foi só tesão. Eu não sinto por eles o que sinto por você. É muito diferente. – venci o medo e tomei seu rosto nas mãos, encarando-o com a mais pura afeição.

- Eu achei que você fosse ser só meu para sempre. A gente cria umas ilusões. Sei que vou me casar e ter filhos um dia, mas achei que você sempre ia estar por perto. E, se entregar para mim, e entregar seu carinho para mim toda vez que precisasse. Sou um egoísta, não é? Você cresceu e está sentindo tesão por outros caras. – ele tentava arrumar seus pensamentos e seus sentimentos em relação a mim de uma forma dolorosa.

- Eu sempre serei seu meninão. Vou estar ao seu lado sempre que precisar. Mas, também preciso pensar nos meus sonhos, não acha? – retruquei.

- Eu sei! É duro saber que você não é mais só meu. – balbuciou, colocando a cabeça no meu colo, enquanto observávamos o rastro prateado que a lua lançava até o horizonte sobre o mar sereno. Eu afaguei seus cabelos e dava beijos em seu rosto enquanto a madrugada chegava de mansinho. Quando voltamos ao acampamento todos dormiam.

As semanas passavam sem que nada mudasse. Começamos a discutir sobre uma maneira de sair dali, pois findos os suprimentos do Júpiter, teríamos dificuldade em nos sustentar só com o pouco que a ilha oferecia. Já estávamos racionando os víveres, procurando tirar do mar a maior parte das proteínas. Mas, isso não podia ser feito ad eternum. Toda vez que meu olhar se fixava no Roberto eu via a agonia na qual ele vivia. Naquelas condições e, desde que chegamos à ilha, eu conseguia ver com mais clareza o que se passava dentro da mente e da personalidade do Roberto. Aquilo era novo para mim, pois durante todos esses meses no veleiro o que eu tinha observado eram seus músculos, seu porte vigoroso e másculo, sua energia transpirando pelos poros, sua rola cabeçuda apontando insidiosamente pela abertura do short largo quando ele abria as pernas diante de mim.

- Vê se fecha essas pernas e nos poupe de ver essa estrovenga sem graça! – reclamavam os demais, quando ele, por costume, deixava seu membro solto na bermuda ou short. Acho que eu era o único que além de não reclamar, ainda criava fantasias com aquela cabeçorra imensa, fazendo meu cuzinho se contorcer de desejo.

Também foi lá na ilha, depois de uma discussão acalorada entre o Roberto, o Theo e o Fabrício, que por pouco não chegou às vias de fato, que eu me apaixonei por ele. Do nada, sem nenhum aviso prévio, meu coração foi invadido por um sentimento que jamais tinha experimentado antes. Aquela cara quase sempre carrancuda, aquela má vontade para comigo, aquela aparente indiferença a tudo que se relacionava a mim não foram impeditivos para que esse sentimento brotasse dentro de mim. Havia momentos em que esse amor era tão forte que eu tinha vontade de abraça-lo e confessar minha paixão. Ele provavelmente me rejeitaria da maneira mais grosseira possível, uma vez que a grosseria para comigo era uma constante. Por que eu me perguntava? Nunca tinha feito nada para magoá-lo ou ofendê-lo, pelo contrário, era cheio de cuidados e atenções para com ele. Com uma tristeza que feria tanto quanto um punhal cravado no peito, eu concluía que ele jamais me veria com outros olhos que não os de um estorvo que entrara acidentalmente em sua vida.

Era comum o Theo desaparecer por algumas horas. Tinha sumido enquanto o veleiro estava ancorado nalguma marina, mas desde que chegamos à ilha, esses sumiços despertaram ainda mais a minha atenção. Por isso, segui-o de longe, num cair de tarde quando ele caminhou sozinho até a ponta mais distante da praia e desapareceu entre as rochas e a arrebentação das ondas cheia de uma espuma branca. Ele não percebeu minha aproximação por trás enquanto olhava perdido para o horizonte e batia uma punheta. Ver um macho de tirar o fôlego como aquele se masturbando para aliviar seus instintos me cortou o coração. Sem querer pisei numa pedra solta que rolou para dentro d’água. Ele se virou assustado na minha direção.

- O que faz aqui? Você me seguiu? – questionou, tentando colocar a pica enorme e dura dentro da bermuda.

- Eu ... eu só queria .... pensei que você talvez quisesse companhia. – gaguejei, sem graça.

- Eu teria pedido alguém para me acompanhar, não acha? – revidou.

- Desculpe, Theo. Eu sei o que vocês estão passando. Eu mesmo ando cheio de desejos. Posso te ajudar? – era impressão minha ou eu estava mesmo me oferecendo feito uma puta? Aonde tinha ficado aquele Luca tímido que ficava com o rosto ruborizado quando alguém lhe passava uma cantada, ou ficava admirando sua bunda avantajada?

- Numa boa. Eu só curto mulheres. Não há nenhuma chance de você quebrar o meu galho. Não me leve a mal e nem se ofenda. – retrucou ele.

- Jamais! Você é um cara incrível. Aprendi a gostar muito de você durante todos esses meses que estamos juntos. Estou me desconhecendo. Nunca fui tão atirado. – lá estava eu, vermelho feito um pimentão.

- Sabe, eu nunca tinha convivido assim tão perto com um ..., com um carinha feito você. – começou ele, confuso por não saber como me qualificar.

- Como um veado como eu, um bicha. É disso que as pessoas já me chamaram. Mas, continue, não é importante como você vai me chamar.

