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Luxúria - CAPITULO 06

Autor: Escritos
Categoria: Heterossexual
Data: 15/04/2018 19:51:39
Nota -

CAPITULO 06

Aquilo não parecia possível, mas Bia viu. Todas eram jovens como a própria garota e estavam de pé com as mãos atrás do pescoço, como o seu senhor a ensinara a fazer, e os olhos voltados para baixo, e Bia pôde ver o brilho do fogo nos anéis de pelos pubianos entre cada par de pernas, e os mamilos intumescidos e rosados.

Ela não conseguia acreditar naquilo. Não queria considerar nenhuma daquelas visões, e, ainda assim, aquilo era tão... Estranho. Estaria ainda mais apavorada ou será que estaria grata por não ser a única a suportar aquela humilhação?

Mas Bia não suportava nem ao menos pensar nisso, mãos passeavam por todo o seu corpo. Ela soltou um lamento cortante ao sentir que eles tocavam até mesmo na sua buceta e alisavam seus pelos e, então, para horror da garota, enquanto seu rosto ardia, ela fechou bem os olhos e sentiu dois dedos compridos a penetrando e alargando-o.

Ela ainda estava machucada pelas estocadas do seu senhor e, apesar de os dedos serem gentis, a garota sentiu aquele sofrimento novamente.

Porém, a parte mais insuportável foi ser aberta daquela forma e ouvir as vozes macias que passaram a falar dela.

- Inocente, muito inocente — disse um deles, enquanto outro comentou que Bia possuía lindas coxas.

Esse comentário provocou risos mais uma vez. Eram risadas como se tudo aquilo não passasse de um grande divertimento, e Bia percebeu subitamente que tentava fechar as pernas, mas isso era praticamente impossível.

Os dedos se foram e, então, alguém bateu levemente em sua buceta, apertando-o com força e fechando os pequenos lábios escondidos. Bia contorceu-se novamente, apenas para ouvir a risada vinda do homem ao lado dela.

- Garota — disse ele gentilmente em seu ouvido— não pode se esconder de ninguém.

Ela gemeu como se tentasse implorar algo, mas os dedos do homem tocaram os lábios de Bia.

- Agora, se eu tiver de selar seus lábios, o seu senhor ficará muito irritado.

E Bia pôde sentir que ele levantava o braço, de forma que soube que a mão que agora tocava seus seios era a dele. Ele aprisionou um dos mamilos e apertava-o de forma ritmada.

Ao mesmo tempo, alguém acariciou suas coxas e sua buceta, e, para vergonha de Bia, ela sentiu aquele prazer maldito.

— Isso mesmo — ele a confortou. — Você não deve resistir, deixar a mente habitar o corpo. Você está nua, desamparada e todos irão desfrutá-la. Não há nada que possa fazer. A propósito, devo dizer que as contrações de seu corpo apenas a tornam ainda mais perfeita. Isso seria adorável se não fosse um ato de tanta rebeldia. Agora, olhe novamente, você está vendo aquilo que estou mostrando para você?

Bia soltou um som suave de consentimento e ergueu os olhos mais uma vez. A cena era a mesma que vira antes, a fila de jovens que olhavam para baixo com os corpos expostos tão vulneráveis quanto o dela.

Mas quem eram aquelas prisioneiras? Seria ela apenas mais uma? Seria esse o significado da estranha conversa entre o seu senhor e seus pais? Não, eles não poderiam ter se escravizado daquela forma. Bia sentiu uma bizarra combinação de ciúme e conforto.

Esse era o ritual, o tratamento. Outros haviam sofrido antes. Tratava-se de uma prática constante e ela era, entre todas, a mais desamparada. Bia sentiu-se comovida ao pensar nisso.

Mas o homem ao lado de Bia, o de olhos cinza, estava falando:

- Agora, sua segunda lição. Você viu as garotas que servem como tributos. Agora, olhe para a direita e veja os rapazes.

Bia olhou para o outro lado do salão, tentando enxergar o melhor que pôde através das figuras que se movimentavam a sua volta, e lá, em outra coluna no alto, havia uma fila de homens nus, de pé, todos na mesma posição.

