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Pé de Moleque (Caçula) - Parte 4

AVISO: este é um conto grande. Sim, é ENORME, já aviso agora! Se você tem preguiça e não curte ler histórias ricas em detalhes, sugiro que pare por aqui! Não diga que não avisei.

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DEFINIÇÃO: DOCE!

"Doce.

Adjetivo. Que tem um sabor como do açúcar e do mel. Que não é amargo, nem azedo, nem salgado. Que é temperado com açúcar, mel ou outro ingrediente adocicante.

Figurado: Terno, afetuoso, agradável, aprazível; leve, brando, mole: a vingança é doce.

Sinônimos de Doce:

Meigo, harmonioso, afável."

(Fonte: Dicio, disponível em http://dicio.com.br/doce/)

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Para um homem de 21 anos, adulto, disciplinado, responsável e com mente de atual provedor de uma adorável família, entrar em confronto físico não era algo normalmente comum, principalmente considerando o tamanho enorme do sargento Ângelo. Negro, alto, de carcaça armada, musculoso, grosso e com o corpo devidamente peludo e bastante chamativo, assim era o físico definido e trabalhado de um Anjo de verdade, apesar da cintura difícil e do tamanho avantajado do membro entre as coxas torneadas pela rotina do exército. Há quanto tempo estava sem um carinho, um cheiro no pescoço? Pelas contas, quinta-feira, quando o ex-marido chegou ao sul e eles transaram passionalmente, antes de tudo começar a desmoronar ao redor. Ângelo tentou ao máximo amortecer o tamanho da queda, principalmente porque se sentira pego desprevenido por dois lados diferentes: primeiro João vendo aquela brincadeira entre milicos, segundo pelas possíveis mentiras sendo inventadas por Samuel, o aspira rabudo e cínico do mesmo batalhão desativado, em treino para os jogos das forças armadas. "Como não pensei nisso antes?", foi a sentença formada na consciência do sargento logo que acordou naquele domingo ensolarado e abafado, já cedo, antes do horário do almoço. Além da ereção matinal tomando lugar, Ângelo sentiu os nós dos dedos das mãos estalando, talvez por conta da briga física no dia anterior, quando encontrou Samuel, o viado mentiroso, provocando no chuveiro e entrou em rota de colisão contra Renan Caçula, o irmão mais novo do tenente Tiago.

- "E isso aqui vai ter volta, Caçula! Fica esperto!" - ele memorou a ameaça feita aos moleques.

Mais novos que ele, no começo da vida de forças armadas e já cheios de intrigas ao redor de si. Anjo se lembrou também do que fazia na época deles, quando tinha a mesma idade e estava seduzindo o próprio professor do ensino médio, tudo através dos próprios pés. Ele optou por finalizar o dia anterior na cavalaria, onde não tornou a encontrar com nenhuma das partes envolvidas no confronto do banheiro. Por resultado deste embate, absolutamente nada de diferente, não fosse por um mero corte no lado do rosto bruto, cujas mandíbulas eram rusticamente marcadas no molde de cafuçu truculento.

- "Machuquei no treino!" - diria normalmente o grandão.

Não é porque era responsável e consciente que não tinha um certo orgulho a manter, a princípio, por isso optaria por inventar qualquer coisa em vez de ter que se explicar a quem quer que fosse. Era homem, afinal de contas, e que homem daquele tamanhão ia querer se explicar a alguém? Esse mesmo homenzarrão havia acordado bastante relaxado naquela manhã de domingo, tão descansado que nem lembrou muito bem de como acabou pegando no sono, apenas do excelente relaxamento proveniente do mesmo. Anjo começou a se despreguiçar e até sentiu a ereção matinal fazendo seu trabalho, trazendo à tona aquela vara envergada e recentemente muito maltratada, de tão sem atenção que estava.

- "Que injusto!" - pensou.

As veias sobressaindo pelo couro escuro da caceta ficaram levemente arrepiadas ao entrarem em contato com o lençol curto e propositalmente abusado, como se até ele tivesse a vontade de sentir por inteiro o corpo do sargento cafuçu e malhado em despertar. Até mesmo o saco grande e enrugado, bastante escuro, chegou a ter suas bolas sacudidas pelo atrito da roupa de cama, numa sensação fora do comum de prazer prolongado e acirrado.

- Hmmmm! - o milico esticou o corpo malhado.

Os braços maciços subiram e as mãos com palmas enormes tocaram a parte de cima da parede do quarto do alojamento. As axilas peludas ficaram de fora, com os pelos tendo alguns poucos segundos de liberdade para tomar ar fresco, no meio de tantos músculos entranhados. Entre o peitoral desenhado, mais alguns cabelos deram o ar da graça, lutando para transpassar o lençol insistente em tanto cobri-los. O volume do caralho completamente marcado, as bolas idem, mas as coxas contraídas e rígidas de fora, bastante peludas e em tons negros de muita virilidade e testosterona sendo exalada no ambiente. Aquele quarto respirava a Ângelo, qualquer um que entrasse ali saberia disso, não precisaria nem de já ter sentido o cheiro ou o gosto do mavambo. E ele era bem desses que têm o odor próprio e bem marcante, cujo suor e porra também são libidinosamente atraentes. Todos os fluídos produzidos por aquele corpo valiam muito mais do que qualquer outro. Nos pés igualmente sem atenção e de fora do alcance dos lençóis, os dedos se afastaram no auge do despreguiçar, recebendo a carga de energia se dissipando e sendo transmitida por todo o corpo do mulato grandalhão. Ele estava literalmente espantando a preguiça, rangendo seus músculos uns contra os outros na própria corpulência imponente, num movimento brusco de esticada e trincamento, no qual cada parte da massa escultural se tornara nítida a qualquer olho ao redor. Até os pássaros voando na rua passaram pela janela para testemunhar o despertar de um cafução com razão. E mais do que gracioso, o acordar do sargento Ângelo foi descomunal. Estridente no quesito verdadeiro, afinal de contas, estava para nascer tão bom exemplo de superação e manutenção de caráter. Ele disse que não fez e não fez, ponto final. E o lado ruim nisso tudo era que todo mundo já sabia, menos quem realmente deveria saber. Aquele, o principal de todos. O único que verdadeiramente importava e que anulava todo e qualquer sentido no restante dos outros âmbitos. Aquele com quem ele escolhera modificar sua índole, aprender a viver e formar uma família de verdade.

Na mesinha ao lado da cama, o aparelho celular intocado, ainda desligado por conta da recente falta de créditos para poder falar. Anjo já não era do tipo conectado, tanto por sua criação nas ruas quanto pelos hábitos puxados do exército, então só usava o aparelho por razões essenciais, como falar com o ex-marido no meio de tanta distância, sendo esta a principal delas, e também bater um punhetão manhoso para aliviar o tesão acumulado, consequência da distância. No peito, uma sensação equilibrada e vívida de reencontrá-lo para conversar, agora depois de todo aquele cerco não pensado contra Samuel e Renan no vestiário, durante o começo do acerto de contas entre os três, onde verdades finalmente começaram a ser ditas. Mas não era o suficiente, ainda restava trazer João ao esquema, deixá-lo saber das próprias pessoas, já que era o que tanto queria para que tudo voltasse ao normal. Aquele era um despertar até que.. doce! Principalmente num feriadão tão atribulado, onde tudo estava acontecendo.

- "Vai dar certo, vou mandar o papo no João!" - a mente ficou até animada com a possibilidade.