- Você é uma das pessoas mais incríveis que eu já conheci, nunca vou querer perder o que construímos até aqui. Eu te admiro, verdade! Dizem que as mulheres são sensíveis. Eu tenho notado que a sua sensibilidade é muito maior do que a delas. Você tem uma capacidade de entender a alma masculina mais do qualquer pessoa que eu já tenha conhecido. Eu não me vejo transando com outro homem, mas, esteja certo, se isso fosse acontecer, eu queria que fosse com você. Se você visse como brilham os olhos do seu primo quando ele conta o que rola entre vocês. É um brilho que nenhum homem casado há décadas com uma mulher tem no olhar. E, sabe por quê? Porque você deu a ele o que todo homem gostaria de receber de um parceiro ou parceira, a sensação de ser o maioral, o único, o macho mais macho. – desabafou ele, sem que sua ereção arrefecesse.

- Nossa! Para quem diz que nunca vai querer algo com outro cara, você está me saindo o galanteador mais convincente que já ouvi. – retribui num sorriso.

- Não sou eu, mas você que torna tudo especial. Só isso. – retrucou.

- Não quero forçar a barra, mas o que acha se a minha mão te der uma força com esse teimoso aí dentro que não te dá uma trégua? – você é uma putinha mesmo, pensei comigo mesmo. O cara é um tesão de tão gostoso e está numa carência de doer.

- Seria uma sacanagem com você. Como eu disse, não vai rolar. – respondeu decidido.

- OK! Se precisar, não se acanhe. Vou deixar você nos cinco contra um. – disse, dando um beijo em seu rosto e me preparando para retomar o caminho de volta.

- Espera!

Ele se levantou caminhou até junto de mim e pegou minha mão. Olhando dentro dos meus olhos, enfiou lentamente a mão dentro sua bermuda até que senti sua ereção. Só com a ponta dos dedos e, o mais delicada e cuidadosamente possível, acariciei as grossas veias que circundavam sua verga. Sem tirar os olhos dele, fui colocando o pauzão para fora. Acariciei o sacão peludo por um tempão. Ele nem se movia. Fechava os olhos quando uma onda de tesão percorria seu corpo e ia se concentrar nos genitais sendo afagados. Fechei os dedos ao redor do caralhão calibroso e comecei a punhetá-lo. O Theo abriu ligeiramente as pernas e deixou-se masturbar, olhando para o céu que se tornava mais escuro a cada instante. Vez ou outra ele colocava a mão dele sobre a minha e imprimia um ritmo mais frenético à punheta, como se estivesse me dizendo que aquele era o jeito que mais o agradava. Não havia sobrado mais do que uma luz alaranjada entre as nuvens flutuando no horizonte quando ele grunhiu e ejaculou. Foram inúmeros e fartos os jatos cremosos que voaram pelo ar. Ele voltou a pousar o olhar no meu e seu semblante tinha uma alegria benfazeja. Abri um sorriso tímido para ele. Ele voltou a pegar na minha mão, agora toda lambuzada de porra e a levou até meus lábios, eu lambi meus dedos até que nenhuma gota de sua porra fosse visível.

- Luca, você não existe! Obri ... – ele ia balbuciando quando coloquei meus dedos sobre seus lábios. Percorremos boa parte do caminho de volta de mãos dadas, conversando sobre diversos assuntos.

Era costume de o Roberto ir, pelo menos uma vez por dia, até o local onde o Júpiter estava encalhado. Ele costumava demorar-se uma ou duas horas vasculhando o porão inundado e tirando de lá tudo que pudesse ser reaproveitado. Às vezes, chamava alguém para ajuda-lo com alguma coisa mais pesada ou que precisasse de ferramentas para ser solta. Eu nunca me prontifiquei a acompanha-lo, pois sabia de sua implicância comigo e não queria forçar uma situação. Mas, hoje ele estava a demorar-se demais. Não apareceu no horário do almoço e eu resolvi ir ter com ele, levando algo para ele comer, uma vez que os demais estavam ocupados com outras tarefas. Não o vi no convés muito inclinado e deduzi que estava lá embaixo enfurnado no porão à cata de recuperáveis. Mesmo depois de semanas a imagem do veleiro adernado ainda me chocava. Encontrei-o em sua cabine na proa, os braços erguidos apoiando a cabeça, as pernas bem abertas exibindo a cabeçorra de sua rola para quem estivesse cruzando a porta da cabine, como eu, naquele momento. E, o olhar fixo no teto inclinado. Por uns segundos, pensei que estivesse dormindo.

- O que você quer aqui? – perguntou, sem olhar na minha direção.

- Vim trazer algo para você comer. Sentimos sua falta no almoço. – respondi.

- Estou sem fome! – retrucou.

- É um pedaço de barramundi assado com um pouco de arroz de açafrão que eu e o Fabrício pescamos esta manhã e depois assamos na areia, está uma delícia, prove um pouco. – insisti, pois sabia que ele adorava peixe assado. – Também trouxe uns pedaços de pêssego em calda.

- Coloque ali, depois eu como. – disse ele, apontando para uma mesinha na qual era impossível apoiar qualquer coisa devido à inclinação do barco.

Eu tirei o guardanapo que cobria o prato e fui me sentar próximo à cabeceira da cama ao lado dele. Pus um naco de peixe num garfo e, tal como fazem com as crianças que se recusam a comer, fiz o movimento de um aviãozinho se aproximando da boca dele.