As cabeças estavam baixas, as mãos atrás do pescoço e todos eles eram muito belos de se olhar, cada um bonito à sua própria maneira como as jovens do outro lado, mas a grande diferença repousava no sexo deles, pois os órgãos estavam eretos e totalmente duros, e Bia não conseguia tirar os olhos deles, pois, para a garota, eles pareciam ainda mais vulneráveis.

Ela sabia que fizera um pequeno ruído mais uma vez, pois sentiu os dedos do homem em seus lábios e percebeu instintivamente que as pessoas a deixaria em paz.

Apenas duas mãos permaneceram, e Bia sentiu que estavam tocando a pele macia ao redor de seu ânus. Ficou tão apavorada com essa atitude, pois quase ninguém a havia tocado ali antes..

Houve uma grande comoção na sala. Bia só pôde perceber o aroma da comida sendo preparada, o som da louça sendo trazida e, depois, ela viu que muitos dos homens e mulheres estavam sentados às mesas, e houve o som de muitas vozes e taças sendo erguidas, e, em algum lugar, um grupo de músicos começou a tocar uma música ritmada em volume baixo Bia viu que a longa fila de homens e mulheres nus em cada um dos lados estava se movendo.

O que são eles? Bia queria perguntar. Então, ela viu o primeiro deles surgir em meio à multidão. Ele carregava um jarra de prata com o qual enchia as taças nas mesas, sempre fazendo uma reverência com a cabeça quando passava pela Presidente e pelo seu filho. Bia, esquecendo-se de si mesma por um momento, observou-o com grande enlevo.

Os jovens tinham cabelos curtos, cacheados e macios, cortados na altura dos ombros e caprichosamente penteados, emoldurando seus rostos magros. E nunca erguiam os olhos, apesar de alguns parecerem se mover com um visível desconforto graças à rigidez de seus pênis. Como conseguia perceber esse desconforto, Bia não tinha certeza; era a maneira, a forma de resistir à tensão e ao desejo, sem expressar nada disso.

E, quando viu a primeira das garotas de cabelo comprido inclinar-se sobre a mesa com seu jarro, imaginou se ela também sentia o mesmo prazer suavemente agonizante. Bia teve essa mesma sensação apenas ao olhar para aqueles escravos e sentiu um alívio silencioso por não estar sendo observada.

Ou, pelo menos, foi isso o que ela pensou.

Pois Bia podia sentir a inquietação na sala. Alguns estavam se levantando e andando, talvez até mesmo dançassem ao som da música. Bia não sabia. E outros foram se reunir com a Presidente, com as taças nas mãos.

Bia olhou para o seu senhor e o jovem sorriu para ela. O rapaz assentia com movimentos de cabeça e sorria para aqueles que se dirigiam a ele, mas, vez ou outra, seus olhos se desviavam na direção de Bia.

Mas havia muito para ver e, então, a garota sentiu alguém muito próximo a ela, tocando-a novamente, e percebeu que uma fila de dançarinos estava se formando ao seu lado.

Havia muita agitação no ar. O vinho era servido. E, então, quase que de repente, ela viu ao longe, à sua esquerda, um garoto nu derrubando seu jarro de vinho, o líquido vermelho correu pelo chão enquanto os outros se apressavam para limpá-lo.

Imediatamente, o homem ao lado de Bia bateu palmas e ela viu três pajens ricamente vestidos, da mesma idade que os meninos nus, correrem, agarrarem o garoto e erguerem-no pelos tornozelos com rapidez.

Esse ato ocasionou uma rodada de aplausos estridentes da parte dos senhores que estavam mais próximos ao garoto e, quase que simultaneamente, uma grande palmatória, uma peça muito bonita feita de ouro esmaltado e incrustada de pedras preciosas, surgiu e o infrator foi violentamente espancado enquanto todos observavam com grande fascinação.

Bia Podia ver apenas as costas dele e a palmatória atingindo repetidas vezes as nádegas, que se tornavam vermelhas. Ele juntou as mãos atrás do pescoço e, enquanto abaixava-se para engatinhar, o jovem pajem que segurava a palmatória conduziu-o com rapidez sob uma série de ovações estridentes dirigidas à Presidente, para quem o jovem infrator, com as nádegas muito vermelhas, fez uma reverência abaixando a cabeça e beijando seus sapatos.