Tudo finalmente estava começando a voltar a dar certo, ao menos na consciência do militar. Ele esfregou o rosto com o par de mãos veiudas e experientes em moldar qualquer coisa ao próprio gosto, apertou os olhos e parou somente para observar as palmas claras e enormes, parecendo uma lapa de sei lá o que. Ângelo observou os nós avermelhados entre os dedos grossos e ligeiramente calejados pela academia militar e lembrou-se imediatamente do porquê daquele tom. Fechou os pulsos e agradeceu brevemente por não ter feito uma loucura no dia anterior, quando agarrou o pescoço de Samuel e quase o estrangulou no boxe do banheiro do quartel, tirando o ar de vez dos pulmões do moleque.

- "Que viagem!" - pensou.

Se arrependeu, lembrou de João e sentiu que havia ido longe demais, mas se concentrou apenas em lembrar em tudo de bom que aquelas mãos fizeram. Anjo cavou tão fundo na mente que logo veio a visão de jogar Aurora no alto, como sempre fazia quando voltava para o Rio de Janeiro e reencontrava seus principais motivos para sorrir e estar vivendo ali, em tamanha saudades de sua família. Em seguida, apareceu em seu pensamento a imagem daquela mesma mão, porém em formato de arma, direcionada certeira na cabeça branca do professor tão ciumento e descontrolado de si. O dedo de espesso calibre apontado próximo das curtas entradas do trintão, enquanto, em sua visão, Ângelo ainda conseguiu ver os mesmos olhos tristonho de outrora, também cobertos por um pouco de revolta.

- "Vai dar certo!" - torceu.

Ele ficou bastante aliviado por não ter machucado de verdade o aspira, porque era seu superior indireto e quaisquer eventualidades seria ele o responsável, talvez por isso tantas dores de cabeça ultimamente. Até pegar os dois fodendo meses atrás o sargento Ângelo pegou, Samuel e Caçula no setor de dispensa, um embolado no corpo do outro e ambos em ritmo acelerado de tração e atração sexual, ensopados de suor. Apesar do esporro dado, Anjo decidiu por entender a explosão de hormônios nos corpos dos jovens, lembrando-se consequentemente do que fez com o ex-professor em sala de aula várias vezes. Na primeira delas, o sargento, ainda um moleque rebelde e sem causa, foi até à mesa de João durante o intervalo e o dominou ali mesmo, ciente de que os colegas de classe não chegariam tão cedo.

- "Tá gostando do teu recreio?" - perguntou o cafuçu truculento.

Deu um tapa de leve no rosto do professor, sentou na cadeira dele e abriu as pernas, convidando-o a permanecer como testemunha daquele volume genital fora do normal, devidamente empacotado na calça que não fazia parte do uniforme escolar. Afinal de contas, para um macho alfa em corpo de moleque a roupa devia ser mandada fazer, medida sob encomenda, de tão grande o filho da puta era, antes mesmo dos 18. Quando João começou a lamber o dedo do aluno, o sinal disparou e a turma começou a retornar à sala, deixando ambos pouco nervosos. No impulso, o professor se escondeu debaixo da mesa fechada, de onde não poderia ser visto, e o cafuçu sentou-se normalmente na cadeira do mestre, tendo o mesmo ajoelhado entre as coxas peludas e já torneadas pela rotina na rua. Todo marrento, preparado para a vida de milico como se tivesse nascido para aquilo, ainda que não soubesse naquele momento, Anjo pediu que o professor fizesse uma das coisas que fazia de melhor.

- "Mama direitinho que eu te salvo!" - pediu baixinho no bico de safado.

No presente, deitado na cama do alojamento, o sargento foi lembrando de cada detalhe daqueles instantes líquidos e a mão curiosa começou a deslizar por cima dos gomos do abdome, ainda coberto pelo fino lençol desenhado e tingido de cor clara. Pouco abaixo do ventre, o volume incomum de uma caceta se envergando lentamente e prestes a estalar de tão trincada e afiada para qualquer abate. Um disciplinado considera justa a masturbação pensada no próprio amado. Porque, ainda que não tivesse subido naquele pedaço de madeira enfeitada dentro da igreja, para Ângelo era na saúde e na doença, na riqueza a na pobreza, pra não falar da presença e da distância. E que distância!

- Sssss! - a mão esquerda alisou o mamilo, que logo ficou intumescido e arrepiado ao redor.

A tonalidade, assim como os arredores da cabeça da caralha e os lábios daquele negão militar, eram bem mais escuros do que o resto do corpo lotado de melanina até o talo. E que talo, ein! Na mente, o pensamento ainda imerso no momento em que o quadril chegou a cadeira do professor para frente e praticamente o obrigou a exercer sua função: lecionar, se é que me entendem.

- "Tá maluco?" - João sussurrou em resposta.

Mas a boca quente e babada começou a escorregar deliciosa e apertada na ponta da vara, bem naquela superfície lisa e ao mesmo tempo rígida, perto de onde sai o mijo e o gozo. Onde o prazer faz o cara querer parar de se tocar, porque aguentar tamanho tesão parece simplesmente impossível! É prazer demais para um só homem, talvez por isso tinha que ser uma mamada, e justamente de um cara pro outro, porque um já sabe quais botões apertar, por assim dizer. João na mente mamou tão saliente que a verga de Ângelo trincou no presente.

- Sssss!

Ele esticou o corpo outra vez, deixou todos os pelos respirarem e alisou os próprios pentelhos, inspirando fundo o odor forte de testosterona exalando pelo ambiente. Deslizou o lençol como se fosse um véu indesejado por muito tempo e permitiu que os primeiros raios de sol iluminassem livremente seu corpo malhado e peludo, rígido na medida, todo taludo e trincado na proporção ideal, se é que isso existe. Ele começou a bater a punheta sem hesitar, tentando competir com a própria imaginação na hora de liberar a vontade de se sentir aliviado.

Num outro momento de intimidade explícita, o ex-aluno rebelde agira como se quisesse tirar uma dúvida com o professor, ao dirigir-se à sua mesa durante a aplicação de uma prova na sala de aula. Quando chegou perto, abaixou-se à altura dele e repousou uma das mãos sobre suas costas.

- "Continua me olhando como se eu tivesse te mostrando a prova, Fessô!" - mandou.

- "Ah, não, lá vem você!" - João reagiu em volume baixo.

- "Shhh!" - insistiu o cafuçu marrento.

O volume imponente e totalmente visível na calça jeans, ainda bem que naquela posição apenas o professor poderia manjá-lo. Só que, nervoso, João sentiu a mão nas costas descendo e alcançando devagar o meio das nádegas, que chegaram a suar de tesão e adrenalina, tudo misturado e dando luxúria ao futuro militar truculento que só ele.

- "Empina essa raba, empina?"

- "Anjo!" - tentou repreendê-lo.

- "Shhh! Só empina, viado!"

A obediência trazia o entendimento entre eles naquela época, nada que Ângelo impusesse era recusado, talvez pelo forte sentimento de paixão no qual o professor já se encontrasse imerso. No presente, o sargento pegou o caralho pelo prepúcio courudo e preto e arregaçou até o talo, deixando que as veias, desde as pequenas até às bojudas, pudessem respirar sem qualquer pele grossa cobrindo. O cheiro de putaria solitária empesteou o quarto, até o militar teve essa noção imediata, aspirando fundo o odor dos pentelhos emanando longe.