- Vai esfriar e ficar sem gosto. Prove, está realmente uma delícia, não por que eu fiz, mas porque o peixe está fresquíssimo. – argumentei, num sorriso afetuoso.

- Pentelho! – retrucou ele, devolvendo o sorriso e aceitando que eu fosse colocando as garfadas em sua boca.

- Conseguiu recuperar mais alguma coisa hoje? – quis saber.

- Tirei algumas peças, mas duvido que possam ser recuperadas. – disse desolado.

- Eu sinto muito pelo que aconteceu. Sei o quanto você gosta desse veleiro e, é uma pena vê-lo adernado entre as pedras. – expressei sincero.

- Foi culpa minha. Aliás, vocês todos estarem nessa situação é culpa minha. – balbuciou.

- Não diga bobagens! Se é que existe um culpado nisso tudo, é a tempestade que nos pegou no caminho. Você é um ótimo velejador. – encorajei-o.

- Só mesmo um marujo inexperiente para não enxergar o obvio! – retrucou.

Coloquei a última garfada em sua boca, ele devorou tudo o que estava no prato. Sorri para ele apontando o prato vazio, e o coloquei de lado.

- Vem cá, apoie a cabeça aqui! – disse, batendo a mão espalmada na minha coxa. Ele relutou, mas deixou-se conduzir quando peguei sua cabeça entre as mãos.

Meu coração parecia estar galopando dentro do meu peito. Não restava mais nenhuma dúvida, eu estava apaixonado por aquele homem. O calor que emanava do corpo dele fazia um frio percorrer minha espinha. Tão próximo e tão distante, pensei comigo mesmo. Ficamos por muito tempo em silêncio. Ele havia cerrado os olhos quando meus dedos entraram na cabeleira dele e começaram a acaricia-lo. Em pouco tempo ele estava ressonando, tinha caído no sono. Fazia tempo que ele não relaxava tanto, estava sempre tenso, especialmente depois do acidente. Com a ponta do dedo indicador toquei de leve seu rosto anguloso e tranquilo, antes de percorrer todo o contorno daquela face viril. Ele ficava ainda mais másculo quando a barba cerrada ficava por fazer, como agora. Ela era tão dura que pinicava meu dedo. Fiquei tentado a beijar aqueles lábios pelos quais saía aquele ar morno enquanto ele dormia, mas tive receio de acordá-lo e ele me dar uma bronca por ter tomado liberdades com ele. Dava para ver as estrelas pelas escotilhas de vidro sobre a cama quando ele despertou coçando os olhos.

- Poxa! Acabei pegando no sono. – disse ele, um pouco envergonhado.

- Você dormiu tão tranquilo, achei melhor deixar você descansar um pouco. – afirmei.

- Aonde você quer chegar com isso? – perguntou, subitamente.

- Como assim? – inquiri, surpreso com aquela mudança de postura.

- Não se faça de ingênuo, que isso você não é já faz tempo! Todo esse floreio é para dar o cu para mim. É isso que você quer cercado de tantos machos numa fissura danada, não é? Pois vamos realizar seu desejo, e agora mesmo. – disse, me apertando contra cama de bruços e, arriando meu short.

- Não, Roberto! – protestei, tentando sair debaixo dele.

Enquanto eu me agitava ele baixava a bermuda deixando o caralhão pesado cair sobre minhas nádegas. Num momento em que ele havia se apoiado sobre os joelhos e me puxava mais para o centro da cama, eu pude vislumbrar seu cacetão. Aquilo que eu só tinha visto em revistas e, muito provavelmente, era resultado de manipulação da fotografia, estava diante dos meus olhos ao vivo, crescendo e se avolumando, até atingir um tamanho descomunal. Nunca pensei que alguém tivesse uma pica desse tamanho de verdade. Quase ao mesmo tempo em que ele deixava o peso de seu corpo cair sobre o meu aquele caralhão entrou no meu cu, arrebentando cada prega que se contraiu e, os esfíncteres que se fecharam abruptamente como meio de defesa. Nunca tinha sentido tanta dor numa penetração e gritei.

- Está doendo muito Roberto! Para! – implorei.

- Não é disso que você gosta? Qual é o problema agora? – rugiu ele, estocando continuamente a jeba no meu cu.

- Para! Tira isso de mim, Roberto! – gritei, agitando-me tanto que o fiz rolar para o lado e a pica escapar do meu cuzinho. – Bruto, animal!

Numa fração de segundo eu estava em pé, pegando meu short sobre a cama e correndo porta afora, nu e com o cu sangrando.

- Puta que o pariu! Você enlouquece um macho e depois o deixa na mão. Isso não se faz! Volta aqui para fazer sua obrigação. – escutei-o esbravejando, enquanto subia a escada para o convés, aos prantos.

Cheguei ao acampamento quase sem fôlego. Tinha corrido o caminho todo e só me dei conta de que estava com o short nas mãos quando todos me encararam estupefatos. Por instinto, corri para os braços do André. Ele me abraçou e quis saber o que tinha acontecido. Eu não conseguia parar de soluçar. O homem por quem eu vinha nutrindo uma paixão platônica tinha acabado de me machucar da maneira mais vil possível. O Maurício tinha ido umedecer uma toalha no mar e, limpou o sangue que estava escorrendo pelas minhas coxas, vindo do rego.

- O que deu nele dessa vez? – questionou o Theo.

- Você e o Roberto brigaram? – perguntou meu primo. Eu só balancei minha cabeça negativamente, aconchegada no peito dele.