A Presidente estava envolvida numa conversa trivial com seu filho. Ela era uma mulher madura, já de certa idade, entretanto era óbvio que seu filho herdara sua beleza. Ela voltou os olhos, quase com indiferença, em direção ao rapaz surrado e acenou para que o jovem escravo se erguesse um pouco. Ela acariciou o cabelo dele para trás afetuosamente.

Mas, então, da mesma forma indiferente, nunca tirando os olhos do rapaz, lançou um rápido franzir de sobrancelha para o pajem, indicando que o garoto deveria ser castigado novamente.

O pajem levantou o escravo desobediente até que ficasse mais uma vez sobre seus joelhos e, diante de todos os presentes, o espancou sonoramente.

Uma longa fila de dançarinos obscureceu a visão de Bia por um momento, mas ela capturou repetidos vislumbres daquele menino tão desafortunado e pôde ver que a cada golpe da palmatória tornava-se mais difícil para ele suportar aquela situação. O garoto tentava lutar um pouco, apesar de tudo, e também era bastante óbvio que o pajem estava adorando a tarefa. Seu rosto jovem estava corado, ele mordia levemente o lábio e aparentemente descia a palmatória com uma força desnecessária. Bia sentiu que o odiava.

Ela podia ouvir as risadas do homem ao seu lado. Naquele momento, havia uma pequena multidão despreocupada ao seu redor, homens e mulheres que bebiam e conversavam ociosamente. Os dançarinos moviam-se numa longa corrente, com movimentos graciosos e leves.

- Então, você pode ver que não é a única criaturinha desamparada deste mundo? — disse o homem de olhos cinza. — Você é o primeiro presente concedido ao filho da presidente e acho que a responsabilidade de servir como exemplo deve ser assustadora. O jovem escravo que você viu, Alex, é o preferido da Presidente, ou não seria tratado de forma tão branda.

Bia percebeu que o espancamento terminara. Mais uma vez, o escravo engatinhava e beijava os pés da Presidente enquanto o pajem aguardava, pronto para qualquer nova ordem.

As nádegas do escravo estavam muito vermelhas. Alex, Bia pensou, um nome adorável. Ela fixou os olhos nas nádegas dele. Havia marcas visíveis e manchas muito mais vermelhas do que o resto da pele. Quando o jovem escravizado beijou os pés da Presidente, Bia pôde ver também o saco escrotal entre as pernas dele, escuro, repleto de pelos. Bia ficou chocada com a forma como ele, apesar de ser um garoto, parecia assustadoramente vulnerável, de uma forma que Bia nunca havia considerado.

Mas o rapaz foi liberado. Ou perdoado. Ele se pôs de pé e afastou o cabelo encaracolado castanho-avermelhado dos olhos e da face, e Bia pôde ver o rosto manchado por lágrimas que também estava rubro; apesar de o jovem manter um ar de espantosa dignidade.

Ele pegou o jarro que lhe foi entregue sem reclamar e moveu-se graciosamente entre os convidados que estavam de pé, enchendo suas taças.

O rapaz estava a apenas alguns passos de Bia e dirigia-se ainda para mais perto. Ela podia ouvir as vozes dos homens e mulheres debochando dele.

— Outro espancamento e você ficará miseravelmente imprestável — comentou uma mulher muito alta que usava um longo vestido de baile verde e trazia diamantes nos dedos. Ela beliscou a bochecha do garoto e, com os olhos baixos, ele sorriu.

O pênis estava tão duro quanto antes, erguendo-se grosso e inerte de pelos escuros e crespos entre as pernas. Bia não conseguia parar de olhar.

A medida que ele se aproximava, Bia prendia a respiração. - Venha até aqui, Alex — chamou o homem de olhos cinza. Ele estalou os dedos e, então, pegando um lenço branco, fez com que o jovem o umedecesse com vinho. O rapaz estava tão próximo que Bia poderia tocá-lo. E o homem pegou o lenço úmido e pressionou-o contra os lábios de Bia. A sensação era boa, refrescante e atormentadora.

Mas ela não conseguia evitar que seus olhos se voltassem para garoto que estava de pé, esperando, e Bia o flagrou olhando para ela.

E, apesar de seu rosto ainda estar levemente rosado e haver lágrimas nas faces, o rapaz sorriu para ela.

CONTINUA...

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