- "Hmmmm!" - as memórias de João rebolando em seu dedo durante a prova ecoaram forte.

Afinal de contas, por mais doloroso ou pior que parecesse, era só na mente que ele poderia encontrá-lo agora, pelo menos por enquanto, como gostava de acreditar. Ele tinha mil planos para reconquistá-lo, de fato, só faltava dar início ao processo. O último acesso às memórias foi para recordar do cheiro docinho e tão atraente do cuzinho do professor favorito.

- "Hmm, cheiro de cuzinho me deixa mais esperto, Fessô. Valeu!" - disse antes de retornar à própria carteira.

Aí foi o êxtase, Ângelo esfregou a pele áspera do dedo grosso contra a saída da uretra, de um lado pro outro, arrancando de si mesmo um filete espesso e borrachudo de pré-gala quente, meio morna na verdade, como uma amostra do que havia ali por baixo, dentro do saco em forma de galão de leite. Isso deixou a fricção apetitosamente escorregadia, bem lubrificada para a sucessão de mãozadas que começou a seguir.

- SSSSS! - ele não disfarçou mais o punhetão.

Pensou naquelas peripécias em público com João, ressentiu a adrenalina dos momentos e a piroca ficou envergada como se fosse uma verdura que nasceu torta, troncuda, toda encaralhada para o lado, com uma porra de um saco gigante e destemido pendurado para fora. Os ovos tão bombados que cada um caiu para um lado, ambos igualmente pesados, para deixar o volume da arma de fogo ainda mais perigoso do que já demonstrava.

- Hmmmm, caralho! - ele gemeu com gosto.

Até o ponto onde simplesmente tocar punheta pareceu muito injusto, então o sargento Ângelo levantou um pouquinho de nada o quadril do colchão e deu início a um safado processo lento de tirar e botar, rebolando bem gostoso diante do próprio buraco formado pelas mãos e arrancando um ruído úmido do choque entre duas partes do corpo.

- Arhhh! Ssss!

Dominado pelo prazer, Anjo começou a foder o aperto da própria mão, numa falsa e safada alternativa de acreditar que aquilo não era mesmo uma punheta, como se fosse indigno para um sargentão da porra como aquele ali, imenso de troncudo na cama que pareceu pequena para si. Taurino que só, o negão não se contentaria com pouca coisa, estava no sangue e também no signo. Grande, o prazer latejando, o caralho todo babado e escorregando, ele teve mesmo que dar uma de touro e suspender o corpo com tudo, aflito para cruzar com a própria mão, porque meia punheta não bastaria. Um braço dobrado na cabeceira, o sovaco exposto e com pelos respirando, as coxas rígidas, torneadas e esticadas, os pelos arrepiados e os dedos dos pés afastados, num delicioso e perfeito contraste com a entrada dos primeiros raios de sol pela janela do apartamento do aloja. A saca quiluda pendurada, sendo ricocheteada insistentemente no varote envergado, pretão da porra.

- SSSS! Fffff!

Com o entorno do dedo todo melado de baba e pré-porra, Ângelo acelerou os movimentos e começou a arrombar a mão, insistindo em arrancar prazer daquela sabotagem improvisada que tentou associar a um cuzinho, ou pelo menos uma boquinha quente e rápida o suficiente para extrair seu leite de dentro do saco pesado de cafuçu embrazado, carente e há um certo tempo sem atenção. Pouquíssimos dias, mas que para si já eram mais do que suficientes. "Quando foi a última vez?".

- SS, humm! Orhhhh!

Deu a última esticada com o couro do prepúcio escuro e deixou toda a glande envergada de fora. O primeiro jato de porra quente veio forte no peitoral, tão pressurizada que, após bater, ainda fez uma onda que ricocheteou pela parte superior do peito, chegando ao pescoço. Ele trincou todo o físico para se suspender do colchão, isso trouxe uma entrega ainda maior à mãozada, que acabou tirando outra mina de leite lá do fundo do escroto.

- Arhhhh! Caralho! Sssss!

Os ovos chegaram a pulsar na pele esticada e cercada de pentelhos, quentes pela ordenha provocada de propósito pelo próprio dono daquele corpo mais do que preparado para o fogo. As jatadas consecutivas de esperma se deram rápidas, cada uma levando ainda mais prazer para fora do físico do militar, deixando-o quase que batendo a perna de nervoso, como um cão quando se coça. Os mamilos acertados pela ponte de esperma ejaculado, os pulmões ofegando por conta do esforço com as mãos, além da transpiração dando indícios de que os primeiros suores do dia estavam começando a florescer por entre os músculos, bem das glândulas escondidas pelas células dos tecidos da pele negra e esculpida detalhadamente, ainda que a rotina militar ainda nem tivesse sido iniciada. O lençol, ao contrário de João, foi o escolhido da vez para receber uma parte do leite do cafuçu e também de seu suor, que foi escorrendo pela carcaça montada e sendo absorvido no tecido. Sorte!

Ainda deitado e aconchegado no próprio colchão, agora bastante úmido, o sargento se sentiu ligeiramente saudoso e bastante nostálgico, talvez pelo fato de ter se masturbado com lembranças do ex-marido, em vez de tê-lo deitado ao seu lado. Ele nunca imagino, afinal de contas! Estava agindo que nem aqueles dois moleques que vira e mexe encontrava fodendo pelo batalhão, e aí se via obrigado a dar esporro e lembrá-los do que era disciplina, apesar de ter perdoado as primeiras vezes, acreditando se tratar de um acontecimento único. Bobo, nem ele na época dele soou como único, quando seduziu João e construíram família. Ângelo tentava pôr disciplina na cabeça de Samuel e Renan, esse era um de deus focos, porque ele mesmo já foi alguém sem essa noção em mente, um "perdido", como gostava de definir. O esporro e o aprendizado deveriam andar juntos, em sua concepção, e a correção é o que guia o caminho. Quem lhe ensinara tudo isso? João. Mas em comparação a ele, o sargento era muito mais inteligente emocionalmente, bastante resiliente, encarando tudo com o ponto de vista lógico e racional. Exceto por um breve momento no qual se descontrolou e respondeu no emocional, quase machucando seriamente um moleque mais novo, mais magro e menos forte e resistente que ele, no banheiro do quartel e na manhã do dia anterior. Mas terminou "bem" a todas as partes, por assim dizer, ao menos dentro das condições físicas. Ângelo suspirou e esfregou o rosto, agradecendo pelo aviso que recebeu daquela pessoa que vez ou outra passava ao seu lado para dar algum recado importante sobre as rotinas internas do quartel. Um informante altamente capacitado e secreto até então, dentro das mais variadas casualidades da vida militar no batalhão recentemente reativado.

- "Fica de olho naquele viado! Muito debochado, adora inventar uma história!"

Ele entendeu que o beijo jogado por Samuel só serviu para ajudá-lo em qualquer mentira contada, por isso o aspira devia estar armando em suas costas há tempos. "Viados novos e impressionados com a liberdade e oportunidades concedidas pelas forças armadas". De qualquer forma, nunca uma dica foi tão bem dada, só fez confirmar a vontade de socá-lo que o sargento sentiu desde o primeiro momento, quando o vira fazer a maldita brincadeira carregada de malícias na frente de João.

- E eu ainda tava devolvendo as cuecas, que merda! - concluiu, tomando proporção da treta. - Mas o João também é foda, cara!