- Há dias que venho percebendo que ele ia estourar. Só não imaginei que seria com o Luca, o único que não merece a fúria dele. – sentenciou o Fabrício.

- Eu só fui levar o peixe que ele tanto gosta, por que achei que ele estava ocupado no veleiro. – balbuciei me justificando.

- Nada do que você tenha feito ou dito é o que causou isso. O Roberto tem esse comportamento com você por que foi deixado por um carinha pelo qual estava perdidamente apaixonado. Isso foi há uns quatro anos. O namorado o deixou por outro e, desde então, o Roberto está assim. Nem o atual namorinho com uma garota que ele tentou colocar no lugar do carinha deu conta de apagar a memória dele. Para ele todo homossexual é um traidor, um ser sem escrúpulos, alguém que cultiva a promiscuidade, pois foi essa a impressão que o namoradinho deixou nele. – revelou o Theo. Pela reação dos demais, eu percebi que era o único a desconhecer essa história.

- Isso não justifica o que ele fez! Vou me acertar com ele quando voltar. – disse meu primo.

- Não faça nada com ele. Deixe-o em paz. Eu não tinha que ser enxerido. – retruquei.

- Eita, garoto! Tem como não gostar desse moleque? – disse o Fabrício.

Nove semanas depois do acidente, numa manhã ensolarada de mar calmo o improvável aconteceu. Uma embarcação vinha crescendo no horizonte. Um iate de casco preto e superestrutura branca avançava rapidamente em direção à arrebentação. Havia uma comoção geral na praia, nós nos abraçávamos e todos estavam com os olhos marejados. Sabíamos que tínhamos sido vistos, mas mesmo assim, continuávamos a abanar os braços no ar, como se daquilo dependesse nosso resgate. O Iate fundeou a uma distância segura da praia. Lançou um jet-ski na água e dois homens montaram nele chegando até a areia. A princípio todos estavam falando ao mesmo tempo, depois, o Roberto foi contanto nossa desventura.

- Há algumas semanas recebemos um alerta de uma radiobaliza, foi durante o ciclone que assolou a região, mas o sinal se perdeu antes do fim da tormenta. Estávamos em Port Moresby abrigados do ciclone quando outras embarcações ancoradas no porto também constataram o alerta. No entanto, só hoje, navegando rumo à Austrália por essa rota, avistamos sua bandeira de ajuda no alto do mastro. Pelo binóculo vimos que o veleiro estava adernado e concluímos que deviam ter sido vocês a pedir ajuda. – revelou um dos sujeitos.

- Mas, ninguém lançou uma radiobaliza e, ... bandeira? – por alguns instantes todos se entreolharam e o Roberto parou de falar. – Algum de vocês lançou a radiobaliza? – perguntou afinal.

- Eu lancei a radiobaliza enquanto vocês estavam tentando afastar o Júpiter do rochedo e, no dia seguinte, icei a bandeira “Victor”, não é ela que significa – solicito auxílio? – confessei. Jamais vou me esquecer do olhar que o Roberto me lançou. Havia tudo nele, arrependimento, reconhecimento, gratidão e, se eu não estava enganado, até amor.

Pegamos o essencial, além de documentos e algumas roupas para embarcar no iate que nos deu uma carona até Brisbaine. Só então soubemos que a guarda costeira de diversos países na região estava a nossa procura, alertados por um comunicado vindo do Brasil. O Paulo, sem notícias, e conhecendo a rota que íamos seguir, imaginou que algo de errado estava acontecendo quando parou de receber nossas postagens na Internet, e alertou as autoridades australianas.

As tratativas para o resgate do Júpiter começaram no dia seguinte. O Roberto contratou uma empresa para retirar o veleiro das pedras e trazê-lo para um estaleiro em Brisbaine para ser consertado. A má notícia é que os reparos levariam pelo menos seis meses. Com isso, retornamos ao Brasil sem concluir a viagem.

Eu tinha retomado minhas atividades e estava ajudando meu pai na empresa. Na verdade, era a primeira vez que pegava duro no batente depois de formado. Encontrei-me com os gêmeos em seu aniversário e, alguns dias depois, com o Theo e sua nova namorada, durante uma peça de teatro que combinamos de assistir juntos. Com o André os encontros foram mais amiúde. Ele tinha se mudado da casa dos pais e estava morando num apartamento que ia mobiliando aos poucos e, para o qual pedia minha opinião. Enquanto os móveis iam chegando nós aproveitávamos para transar sem ter que dar explicações do nosso paradeiro. Percebi que meu primo era como um vício para mim, algo que me dava um prazer imenso e que não conseguia deixar para trás. Ele devia sentir o mesmo, pois estava se enrabichando por uma garota, mas não deixava de me procurar. O que havia entre nós transcendia qualquer explicação racional, e nós havíamos desistido de compreendê-la ou explica-la.

Recebi algumas ligações do Roberto. Ele sempre estava prestes a embarcar para a Austrália para ver como estavam progredindo os reparos no Júpiter, e prometia me ligar para combinarmos alguma coisa assim que retornasse.

Finalmente, um ano após o nosso retorno ao Brasil, o Roberto agendou um encontro com todos nós. Eu já tinha perdido as esperanças de reencontrá-lo algum dia e, muito menos de ter aquele sentimento que ainda carregava em meu peito retribuído. O encontro aconteceu na fazenda dos pais dele. O André e eu decidimos ir juntos, o que deixou a nova namorada dele enciumada e ainda menos amistosa comigo. O Maurício continuava brigando com o Fabrício com o mesmo empenho de sempre. Acho que aqueles dois tinham nascido juntos só para discordarem um do outro, mas eram divertidos e grandes companheiros como pude constatar por seu empenho em manterem contato comigo. O Theo levou a noiva, uma garota linda e muito meiga por quem não era difícil se apaixonar. O casamento deles já estava marcado para dali a quatro meses. Eu que não conhecia o Paulo, só através dos comentários durante a viagem, acabei por conhecê-lo pessoalmente. Era um tarado nato. Mesmo diante da esposa, não deixou de dar em cima de mim. Eu teria tido dificuldade em me esquivar de seu assédio se tivéssemos viajado juntos, pois era o tipo de cara que não perdia uma oportunidade de aproveitar o que a vida lhe oferecia, não só no campo prático como no afetivo e sexual. Ouvi-o tecendo comentários elogiosos e libidinosos com o André a meu respeito, especialmente nos atributos físicos. O Roberto nos recebeu na varanda da casa principal onde o pessoal bebericava e conversava animadamente, pois fomos os últimos a chegar. Já havíamos cumprimentado todos e ouvido alguns gracejos como de praxe, quando surgiu um carinha vindo do interior da casa trazendo uma bandeja com mais algumas bebidas. Eu não o conhecia, mas percebi como todos se calaram subitamente quando ele apareceu e ficou um clima suspenso no ar.

- Deixe-me apresentar o Luís! – disse o Roberto, trazendo o carinha para perto de mim.

- Muito prazer, Luca! – respondi, estendendo a mão na direção dele, uma vez que ele se limitou a me medir de cima abaixo com uma expressão indecifrável na cara.

- Oi! – não sei se aquilo foi um rugido, um arroto ou simplesmente uma proposital economia de palavras.

- O Luís e eu ficamos afastados por um tempo, mas reatamos há alguns meses. – esclareceu o Roberto. Nem aquelas ondas que arrastaram o Júpiter contra os rochedos, nem mesmo o acidente me deixaram tão perplexo. Eu tinha fantasiado meu reencontro com o Roberto durante toda aquela semana. Tinha até ensaiado algumas frases para confessar o que ia no meu peito, e ver se ele se tocava. De repente, aquilo tudo ruiu como um castelo de areia destruído pela subida da maré. Esbocei um sorriso amarelo, pois minha vontade era a de chorar, ainda mais que todos me encaravam com um olhar de comiseração.

O Roberto nos comunicou que o Júpiter estava pronto para navegar, e queria começar imediatamente a planejar a continuidade da viagem. Ele parecia tão animado quanto uma criança que acabara de receber seu presente desejado. O Theo foi o primeiro a declinar do convite, alegando como pretexto o casamento iminente. Eu fui o segundo, não conseguiria ver o Roberto com outro sem me sentir mortificado por dentro. O André também não topou encarar o restante da viagem. Suas razões não ficaram muito claras. Não sei se o fez em solidariedade a mim ou, se realmente não estava disposto a deixar a namorada e passar meses confinado numa embarcação com meia dúzia de marmanjos. Os gêmeos e o Paulo foram os únicos a embarcarem nas ideias dele.

- Seus bunda-moles! Estava tudo certo para continuarmos a viagem assim que o Júpiter fosse reparado, o que mudou agora? – inquiriu, contrafeito com aquelas negativas. Cada um repetiu seus argumentos com outras palavras, mas as decisões não mudaram. – Não dá para navegar com menos de seis pessoas, deem uma repensada, vai, bando de frouxos.

Ele não apareceu no casamento do Theo. Também não tive notícias dele pelos cinco meses seguintes, embora mantivesse contato com todos os demais. Até que numa manhã de domingo, meu pai veio me tirar cama no que eu julguei ser plena madrugada, pois tive a impressão de que acabava de ter me deitado.

- Tem um amigo seu esperando por você lá embaixo. Sua mãe e eu estamos saindo para assistir a um quarteto de cordas e almoçar no Museu da Casa Brasileira, se estiver a fim nos encontre lá, já fiz três reservas para o almoço. – disse meu pai, saindo apressado, pois deviam estar atrasados.

- Oi! – Era o Roberto de bermuda e camiseta, embora o domingo chuviscoso de julho não combinasse com esses trajes.

- Oi! – cumprimentei, ainda sonolento.

- A gandaia deve ter sido ótima para estar na cama até essa hora. Namorado novo? – estranhei a observação, mas não respondi.

- É tão tarde assim? – perguntei, para quebrar o silêncio que havia se formado.

- São onze horas! – respondeu ele, percebendo que eu ignorara sua pergunta anterior.

- É madrugada! – retruquei rindo.

- Você acordava cedo no veleiro, não me lembro de que tenha dormido até tão tarde. – ele começava a ficar incomodado com a situação, acho que até se arrependeu de me procurar.

- Outros tempos, outros interesses. – respondi.

- Será que não haveria uma chance do interesse voltar? – ele me encarou como se fosse avaliar não só a minha resposta verbal, mas o que havia por trás dela.

- Não sei.

- Eu gostaria muito de completar aquela viagem com você a bordo. – ele esboçou um sorriso acanhado enquanto falava.

- Acredito que você tenha pessoas mais importantes para levar nessa empreitada. – retruquei.

- Quem, por exemplo? – quis saber. Eu não estava atinando com a razão daquela conversa.