Ângelo finalmente levantou-se da própria cama e pensou no que faria, tendo a certeza de que nada seria muito fácil. Era um autêntico macho disciplinado e planejador, e contra planejadores existiam apenas aqueles raros empecilhos aplicados pela provável casualidade da vida e todos os seus apêndices matemáticos. Mas até mesmo estas barreiras tendem a ser levadas em conta na mente do bom estrategista e planejador, na medida do possível. Anjo era bom, ele se esforçava, mas não teve chances de desconfiar do gosto que tudo estava para ficar. Talvez aquele fosse seu pior mês, inclusive, porque além de sem qualquer grana, o cafuçu saiu tão imerso nos próprios pensamentos que nem se deu conta dos documentos esquecidos sobre a mesa da cozinha do alojamento. Estava só imaginando como faria para aplicar a tão sonhada disciplina na cabeça dos aspiras, lembrando-se então que os jogos das forças armadas estavam cada vez mais próximos. Ângelo caminhou até o batalhão, como sempre fazia pelas manhãs, exceto que naquele domingo ele sabia que o plantão seria mais longo e ficaria de serviço até de noite. Antes de finalizar o trajeto, imaginou duas punições ideais para seus aprendizes, cada uma delas cabendo ao que julgou como conveniente aos erros próprios daqueles dois novatos. Pragmático.

O primeiro alvo do impiedoso e didático, porém não menos vingativo sargento Ângelo, foi ninguém menos do que Renan Caçula, que ele considerou um bucha em toda a situação. O militar teve certeza de que o marinheiro havia apanhado simplesmente pela falta de noção em saber de tudo que estava acontecendo, já que questionou Samuel assim que escutou o que foi dito no meio da violência física. E como Caçula era irmão mais novo do tenente, ficou marrento e decidiu defender o aspira como se estivesse tudo dominado, antes do sargento sentá-lo a mão e sossegá-lo em seu devido lugar.

- Ora ora, Caçula! Até que tu tá com uma cara boa pra quem tomou uma surra!

Anjo nem fez questão de disfarçar na frente dos outros aprendizes de marinheiro. O sargento responsável pela formação não estava ali, então Anjo apontou na direção daqueles dois em específico e mandou na lata.

- Você, depois do almoço comigo na cavalaria. - mirou no meio da fuça de Samuel e apontou-lhe o dedo de longe. - Você, comigo agora no salão principal. - resmungou ao Caçula, nem fazendo questão do contato visual.

E pelo semblante, o ex-marido de João não estava para muitas amizades, como se quisesse constrangê-los diante dos outros colegas, que foi o que conseguiu, já que parte do grupo não se conteve e fez um "iih!" meio caloroso. Um deles ainda bagunçou o cabelo curto do Caçula, que saiu mancando invocado e chutando o chão com raiva por aquele momento. O que a porra do sargento ainda queria com ele, afinal de contas? Já não bastavam todos os últimos acontecimentos? Nem falar com Samuel ele estava falando, por isso cada um estava num canto oposto ao outro, por incrível que pareça o efetivo rompimento entre ambos. Renan fechou a cara o máximo que pôde e seguiu os passos do sargento, caminhando até o saguão principal daquele batalhão caindo aos pedaços. Com poucos homens conhecidos ao redor, o ex-marido de João olhou na cara do Caçula e disse em tom de repreensão.

- Até que tu é um bom recruta, Caçula. - não usou o linguajar oficial, como quando gostava de fazer quando o papo era curto e grosso, sem muito rodeio. - Mas ultimamente tu tá muito boladinho por pouca merda, se ligô?

O irmão do tenente Tiago cruzou os braços na altura do peitoral e, todo na farda branca da marinha, virou os olhos para cima, suspirando em discordância comportamental.

- E é por isso que eu tenho que ter a certeza de que as forças armadas vão conseguir tirar um bom marinheiro de dentro de tu, tá ligado? - de um cafuçu pro outro, com direito a dedo apontado na cara e tudo.

O cenário caloroso contribuiu para que o clima esquentasse outra vez, os dois de frente, como se a qualquer instante a violência física fosse eclodir. Renan fechou as mãos em forma de soco e se controlou ao máximo, pedindo para que o momento acabasse logo e ele não fizesse mais nada de errado. Por que o sargento ainda insistia em fazer aquele tipo de coisa? A cara amassada, o corte na boca e o pé inchado já não eram suficientes?

- Sendo assim, só vou te pedir um único favor, Caçula.

Ângelo levou as mãos para trás do corpo e ficou naquela posição de queixo levemente levantado, exigindo postura e respeito, cordialidade tradicional.

- Na condição de seu superior e responsável indireto, só quero de você as devidas continências. - ordenou num tom preciso e seguro de si. - O meu aspira tem essa obrigação de me cumprimentar de acordo quando eu exijo.

Renan não conseguiu acreditar naquele discurso. Ele chegou a fechar os olhos de tanto que quis que o momento acabasse, quase como um moleque abusado querendo fugir das obrigações da realidade, no maior estilo dividido entre a vida jovem e mimada e o molde de futuro adulto truculento que poderia ser, disciplinado e dono de si. Além disso, o molecote lembrou também daquele mesmo veículo prata que estava quase sempre lhe seguindo, principalmente após as saídas do quartel. Pelo tempo hesitando no que fazer e pensando, Ângelo tornou a falar.

- Um dos meus deveres como teu sargento, independente de a qual força armada tu responde, é te fazer me respeitar. Então pode apostar quando eu digo que tu só vai passar daqui quando fizer a continência oficial pra mim. É o teu preço por ontem!

O Caçula engoliu aquela ordem a seco, sem qualquer líquido para ajudar na digestão, e soube que estava um pouco perdido no fim das contas. Descobriu que o cara que tanto defendeu era um mentiroso, seis meses depois de convivência, tudo por simples questão de querer piranhar com todo mundo que ele conhecia, desde o quartel até à família. Tudo mentira, invenção da cabeça de Samuel. "Eu não sei, eu.. queria te deixar com ciúmes, e", ele lembrou das últimas coisas que escutou o aspira nerd dizer e sentiu no corpo as dores pelo pagamento. No rosto, na boca, no pé esquerdo, tudo a preço de absolutamente nada. Aquele era um teste diante do irmão mais novo do tenente Tiago. Uma prova de crescimento, ou pelo menos a primeira etapa dela: saber quando vencer o próprio ego. Dentro dele, iniciou-se uma contagem regressiva, como se cada macho tivesse a sua para dizer o quão próximo de explodir estava.

- É muito difícil pra alguém como você, né, Caçula? Tu preferiria tomar outra surra do que abaixar a cabeça prum cara como eu, pode falar! - Ângelo chegou o rosto no rosto do cafuçu.

CINCO. Os narizes se tocaram e Renan segurou a respiração para não ter que tremular de nervoso, aflito para não se deixar levar pelas palavras contaminadas do sargento. Por que estava passando por aquilo ali? Por quem!? "Que inferno!"

- E é por isso que tu é um fraco. Um rebelde que a marinha vai moer no café da manhã, tu tá escutando? - e aí começou a falar baixinho, fazendo questão de tocar os lábios nos do Caçula, como forma de impor sua condição e mostrar que era capaz o suficiente de fazer até o que não deveria.

QUATRO. Quem impediria o verdadeiro e imponente sargento Ângelo? Depois de tanta angústia ante às últimas ocasiões, nada mais poderia pará-lo. Levantou o dedo na cara do marinheiro e apontou no meio da fuça dele, sentindo o calor emanando do molecote embrazado, prestes a pegarem fogo.