- Seus amigos, o Maurício, o Fabrício, o Paulo, seu namorado, enfim você deve estar cheio de gente querendo participar desse seu sonho.

- E você, não está?

- Por que da pergunta? – eu já não estava mais aguentando aquela caça gato e rato.

- Porque isso deixaria meu sonho completo.

- Não entendi.

- Seria como uma lua-de-mel.

- Então você deveria ir só com seu namorado. Aposto que ele ia adorar.

- Ele detesta barcos. Além do que, ele não é mais meu namorado. – confessou. Seu olhar sobre minha reação se intensificou.

- Lamento muito! – balbuciei, não querendo deixar transparecer a alegria que essa notícia causou em mim.

- Lamenta mesmo?

- Claro! É triste quando um relacionamento termina.

- Não foi o caso. Uma vez ele me deixou, desta vez eu tomei a iniciativa. Percebi que faltava muita coisa nele e que jamais seria feliz ao lado dele depois de ter te conhecido. – ele estava mais ousado e se abrindo como nunca.

- Você quer dizer que eu sou o culpado por vocês não se entenderem?

- De certa forma, sim! Não diretamente, é claro, mas não posso negar que você teve um papel fundamental no caso.

- Eu mal conheci seu namorado, como é mesmo que ele se chama? Além disso, nunca estive entre vocês dois. Não consigo ver onde possa ter influenciado na questão.

- Ele só te viu uma vez e fez um bocado de observações a seu respeito. Te culpou por tudo nesses últimos meses.

- Que ridículo! Eu nem tive contato com vocês.

- Acho que foi por que eu te mencionava a cada discussão.

- E por que você faria uma coisa dessas?

- Porque comparava seu comportamento com o dele e, porque descobri que gosto de você. - Eu corei na hora. Não sabia o que fazer nem onde enfiar as mãos.

Baixou um silêncio perturbador na sala. Eu não sabia se lhe oferecia algo para beber, se faria um comentário sobre a garoa que tinha se transformado em chuva lá fora, se confessaria que também gostava dele. Por fim, ele quebrou o silêncio.

- E aí? Como fica a viagem de lua-de-mel? – ele tinha aberto um sorriso traquinas.

- Para haver lua-de-mel é preciso ter havido um casamento. – revidei, de pronto.

- Não imaginava que fosse apegado a estas formalidades!

- A gente não é até que o amor nos fisgue.

- E você foi fisgado pelo amor?

- Faz tempo! – respondi, deixando meu olhar penetrar fundo em seus olhos.

Só um assento nos separava no sofá. Ele avançou na minha direção e tocou meu queixo de mansinho. Eu beijei a mão dele quando esta ficou ao alcance dos meus lábios. Ele me puxou com força contra si e me apertou contra o peito. O beijo molhado e quente transcorreu sem presa. Começamos a namorar naquele dia.

- Preciso te mostrar uma coisa. Encontre-me na concessionária no horário do almoço. – disse o Roberto ao telefone, seis meses depois. A concessionária a que ele se referia pertencia a ele, fazia parte de seus negócios. É bem verdade que a família tenha lhe dado um empurrão no início, mas aos trinta e dois anos ele já era dono de dez delas espalhadas por quatro estados, e estava negociando a abertura de mais quatro na Argentina. Elas nada mais tinham haver com o patrimônio da família, eram fruto de seu trabalho.

- Aonde vamos? – quis saber quando ele começou a ziguezaguear entre as ruas de Moema.

- Quero que veja uma coisa.

O portão da garagem de um condomínio se abriu assim que ele imbicou o carro no acesso. Subimos até o décimo oitavo andar e ele abriu uma das portas que davam para o pequeno hall dos elevadores. Cerimoniosamente ele fez sinal para que eu entrasse.

- O que acha? Gosta?

- Sim, é lindo, claro e tem um astral ótimo. Essa vista parcial do Parque do Ibirapuera também é fantástica. – respondi.

- Que bom! Pois é aqui que pretendo morar com você, como seu marido, uma vez que você gosta de formalidades. – disse ele, me pegando pela cintura enquanto eu contemplava o parque lá embaixo. Eu virei meu rosto na direção dele e ele me beijou.

- Isso é um pedido de casamento? – retruquei sorrindo.

Ele balançou a cabeça negativamente e, me puxou por um corredor até chegarmos diante da porta fechada da suíte principal de cujo batente pendia uma caixinha de veludo preto, presa a uma fita dourada. Ele apontou na direção dela como que me incitando a abri-la. Havia duas alianças nela. Numa estava gravado - BETO TODO MEU AMOR - e, na outra, - LUCA PARA SEMPRE – ele enxugou a lágrima que descia pela minha face com um sorriso de felicidade estampado no rosto anguloso.

- Isso é um pedido de casamento! – afirmou ele. – Agora só preciso da resposta. – emendou.