- O exército MASTIGA marinheiro que nem você TODO DIA de manhã, seu merdinha!

TRÊS. Renan fechou os olhos e sentiu o suor escorrendo de nervoso pela testa trêmula. Ele lembrou do pé machucado e contou quanto tempo teria até conseguir correr, memorando do dia seguinte, no qual calculou errado e por isso estava com o corpo todo moído de porrada.

- E aí, aspira? Qual vai ser? - Ângelo deu o ultimato.

DOIS. Caçula levantou o braço esquerdo devagar e fechou a mão em forma de soco, preparado para o que fazer. Novamente engoliu a seco a própria hesitação, respirou fundo e foi tomando consciência de si, do sargento e de tudo ao redor.

- Em posição de sentido! - a última ordem saiu.

UM. O sargento viu a mão do aprendiz de marinheiro levantando e entendeu que o abusado havia optado pelo método difícil, bem como ele imaginou. Inspirou, deixou o ar espalhar pelos músculos começando a pegar fogo e armou o corpo em posição defensiva para qualquer eventualidade.

ZERO!

- Caçula.. se apresentando, senhor!

Primeiro o choque. Depois a pausa. E aí sim a reação.

- !! - o sargento ficou sem jeito, totalmente sem graça naquela atitude.

Esperou um soco e se deparou com uma mão esticada na posição de sentido. Renan havia se sujeitado à ordem dele sem qualquer represália, por livre e espontânea pressão, ou seja, não escolheu a luta física, como faria na maioria das vezes. De repente o cozimento em alta temperatura feito pelo sargento tenha maturado algumas boas ideias na cabeça do cafuçinho. Ele até lembrou de Ângelo no dia anterior, pelado no vestiário e defendendo o próprio suposto namorado, sem qualquer hesitação. Foi aquele brilho, ele soube, que o motivou a levantar o braço e, ao invés de soco, uma continência esplendorosa, linda por ter sido construída com o tempo, e não improvisada, nasceu. Ali estava um caloroso e pleno sinal de disciplina, bem como Ângelo precisou, feito por muito esforço ao longo de vários meses.

- É isso que eu gosto de ver, aspira! - o sargento respondeu. - Dispensado!

E fez questão de sair do caminho do mais novo, como se entendesse que a partir dali era ele quem se responsabilizaria pelas próprias atitudes. Estava feito, afinal de contas. Caçula suspirou fundo, desfez a outra mão em forma de soco e começou a caminhar em direção ao corredor, com o pé ainda arrastando. Algo dentro de si talvez possa ter mudado, começando por aquele sentimento que estava dormente até então: a vontade de fazer qualquer coisa contra o sargento truculento e cheio de marra, que não tinha direito de coagi-lo daquela forma.

No fim da tarde de domingo, após ter realizado sua ação disciplinadora para com o primeiro marinheiro, o sargento Ângelo foi prestar serviço na cavalaria. Ele sabia que a área estaria menos frequentada, já que se responsabilizou por ela e ainda inscreveu o nome de apenas um outro marinheiro que serviria ali com ele. Não se passaram cinco minutos de sua chegada, Samuel veio em seguida, com o andar apreensivo e visivelmente acuado.

- Aprendiz de marinheiro Samuel se apresentando, sargento!

Encostado numa espécie de pequeno jipe militar, Ângelo virou o rosto na direção dele e deu um sorriso de quem havia planejado as piores tarefas para se vingar. Ou, melhor dizendo, discipliná-lo.

- Que engraçado te ver pagando de certinho, viado! - o militar não o poupou.

- Não é-

- Shhh! Não te dei permissão para responder, aspira! - e usou um dedo para silenciar a própria boca, numa nítida ordem para que o nerd se calasse.

O silêncio se instalou e o recruta se sentiu bastante envergonhado, nem pareceu o safado de primeira linha que tanto aprontava ali dentro.

- Assim é bem melhor. Em primeiro lugar, tu não tem permissão pra falar comigo. Eu sou um cara muito dominador, sabe, aspira? Então é melhor tu botar fé quando digo que, pro teu bem, tu vai ficar caladinho na tua.

Sucinto, sem tirar nem pôr.

- Segundo, eu disse que quando te pegasse ia ser pra dar uma surra, não disse? Pra tua sorte, decidi que não vou mais me dar a esse trabalho.

Samuel demorou a entender, mas respirou aliviado.

- O que não significa que não tenha preparado um plano pra colocar um pouco de disciplina nessa cabeça cheia de rola!

O mais novo sentiu as pernas tremendo e previu que boa coisa não viria.

- Ontem eu te achei muito espertinho indo lá nos chuveiros, recruta. Espertinho até demais com aquele truque de deixar o sabonete cair.

Virou-se em direção ao jipe e pulou para o lado de dentro, girando a chave que estava na ignição.

- Então hoje eu decidi que quero te ver bem sequinho, pra saber se tu vai aguentar o tranco dos jogos das forças armadas. Ouvi falar que você se inscreveu, é verdade?

Botou a mão na boca para lembrá-lo que não poderia responder na voz, então Samuel fez que sim com a cabeça e seguiu atento, tentando escutá-lo.

- Quero ver se tu aguenta dar umas voltinhas correndo.

Ângelo calculou bem, já que o nerd ainda estava usando o uniforme azul de treino, tênis de corrida, mochila nas costas e tudo mais. Samuel então se preparou para entrar no jipe, foi quando o sargento deu partida e começou a se deslocar antes que ele pudesse entrar.

- Quem disse que tu vai comigo? É pra, no máximo, me seguir!

Outra vez o aspira engoliu a seco e foi aquecendo o corpo para obedecer àquela ordem. Ângelo começou a dirigir por dentro da área militar, percorrendo o terreno numa direção um pouco afastada do campo de treino, onde o mato não era tão baixo, mas existia uma pista de corrida abandonada que quase ninguém ali se lembrava de usar, de mais ou menos 250 metros.

- Pode começar, recruta. - desligou o jipe e se sentou no capô. - Quando eu achar que tu já tá bem sequinho, pode deixar que te comunico, já é?

Cruzou os braços e esperou que ele começasse. Com a mochila nas costas, Samuel começou a trotar ao longe de onde o veículo fora estacionado, dando início àquela doce vingança do sargento Ângelo, que entendeu que o moleque tinha muita energia a gastar e por isso deveria correr até secar. A ironia veio do fato cômico de que, correndo, ele suaria e jamais ficaria seco. Se cresceu diante do vestiário, agora diminuiria na pista de corrida, nada mais justo. O militar então abriu a própria bolsa que havia trazido e tirou um sanduíche natural, que comeu com algum suco de frutas numa garrafa de quase 2 litros, suando de tão gelada. Nesse instante, Samuel estava retornando da segunda ou terceira volta, todo ensopado e sem a mochila nas costas, algo que Anjo percebeu, porém não comentou. O rosto destruído em pouco tempo, a aparência ofegante e os olhos acelerados.

- Tá com sede, aspira?

Ele fez que sim com a cabeça.

- Então é melhor tu terminar logo isso pra poder ir pra casa beber!

Tampou o refresco e jogou de volta no banco do jipe, deixando Samuel a ver navios, como um autêntico marinheiro de primeira. Mais ou menos no retorno da sexta ou sétima volta, quando o céu estava ficando escuro e brilhante pelas estrelas aparentemente próximas, o nerd chegou totalmente diferente de como havia partido: pálido, desgrenhado, respirando muito pouco para quem tinha corrido tanto. O sargento foi impiedoso ao olhar para o objeto brilhante na mão dele e ver a mochila de outrora aberta em suas costas.

- Mas que merda é essa, recru-

Uma lata de energético aberta caiu no chão, e em seguida foi a vez do aprendiz de marinheiro.

- RECRUTA!?

Ângelo ficou preocupado logo de cara, correndo em direção ao corpo do moleque e o impedindo de bater a cabeça no solo. Os olhos fechados e a boca aberta, a língua começando a entortar de uma maneira esquisita. E aí veio o primeiro espasmo violento que quase tirou o novato dos braços musculosos do sargento.

- ACORDA, RECRUTA! - ele aumentou o tom de voz e deu uns tapas de alerta no rosto do moleque.

Mas não houve resposta. No chão, a lata aberta de energético ainda vazando pelo solo da pista de corrida. Samuel deu o segundo espasmo de contração física e aí os olhos começaram a abrir, totalmente brancos, virados para cima. A boca babou sem querer, e, experiente que só, Ângelo logo percebeu que ele estava convulsionando, ou seja, tendo convulsões. Ele quase se descontrolou, tomado pelo medo de ter sido o responsável por aquele desencadeamento anormal de eventos, mas pensou rápido e levou o corpo de Samuel se mexendo até o jipe. Pensar sem fazer nada não traria qualquer resultado, então ligou o veículo, prendeu o aprendiz no cinto para que não caísse e arrancou em disparada. No meio do caminho, porém, Anjo se lembrou de um fato pouco recordado, porém efetivamente importante: por se tratar de um batalhão há pouco tempo reativado, ainda não existia uma ala hospitalar naquela unidade, então ele automaticamente cortou para o caminho imediato que tentou traçar até à unidade hospitalar mais próxima dali, que, por sorte ou muita noção de gestão urbana por parte do prefeito, não ficava a menos de três quadras. Enquanto isso, o aprendiz de marinheiro prestes a começar a se bater, numa crise de convulsão que poderia chegar a níveis ainda não imaginados em pouco tempo

Em questão de minutos, Samuel já estava sendo colocado numa maca e levado para dentro do setor da emergência do hospital, enquanto o sargento Ângelo só correu para a recepção, na intenção de preencher uma ficha qualquer, ao menos para dar início ao tratamento ou atendimento ao recruta pelo qual era responsável. Foi aí que o azar do começo do dia se fez presente, apesar de relaxado quando acordou: havia esquecido todos os documentos no próprio quarto do hotel feito de alojamento.

- Puta merda! - ele levou a mão à cabeça e xingou alto.

- Não tem problema! - a moça do balcão explicou.

Ela disse que Samuel já estava sendo atendido, mas que, de fato, o sargento precisaria de qualquer documentação ali para que fosse relatado todo o protocolo de entrada na unidade e de atendimento. Ângelo entendeu isso e, ainda um pouco atento pela explosão repentina de tanta adrenalina, retornou ao jipe, preparado para ir até em casa buscar os tais documentos. Dali a quinze minutos, ele estaria saindo do elevador do hall do apartamento. E, como se não bastasse todos aqueles encontros e desencontros às avessas, deparar-se-ia com quem menos pensou encontrar, justo naquele momento.

- JOÃO!?

Sentado à porta, o professor arregalou os olhos e se pôs imediatamente de pé, se despreguiçando em seguida como se estivesse por ali há bastante tempo. A cara destruída de cansaço, talvez pelas pouquíssimas horas de sono, o rosto bem mais magro e a aparência de exaustão piorando. Ele definitivamente não estava nada bem, mas o olhar se mantinha torto, delirando de vontade de agir, isso foi evidente até para Ângelo. Quantas intenções não estavam disfarçadas ali? Aquele calor era o que impedia qualquer um de dizer que o pai de Aurora estava na fossa, porque se tinha algo que ele realmente exalava, apesar da aparência física maltratada, era a disposição iminente.

- Você anda passando bastante tempo no quartel, pelo visto.. - foram as primeiras palavras.

João se encolheu nos próprios braços e não quis encará-lo. Lembrou-se das últimas mensagens que trocou com Cíntia e, antes de finalmente ir embora do sul, decidiu que daria a bendita e inútil última chance de explicação ao atual ex-marido, então era agora ou nunca. E justo naquele instante tão crucial e inimaginável em qualquer hipótese. O quanto um planejador e estrategista consegue lidar com os empecilhos, os imprevistos?

- João, eu preciso te levar num lugar e tem que ser agora, porque o tempo está curto! Aquele escroto do Samuel admitiu que inventou tudo aquilo que você viu, só que ele meio que passou mal e não tá muito consciente! - ele foi falando rápido.

Respirou fundo e foi ignorado pelo professor.

- Um minuto perto de você e isso é tudo que eu escuto?

Ângelo destrancou a porta do apartamento apressado e sentiu que as coisas finalmente dariam certo a partir dali. Pegou o documento em cima da mesa, bebeu um copo d'água por conta de tanta correria e limpou o suor com uma toalha de mão no banheiro. Retornou à sala e se preparou para sair, voltando a interagir com o ex-marido.

- Eu tô falando disso porque foi isso que separou a gente, não foi? Então, o Samuel vai te contar tudo que ele contou pra mim, pode ter certeza! A gente só precisa ir pro hospital, porque o puto teve convulsão e eu levei ele pra lá!

João queria levar a sério, mas o cansaço o fez ficar novamente ressentido.

- Você o que, Ângelo!?

Só então o sargento parou de andar e virou na direção do ex-marido, ciente de que precisavam voltar logo à unidade hospitalar, afinal de contas, querendo ou não, o recruta era responsabilidade do militar dedicado e qualquer eventualidade seria respondida por ele.

- Eu sou responsável indireto do Samuel, João. Lembra? Por favor, me diz que você se lembra!

O pai de Aurora fez cara de impaciente e foi logo dizendo.

- Eu vim aqui pra gente conversar e você já chega assim, querendo me levar pra ver o coitado do Samuel no hospital? Que brincadeira é essa, é alguma piada?

Só então Anjo realizou a problemática. A falta de comunicação poderia destruir qualquer família, menos a sua. Por enquanto.

- Tu tá falando sério, João?

O outro bateu de ombros e começou a caminhar na direção do elevador, cheio de sempre caírem num embate, pelo menos nos encontros recentes.

- Eu sabia que era um erro vir aqui tentar conversar. Sabia bem, porque não há mesmo nada para conversar!

- Pelo amor, João! Tu não queria escutar do Samuel o que foi que aconteceu? Qual é o teu problema?

Mas o professor já havia acionado o botão do elevador e entrado no mesmo, deixando o militar parado diante da porta do apartamento. Os braços cruzados, o pé insistente batendo no chão e as malas prontas no hotel onde estava dormindo, só esperando para que fosse embora de volta para o Rio de Janeiro. Antes da porta se fechar, ele franziu a testa e respondeu carregado por uma raiva fora do comum.

- MEU PROBLEMA FOI TER VINDO AQUI!