Passei os braços ao redor do pescoço dele e beijei-o com todo o amor que carregava no peito há tanto tempo. Não havia um único móvel no apartamento e, cada passo, frase ou som ecoava com sonoridade. Puxei a gravata dele e o conduzi para dentro da suíte como se ela fosse uma coleira. Ele sorriu quando meus dedos se insinuaram pela fenda da camisa entre os botões e eu comecei a desabotoá-los provocativamente. Quando tinha aberto todos eles, mergulhei as mãos entre os pelos do peito e comecei a depositar beijos úmidos em cada canto daquele tronco musculoso, enquanto puxava a camisa para fora das calças. Ele mesmo apressou-se em despi-la, pois sabia no que aquilo ia dar. Ao iniciar o desafivelamento do cinto pude ver que o volume em suas calças começava a se movimentar e a esboçar um contorno impudico. Ajoelhei-me diante dele e mordisquei-o através do tecido. A cada mordiscada ele dava um pinote e ficava mais rijo. Fixei meu olhar no do Roberto e baixei lentamente o zíper. A ansiedade dele tinha urgência e ele colocou a mão sobre a minha querendo apressar a abertura da braguilha. Eu o censurei afastando sua mão, enquanto enfiava a minha lá dentro. Meus dedos roçavam de leve a cueca dele fazendo com que o espaço, dentro da calça, para a minha mão e a rola dele ficasse cada vez menor. Ele não se conteve, desabotoou e baixou a calça.

- Apressadinho! – sussurrei, provocando-o.

Até mesmo a cueca boxer se mostrava pequena para acomodar todo aquele equipamento que o Roberto carregava entre as pernas. O contorno do sacão e da pica formava um volume avantajado e tentadoramente voluptuoso. Enfiei meus dedos pela abertura e toquei seu órgão sexual excitado. Fui guiando a cabeçorra para fora com tamanho desvelo que suas pernas chegaram a tremer. A ereção fez com que junto com a cabeça pelo menos metade da rola se projetasse para fora, como um bicho saindo da toca. Pousei suavemente meus lábios sobre ela fazendo-o soltar um gemido. O toque dos meus lábios a fez soltar o primeiro eflúvio de pré-gozo e eu o lambi. Beijei e chupei demoradamente a glande arroxeada antes de liberar o bichão completamente de seu presídio. O Roberto me encarava mais afervorado do que nunca. Ele catou a pica pela base e a esfregou pelo meu rosto antes de metê-la na minha boca com uma urgência ímpar. Eu logo me identifiquei e me apaixonei pelo sabor daquele macho. Mamei-o com empenho, carinho e satisfação. Ele se contorcia e gemia tão excitado que eu mal conseguia mover a jeba ereta e imóvel. A cada vez que ele sentia que estava prestes a gozar, ele tirava a rola da minha boca. Eu o encarava desolado e voltava a meter na boca o tanto que era capaz de abocanhar. Lambi seus testículos graúdos mesmo enfiando a língua naquele matagal de pentelhos grossos. Minhas mãos se apoiavam em suas coxas grossas e peludas e eu saboreava cada milímetro de seu membro. A pelve dele se retesou, mas desta vez, ele não tirou a pica da minha boca. O primeiro jato de porra foi diretamente para a minha garganta, quase me engasgando, engoli-o antes do seguinte atingir meu rosto. Amparei o terceiro, o quarto e quinto com a língua e os engolia com o olhar fixo no do Roberto. Lambi toda a glande até limpar todo aquele creme esbranquiçado e espesso da qual estava lambuzada. Ele me encarava incrédulo pela naturalidade com que eu me afeiçoava ao seu esperma e, segurou-me pelos cabelos apertando a virilha contra meu rosto. Nesse momento, a pica desceu pela minha garganta quase me sufocando.

Ele foi se ajoelhando e me abraçando enquanto me beijava alucinadamente. Começou a tirar as minhas roupas lançando-as sobre o piso de madeira empoeirado. Eu estava deitado quando ele tirou minha última peça, a cueca foi quase arrancada pelos pés. O toque de sua boca no meu mamilo e de sua mão na minha nádega aconteceu simultaneamente. Eu arfava cheio de tesão com o calor que emanava do corpão dele. Tomei sua cabeça nas mãos e afaguei seus cabelos, enquanto ele chupava e mordia meus mamilos excitados. Soltei um gemidinho quando um dedo penetrou meu cuzinho e se contraiu apertando-o entre as pregas. Nem parecia que o Roberto havia acabado de gozar, o cacetão já estava duro novamente e a voracidade dele aumentava a cada instante. Ele me virou de bruços, apartou as nádegas e enfiou a língua no meu cu. A barba dele me espetava deixando a pele branquinha das nádegas coberta de manchas avermelhadas. Eu gania de desespero com aquela língua me lambendo e tentando entrar no meu introito anal afogueado. O Roberto não parava, era como se quisesse ir à desforra por eu ter-me demorado e o torturado antes de colocar sua verga na boca. Meu corpo todo clamava por ele. Eu estava tão entregue que o deixaria foder-me sob quaisquer condições sem oferecer um mínimo de resistência, pois todo meu ser o desejava ardentemente.

- Ai Roberto! – gemi, num sussurro desesperado. Era isso que ele queria ouvir, a súplica para que ele me enrabasse.