Só depois que ficou sozinho e começou a se deslocar pelos andares debaixo, João deu um soco certeiro na superfície metálica e respirou fundo, fechando os olhos e sentindo aquela vontade vermelha e incandescente florescendo em si, dos pés à cabeça. O que era aquilo, afinal de contas? Um fogo, uma inclinação mais do que certeira ao erro. Estava definitivamente liberado para dar muito errado a partir daquele momento. Pensou no próprio hotel, mirou no hábito que desenvolvera de sair e observar pelos últimos dias e chegou à uma conclusão. Enquanto isso, o sargento Ângelo ficou sem entender o que tinha acabado de acontecer ali, incrédulo em como o ex-marido se mantinha tomado de sentimentos negativos e ressentimentos excessivos, que poderiam lhe fazer mal a qualquer momento. Não só a ele, a todos ao redor, porque é isso que o veneno faz. Mas consciente e equilibrado, mais centrado do que nunca, Anjo voltou a si e resolveu lidar com uma questão de cada vez, como um faz um homem inteligente e que cansou de perder o controle. Ele retornou ao hospital e finalmente oficializou a entrada de Samuel. Quando chegou lá, descobriu que o aspira já havia sido medicado, porém estava temporariamente sedado para poder acalmar os espasmos musculares, estando assim livre de qualquer risco físico para si mesmo. Foi nesse momento que o sargento começou a avaliar o gosto doce e muito perigoso que sua vingança teve em cima de Samuel e Caçula, apesar do risco aguçado de tudo ter dado errado. Não era bem uma vingança, afinal, foi apenas uma aplicação de disciplina, nada demais ao seu ver. O cafuçu só não sabia de um pequeno detalhe: a partir do primeiro momento onde as coisas começaram a dar errado, logo após uma pré-definição do que seria a queda, a definição do que era doce já havia sido estabelecida.

O domingo de Renan até que foi pacato, por assim dizer. Depois do único momento no qual cruzou com o sargento Ângelo e se viu forçado a prestar continência de forma a abandonar o próprio orgulho e se submeter à vontade do outro, ele optou por ficar de serviço na intendência da unidade, onde poderia pegar no batente braçal e não depender muito do pé esquerdo para ficar andando de um lado para o outro. Nos poucos momentos em que parou para respirar, mijar e tomar uma água, o Caçula encarou o próprio celular e pensou no que fazer, ciente de que o próximo passo para o que tanto queria precisava de ser dado, caso quisesse tanto assim. Numa dessas paradas, ele se olhou no espelho e analisou o rosto menos amassado a troco de nada, resultado do comportamento escroto de Samuel, que ele nem viu pelo resto do dia, assim como o próprio sargento e sua maldita ordem de continência. Renan só foi embora do batalhão quando já era bem de noite, ainda com o pé esquerdo mancando e a mente cheia de dúvidas sobre o que fazer e como fazer. Por um lado, queria pegar o telefone e dar um único telefonema. Por outro, sentiu que deveria comentar com o irmão sobre tudo que estava acontecendo, como forma de pedir ajuda, porém entendeu que suas responsabilidades eram tão somente suas e por isso não poderia envolver outras pessoas.

- "É o que aquele cuzão daquele sargento faria!" - pensou.

Desfez todo o caminho separando o que considerou atitude de moleque e comportamento de homem, muito embora não tenha feito um extremo disso para selecionar o militar abusado em qualquer área entre respeito e cuzisse. O importante, ao seu ver, era a capacidade de manter a própria palavra, então era o que ele faria e não envolveria mais ninguém. E Renan era bom nisso, tanto que normalmente até pressentia quando algo daria errado, já que evitava chegar em casa e tomar esporro de Tiago. Talvez por isso, naquela noite de domingo, antes do Fantástico começar, ele não tenha entendido absolutamente nada de nada quando girou a maçaneta da porta da sala do apartamento do irmão mais velho e, na tocaia, deu de cara com o mesmo sentado no sofá da sala. A cara enorme de fechada, as sobrancelhas quase se tocando num semblante de raiva e estresse e o suor nítido no rosto, com a perna balançando de inquietude. Assim que viu Renan, o tenente veio rápido à porta e apontou-lhe o dedo na cara.

- Falei que não queria que você arrumasse problema, não falei, Renan? - o tom baixo como se contasse segredos.

O moleque não entendeu.

- Mandei tu deixar teus problemas no batalhão, mas tu não conseguiu, né?

Caçula quis compreender o que poderia ter ocorrido. Lembrou-se imediatamente do carro prateado e do sargento, então logo deduziu que aquela pequena continência de mais cedo havia sido apenas o começo, além de totalmente insuficiente para sossegar o ego vingativo dele.

- Agora tu vai lá dentro do teu quarto e vai resolver teus problemas sem me envolver, Renan! Tá me ouvindo?

Tiago apontou para a porta do cômodo do Caçula e ele permaneceu sem qualquer pista de como o militar teria chegado ali. Como se não bastassem as dores físicas espalhadas pelo corpo, agora lidaria com um sargento abusado e marrento, muito do autoritário, que não se acalmou até finalmente encontrá-lo dentro de casa. E agora? Ele encarou o olhar impositivo do irmão mais velho e foi mancando em direção ao próprio cômodo onde dormia. Antes de entrar, ainda escutou o tenente dizer.

- Espero que seja a primeira e última vez que ele vem aqui, entendeu?

Renan lembrou de todas as brigas que teve com Ângelo no quartel e abriu a porta, escorregando lentamente para dentro do próprio quarto. Antes de vê-lo sentado em sua cama, ele fechou a porta e foi virando devagar. Até que, diante de si, não viu Ângelo. Aquele era um cara branco, mais ou menos da sua altura, o rosto meio frágil e com aparência de carente. Curtas entradas na cabeça de trintão e um semblante de bastante ressentido por qualquer coisa. Uma pessoa um pouco estranha e que pareceu aleatória ali dentro, com um olhar meio incrédulo de quem não estava realmente crendo em qualquer coisa que estava prestes a acontecer, um tanto quanto impactado. Renan lembrou daquele rosto familiar.

- Tu não é o..

- João? - o outro interrompeu.

E ali estavam os dois, cada um numa posição diferente da própria existência pessoal. De um lado, um professor triste e com desejo de vingança, segurando um doce na mão e provando do perigoso gostinho de fazer aquilo que acreditou que o ex-marido também fizera. Um mix inflamável de sensações com grande potencial explosivo, à beira de qualquer atitude capaz de perpetuar consequências irreversíveis. Chegou a arrepiar a maneira com a qual um simples momento e pequenas ações poderiam mover universos e mundos enormes entre si, de um jeito que nunca mais poderiam ser desfeitos, nem em milhões de anos luz.

- Quer dizer.. - foi se consertando. - Meu nome é João. Talvez você não se lembre de mim, eu sou professor e..

- Não, que isso! Como não lembrar? - Renan sorriu e caminhou devagar pelo próprio quarto, percebendo aquele doce familiar nas mãos do rapaz. - É que tu só tá um pouco diferente do que eu lembro!

Ele deslizou lento pelo espaço vazio entre eles, ocupando aos poucos a área onde o calor de um começou a ser sentido de longe pelo outro. E aí o choque térmico passou a ser deveras perigoso, numa mistura instável e prestes a incandescer em qualquer movimento em falso.

- Posso estar. - as respostas pareceram prontas, como se não pudessem dispor de muito tempo para serem pensadas antes de faladas. - Muita coisa tem acontecido, sabe?