Ele girou meu corpo e abriu minhas pernas colocando-as sobre seus ombros. O cuzinho rosado piscava tresloucadamente para ele quando ele manejou o caralhão de encontro ao meu estreito orifício anal. Por uma fração de segundo lembrei-me de quando aquela pica entrara em mim da última vez e, um receio incontrolável se apossou do meu cu, travando-o. Ele só conseguiu me penetrar na quarta tentativa, e eu gritei. O Roberto era realmente muito grande e, particularmente, muito calibroso. Ciente disso, ele se inclinou sobre mim e começou a me beijar com tanto amor que eu fui relaxando e me entregando a ele, o caralhão mergulhava impávido nas minhas entranhas arregaçando tudo o que vinha pela frente. Desta vez não havia nenhuma brutalidade em seus movimentos, as estocadas eram vigorosas, porém mansas. O cadenciado vaivém me esfolava ao mesmo tempo em que me enchia de prazer. O olhar dele era doce, e eu, que havia cravado meus dedos em seus deltoides enormes, comecei a envolvê-lo num abraço, acariciando suas costas e sua nuca, enquanto ele se movia sobre mim bombando meu cuzinho com sua tora descomunal. Nossas bocas se procuravam numa ânsia incontrolável e, a cada toque, nossas línguas se entrelaçavam e as salivas se fundiam como estavam fundidos nossos corpos. Eu gozei me lambuzando o ventre quando toquei meus dedos em seu rosto tendo a certeza de que aquele era meu homem. O prazer que meu cuzinho apertado exercia sobre sua pica era tanto que ele ejaculou sem parar de me bombar profunda e constantemente. Ao pressentir o gozo ele apenas manteve o ritmo das estocadas e deixou que aquela sensação liberadora drenasse seus culhões, despejando jatos mornos de porra entre a maciez que o agasalhava. Deitei minha cabeça no peito dele depois que ele tirou a rola do meu cu. Ficamos abraçados, em silêncio, esperando que nossas respirações voltassem ao normal. Nada no mundo podia ser mais pleno do que o que estávamos sentindo.

- Eu te amo! – disse ele, apertando uma das minhas nádegas.

- Eu também te amo! Muito! – retribuí.

O sol da tarde se infiltrava no aposento sem cortinas e banhava nossos corpos estendidos sobre o chão.

- Eu já devia estar no trabalho faz tempo. – observou ele, consultando o relógio.

- Fica comigo, eu quero você dentro de mim mais uma vez. – retruquei, brincando com os pelos do peito dele.

- Vou te machucar muito. Desculpe-me por ter sido tão bruto com você naquele dia na ilha. Sei que mesmo com toda cautela eu te machuco, enquanto você me aceita com toda essa candura. – murmurou.

- Eu preciso de você mais do que tudo. Não me importo com nada, só preciso você dentro de mim. Você é meu homem, o homem com quem sempre sonhei. Você é meu amor. – balbuciei, levando minha mão para o meio das pernas dele e acariciando seu caralhão que imediatamente começou a enrijecer. O sol havia desaparecido quando o ouvi ronronando ao meu lado.

Quase nove meses depois, estávamos saindo do porto de Brisbaine e rumando para o norte em direção ao arquipélago do Havaí, depois seguiríamos para São Francisco nos Estados Unidos, subindo inicialmente a costa oeste e depois regressando até adentrarmos o Golfo da Califórnia, a costa oeste mexicana rumo sul até atravessarmos o canal do Panamá e percorrermos o Caribe. Mais uma vez rumo ao norte subiríamos a costa leste dos Estados Unidos para depois margearmos a costa leste da América do Sul até chegarmos novamente em casa. Eu tinha conseguido convencer o Theo a nos acompanhar, mas, infelizmente não tive êxito com meu primo. O Paulo acabou indo no lugar dele.

- Por mais amigo que o Roberto seja não vou conseguir conviver numa boa vendo-o de chamego com você e enrabando o cuzinho que era só meu. – disse ele, justificando sua recusa.

- Bobo! Deixa de ser tão possessivo! Eu não fico implicando com sua namorada. Eu sei que tenho um lugar todo especial aqui dentro, como você tem no meu. Isso nunca vai se apagar e nem mudar enquanto vivermos. Você parece uma criança de quem outra tirou o brinquedo. – respondi, colocando a mão sobre o coração dele.

- É, mas eu não sou do tipo que divide um cuzinho com outros, principalmente o seu, seja lá com quem for. Não sei o que você viu naquele brutamontes! Eu posso imaginar como ele deve estar te barbarizando com aquela estrovenga indecente. Não é fácil conviver com isso, sabia? – ele fez uma carinha de menino emburrado impossível de resistir. Dei um beijo em cada uma de suas bochechas.

Fundeado na baía dos Golfinhos em Fernando de Noronha, o Júpiter balançava nas águas calmas e quentes. Não eram nem cinco horas da manhã quando o Roberto e eu subimos para o convés. O fim da nossa lua-de-mel estava se aproximando a cada dia. Meus sentimentos estavam confusos. Por um lado estava feliz por poder voltar e construir minha vida ao lado dele. Por outro, estava triste por que não o teria tantas horas ao meu lado e ao alcance das minhas carícias. Escutei a água se agitando a estibordo do veleiro e me debrucei sobre a amurada, eram pelo menos dez golfinhos fazendo folia como se soubessem que havia uma plateia para se exibirem.

- Eu já te disse hoje que te amo muito? – perguntou o Roberto, sussurrando a pergunta junto ao meu ouvido enquanto me abraçava pela cintura.

- Disse! Mas, eu posso ouvir você dizendo que me ama mais do que mil vezes por dia e não vou achar ruim. – respondi, erguendo meu tronco e o colando no peito dele. Segundos depois minha bermuda estava nos meus joelhos, o cacetão dele entrava vigoroso e sorrateiro no meu cuzinho todo esfolado e, no meu gemido eu só consegui dizer – eu te amo, meu amor.

Comentários

05/01/2018 21:43:52
Gosto dos teus contos,mas sinto falta do ativo se permitindo a curtir mais e do passivo sendo mais autêntico do que simplesmente um puto, mas ainda assim tua escrita vale muito a pena.
03/01/2018 11:44:59
Um dos melhore contos que você escreveu
01/01/2018 23:10:17
muito bom.

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