Caçula sentou-se ao lado dele e, devagar, esticou uma coxa à frente, suspendendo parte da calça da farda da marinha. Removeu o sapato com a ponta dos dedos forçando o calcanhar e em seguida ficou só de meias. Lembrou-se então do sargento que lhe deixou aquelas marcas pelo corpo e também daquela continência extraída à força, não autorizada. A boca ficou doce, na melhor definição do que seria a vingança não premeditada.

- É, eu sei bem. Muita coisa mesmo, né? - o tom profundo e ao mesmo tempo não muito interessado soou propositalmente ofensivo, como se ele quisesse manifestar algum tipo de ego dominador e impositivo.

O professor mordeu um pedaço daquela sobremesa e o cafuçu não teve como se conter. Removeu a primeira meia e esticou firme o pé que não estava machucado, mexendo com os dedos e liberando aquele cheiro maravilhoso de masculinidade que é incubada e em seguida libertada, na maior difusão de odores que um macho pode oferecer, sem qualquer chulé horrendo. Bem cuidado, masculino que só ele, exalando testosterona ao redor e impregnando os móveis consigo mesmo. Um homem em plena pós-definição do que seria a ascensão, aprendendo a lidar aos poucos.

- Isso é um doce? - perguntou o aspira.

João deu outra mordida e engoliu devagar. Para Renan, aquela era a segunda etapa da mesma prova que ele já havia feito aquele dia. Ele tinha duas opções sobre como proceder.

- É sim! - esperou e preparou as palavras como se fossem munição a serem usada. - É pé de moleque, conhece?

Caçula fez que sim com a cabeça e emendou.

- É claro!

Aí trouxe a meia ao próprio nariz, como bem gostava de sentir seu odor de homem, e aspirou fundo, isso sem tirar os olhos de João, sentado ao seu lado. Depois abaixou as mãos, mas permaneceu com a peça de roupa nelas.

- Quem te contou que eu morava aqui? - Renan quis saber.

Aquela pergunta foi uma das últimas a ser feita dentro daquele quarto. A tensão sexual inflamou, os dois pensaram na mesma coisa e foram motivados por uma mesma sensação contra a mesma pessoa em comum: a vingança ante Ângelo. Um pelo sargento marrento que gostava de aparecer e deixou marcas físicas, outro por pisar no ex-marido que o traíra com um viado dentro do batalhão. Eram muitas mesmices em jogo, embora se tratasse de dois seres que só se encontraram uma vez até então. João ficou tímido, abaixou a cabeça e admitiu.

- Eu te segui de uber algumas vezes. - esperou um esporro, mas recebeu um sorriso de incredulidade.

- Aaaah, então foi tu, né? - ele não botou fé. - Tudo isso só pra descobrir onde eu morava, ein!?

Caçula associou João ao veículo prateado que tanto insistia em segui-lo e entendeu tudo que estava acontecendo ao redor. E justamente por entender, ele quis desfrutar bastante antes de finalmente dirigir todas as situações até o ponto culminando onde se faz necessária a definição principal: a vingança é doce, e ela tem gosto de pé de moleque. O professor mordeu a sobremesa e Caçula fez a última pergunta.

- E tu se amarra num pé de moleque, ein?

Esticou a perna e fez o que sempre estava acostumado a fazer, numa espécie de recaída sobre o comportamento antigo que tinha, sexualmente compulsivo. Ele jogou a coxa esquerda sobre o colo de João e puxou a calça pra cima, deixando que o professor sentisse o peso do corpo de um cafuçu diferente. Quanto tempo fazia desde que João havia se relacionado com outro cara? Deu nem para lembrar, até porque, ele mesmo não quis. O professor encarou aquele peso como parte das consequências que teria que lidar a partir dali. Respirou fundo, compreendeu que era o que queria e não olhou mais para trás: removeu a meia de Renan e sentiu o cheiro forte daquele pé másculo e enorme de espalmado, totalmente bem feito e moldado, ainda que pouco menor que o outro que estava acostumado a ver sempre. A temperatura pareceu atrevida, a textura um tanto quanto perigosa, pra não falar da quantidade de pelos dispostos ali. "Quantos desses cabelos não roçaram contra outras peles?", pensou o professor. Ele percebeu o inchaço no pé do marinheiro e disse.

- Eu sei fazer uma massagem de primeira, quer ver?

Caçula levou as mãos atrás da cabeça, relaxou o corpo e permitiu que o volume começando a despontar fosse percebido, visível entre o campo de visão de ambos. Ele suspirou fundo e, preparado para se vingar, liberou o corpo ao comando de outro cara.

- Me mostra o que você sabe.. - esperou e mandou. - Fessô!

Pronto, agora era só comer. O ex-marido de Ângelo o observou e abaixou para sentir seu odor íntimo mais de perto, praticamente de cara no pé másculo e cabível de tamanho. Com a mão, sentiu a sola quente e massuda e usou os dedos para forçar os tendões internos da carne bruta e cheirosa do moleque marrento e vingativo.

- Abre essa gaveta aí. - Renan mandou.

E João prontamente obedeceu, dando início à primeira ordem cumprida que era ditada pelo outro macho da vez. Tateou alguns instantes e encontrou um tubo de óleo para massagem. No rótulo, as informações: "Feito à base de mel!". Olhou no rosto do Caçula e sentiu o corpo pegar fogo ao perceber aquele sorriso cheio de maldade e o volume sendo formado ao alcance das próprias mãos. Estava na hora de colocar fogo em tudo que havia sido construído até então. E se isso tinha que acontecer, que acontecesse da melhor pior maneira possível. Mais uma vez desfez-se o chão e a balança da disciplina pesou, caindo desordenada para o lado da vingança, sendo que nenhum dos dois dentro daquele quarto conseguiu se segurar. Num cenário prestes a explodir em tesão e tensão sexual latente, as consequências estavam a um estalo de serem acionadas pelo gatilho do sangue quente e carregado. Três coisas serviram de combustível: desgastes físicos, carências nos peitos e os desejos calorosos de envenenar completamente as relações do mesmíssimo sargento, independente de com quem fosse. Com o marinheiro do batalhão ou o ex-namoradinho ciumento. Já que estavam ali, por que não compartilhar do mesmo gosto em comum? Pé de moleque é isso: ..doce!

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Parte 4: "Definição: Doce!"

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Comentários

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28/06/2018 12:08:46
Renan vai comer o João. O Ângelo pra se vingar domina e come o Renan. Tiago flagra o irmão sendo comido. E aí, o que será que acontece? Desculpa minha ousadia em expor essas idéias.
28/06/2018 12:05:55
Sou muito fã de seus contos e aguardo ansioso a continuação. Ainda queria ver um desses machos ativos dominadores, sendo dominado por outro. Tem o Renan, o Tiago, o pai deles que apareceu em outro conto e o Ângelo. Será que Renan vai comer o Ângelo, que pra se vingar comerá o Renan? Seria muito bom.
24/06/2018 17:00:19
João merecia uma surra kkk Cara idiota, não sabe pensar
23/06/2018 11:40:19
Na hora da raiva porque não ia a razão em vez da emoção?
23/06/2018 11:39:20
Chumbo grosso
23/06/2018 10:46:08
Toda essa merda causada para falta de diálogo. Agora o errado da história será o João. Ansioso pela continuidade
23/06/2018 10:00:16
AINDA DÁ TEMPO DELE DESISTIR!! ELE TEM QUE DESISTIR DETRAIR O ÂNGELO!! NOTA 10




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